Águas de Lindóia

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Município da Estância Hidromineral de Águas de Lindoia
"A capital termal do Brasil"
Portal de Águas de Lindóia

Portal de Águas de Lindóia
Bandeira da Estância Hidromineral de Águas de Lindoia
Brasão da Estância Hidromineral de Águas de Lindoia
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de novembro
Fundação 16 de novembro de 1938 (78 anos)
Emancipação 30 de dezembro de 1953 (63 anos)
Gentílico lindoiense
CEP 13940-000
Prefeito(a) Gilberto Abdou Helou (PDT)
(2017–2020)
Localização
Localização da Estância Hidromineral de Águas de Lindoia
Localização da Estância Hidromineral de Águas de Lindoia em São Paulo
Estância Hidromineral de Águas de Lindoia está localizado em: Brasil
Estância Hidromineral de Águas de Lindoia
Localização da Estância Hidromineral de Águas de Lindoia no Brasil
22° 28' 33" S 46° 37' 58" O22° 28' 33" S 46° 37' 58" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Campinas IBGE/2008[1]
Microrregião Amparo IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Lindóia, Itapira, Socorro e Monte Sião (MG)
Distância até a capital 163 km[2]
Características geográficas
Área 60,000 km² [3]
População 17 261 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 287,68 hab./km²
Altitude 945 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,807 muito alto PNUD/2000[5]
PIB R$ 146 291,143 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 8 955,69 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura aguasdelindoia.sp.gov.br
Câmara cmaguasdelindoia.sp.gov.br
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Águas de Lindóia

Águas de Lindoia[nota 1] é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Abrange uma área de 60 km².

Estância hidromineral[editar | editar código-fonte]

Águas de Lindoia é um dos onze municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de estância hidromineral, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

História[editar | editar código-fonte]

Até o século XVI, a região era habitada pelos índios caiapós. Em 9 de agosto do ano de 1728, Manuel de Castro, morador da praça de Santos, recebera do governador e capitão-general da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro uma carta, doando-lhe as terras do Ribeirão das Águas Quentes, advindo como fruto de sesmaria. Na época, já era do saber dos bandeirantes e tropeiros as propriedades curandeiras das águas durante suas incursões saindo da cidade de Bragança Paulista para o planalto goiano, passando por Minas Gerais. Eles foram os maiores divulgadores dos poderes das águas da região durante suas estadias.[7]

Mais tarde, Padre Bueno, um clérigo de Amparo, resolveu adquirir tais terras após haver curado de suas moléstias nas águas do Ribeirão das Águas Quentes. Com sua morte, entretanto, seus herdeiros colaterais abandonaram as terras.[8]

A partir do ano de 1850, momento em que o café era o mais notório e mandante produto nas exportações brasileiras, as terras pertencentes hoje à cidades como Amparo, Serra Negra, Socorro e Águas de Lindoia foram usadas para o plantio e e o estabelecimento de fazendas de café. Nesta mesma época, com a abertura dos portos, inúmeras famílias europeias, principalmente italianos, portugueses e espanhóis, estabeleceram-se na nova pátria como uma nova mão-de-obra à trabalhar em tais fazendas.[9]

Assim começou, através desta gente simples, a divulgação do poder das águas. Na virada do século XIX para o século XX, a região começou a ser ocupada por fazendas de café baseadas na mão de obra assalariada dos imigrantes italianos. Em 1915, o médico italiano Francisco Antonio Tozzi, da comarca de Serra Negra, mudou-se para Águas de Lindoia e iniciou os estudos sobre as curas de doenças de pele e reumatismo. Turistas e cientistas chegaram de toda a parte. Em 1932, a cidade participou da Revolução Constitucionalista de 1932, que lutou contra as forças do governo central brasileiro. Hoje, a infraestrutura da estância é ampla e variada[10].

Por força da Lei Estadual 2456, o antigo distrito foi elevado à categoria de município em 30 de dezembro de 1953, desmembrando-se de Serra Negra.[11]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A altitude média do município é de 945 metros, atingindo seu ponto mais alto no Morro Pelado, aos 1 400 metros de altura. Por estas características, goza de um clima agradável, classificado como transição entre subtropical e tropical de altitude.

No censo de 2000, sua população somava 16 190 habitantes, predominantemente na área urbana (apenas 727 pessoas na zona rural).

A cidade é servida pela rodovia SP-360.

Administração[editar | editar código-fonte]

Imagens[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 28 de janeiro de 2011 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. «Portal Águas de Lindóia». www.portalaguasdelindoia.com.br. Consultado em 27 de maio de 2017 
  8. «Portal Águas de Lindóia». www.portalaguasdelindoia.com.br. Consultado em 27 de maio de 2017 
  9. «Imigração no Brasil». Wikipédia, a enciclopédia livre. 18 de abril de 2017 
  10. GOULART, F. R. P. Disponível em http://www.vivaaguasdelindoia.com.br/historia/historia_texto.html. Acesso em 17 de maio de 2013.
  11. Portal Águas de Lindoia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]