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Dizinha Linux

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Dizinha Linux
Logotipo

ScreenShot da Dizinha 1.0b com IceWM
Desenvolvedor Lame_Duck e outros
Arquiteturas x86
Modelo do desenvolvimento Software Livre
Lançado em 4 de janeiro de 2004 (20 anos)
Versão estável 1.03b / 3 de setembro de 2005; há 18 anos
Versão em teste 2.01 Alpha / 12 de janeiro de 2006; há 18 anos
Família Kurumin
Núcleo Linux
Método de atualização dpkg
Gerenciamento de pacotes APT
Interface IceWM
Estado do desenvolvimento Descontinuado
Website www.patinhofaminto.awardspace.com (em português)., acessado pela última vez há 788 semanas e 6 dias
Origem comum  Brasil
Portal do Software Livre

A Dizinha Linux foi uma distribuição Linux brasileira, especialmente desenvolvida para computadores mais antigos.[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

A Dizinha Linux foi uma das primeiras distribuições baseadas no Kurumin Linux. Desenvolvida por um heavy user do Kurumin conhecido pelo pseudônimo Lame Duck,[3] ela tinha como atrativo a possibilidade de rodar em máquinas antigas com até 16 MB de RAM e processador já obsoleto a sua época como, por exemplo, o Pentium 100 da Intel.[1]

Esta distribuição possuía um gerenciador de janelas simples e aplicativos leves, visando justamente os usuários donos de computadores sem grande poder de processamento. Para manter esta compatibilidade com hardwares antigos, em toda sua existência os desenvolvedores mantiveram o núcleo Linux dela na versão 2.4.x.

Utilizando ferramentas do próprio Debian, a Dizinha Linux foi tão intuitiva quanto outras distribuições nele baseadas, visando a usabilidade de diferentes públicos e finalidades como, por exemplo, acadêmicos.[4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Dizinha teve origem, segundo o criador da distribuição, em uma versão reduzida das palavras "Distribuiçãozinha" ou "Distrozinha", em razão de esta ter sido muito leve e compacta.

Dizinha é um nome de gênero feminino, sendo então denominado como A Dizinha e não O Dizinha. É comum a confusão, já que outras distribuições Linux também possuem nomes que parecem ser de gênero feminino, mas são tratados por nomes de gênero masculino, como Debian e Fedora.

Especificações[editar | editar código-fonte]

Para uma distribuição Linux enxuta e compatível com máquinas antigas, a Dizinha oferecia um pacote básico de aplicações em sua versão Lite quer compreendia os navegadores de internet Firefox e Opera, alguns programas para multimídia que rodavam em modo texto e outras ferramentas básicas para a funcionalidade deste sistema operacional.[1]

Seu ambiente gráfico padrão era o IceWM (em inglês: IceWM Control Panel), o qual aceitava vários temas que poderiam ser construídos pelos usuários ou baixados através da internet.[5]

A mesma contava com o Painel X, o painel de controle da Dizinha. A partir dele, era possível configurar esta distribuição de acordo com as necessidades do usuário, instalar modems, diferentes tipos de hardwares e até outros softwares.[6]

Na sua versão completa, ela contava com aplicativos como GIMP, emuladores de videogame, jogos, programas de rede como Pidgin e o gFTP, diversos programas multimídia e o painel de controle do desktop IceWm.[5]

Distribuição descontinuada[editar | editar código-fonte]

No início de 2008, os até então mantedores da Dizinha resolveram descontinuá-la e incorporar seus recursos em um outra distribuição derivada deste mesmo projeto, batizada como Neo Dizinha Linux,[6] que chegou até a sua versão 2.0 mantendo a base das concepções originais de usabilidade de sua antecessora.[7][8][9]

A terceira versão da Neo Dizinha Linux, que contaria com os antigos recursos da Dizinha original, estava em desenvolvimento sem data marcada para lançamento. Batizada como 3.1b, uma versão de testes para a Neo Dizinha acabou aparecendo, sendo que a mesma apresentou alguns problemas na instalação. Outra nova versão desta distribuição foi cogitada, mas acabou não sendo levada adiante.

Em 26 de dezembro de 2009, o autor anunciou em seu site oficial que o projeto Neo Dizinha também seria descontinuado.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Dizinha». ArchiveOS (em inglês). 5 de maio de 2017. Consultado em 6 de maio de 2018 
  2. Bodnar, Ladislav (25 de fevereiro de 2004). «Linux in Brazil». LWN.net (em inglês). Consultado em 24 de junho de 2018. Cópia arquivada em 3 de março de 2016 
  3. Duck, Lame (2004). «Dizinha Linux - Agradecimentos». dizinha.codigolivre.org.br. Dizinha Linux. Consultado em 19 de fevereiro de 2019. Arquivado do original em 11 de março de 2008 
  4. de Figueirêdo Vilas Boas, Renata Maria; de Oliveira Nunes, Éldman (Novembro de 2007). «Promoção da Inclusão Sócio-Digital através de Cursos Superiores em Computação» (PDF). Cursos Eldman. p. 8. Consultado em 21 de novembro de 2023. Arquivado do original (PDF) em 25 de junho de 2018 
  5. a b «Icewm». Icewm (em inglês). 2007. Consultado em 6 de maio de 2018. Arquivado do original em 5 de dezembro de 2012 
  6. a b «Sobre o projeto Neo Dizinha Linux». Neo Dizinha Linux. 2007. Consultado em 9 de setembro de 2008. Arquivado do original em 4 de setembro de 2007 
  7. «Notícias do Projeto». Neo Dizinha Linux. 1 de abril de 2007. Consultado em 6 de maio de 2018. Arquivado do original em 27 de outubro de 2013 
  8. «Changelog das versões da Neo Dizinha». Neo Dizinha Linux. 1 de abril de 2007. Consultado em 21 de novembro de 2023. Arquivado do original em 7 de setembro de 2007 
  9. «Dicas Preel - Para Linux Neo Dizinha». SILO.TIPS 1 ed. Dicas Preel - Polo de Reciclagem de Eletroeletrônicos. Julho de 2011. Consultado em 19 de fevereiro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]