Dizinha Linux

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Dizinha Linux  v  e 
Logotipo
Captura de tela
ScreenShot da Dizinha 1.0b com IceWM
Desenvolvedor Lame_Duck e outros
Arquiteturas x86
Modelo do desenvolvimento Software Livre
Lançado em 4 de janeiro de 2004 (14 anos)
Versão estável 1.03b / 3 de setembro de 2005; há 13 anos
Versão em teste 2.01 Alpha / 12 de janeiro de 2006; há 12 anos
Família Kurumin
Núcleo Linux
Método de atualização dpkg
Gerenciamento de pacotes APT
Interface IceWM
Estado do desenvolvimento Descontinuado
Website www.patinhofaminto.awardspace.com (em português)., acessado pela última vez há 479 semanas e 6 dias
Origem comum  Brasil
Portal do Software Livre

A Dizinha Linux foi uma distribuição Linux brasileira, especialmente desenvolvida para computadores mais antigos.[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

A Dizinha Linux foi uma das primeiras distribuições baseadas no Kurumin Linux. Desenvolvida por um heavy user do Kurumin (conhecido apenas como Lame_Duck), ela tinha como atrativo a possibilidade de rodar em máquinas antigas com até 16 MB de RAM e processador já obsoleto a sua época (por exemplo, o Pentium 100 da Intel).[1]

Esta distribuição possuía um gerenciador de janelas simples e aplicativos leves, visando justamente os usuários donos de PCs sem grande poder de processamento. Para manter esta compatibilidade com hardwares antigos, em toda sua existência os desenvolvedores mantiveram o núcleo Linux dela na versão 2.4.x.

Utilizando ferramentas do próprio Debian, a Dizinha Linux foi tão intuitiva quanto outras distribuições nele baseadas.[3]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Dizinha teve origem, segundo o criador da distribuição, em uma versão reduzida das palavras "Distribuiçãozinha" ou "Distrozinha", em razão de esta ter sido muito leve e compacta.

Dizinha é um nome de gênero feminino (o correto é A Dizinha e não O Dizinha). É comum a confusão, já que outras distribuições Linux também têm nomes que parecem ser de gênero feminino, mas são tratados como nomes de gênero masculino (como Debian e Fedora).

Especificações[editar | editar código-fonte]

Para uma distribuição linux enxuta e compatível com máquinas antigas, a Dizinha oferecia um pacote básico de aplicações em sua versão Lite como navegadores de internet (Firefox e Opera), alguns programas multimídia (que rodavam em modo texto) e outras ferramentas básicas de um sistema operacional.[1]

Seu ambiente gráfico padrão era o IceWM, que aceita vários temas que podem ser construídos pelo usuários ou baixados pela internet.[4]

A mesma contava com o Painel X, o painel de controle da Dizinha. A partir dele, você poderia configurar esta distribuição de acordo com as suas necessidades, instalar modems, diferentes tipos de hardwares e até outros softwares.

Na sua versão Full, ela contava com aplicativos como GIMP, emuladores de videogame, jogos, outros programas de rede (como Pidgin e o gFTP), diversos programas multimídia e o IceWM Control Panel (o painel de controle do desktop IceWm).

Distribuição descontinuada[editar | editar código-fonte]

No inicio de 2008, os até então mantedores da Dizinha resolveram descontinuá-la e incorporar seus recursos em um outra distribuição derivada deste mesmo projeto, batizada como NeoDizinha Linux.[5][6]

A terceira versão da NeoDizinha Linux, que contaria com os antigos recursos da Dizinha original, estava em desenvolvimento sem data marcada para lançamento. Houve o lançamento de uma versão de testes para a NeoDizinha (batizada de 3.1b), a qual apresentou alguns problemas na instalação (o lançamento de outra nova versão desta foi cogitada, mas acabou não sendo levada adiante).

Em 26 de Dezembro de 2009, o autor anunciou (no site oficial) que o projeto NeoDizinha também fora descontinuado.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Dizinha». ArchiveOS (em inglês). 5 de maio de 2017. Consultado em 6 de maio de 2018. 
  2. Bodnar, Ladislav (25 de fevereiro de 2004). «Linux in Brazil [LWN.net]». lwn.net. Consultado em 24 de junho de 2018. 
  3. Éldman de Oliveira Nunes, Renata Maria de Figueirêdo Vilas Boas. «Promoção da Inclusão Sócio-Digital através de Cursos Superiores em Computação» (PDF). Faculdade Hélio Rocha. Consultado em 24 de junho de 2018. 
  4. «icewm». www.icewm.org. Consultado em 6 de maio de 2018. 
  5. «Especificações». NeoDizinha. 9 de setembro de 2008. Consultado em 9 de setembro de 2008. 
  6. «Neo Dizinha Linux - Notícias». archive.li. 24 de junho de 2007. Consultado em 6 de maio de 2018. 

Ligação externa[editar | editar código-fonte]