Série 3200 da CP

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Série 3200
Tren.svg
Descrição
Propulsão Eléctrica
Locomotivas fabricadas 13
Características
Operação
Ferrovias que operou Linha de Cascais
Ano da entrada em serviço 1959

A Série 3200 foi um tipo de automotora a tracção eléctrica ao serviço das operadoras Sociedade Estoril e Caminhos de Ferro Portugueses na Linha de Cascais, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Automotora da Série 3250, a circular na Linha de Cascais.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Em 1954, a Sociedade Estoril, então operadora da Linha de Cascais, iniciou um plano de investimentos, de forma a incrementar a sua capacidade de transporte de passageiros, face à procura crescente que se fazia sentir nessa altura; por outro lado, também procurou melhorar os seus padrões de serviço, mantendo-se a par dos progressos técnicos no estrangeiro.[1] A parcela mais significativa deste plano prendeu-se com a aquisição de material circulante.[1]

Assim, aquela operadora consultou 25 companhias de fornecimento de material circulante, das quais apenas 6 participaram no concurso; a proposta mais vantajosa, em termos de tempo e de preços, foi a da empresa SOREFAME - Sociedades Reunidas de Fabricações Metálicas.[1]

Desta forma, foi assinado o contrato para o fornecimento com a SOREFAME, no valor de 34 milhões de escudos.[1]

Entrada ao serviço[editar | editar código-fonte]

A inauguração oficial desta Série deu-se em 13 de Julho de 1959, com a entrada em serviço da primeira automotora; a viagem começou no Cais do Sodré às 20:15, transportando vários representantes da imprensa e convidados, incluindo os Ministros da Economia e das Comunicações.[1] Após a viagem, teve lugar um banquete no Palácio Hotel do Estoril, oferecido pela Sociedade Estoril.[1] A encomenda inicial contemplou apenas a entrega de 3 automotoras, e de 4 carruagens reboques extras.[1]

Fim do serviço[editar | editar código-fonte]

Toda as automotoras desta Série foram modernizadas, sendo reclassificadas como Série 3250.[2]

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Esta Série era composta por 13 automotoras, que circulavam em composição de Unidade Quádrupla Eléctrica, utilizando uma tensão de 1,5 kV em corrente contínua.[3][2][2][1][4]

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k «Sociedade Estoril» (PDF). Lisboa. Gazeta dos Caminhos de Ferro. 72 (1718): 269, 271. 16 de Julho de 1959. Consultado em 8 de Março de 2013 
  2. a b c d e f g h «CP withdrawn classes» (em inglês). Railfaneurope. 8 de Junho de 2012. Consultado em 8 de Março de 2013 
  3. a b c d e f TÃO, Manuel Margarido (2005). «Atrelagens: Uma Breve Abordagem Histórica». Entroncamento: Associação de Amigos do Museu Nacional Ferroviário. O Foguete. 4 (13). 38 páginas. ISSN 124550 Verifique |issn= (ajuda) 
  4. Santos, 1995:111

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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