Série 9500 da CP

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Automotora 9506, baptizada de Estrasburgo, na Estação de Mirandela, com o esquema de cores do Metropolitano de Mirandela.

A Série 9500, também designada como LRV2000, é uma família de automotoras a tracção a gasóleo, que foi utilizada pela operadora Caminhos de Ferro Portugueses e pela sua sucessora, Comboios de Portugal, nas Linhas do Corgo e Tâmega, bem como pela empresa do Metropolitano Ligeiro de Mirandela na Linha do Tua, em Portugal.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Descrição física[editar | editar código-fonte]

Estas automotoras utilizam caixas Camo e motores Volvo, assentes em chassis das antigas unidades da Série 9700.[1]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Automotora da Série 9500 na Estação de Tua.

A frota de LRV2000 que inauguraram o Metro de Mirandela era constituída por quatro unidades, que foram baptizadas com os nomes Lisboa, Paris, Estrasburgo e Bruxelas. Entre 1995 e 2001, circularam apenas entre as estações de Mirandela e de Carvalhais, no troço reaberto ao tráfego ferroviário que havia sido encerrado em 1991/1992 até Bragança. Tinham o privilégio de atingir os 60Km/h na Linha do Tua, via que se mantém com uma restrição de velocidade de 45 m/h entre o Tua e Mirandela.

Em 12 de Fevereiro de 2007, a Bruxelas sofreu um acidente fatal, perto do apeadeiro de Castanheiro, de onde resultaram 3 vítimas mortais e 2 feridos, naquele que foi o 2º acidente mortal em 120 anos da História da mais famosa linha de montanha portuguesa. Uma vez que o local não era propício ao seu resgate, foi totalmente desmantelada.

As LRV2000 do Metro de Mirandela têm uma pintura verde, com o logotipo da empresa.

Nas Linhas do Tâmega e do Corgo circulavam as restantes LRV2000, com uma pintura vermelha e o logotipo da CP. No Tâmega vieram substituir as antigas automotoras Nohab da série 9100, pequenas automotoras de 1ª e 2ª classe que ainda serviram até ao Arco de Baúlhe. No Corgo vieram substituir as últimas Xepas em circulação.

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Série 9700

As automotoras desta série foram construídas em 1995, nas oficinas de Guifões da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário.[1] Entraram ao serviço entre 1996[2] e 2000.[3]

As automotoras 9501 a 9506 foram utilizadas pela companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, e pela sua sucessora, Comboios de Portugal nas Linhas do Corgo e Tâmega,[4] aonde a circulação foi suspensa em 25 de Março de 2009.[5][6][7][8]

As restantes unidades foram postas ao serviço da empresa do Metropolitano Ligeiro de Mirandela, entre as Estações de Tua e Carvalhais, tendo este percurso sido encurtado após o encerramento do troço entre Tua e Cachão, em 22 de Agosto de 2008, na sequência de um grave acidente.[9][10][11]

A 17 de dezembro de 2018 foram suspensas as circulações do metro de Mirandela pela ferrovia devido as automotoras necessitarem de remodelação bem como a própria linha. As automotoras do metro de Mirandela voltaram a circular na via quando arrancar o projecto de mobilidade até lá as circulações são relalizadas de autocarro .[12] As da CP foram recentemente vendidas ao Peru, devido ao facto de se encontrarem paradas, e em degradação.

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Número de unidades construídas: 9 (9501 - 9509)[2][3]
  • Número de unidades ao serviço: 2[2]
  • Número de unidades operacionais: 5[3]
  • Tipo de combustível utilizado: Gasóleo[2]
  • Entrada ao serviço: 1996[2] - 2000[3]
  • Potência:180 kW[2]
  • Velocidade máxima: 84 km/h[2][3]
  • Transmissão:
    • Tipo: Mecânico-hidráulica[3]
  • Lotação:
    • Segunda classe: 48[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b REIS et al, p. 196
  2. a b c d e f g h «CP UVIR long-distance passenger locomotives and trainsets». Railfaneurope. 20 de Janeiro de 2012. Consultado em 31 de Março de 2012 
  3. a b c d e f «Série: 9500 (9501-9509)». Comboios de Portugal. Consultado em 31 de Março de 2012 
  4. REIS et al, p. 197
  5. «Comboio:REFER está quer reajustar funcionamento da linha do Corgo às necessidades das populações». Visão. 12 de Novembro de 2009. Consultado em 31 de Março de 2012 
  6. «Exigem regresso dos comboios». Correio da Manhã. 3 de Abril de 2011. Consultado em 31 de Março de 2012 
  7. «Linha do Tâmega encerra dois anos para obras». Público. 31 de Março de 2009. Consultado em 31 de Março de 2012 [ligação inativa]
  8. GONÇALVES, Carlos Teixeira (23 de Março de 2009). «Linha do Tâmega: O museu, a pista e a Livração ali tão perto». Planetazul. Consultado em 31 de Março de 2012 
  9. «Linha do Tua: Câmara de Mirandela tem prejuízo de 250 mil euros com suspensão do serviço». Expresso. 21 de Agosto de 2009. Consultado em 31 de Março de 2012 
  10. «Movimento contesta encerramento da linha do Tua». Rádio Brigantina. 21 de Janeiro de 2010. Consultado em 31 de Março de 2012 
  11. «Linha do Tua até ao Cachão interditada». Destak. 29 de Agosto de 2008. Consultado em 31 de Março de 2012 [ligação inativa]
  12. «Metro para a partir de segunda para avançar plano de mobilidade do Tua». Notícias ao Minuto. 11 de dezembro de 2018. Consultado em 26 de dezembro de 2018 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; Gomes, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]