Campinas Futebol Clube

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Nota: Este artigo é sobre o clube brasileiro da cidade de Campinas; para o clube homônimo de Goiânia, veja Campinas Futebol Clube (Goiás); para o clube que incorporou o Campinas, veja Sport Club Barueri.
Campinas
Campinas Futebol Clube
Nome Campinas Futebol Clube
Alcunhas Águia da Mogiana
Mascote Águia (oficial)
Fundação 1 de janeiro de 1998 (19 anos)
Extinção 25 de janeiro de 2010 (7 anos)
Estádio Cerecamp
Capacidade 4.033
Localização Campinas, São Paulo SP,  Brasil
Presidente Brasil Edmar Bernardes dos Santos
Competição São Paulo Campeonato Paulista - Série A3
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Campinas Futebol Clube foi um clube brasileiro de futebol da cidade de Campinas, estado de São Paulo.

Foi fundado em 1 de janeiro de 1998 pelos ex-jogadores Careca e Edmar Bernardes dos Santos, este o último presidente da história do clube. Disputava a Série A-3 do Campeonato Paulista quando foi extinto. Mandava seus jogos no Estádio Cerecamp que tem capacidade para 5 mil pessoas.

A mascote do clube era uma águia. As cores do clube eram azul e amarelo, cores da bandeira da cidade homenageada.

No dia 24 de janeiro de 2010, o time deixou de existir. Devido a problemas financeiros e políticos, o clube foi vendido e incorporado pelo Sport Club Barueri.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Partida do Campinas Futebol Clube no Cerecamp

Fundado no dia 1 de janeiro de 1998 por iniciativa de dois ex-jogadores do Guarani Careca e Edmar Bernardes com a iniciativa de criar uma "terceira potência" pro futebol campineiro e promover a formação de novos jogadores através de uma categoria de base.

Nos primeiros cinco anos de existência, o clube mandou os jogos para a cidade de Pedreira, distante 44 km da sede do clube, participando neste período da Série B1-B do Campeonato Paulista, equivalente ao quinto nível do torneio o qual não existe mais no sistema atual.

O primeiro jogo no profissional ocorreu no dia 26 de abril, com derrota por 2 a 1 para o Guarujá, em Pedreira. Sua primeira vitória aconteceu no dia 23 de maio de 1998 por 2 a 1 sobre o Guaçuano também em Pedreira.

De 1999 a 2000 o time repetiu as boas campanhas na primeira fase da Série B1-B, mas não conseguindo o acesso na fase seguinte. Esse fato fez com que o Campinas fosse conhecido por muitos como "amarelão", algo que viria a se repetir e muito nos anos seguintes.[2]

Em 2002, devido problemas financeiros a equipe licenciou-se da Federação Paulista de Futebol, mas, graças a pequenos empresários e membros da comunidade campineira, o time retornou no ano seguinte ao profissionalismo e passou a jogar, pela primeira vez, na cidade que lhe empresta o nome.

A nova casa passou a ser o estádio Horácio Antônio da Costa, o Cerecamp, tradicional campo de Campinas que abrigou, nas décadas de 1940 e 1950, o Esporte Clube Mogiana, time que desapareceu na década de 60 deixando o estádio abandonado por quarenta anos até ser reformado pelo Campinas, em 2003.

O clube ficou dois anos na quinta divisão do Paulistão (Série B2) de 2003 a 2004, quando houve a unificação das Séries B1, B2 e B3 (quarta, quinta e sexta divisões) em uma única, a Segunda Divisão do Campeonato Paulista (equivalente ao quarto nível).

Na Segunda Divisão em 2005 o Campinas foi eliminado tendo chego até à segunda fase. Passou para o quadrangular decisivo em 2006, mas acabou ficando em terceiro lugar. Já em 2007, foi líder do seu grupo na primeira fase, mas novamente foi eliminado na segunda fase.

Conseguiu o acesso no dia 9 de novembro de 2008 com um empate em 0 a 0 com o "rival" Red Bull Brasil (time recém criado da mesma cidade), diante da sua torcida no Cerecamp, após três anos de grandes campanhas e dez anos de muita luta e chegando perto do acesso.

Em 2009, em participou pela primeira e única vez na Série A3, ficando na 12ª colocação geral da tabela, com sete vitórias, cinco empates e sete derrotas em 19 jogos.[3]

O último ano de sua existência foi 2010, quando o seu presidente Edmar Bernardes vendeu o clube, alegando um descontentamento com a prefeitura de Campinas e com o secretário municipal de esportes da época, Gustavo Petta, que não dava nenhum tipo de apoio financeiro e nem logístico, sendo que o clube vinha enfrentado graves problemas de infra-estrutura. O próprio Edmar Bernardes se viu obrigado a brigar com o governo do estado, que detém posse do Cerecamp, local da sede do clube na cidade.[4]

Sendo assim, o Campinas Futebol Clube foi vendido e passou a se chamar Sport Club Barueri, tendo como presidente o empresário Adir Leme da Silva. Essa aquisição aconteceu já que a cidade de Barueri se encontrava sem nenhum clube de futebol, pois na época o Grêmio Barueri (clube empresa) tinha se transferido para a cidade de Presidente Prudente.[5]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Categorias de Base[editar | editar código-fonte]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

São Paulo Série B2
Ano 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004
Pos. ? ? ? ? ? ?
São Paulo Série B
Ano 2005 2006 2007 2008
Pos. 2ª f 2ª f
São Paulo Série A3
Ano 2009
Pos. 12º

Referências

  1. Futebol Interior (24 de Janeiro 2010). «Campinas Futebol Clube agora é "Sport Club Barueri"». Portal Barueri. Consultado em 11 de Novembro de 2016 
  2. Richard Melo da Silva (23 de Maio de 2015). «Que time é esse? - Campinas Futebol Clube». Portal da Segundona Paulista. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  3. «História». Federação Paulista de Futebol. Consultado em 11 de Novembro de 2016 
  4. Futebol Interior (23 de Janeiro de 2016). «Bomba! Sem apoio, Campinas vai dar vaga ao novo Sport Barueri». História do Futebol. Consultado em 11 de Novembro de 2016 
  5. Anelso Paixão (26 de Janeiro de 2010). «Barueri compra time de Careca». O Estadao de S.Paulo. Consultado em 11 de novembro de 2016 
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