Kubuntu

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Kubuntu  v  e 
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Kubuntu 17.04 "Zesty Zapus"
Desenvolvedor Colaboradores da comunidade
Arquiteturas x86 x86-64
Modelo do desenvolvimento Software Livre
Lançado em 8 de abril de 2005 (13 anos)
Versão estável 17.10[1] / 19 de outubro de 2017; há 11 meses
Língua natural Multilinguagem
Mercado-alvo Desktop
Família Ubuntu
Núcleo Linux
Método de atualização dpkg
Gerenciamento de pacotes APT (PackageKit)
Interface KDE
Licença GNU GPL versão 2 [3]
Estado do desenvolvimento Corrente
Website www.kubuntu.org. (em inglês)., acessado pela última vez há 304 semanas e 6 dias
Posição no Distrowatch 30ª (em inglês, em espanhol, em francês, em alemão, em tcheco/checo, em japonês e em chinês).
Origem comum  Ilha de Man
Portal do Software Livre

Kubuntu é um sabor oficial do sistema operacional Ubuntu que usa o KDE Plasma ao invés do ambiente de área de trabalho GNOME. Como parte do projeto Ubuntu, a Kubuntu usa os mesmos sistemas subjacentes. Todo pacote no Kubuntu compartilha os mesmos repositórios do Ubuntu,[4] e é lançado regularmente na mesma programação do Ubuntu.[5][6]

Visão geral[editar | editar código-fonte]

A proposta do Kubuntu é oferecer um sistema operacional/operativo onde qualquer pessoa possa utilizá-lo, sem dificuldades, independente de nacionalidade, nível de conhecimento ou limitações físicas. A distribuição deve ser constituída totalmente de software gratuito e livre, além de isenta de qualquer taxa.

A Comunidade Kubuntu/Ubuntu se ajuda mutuamente, não havendo distinção de novatos ou veteranos; a informação deve ser compartilhada para que se possa ajudar quem quer que seja, independente do nível de dificuldade.

Nome[editar | editar código-fonte]

"Kubuntu" é uma marca registrada da Canonical.[7] O nome Kubuntu é a junção do K de KDE mais a palavra Ubuntu que significa "humanidade para com os outros" num dialeto sul africano chamado Bemba. Kubuntu é pronunciado da seguinte maneira /kùbúntú/ (ku-BÚN-tu).

História[editar | editar código-fonte]

A data de nascimento de Kubuntu foi 10 de dezembro de 2004 na Conferência Ubuntu Mataró em Mataró, Espanha.[8] O funcionário da Canonical, Andreas Mueller, da Gnoppix, teve a ideia de tornar o KDE um derivado do Ubuntu e obteve a permissão da Mark Shuttleworth para iniciar o primeiro derivado do Ubuntu, chamado Kubuntu. Na mesma noite, Chris Halls do projeto Openoffice e Jonathan Riddell do KDE começaram a ser voluntários para o projeto recém-nascido.

Mark Shuttleworth, em uma entrevista logo após o Ubuntu (que agora usa o ambiente de trabalho da Unity, antes de ter usado o GNOME) foi iniciado, afirmou:[9]

Eu acredito que a comunidade do KDE faz um trabalho fenomenal e que uma distribuição direcionada pela comunidade para mostrar esse trabalho ajudará a atrair usuários e desenvolvedores para o projeto. Nosso objetivo geral no projeto Ubuntu é promover a adoção de software livre na área de trabalho e no servidor, e reconhecemos que o KDE é uma parte essencial da combinação de ambientes de desktop que permite às pessoas encontrar o melhor ambiente para suas necessidades.

A equipe Kubuntu lançou a primeira edição, Hoary Hedgehog, em 8 de abril de 2005.

K Desktop Environment 3 foi usado como interface padrão até Kubuntu 8.04. Essa versão incluiu o KDE Plasma Desktop como opção não suportada que se tornou padrão na versão subseqüente, 8.10.[10]

Em 6 de fevereiro de 2012, um funcionário da Canonical, Jonathan Riddell, anunciou o fim do patrocínio Kubuntu da Canonical.[11] Em 10 de abril de 2012, a Blue Systems foi anunciada no site Kubuntu como nova patrocinadora, os funcionários da Blue Systems contribuem no upstream para o KDE e Debian, e o desenvolvimento do Kubuntu é liderado pela comunidade.[12] Como resultado, ambos os desenvolvedores empregados pela Canonical para trabalhar no Kubuntu - Jonathan Riddell e Aurélien Gâteau - foram transferidos para a Blue Systems e o Kubuntu manteve o uso de servidores do projeto Ubuntu.[13][14]

Diferenças do Ubuntu[editar | editar código-fonte]

Na versão 17.10, que também é Live CD, a lista de programas inclui o KDE Applications 17.04.3, tendo como navegador padrão o Firefox e o LibreOffice como suíte de escritório, dentre outros programas.[15][16][17]

Programas Ubuntu Kubuntu
Kernel e núcleo Kernel Linux e Ubuntu core
Gráficos X.Org Server
Som PulseAudio
Multimídia GStreamer
Gerente de janela Mutter KWin
Área de Trabalho GNOME Plasma Desktop
Kit de ferramentas primário GTK +, Nux e Qt Qt
Navegador Mozilla Firefox
Suite de escritório LibreOffice
E-mail e PIM Thunderbird Kontact

A versão padrão do Ubuntu vem com o desktop Unity + programas Gnome (ex: Gedit) + ferramentas administrativas para Gnome (ex: Synaptic). A versão padrão do Kubuntu vem com o desktop KDE + programas KDE (ex: Kontact) + ferramentas administrativas para KDE (ex: Adept). Entretanto, estes são apenas os programas instalados por padrão. Alguém pode instalar o Ubuntu e então instalar o KDE, ou mesmo o 'metapacote' Kubuntu para ter todos os programas do Kubuntu. Ou mesmo ter uma mistura dos dois, de acordo com preferência. Há algumas desvantagens em fazer isso, já que será necessário mais espaço no disco e mais memória, já que o Unity usa uma biblioteca chamada GTK e o KDE usa o Qt, mas é pouca coisa para computadores modernos. Para computadores realmente antigos, talvez o mais aconselhável seja a utilização da variante Xubuntu.

Lançamentos[editar | editar código-fonte]

CDs da versão 7.04 de Kubuntu.

Uma nova versão da família Ubuntu é lançada semestralmente, e cada lançamento tem um codinome e um número de versão. O número de versão é baseado no ano e no mês de lançamento. Por exemplo o Ubuntu 4.10 foi lançado em 2004 no mês de outubro(mês 10) e teve o codinome Warty Warthog. As distribuições derivadas costumam ser lançadas no mesmo dia ou com um pequeno atraso.

A versão mais recente do Kubuntu é 17.10 Artful Aardvark e foi lançada em 19 de outubro de 2017.[18]

Requisitos do sistema[editar | editar código-fonte]

A versão de desktop do Kubuntu atualmente oferece suporte às arquiteturas Intel x86 e AMD64. Alguns lançamentos suportam outras arquiteturas, incluindo: SPARC,[19] PowerPC,[20][21] IA-64 (Itanium e PlayStation 3 (no entanto, uma atualização de firmware de Sony em abril de 2010 desativou OtherOS, tornando o PS3 incapaz de executar outros sistemas operacionais).

Os requisitos mínimos recomendados para uma instalação de desktop são os seguintes:

Desktop e laptop[22]
Processador 2 GHz dual core (x86)
Memória RAM 2 GB
Espaço livre de armazenamento 25 GB
Placa de vídeo VGA @ 1024 × 768

Se efeitos de composição de área de trabalho forem desejados, é necessária uma GPU dedicada.

Usos ao redor do mundo[editar | editar código-fonte]

Alemanha[editar | editar código-fonte]

O software de 14.800 espaços de trabalho Linux de Munique foi alterado para o Kubuntu LTS 12.04 e o KDE 4.11.[23][24]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Os lançamentos do Kubuntu incluem a maior implementação de desktops Linux do mundo, que inclui mais de 500.000 desktops no Brasil, em 42.000 escolas de 4.000 cidades.[25][26][27][28]

Espanha[editar | editar código-fonte]

Uma distribuição do Kubuntu, da Universidade de La Laguna, é usada em mais de 3.000 computadores espalhados em vários laboratórios de informática, laboratórios e bibliotecas, entre outros projetos internos nas Ilhas Canárias.[29] Desde outubro de 2007, o Kubuntu é usado em todas as 1.100 escolas estatais das Ilhas Canárias.[30][31]

França[editar | editar código-fonte]

O Parlamento francês anunciou em 2006 que mudaria mais de 1.000 estações de trabalho para o Kubuntu em junho de 2007.[32][33]

Taiwan[editar | editar código-fonte]

O governo da cidade de Taipei decidiu substituir o Windows por uma distribuição do Kubuntu em 10.000 PCs para escolas.[34][35]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. https://kubuntu.org/news/kubuntu-17-10-artful-aardvark-is-released/
  2. http://www.kubuntu.org/legal
  3. http://www.kubuntu.org/legal
  4. «Is Kubuntu a fork?». Arquivado do original em 7 de março de 2008 
  5. «Kubuntu Wiki». Wiki.kubuntu.org. 10 de março de 2013. Consultado em 23 de setembro de 2013 
  6. «The Ubuntu Story». Ubuntu.com. Canonical Ltd. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  7. UK registered trademark #E4541661 "KUBUNTU", filed 2005-07-08.
  8. «Kubuntu Birthdate». Ubuntu. Consultado em 10 de dezembro de 2004 
  9. «Mark Shuttleworth on the future of Kubuntu». Lwn.net. 26 de abril de 2006. Consultado em 23 de setembro de 2013 
  10. «8.10 Refreshes the Desktop». Kubuntu. 30 de outubro de 2008. Consultado em 23 de setembro de 2013 
  11. «Kubuntu Status». Lists.ubuntu.com. Consultado em 23 de setembro de 2013 
  12. «Kubuntu to be Sponsored by Blue Systems». 10 de abril de 2012. Consultado em 23 de setembro de 2013 
  13. «Into the blue | Aurélien's Room». Agateau.com. 11 de abril de 2012. Consultado em 23 de setembro de 2013 
  14. Garling, Caleb (11 de abril de 2012). «Kubuntu Linux Gets New Sugar Daddy». Wired 
  15. https://kubuntu.org/news/kubuntu-17-10-artful-aardvark-is-released/
  16. https://www.kde.org/info/applications-17.04.3.php
  17. https://kubuntu.org/feature-tour/
  18. «Kubuntu 17.10 Artful Aardvark is released | Kubuntu». kubuntu.org (em inglês). Consultado em 25 de fevereiro de 2018 
  19. «Kubuntu 8.04 Releases». Consultado em 11 de março de 2009 
  20. «Decisão do Conselho Técnico - Fevereiro de 2007». Consultado em 13 de junho de 2008 
  21. «Kubuntu 8.04 Lançamentos». Consultado em 11 de março de 2009 
  22. «Installation / SystemRequirements». Consultado em 20 de novembro de 2017 
  23. «Official Munich IT blog: Debian + Kubuntu Bug Squashing Party 2013» 
  24. «Jonathan Riddell blog: Debian + Kubuntu Bug Squashing Party 2013» 
  25. «The Worlds Largest Linux Desktop Deployment: 500,000 Seats and Counting». Linux Foundation. 2 de abril de 2013. Consultado em 23 de setembro de 2013. Arquivado do original em 2 de abril de 2013 
  26. «The world's largest Linux desktop deployment». Lwn.net. Consultado em 23 de setembro de 2013 
  27. «Kubuntu to be Sponsored by Blue Systems». Kubuntu.org. 10 de abril de 2012. Consultado em 23 de setembro de 2013 
  28. «42,000 schools running Kubuntu derivative». Blogs.kde.org. 16 de setembro de 2011. Consultado em 23 de setembro de 2013 
  29. «Virtue of Necessity» 
  30. «Kubuntu in the Canary Islands» 
  31. «Kubuntu Takes Over the Canary Islands» 
  32. «The French Parliament switches to Kubuntu». Arquivado do original em 22 de janeiro de 2010 
  33. «French parliament dumping Windows for Linux». Arquivado do original em 28 de fevereiro de 2010 
  34. «Taipei replaces Windows with Linux on 10,000 school PCs» 
  35. «ezgo - Free And Open Source Software In Taiwan's Schools» 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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