Lista temática dos presidentes do Brasil

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Estado de origem e trajetória política

São Paulo: Lula, Fernando Henrique, Michel Temer, Jânio Quadros, Ranieri Mazzilli

Minas Gerais: Juscelino Kubistchek, Itamar Franco, Pedro Aleixo, Carlos Luz

Rio de Janeiro: Castelo Branco, Costa e Silva, Emílio Médici, Ernesto Geisel, João Figueiredo,Aurélio de Lira TavaresMárcio de Sousa e MeloAugusto Rademaker,Augusto Tasso FragosoIsaías de Noronha , João de Deus Mena Barreto

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Esta é uma Lista temática dos Presidentes do Brasil de 1889 aos dias de hoje.

Nascimento por Estado[editar | editar código-fonte]

Descontando-se as Juntas, o estado onde mais presidentes nasceram foi Minas Gerais (9), seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul (6), Rio de Janeiro (5) e Alagoas e Ceará (2). A cidade de origem da maioria dos presidentes é a atual cidade do Rio de Janeiro (3), seguida por São Borja (2).

Forças Armadas[editar | editar código-fonte]

Presidentes que foram membros das Forças Armadas

  1. Marechal Deodoro da Fonseca (18891891)
  2. Marechal Floriano Peixoto (18911894)
  3. Marechal Hermes da Fonseca (19101914)
  4. Marechal Eurico Gaspar Dutra (19461951)
  5. Marechal Castelo Branco (19641967)
  6. Marechal Costa e Silva (19671969)
  7. General Emilio Medici (19691974)
  8. General Ernesto Geisel (19741979)
  9. General João Figueiredo (19791985)

Obs.: Dentre nove militares que ocuparam a presidência da República, apenas dois foram eleitos diretamente, Gaspar Dutra e Hermes da Fonseca.

Governadores de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Presidentes do Brasil que governaram o estado de São Paulo

  1. Prudente de Morais (18941898)
  2. Campos Sales (18981902)
  3. Rodrigues Alves (19021906)
  4. Rodrigues Alves (novamente eleito em 1918, faleceu antes de tomar posse)
  5. Washington Luís (19261930) deposto antes de terminar o mandato
  6. Júlio Prestes (eleito em 1930, não tomou posse)
  7. Jânio Quadros (1961)

Governadores de Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

Presidentes do Brasil que governaram o estado de Minas Gerais

  1. Afonso Pena (19061909)
  2. Venceslau Brás (19101914)
  3. Delfim Moreira (19181919)
  4. Artur Bernardes (19221926)
  5. Juscelino Kubitschek (19561961)
  6. Tancredo Neves (1985, faleceu antes de tomar posse)
  7. Itamar Franco (19921995; eleito governador de Minas Gerais após ter sido presidente da República).

Faculdade de Direito de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Presidentes que estudaram na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

  1. Prudente de Morais (18941898)
  2. Campos Sales (18981902)
  3. Rodrigues Alves (19021906)
  4. Afonso Pena (19061909)
  5. Venceslau Brás (19101914)
  6. Rodrigues Alves (novamente eleito em 1918, faleceu antes de tomar posse)
  7. Delfim Moreira (19181919)
  8. Washington Luís (19261930)
  9. Júlio Prestes (eleito em 1930, não tomou posse)
  10. José Linhares (19451946)
  11. Nereu Ramos (19551956)
  12. Jânio Quadros (1961)
  13. Michel Temer (2016 – atualidade)

Alma mater[editar | editar código-fonte]

Instituição de Ensino Superior em que estudaram:

Partido[editar | editar código-fonte]

Partidos em que eram filiados:

A Aliança Renovadora Nacional, o Partido Republicano Mineiro e o Partido Social Democrático tiveram cinco presidentes (desconsiderando Pedro Aleixo, que não exerceu a função, a ARENA teve apenas quatro presidentes); o Partido Republicano Paulista e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro tiveram quatro (desconsiderando Júlio Prestes e Tancredo Neves, que não chegaram a assumir o cargo, o PRP e o PMDB tiveram apenas três presidentes cada); o Partido Trabalhista Brasileiro e o Partido dos Trabalhadores tiveram dois, e nove partidos tiveram apenas um. Três presidentes e duas juntas militares governaram sem filiação a nenhum partido.

Lema de Governo[editar | editar código-fonte]

Alguns presidentes apresentaram lemas para seu governo, muitas vezes divulgados junto com propagandas oficiais,[1] dentre eles:

Não concluíram o mandato[editar | editar código-fonte]

Presidentes que não concluíram o período constitucional

  1. Deodoro da Fonseca (18891891): renunciou ao cargo.
  2. Afonso Pena (19061909): faleceu antes de concluir o período presidencial.
  3. Rodrigues Alves: presidente reeleito em 1918 (já havia exercido o mandato de 1902 até 1906), faleceu antes de tomar posse.
  4. Washington Luís (19261930): deposto pelas forças revolucionárias chefiadas por Getúlio Vargas pouco antes de terminar o mandato.
  5. Júlio Prestes: presidente eleito em 1930, impedido de tomar posse pela Revolução de 1930.
  6. Getúlio Vargas (19301945; 19511954): Após 15 anos ininterruptos no governo, já estando no sétimo de forma ditatorial, foi forçado a renunciar. Seis anos depois voltou ao poder, pela via democrática, suicidando-se após três anos do novo mandato, em uma conjuntura de grave crise política.
  7. Café Filho (19541955): afastou-se por problemas de saúde, tendo posteriormente tentado retornar, mas acabando por sofrer impeachment, já no Governo Nereu Ramos.
  8. Carlos Luz (1955): sofreu impeachment, sendo substituído por Nereu Ramos.
  9. Jânio Quadros (1961): renunciou ao cargo.
  10. João Goulart (19611964): afastado do cargo em 31 de março de 1964 pelo golpe militar de 1964.
  11. Costa e Silva (19671969): afastado do cargo em 31 de agosto de 1969 por motivos de saúde e em 6 de outubro de 1969 os ministros militares no exercício provisório da presidência da República decretaram "extinto" o seu mandato.
  12. Pedro Aleixo: vice-presidente, que legalmente deveria assumir a presidência após afastamento do titular (Costa e Silva), mas foi impedido pelos ministros militares que formaram a então Junta Governativa Provisória de 1969.
  13. Tancredo Neves: presidente eleito em 1985 pelo Colégio Eleitoral; adoeceu um dia antes de tomar posse, vindo a falecer cerca de um mês depois.
  14. Fernando Collor (19901992): afastado pela Câmara dos Deputados em 2 de outubro de 1992; renunciou em 29 de dezembro de 1992.
  15. Dilma Rousseff (20112016): concluiu seu primeiro mandato, mas foi afastada pela Câmara dos Deputados em 12 de maio de 2016; sofreu o impeachment em 31 de agosto de 2016.

Ascenderam pela linha sucessória[editar | editar código-fonte]

Presidentes que ascenderam pela linha de sucessão

  1. Floriano Peixoto (18911894)
  2. Nilo Peçanha (19091910)
  3. Delfim Moreira (19181919)
  4. José Linhares (19451946)
  5. Café Filho (19541955)
  6. Carlos Luz (1955)
  7. Nereu Ramos (19551956)
  8. Ranieri Mazzilli (1961)
  9. João Goulart (19611964)
  10. Ranieri Mazzilli (1964)
  11. Pedro Aleixo (1969)
  12. José Sarney (19851990)
  13. Itamar Franco (19921995)
  14. Michel Temer (2016 – Atualidade)

Vice-presidente[editar | editar código-fonte]

  1. Floriano Peixoto (18911894): assumiu o cargo em virtude de renúncia do titular (Deodoro da Fonseca).
  2. Nilo Peçanha (19091910): assumiu após o falecimento do titular (Afonso Pena)
  3. Delfim Moreira (19181919): tomou posse em lugar do titular (Rodrigues Alves), impedido por motivos de saúde e que viria a falecer em 16 de janeiro de 1919, sem ser empossado no cargo.
  4. Café Filho (19541955): assumiu o cargo em razão da morte do titular (Getúlio Vargas).
  5. João Goulart (19611964): assumiu o cargo após a renúncia do titular (Jânio Quadros).
  6. Pedro Aleixo: assumiria o cargo devido ao afastamento por motivos de saúde do seu titular (Costa e Silva), mas foi impedido pela Junta Governativa Provisória de 1969.
  7. José Sarney (19851990): tomou posse em lugar do titular (Tancredo Neves), impedido por motivos de saúde e que viria a falecer em 21 de abril de 1985, sem ser empossado no cargo.
  8. Itamar Franco (19921995): assumiu o cargo em razão de o titular (Fernando Collor) ter sido afastado pela Câmara dos Deputados.
  9. Michel Temer (2016 – Atualidade): assumiu o cargo em virtude do afastamento da titular (Dilma Rousseff).

Obs.: Em todas as vezes que os vice-presidentes foram chamados a assumir o cargo sucedendo o titular, a única que resultou no cumprimento integral do período foi quando José Sarney exerceu a presidência da República. Café, Goulart, Itamar e Temer foram eleitos vice-presidente de forma plenamente democrática. Floriano, Aleixo e Sarney foram indiretamente. Nilo e Delfim foram de forma direta, mas sem o sufrágio universal e voto secreto. Floriano e Goulart foram eleitos numa eleição diferente da eleição do presidente. Afonso Pena, Venceslau Brás, Nereu Ramos e Augusto Rademaker também foram vice-presidente em algum momento de suas carreiras politicas.

Presidente da Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

  1. Carlos Luz (1955): assumiu em virtude do afastamento de Café Filho por motivos de saúde.
  2. Ranieri Mazzilli (1961 e 1964): assumiu interinamente após a renúncia de Jânio Quadros e posteriormente pela cassação de João Goulart.

Obs.: Nereu Ramos, Pedro Aleixo e Michel Temer também foram presidente da Câmara em algum momento de suas carreiras politicas.

Vice-presidente do Senado[editar | editar código-fonte]

  1. Nereu Ramos (19551956): assumiu devido ao impeachment de Luz; no seu governo Café também foi impeachmado. À época, o presidente do Senado era o Vice-presidente da república, devido a isso assumiu-se o vice-presidente do senado.

Presidente do STF[editar | editar código-fonte]

  1. José Linhares (19451946): assumiu após renúncia forçada de Vargas, já que não havia vice-presidente no Estado Novo, bem como o Congresso encontrava-se fechado desde o início do regime.

Eleitos diretamente[editar | editar código-fonte]

Presidentes eleitos com o voto da população

Sem sufrágio universal e voto secreto (eleitos da República velha)[editar | editar código-fonte]

  1. Prudente de Morais (18941898)
  2. Campos Sales (18981902)
  3. Rodrigues Alves (19021906)
  4. Afonso Pena (19061909)
  5. Hermes da Fonseca (19101914)
  6. Venceslau Brás (19141918)
  7. Rodrigues Alves (reeleito em 1918, morreu antes da posse)
  8. Epitácio Pessoa (19191922)
  9. Artur Bernardes (19221926)
  10. Washington Luís (19261930)
  11. Júlio Prestes (presidente eleito em 1930, impedido de tomar posse pela Revolução de 1930)

Obs.: Afonso Pena, Venceslau Brás, Rodrigues Alves e Washington Luís foram eleitos como os únicos candidatos oficialmente registrados no pleito.

De forma plenamente democrática[editar | editar código-fonte]

  1. Eurico Gaspar Dutra (19461951)
  2. Getúlio Vargas (19511954)
  3. Juscelino Kubitschek (19561961)
  4. Jânio Quadros (1961)
  5. Fernando Collor de Mello (19901992)
  6. Fernando Henrique Cardoso (19942002)
  7. Luiz Inácio Lula da Silva (20022010)
  8. Dilma Rousseff (20102016)

Obs.: As eleições presidenciais da República Velha não podem ser consideradas democráticas dentro dos critérios atuais, pois careciam de sufrágio universal e voto secreto. Apenas cinco presidentes eleitos democraticamente concluíram seus mandatos: Gaspar Dutra, Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (primeiro mandato).

Eleitos indiretamente[editar | editar código-fonte]

Presidentes eleitos com o voto de congressistas

  1. Deodoro da Fonseca (18891891)
  2. Getúlio Vargas (19341938)
  3. Castelo Branco (19641967)
  4. Costa e Silva (19641969)
  5. Emílio Médici (19691974)
  6. Ernesto Geisel (19741979)
  7. João Figueiredo (19791985)
  8. Tancredo Neves (eleito em 1985, morreu antes de tomar posse)

Obs.: Costa e Silva e Médici foram eleitos como candidato único.

Eleitos como oposição[editar | editar código-fonte]

  1. Jânio Quadros
  2. Tancredo Neves
  3. Fernando Collor de Mello
  4. Luiz Inácio Lula da Silva

Obs.: Floriano Peixoto, que ascendeu ao cargo de presidente pela linha sucessória, foi eleito vice-presidente como oposição.

Sepulturas dos ex-presidentes[editar | editar código-fonte]

O Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro, é o que concentra o maior número de túmulos de ex-presidentes do Brasil. Atualmente são sete lá sepultados, sem contar outros dois que lá permaneceram até serem exumados e terem seus restos transferidos para outros locais. O primeiro ex-presidente brasileiro a ser cremado foi Itamar Franco.

Por ordem de falecimento:[editar | editar código-fonte]

Fatos interessantes[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. PRADO, Amanda (16 de maio de 2016). «Slogan 'Ordem e Progresso', escolhido por Michel Temer, retoma ideal positivista». O Globo. Consultado em 3 de julho de 2017 
  2. «Sarney X Figueiredo». Folha de S. Paulo. 1 de janeiro de 2007. Consultado em 11 de abril de 2015. Cópia arquivada em 11 de abril de 2015. A tradição de passar a faixa para o sucessor já havia se rompido em 1967, quando, por determinação de Castello Branco, que não gostava de Costa e Silva, a faixa foi passada sobre uma almofada entregue por um auxiliar. 
  3. «L12486». www.planalto.gov.br. Consultado em 21 de abril de 2017