Curso de Liderança Juvenil

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Curso de Liderança Juvenil

O Curso de Liderança Juvenil (CLJ) é um movimento eclesial da Igreja Católica, constituído de jovens e adultos (leigos e clérigos) que tem como objetivo ser um instrumento eficaz na evangelização de jovens entre os 13 e 18 anos de idade, preparando-os para liderar na Igreja e na sociedade. Na paróquia onde está inserido, o CLJ acontece em quatro etapas: pré-CLJ, CLJ I, CLJ II, e CLJ III.[1]

Fundado pelo então padre Zeno Hastenteufel (atual Bispo da Diocese de Novo Hamburgo), o movimento nasceu na Igreja São Pedro em Porto Alegre no ano de 1974, e com a bênção do então Arcebispo, o Cardeal Vicente Scherer, logo firmou-se como movimento Arquidiocesano, instalando-se em inúmeras paróquias. Hoje, está implantado em grande parte das dioceses do Rio Grande do Sul, proporcionando a muitos jovens, homens e mulheres, a experiência que se convencionou chamar de “encontro pessoal com Cristo”.[2]

De uma forma geral, o CLJ busca, através de método próprio, "criar comunidades jovens decididas a serem sinal evangelizador, especialmente entre outros jovens. Sinal nas famílias, nas comunidades eclesiais mais diversificadas, nos ambientes onde os jovens vivem e convivem; sinal no meio do mundo."[3] É um movimento que, dentro desses objetivos, quer oferecer aos jovens cristãos condições para a realização da sua vocação pessoal. Nas dioceses onde o CLJ está presente, já existem inúmeras vocações sacerdotais, religiosas e matrimoniais que surgiram e foram amparadas pelo movimento.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O CLJ é um Movimento de evangelização, que se desenvolve numa Paróquia, e possui uma expressão diocesana. Assim, necessita de uma organização para o seu bom funcionamento, a fim de que as necessidades dos jovens possam ser atendidas da melhor maneira possível. Necessita de órgãos para expressar-se e definir-se. Sem estes, correria o risco de sofrer distorções e perder suas características. Poderia até perder o rumo da missão a que foi criado.

Os órgãos que o CLJ prevê para sua organização são os Secretariados, Diocesano e Paroquial. Como Movimento paroquial, em cada Paróquia em que é implantado, o CLJ cria um Secretariado Paroquial. Como Movimento inserido na Pastoral de cada Diocese, o CLJ constitui também um Secretariado Diocesano.

O Secretariado não é simples governo, mas é serviço. Por isso, deve buscar uma vida mais coerente com o Evangelho. Para servir, o Secretariado é investido de uma autoridade colegiada. Sem esta, seria um órgão inútil. Mas a autoridade significa serviço; tem por missão procurar a realização do mistério da unidade na diversidade; tem por missão valorizar, auxiliar, canalizar e impulsionar os carismas de cada um dos integrantes do Movimento. Tem por missão servir, para que o Movimento permaneça fiel ao seu fim.[4]

Secretariado Diocesano[editar | editar código-fonte]

O Secretariado Diocesano (SD) tem a função de atuar para que se realize o mistério da unidade em todo o movimento, no âmbito da Diocese. É o órgão que liga formalmente o Movimento ao seu Bispo, ao serviço apostólico que vem dos "Doze". O CLJ só pode ser Igreja se tiver o selo dos apóstolos e o CLJ tem consciência de que sem o vínculo apostólico não pode ser plenamente Igreja.

Compreende-se, também, que o SD enquanto secretariado de um movimento integrado na Pastoral da Diocese e como movimento paroquial, tenha por membros natos os sacerdotes que assistem o Povo de Deus nas Paróquias onde existem grupos do mesmo Movimento.

O SD é, geralmente, constituído pelo Diretor Espiritual – nomeado pelo Bispo - por casais e jovens, inseridos nas seguintes funções: Presidência Diocesana, (composta por um casal e por 3 jovens), Secretaria, Tesouraria e Departamentos (Ligação, Montagem, Pós, Pré, Liturgia, Folclore, Vocacional, Promoções e Comunicação).[5]

a) Presidência Diocesana: direção dos trabalhos em todas as reuniões plenas; supervisão dos Departamentos do Secretariado e representação do Movimento à nível Diocesano e Interdiocesano.

b) Secretaria: Elaboração das atas de reuniões; organização e controle da freqüência às reuniões, correspondência, arquivos; apoio às demais funções;

c) Tesouraria: controle financeiro do Movimento; apresentação de balancetes financeiros (prestação de contas) mensais; controle do patrimônio;

d) Ligação: responsável pela organização e execução das reuniões mensais do CLJ III, bem como do Retiro Anual de Espiritualidade para jovens e tios que já reliazaram a quarta etapa formativa do CLJ. responsável por demais iniciativas à nível de formação e desempenho do CLJ III;

e) Montagem: montagem e controle dos cursos de CLJ I e II, além da organização de encontros de formação e retiro para os tios; poderá desempenhar, ainda, outras iniciativas na formação doutrinal que beneficiará os jovens e tios palestrantes;

f) Pós: acompanhamento dos trabalhos de perseverança nos ambientes paroquiais; colaboração aos grupos paroquiais para a organização de um roteiro de assuntos a serem enfocados nesses encontros;

g) Pré: acompanhamento dos trabalhos de preparação dos candidatos ao CLJ I, nos diferentes âmbitos paroquiais; deve supervisionar o trabalho realizado pelos departamentos de Pré paroquiais, além de unificar e dispor de modelos e/ou sugestões para os EPJs (Encontros Paroquiais de Jovens), que serão realizados nas diferentes Paróquias e/ou escolas.

h) Liturgia: responsável pela elaboração de manuais e/ou instruções litúrgicas aos membros do Movimento. Deve presidir juntamente com o DED os momentos de espiritualidade nos encontros e auxiliar nas Missas de caráter diocesano.

i) Folclore: animar os eventos diocesanos, bem como estar à disposição dos grupos paroquiais; deve unificar o modo de cantar e tocar as músicas; organizar a pasta de músicas e folheto de cantos para Missas do CLJ; se possível, reunir esporadicamente os folclores das Paróquias para ensaiar novos cantos;

j) Promoções: planejamento e organização das atividades promocionais que visam angariar fundos para o Movimento e outras de caráter mais pastoral; promover atividades de integração do Movimento e organizar as equipes de trabalhos para as atividades diocesanas.

k) Comunicação: responsável pela manutenção e abastecimento do Site Diocesano, bem como, divulgação do Movimento nos diferentes meios de comunicação. Sua função também será a de ligação com a Pastoral da Comunicação Diocesana.

l) Colégio[6] : O DED poderá constituir este departamento com alguns membros da coordenação diocesana anterior. A nova coordenação será amparada (nos primeiros seis meses) por este departamento. Também será sua função específica verificar as necessidades missionárias do movimento bem como as fundações.

Secretariado Paroquial[editar | editar código-fonte]

O Secretariado Paroquial (SP) é o órgão base do Movimento. Dirige o Movimento na Paróquia, desempenha no grupo paroquial aquilo que o coração desempenha no organismo humano. Quem vitaliza o Movimento é o próprio Cristo, que lhe comunica o seu Espírito. Assim, o SP é um instrumento destinado a servir o grupo paroquial para que se abra à ação e à vontade do Senhor.

O Secretariado Paroquial (SP), como órgão de base do Movimento, tem a função de dirigi-lo no âmbito da Paróquia (de forma colegiada entre jovens e tios). É constituído pelo Pároco, Coordenador, Vice-coordenador, Secretário, Tesoureiro (ou casal), Casal bem-estar e Coordenadores de departamentos.[7]

a) Pároco e Vigário (Diretor Espiritual Paroquial): membros natos do Secretariado Paroquial, com o encargo de confirmar os demais membros indicados. Supervisores dos encontros semanais e da ação pastoral do grupo; aqueles que aprovam, ainda, as fichas dos candidatos aos cursos de CLJ I, II e III, antes de enviá-las ao SD.

b) Coordenador: supervisão dos trabalhos em todas as reuniões plenas do grupo paroquial; direção de reuniões do SP e representação do grupo, juntamente com o vice, perante o SD e

c) Vice-coordenador: substituição do coordenador em seus impedimentos, supervisão dos departamentos;

d) Secretário: elaboração das atas de reuniões e anotação da freqüência; encarregado dos documentos e da correspondência;

e) Tesoureiro: controle financeiro do grupo, locação de ônibus para passeios ou viagens e elaboração de balancetes mensais para apresentação ao pároco;

f) Casal bem-estar: bem estar do grupo e apoio a todos os cargos; supervisão da tesouraria; representação do grupo, juntamente com o coordenador e vice perante o SD;

g) Coordenadores de departamentos: coordenação dos trabalhos do departamento a que pertence, responsável pela integração do departamento nas atividades do grupo todo.

Formação[editar | editar código-fonte]

O curso constitui um momento formativo de grande importância. Por ser “momento”, está circunscrito a determinado espaço de tempo. No entanto, a formação no CLJ não se reduz aos cursos. Como a sua nomenclatura o define, não são retiros, nem simples encontros, mas autenticamente “cursos” de formação.[8]

CLJ Momento[editar | editar código-fonte]

O CLJ I, chamado também de “momento”, precedido pela formação impartida no pré-curso, quer apresentar um momento de conversão, que sempre será um encontro com Jesus Cristo. Desenvolve-se em três dias de palestras, debates, questionamentos, trabalhos individuais e comunitários que possibilitam o encontro do cursista consigo mesmo, com Deus e com os outros.

O conteúdo do curso, em síntese, é a proclamação do Evangelho, que é o próprio Cristo. É orientado por um diretor espiritual (sacerdote) e coordenado por jovens e tios. O jovem adquire o direito de participação após 3 ou 4 meses de perseverança nas reuniões paróquias.[9]

CLJ Movimento[editar | editar código-fonte]

Para aprofundar a consciência do “ser Igreja” e do “sentir com a Igreja”, em vivência e reflexão, em vida e ação, o Movimento prevê, ainda, o CLJ II e o CLJ III. O Objetivo é aprofundar a consciência do cristão assumida no Batismo, confirmada no Crisma e renovada na recepção do Sacramento da Eucaristia, para ser testemunha, para servir, para influir e transformar.

O CLJ II parte do pressuposto da “vivência do Sacramento da Confirmação” e é onde o jovem assume compromissos de vida e de apostolado; onde, animado pelo Espírito Santo, é “ungido para uma missão”. Em síntese, esta terceira etapa formativa serve para formar líderes cristãos que atuem em todos os ambientes: na Igreja e no mundo. Adquirem o direito de participar os jovens que tenham perseverado por 1 ano após o CLJ I.

Por fim, quando os membros do Movimento adquirem uma estabilidade dentro do mesmo, é uma exigência lógica o aprofundamento no estudo, um crescimento na piedade, para lançar-lhe no mundo para a ação, vivendo sua vocação específica na vocação universal à santidade. Por isso, o CLJ III coloca os jovens perseverantes no Movimento diante de um compromisso evangelizador, e uma vivência coerente do seguimento de Cristo. Adquirem o direito de participar os jovens que tenham perseverado por 2 anos após o CLJ II.[10]

Histórico do CLJ[editar | editar código-fonte]

Contexto Histórico[editar | editar código-fonte]

No início da década de sessenta, em Porto Alegre e em todo o Rio Grande do Sul, havia uma grande pastoral da juventude. Era o período áureo da Ação Católica Especializada, fundada da Europa a partir do método "Ver, Julgar e Agir". Com a Revolução de 1964, muitos líderes da Ação Católica se manifestaram contrários aos ideais daquele movimento revolucionário e foram enquadrados nos assim chamados “subversivos”, isto é, “perigosos” para o momento político que então se vivia. Grandes líderes, jovens e padres, começaram a ser perseguidos, aprisionados e, segundo denúncias, foram até torturados. Alguns morreram, como Wladimir Herzog. É claro que todos os grupos da JEC, JOC e JUC começaram a se posicionar contra a revolução. Com isto a perseguição se tornou sempre mais forte e a espiritualidade foi diminuindo. Os antigos retiros foram substituídos por dias de encontro, debate político, estudo da realidade brasileira, contestação ao movimento revolucionário. Por volta de 1968, com a edição do Ato Institucional nº 5, a Ação Católica foi colocada na parede: nos moldes em que existia, ela não poderia continuar. Seria necessário transformar o espírito e voltar aos ideais originários. No Brasil, isto era impossível. Em outros países, como na Itália, na Espanha e na Argentina foi feita esta transformação e a Ação Católica sobreviveu. No Brasil, os próprios Bispos acabaram por desestimular uma Ação Católica que tinha se voltado totalmente para o plano político e estava numa atitude de ostensiva contestação. Os grupos de JEC e JUC foram acabando, lamentavelmente. Tinham formado grandes lideranças e preparado muitos bons católicos, mas para eles não havia espaço no momento. Criou-se um momento triste para a Igreja do Brasil: os jovens simplesmente sumiram da Igreja.

O CLJ na Arquidiocese de Porto Alegre[editar | editar código-fonte]

Com o fim da Ação Católica, a Igreja estava sem jovens, e sem meios para trazê-los de volta. Na ano de 1974, o então Pe. Zeno Hastenteufel foi designado para o trabalho de vigário na Igreja São Pedro, de Porto Alegre, onde encontrou-se com um grupo de 60 crismandos. Os jovens conheciam os conteúdos da fé, mas não eram capazes de transformá-los em vivência prática. Dessa forma, surgiu a necessidade de se realizar um retiro de Crisma que foi preparado pelo próprio padre e pela Irmã Jocélia Scherer, auxiliados por um grupo de jovens vindos do Emaús.

Usando de algumas técnicas do Movimento de Emaús, com músicas próprias, com monitores de grupos e a participação de um casal, o primeiro CLJ aconteceu nos dias 14 e 15 de julho de 1974, na Casa de Retiros da Medianeira em Porto Alegre. O objetivo era claro: apresentar um Cristo capaz de fascinar os jovens e atraí-los para o Seu caminho. No último dia do retiro, durante um trabalho em grupos, foi definido o nome: entre muitas sugestões, destacou-se uma: CLJ = Curso de Liderança Juvenil.

O segundo CLJ aconteceu nos dias 13, 14 e 15 de novembro de 1974. Dessa vez, eram 55 jovens cursistas. Após algumas reuniões com os Bispos e alguns padres, o CLJ foi reconhecido como "Movimento Arquidiocesano", aberto para as paróquias que quisessem implantá-lo. Assim, o CLJ se firmou como "momento", enquanto curso de três dias, e como "movimento", enquanto grupo paroquial de jovens, que se reúne semanalmente. Em pouco tempo, o CLJ foi se espalhando pelas Paróquias de Porto Alegre e, depois, pelas dioceses do interior.[11]

O CLJ na Diocese de Novo Hamburgo[editar | editar código-fonte]

Sendo a Diocese de Novo Hamburgo criada a 02/02/1980, pela Bula Cum Sacer Praesul Ecclesia do Papa João Paulo II, o CLJ esteve presente na região desde antes de seu desmembramento da Arquidiocese de Porto Alegre sob a orientação de seus Pastores: Dom Aloysio Sinésio Bohn (1980-1986); Dom Boaventura Kloppenburg (1986-1995); Dom Osvino José Both (1995-2005) e Dom Zeno Hastenteufel (atual Bispo).

Na região, o 1º CLJ realizou-se nos dias 10 a 12 de setembro de 1976, no Seminário de Canela. Foi orientado pelo então Pe. Zeno Hastenteufel, com a participação de 62 jovens de Gramado, Canela e São Francisco de Paula, quando Dom Alfredo Vicente Scherer era o Arcebispo de Porto Alegre. Os outros cursos que se seguiram aconteceram entre os dias 22 e 24 de abril (60 jovens das mesmas paróquias) e entre os dias 14 e 16 de outubro de 1977 (64 jovens de Gramado, Canela, São Francisco e Porto Alegre).

Como em sua fundação, na Paróquia de São Pedro em Porto Alegre, o CLJ na Diocese de Novo Hamburgo não se limitou ao curso, ao "momento"; buscou a vida continuada dinamicamente em grupos paroquiais, envolvendo-se na vida eclesial como movimento, atuando nas comunidades como pastoral da juventude.

Hoje, o CLJ está instalado em quase todas as paróquias da Diocese. São, ao todo, 41 grupos veteranos, 02 fundações e 01 re-fundação. Entretantoo, surge, constantemente, o pedido para novas fundações. Inclusive em outros estados. Mesmo na diversidade, o Movimento procura caminhar na unidade de objetivos e na coerência com aquilo que é o essencial. É um único Movimento que busca ser um meio para facilitar em seus membros a busca pela santidade. Fazendo com que pelo Apostolado o jovem seja de fato apóstolo de outros amigos.[12]


O CLJ na Arquidiocese de Passo Fundo[editar | editar código-fonte]

O Movimento CLJ Foi trazido para a Arquidiocese de Passo Fundo através do então Pe. Osvino José Both, que na época era pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus (hoje Dom Osvino José Both éArcebispo do Ordinariado Militar do Brasil). O 1° CLJ1 da então Diocese aconteceu nos dias 22, 23 e 24 de novembro de 1985. A equipe de coordenação veio da Arquidiocese de Porto Alegre. Participaram deste CLJ 1 46 jovens que formaram o grupo base para início do Movimento CLJ em Passo Fundo.[13]

O CLJ na Diocese de Frederico Westphalen[editar | editar código-fonte]

O Movimento CLJ iniciou na Diocese de Frederico Westphalen por iniciativa de seu Bispo Dom Bruno Maldaner, e dos Padres Antonio A Dal Piva e Ivo Schimitt. O 1° CLJ1 da Diocese de Frederico Westphalen, aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de outubro de 1990, fizeram o curso 61 Jovens das Paróquias Nossa Senhora da Paz (Seberi) e Santo Antônio (Frederico Westphalen). A equipe de Coordenação do curso veio da Arquidiocese de Passo Fundo.

O CLJ na Diocese de Vacaria[editar | editar código-fonte]

O Movimento CLJ iniciou na diocese de Vacaria através da iniciativa dos Participantes do MCC (Movimento de Cursilho da Cristandade) que intercederam junto ao Secretariado Diocesano (SD) de Passo Fundo,para que o Movimento fosse implantado na Diocese de Vacaria. O primeiro passo para a implantação do movimento na Diocese foi uma reunião realizada na cidade de Vacaria no ano de 1993, quando foram dados os primeiros passos para a implantação do CLJ na Diocese.

Participaram desta reunião, pela Diocese de Passo Fundo, Tios e jovens integrantes do movimento CLJ, e pela Diocese de Vacaria seu,então atual, Bispo diocesano, Dom Orlando Octacílio Dotti ,juntamente com mais de 20 casais interessados em saber sobre o CLJ. Nos dias 12 a 15 de agosto de 1993 participaram do 45º CLJ1 da Diocese de Passo Fundo dois casais de tios de Vacaria. Nos dias 5 a 8 de maio de 1994 realizou-se o 1° CLJ1 da Diocese de Vacaria, que contou com a participação de 58 jovens e com a equipe de Coordenação da diocese de Passo Fundo.

O CLJ na Diocese de Bagé[editar | editar código-fonte]

O Movimento CLJ começou na Diocese de Bagé por iniciativa de um casal de Tios da Diocese de Bagé que, no dia 11 de julho de 1995, foram para Porto Alegre para se informar sobre como proceder para implantar o movimento na diocese. Entraram e contato com o Pe. Blásio Jacobi,que os encaminhou a Dom Osvino, que na época era Bispo auxiliar de Porto Alegre. Dom Osvino indicou que eles falassem com Pe. Inácio (Pároco da Igreja São Pedro de POA ). Pe. Inácio imediatamente gostou da idéia e disse que escolheria alguns jovens da paróquia São Pedro, para iniciarem o Movimento juntamente, com Pe. Blásio em Santana do Livramento. Seria o "Prezão". Em Santana do Livramento, entraram em contato com o Bispo Dom Laurindo Guizzardi e o Pe. Álvaro Nazareth (Pároco da Igreja Matriz de Sant’Ana). Os dois ficaram satisfeitos com a vinda do novo movimento para a Diocese de Bagé. O Bispo Dom Laurindo fez um documento assinado por ele, dando "carta branca" para o CLJ se instalar em Santana do Livramento. O "Prezão" foi marcado para o dia 22 de outubro de 1995. Neste prezão vieram Pe. Blásio Jacobi e mais sete jovens da Igreja São Pedro de Porto Alegre, jovens muito experientes com o CLJ. Neste encontro foi marcada a data do 1º CLJ I da Diocese de Bagé, que aconteceu nos dias 22, 23 e 24 de março de 1996 contando com 49 jovens de Livramento. O 2º CLJ I da Diocese de Bagé ocorreu nos dias 25, 26, 27 de outubro1996 contando com 34 jovens de livramento. O 3º CLJ I de Santana do Livramento ocorreu nos dias 7, 8 e 9 de novembro de 1997 contando com 39 cursistas de Livramento e 1 de Dom Pedrito. A partir do ano 2000, Sant'Ana do Livramento passou a ter o Movimento CLJ na paróquia Nossa Senhora do Rosário.

O CLJ na Diocese de Osório[editar | editar código-fonte]

Foi criado a partir do desmembramento da Arquidiocese de Porto Alegre, quando foi erigida a Diocese de Osório, no dia 10 de novembro de 1999, tendo Bispo Dom Thadeu Gomes Canellas.

O CLJ na Diocese de Montenegro[editar | editar código-fonte]

Em 1º de setembro de 1982 foi fundado o grupo na Paróquia São Sebastião de São Sebastião do Caí, primeiro grupo do CLJ das área da atual Diocese de Montenegro, o CLJ São Sebastião juntamente com o CLJ da Catedral São João Batista de Montenegro, foram os grandes responsáveis pela disseminação do movimento nesta região. A Diocese de Montenegro foi criado a partir do desmembramento da Arquidiocese de Porto Alegre, quando foi erigida a Diocese de Montenegro, no dia 6 de setembro de 2008, tendo como Bispo Dom Paulo Antônio de Conto.

O CLJ na Diocese de Cachoeira do Sul[editar | editar código-fonte]

Implantado primeiramente na Paróquia São José de Cachoeira do Sul pelo CLJ da Paróquia Nossa Senhora dos Anjos de Gravataí, teve seu primeiro curso de CLJ-1 nos dias 4,5 e 6 de Junho de 2010. A pedido de Dom Irineo, bispo da Diocese de Cachoeira do Sul, os jovens da paróquia Nossa Senhora dos Anjos voltaram em 2011 a paróquia São José para a realização do 1º CLJ-2 da Diocese de Cachoeira do Sul, que realizou-se nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2011, realizou-se também em 2011, o 2ºCLJ-1 nos dias 22,23 e 24 de Julho. E nos dias 7,8,9 de Setembro de 2012 realizou-se o 3ºCLJ-1. [14]

O CLJ em Foz do Iguaçu[editar | editar código-fonte]

Percebendo-se uma grande deficiência de espiritualidade e comprometimento por parte dos jovens da Pastoral da Juventude de Foz do Iguaçu, reuniram-se a coordenação da PJ, um conselho de leigos e o Pároco, Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa. Este apresentou aos presentes uma proposta que vinha sendo realizado no Rio Grande do Sul, com muita aceitação pelos jovens. O Movimento CLJ, Curso de Liderança Juvenil. Tratava-se de um curso feito de jovens, para jovens. A idéia foi amadurecendo, então decidiram realizar o 1°CLJ de Foz do Iguaçu nos dias 3 a 5 de Novembro de 1995 com a participação de 55 cursistas, sob a orientação de Pe. Antônio, tendo em vista que este já havia participado do movimento em Porto Alegre. No primeiro curso, foram encontradas várias dificuldades. A principal delas era a inexperiência da equipe de trabalho, que apesar disso, conseguiu o êxito no primeiro curso. Além dessa ,surgiu a questão: Como iria se dar a continuidade desse trabalho? No ano seguinte,10 jovens e um casal de Tios participaram do 63º CLJ da diocese de Passo Fundo, que aconteceu no ano de 1996, para assim adquirirem experiência. Ao retornarem do curso, essa equipe teve a missão de realizar o 2º CLJ de Foz, em julho de 1996,que contou com a participação de 60 cursistas..[15]

O CLJ em Cascavel (Pr) - Paróquia São Cristóvão[editar | editar código-fonte]

O CLJ em Cascavel teve início de preparação mandando 50 jovens para cursar o CLJ em Foz do Iguaçu começando no 32º CLJ de Foz em 2011 até o 36º CLJ... Assim como em Foz do Iguaçu, teve iniciativa do Pároco, Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa da Paróquia São Cristóvão. Este que muito incentivou os jovens de Foz e Cascavel. Com ajuda de jovens que integram a Pastoral da Juventude de Foz do Iguaçu (Cerca de 45 jovens) que já fizeram o CLJ, coordenaram o Curso e os Grupos de Base. Então foi somado forças de vontade das duas cidades para que o CLJ acontecesse em Cascavel, 45 Jovens de Foz e os 50 de Cascavel, totalizando uma média de 95 pessoas na equipe de trabalho. Então nos dias 12, 13 e 14 de Setembro de 2014 aconteceu o 1º CLJ de Cascavel, com 54 Cursistas, sendo o Padre Antônio o Diretor espiritual do mesmo.

O CLJ na Diocese de Santa Cruz[editar | editar código-fonte]

No ano de 2012 teve início o processo de implantação do CLJ na diocese de Santa Cruz com o auxílio da Vogalia de Missão do Vicariato de Gravataí. Nos dias 14, 15 e 16 de junho de 2013, aconteceu o 1ºCLJ 1 da Diocese de Santa Cruz do Sul, no seminário São João Batista, onde contou com a presença de 14 jovens e 1 tia. A equipe contou com jovens do vicariato de Gravataí e também os jovens da Diocese de Sta. Cruz que já haviam participado do 56ºCLJ 1 do Vicariato de Gravataí.

O CLJ na Diocese de Valença (RJ)[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2012, através da iniciativa de um ex-integrante do Movimento CLJ no Vicariato de Canoas, morador da cidade de Paraíba do Sul (RJ), foi iniciada a implantação do CLJ na Diocese de Valença, no Estado do Rio de Janeiro. Uma equipe composta por jovens do CLJ 3 do Vicariato de Canoas, acompanhadas pelo Pe. Cristiano da Rosa, foi convidada a montar o 1º CLJ 1 daquela diocese. Nos dias 14, 15 e 16 de dezembro de 2012 aconteceu o 1º CLJ 1 da Diocese de Valença na Paróquia São Pedro e São Paulo, na cidade de Paraíba do Sul, no Educandário Condessa do Rio Novo. O curso contou com a participação de 29 jovens das cidades de Paraíba do Sul e Três Rios, e a equipe de trabalho foi composta por 16 jovens, 2 casais adultos e 1 assessor adulto. A direção espiritual ficou a cargo do Pe. Cristiano da Rosa, de Esteio (RS), assessorado pelo Frei Luiz Fernando Rangel, de Paraíba do Sul.

Municípios com CLJ[editar | editar código-fonte]

Municipios com CLJ
Rio Grande do Sul

(108 Municípios)

Alpestre; Alvorada; Arroio dos Ratos; Ametista do Sul; Bagé; Barracão; Barra Funda; Barão; Bom Princípio; Bom Retiro do Sul; Braga; Brochier; Butiá; Cachoeira do Sul; Cachoeirinha; Camaquã; Camargo; Campestre da Serra; Campo Bom; Campo Novo; Canela; Canoas; Capela de Santana; Carazinho; Charqueadas; Constantina; Coronel Bicaco; Crissiumal; Dois Irmãos; Dois Lajeados; Eldorado do Sul; Esmeralda; Estância Velha; Esteio; Estrela; Frederico Westphalen; Gramado; Gramado Xavier; Gravataí; Guaíba; Guaporé; Harmonia; Herveiras; Humaitá; Ibiaçá; Igrejinha; Ivoti; Lagoa Vermelha; Machadinho; Maximiliano de Almeida; Marau; Minas do Leão; Montenegro; Nonoai; Nova Alvorada; Nova Candelária; Nova Hartz; Nova Petrópolis; Nova Santa Rita; Novo Hamburgo; Osório; Paim Filho; Palmitinho; Pareci Novo; Parobé; Passo Fundo; Picada Café; Pinheirinho do Vale; Planalto; Poço das Antas; Portão; Porto Alegre; Redentora; Roca Sales; Rolante; Salvador do Sul; Sananduva; Santa Maria do Herval; Santana do Livramento; Santo Expedito do Sul; São Jerônimo; São João da Urtiga; São José dos Ausentes; São José do Ouro; São José do Hortêncio; São Leopoldo;São Martinho São Pedro da Serra; São Sebastião do Caí; Sapiranga; Sapucaia do Sul; Sarandi; Seberi; Sede Nova; Selbach; Sertão Santana; Sinimbu; Tapera; Taquara; Taquari; Taquaruçu do Sul; Três Coroas; Três Palmeiras;Três Passos Trindade do Sul; Triunfo; Tupanci do Sul; Tupandi; Uruguaiana; Vacaria; Viamão; Vicente Dutra; Vista Alegre;[16]

Santa Catarina

Tubarão;

Paraná

Foz do Iguaçu, Cascavel;

Rio de Janeiro

Paraíba do Sul; Três Rios; Venâncio Aires

Dados atuais[editar | editar código-fonte]

Hoje o CLJ está presente nas seguintes Dioceses: Arquidiocese de Porto Alegre; Diocese de Novo Hamburgo; Diocese de Passo Fundo; Diocese de Frederico Westphalen; Diocese de Vacaria; Diocese de Caxias do Sul; Diocese de Bagé; Diocese de Osório; Diocese de Montenegro; Diocese de Cachoeira do Sul.

Diocese Grupos Curso CLJI Curso CLJII Curso CLJIII Membros
Diocese de Novo Hamburgo 43 157º 81º 15° 1450
Diocese de Passo Fundo 19 121° 21° 11° 900
Diocese de Frederico Westphalen - 70° - PF -
Diocese de Vacaria 17 43° 10° PF -
Diocese de Caxias do Sul 2 - - - -
Diocese de Bagé 2 20ª 16° POA 100
Diocese de Santa Cruz do Sul 3 2° ( Junto ao Vicariato de Gravataí) ( Junto ao Vicariato de Gravataí) 50
Diocese de Montenegro 33 80** 42** 12º 815
Diocese de Cachoeira do Sul 1 - 150
Vicariato de Porto Alegre 42 492º 86º 32º 1000
Vicariato de Canoas 19 86°** 38º 9° Vic -
Vicariato de Gravataí 14 75° 24° 11° 1000
Vicariato de Guaíba 12 85* 36* 6 -
Santa Catarina 1 - 0 -
Foz do Iguaçu 20 37° 0 2.350
TOTAL - - - 77 7655
  • Na Diocese de Montenegro e em alguns Vicariatos, os cursos não seguem uma só contagem tendo cada área pastoral uma contagem própria.
Diocese de Montenegro Curso CLJI Curso CLJII Curso CLJIII
Diocese de Montenegro 0 0 11°
Área Pastoral de São Sebastião do Caí 17°+ 6° Dio
Área Pastoral de Estrela 13°+ 3° 12° Dio
Área Pastoral de Montenegro 48° 20° Dio
Área Pastoral de Bom Princípio 3º Junto ao de Salvador do Sul Dio
Área Pastoral de Salvador do sul 3° Junto ao de Bom Princípio Dio
TOTAL 96 68 11
Vicariato de Canoas Curso CLJI Curso CLJII Curso CLJIII
Centro Sul e Leste 58° 14º + 9° Vic 9º Vic
Área Esteio 28° 15° + 9° Vic 9º Vic
TOTAL 86 38 9 Vic

Antes da Criação do Vicariato de Canoas houve 14 cursos de CLJII realizados na antiga Área Canoas e 12 cursos de CLJII realizados na antiga Área Esteio-Sapucaia-Portão-Caí.

Vicariato de Guaíba Curso CLJI Curso CLJII Curso CLJIII
Vicariato Guaíba - - 7° Vic
Área Pastoral Guaíba Vic[17]
Área Pastoral Camaquã 42° 12° Vic
Área Pastoral São Jerônimo 40° 24° Vic
TOTAL 90 39 7

Referências

  1. Só em 1985, com a reformulação das Diretrizes e Bases, é que foram criados as divisões CLJ1, CLJ2 e CLJ3. Até então, o que existia eram apenas o CLJ e o Curso de dirigentes do CLJ.
  2. Dom Zeno Hastenteufel.Os Trinta anos de um Movimento Juvenil
  3. Diretrizes e Bases do CLJ na Diocese de Novo Hamburgo.
  4. Diretrizes e Bases do CLJ na Diocese de Novo Hamburgo.
  5. Secretariado Diocesano constituído na Diocese de Novo Hamburgo.
  6. Secretariado Diocesano constituído na Diocese de Novo Hamburgo.
  7. Secretariado Paroquial constituído na Diocese de Novo Hamburgo.
  8. Diretrizes e Bases do CLJ na Diocese de Novo Hamburgo.
  9. Diretrizes e Bases do CLJ na Diocese de Novo Hamburgo.
  10. Perosa, Cleci Teresinha. Perspectivas de jovens universitários da região norte do Rio Grande do Sul em relação à paternidade: (Artigo,Revista Escola de enfermagem - USP). São Paulo: USP, 2009.
  11. Dom Zeno Hastenteufel, Os 30 anos de um Movimento Juvenil. Caminhando com o Itepa, Instituto de Teologia e Pastoral, Ano XXIII, no. 85, julho 2007, p.46-54
  12. http://www.cljnh.com.br/
  13. www.cljpf.com
  14. http://www.diocesenet.com.br/diocese.htm
  15. PJSJO.Histórico do CLJ em Foz do Iguaçu
  16. Pesquisa pessoal,2009.Francisco da Silva e Valdir Júnior
  17. http://www.vicariatodeguaiba.org.br/paf.asp?catego=2&exibir=2

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outras fontes[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Textos[editar | editar código-fonte]