José Sérgio de Oliveira Machado

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José Sérgio de Oliveira Machado (Fortaleza, 18 de dezembro de 1946) é um empresário e político brasileiro que representou o Ceará no Congresso Nacional.

Empresário e político[editar | editar código-fonte]

Filho de Expedito Machado da Ponte e Deise de Oliveira Machado, de tradicional família de Crateús-CE.Em 1970 graduou-se em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e em Economia pela Universidade Cândido Mendes, ambas no Rio de Janeiro. De volta ao seu estado tornou-se proprietário da TV Jangadeiro, da Rádio Educadora FM de Crateús e da fábrica de jeans Vilejack, esta última falida, em processo que tramitou na 1ª Vara de Recuperação de Empresas e Falências da Comarca de Fortaleza no Estado do Ceará.[1] Presidiu o Centro Industrial do Ceará em 1982, filiou-se ao PMDB e coordenou a campanha de Tasso Jereissati a governador em 1986 e após a vitória foi nomeado Secretário de Governo atuando como coordenador da campanha vitoriosa de Ciro Gomes à prefeitura de Fortaleza em 1988.

No início de 1990 ingressou no PSDB e foi eleito deputado federal em outubro e ocupou uma cadeira que já fora de seu pai.[2] Em 1992 votou pelo impeachment do presidente Fernando Collor e foi eleito senador em 1994[3] tendo votado a favor da reeleição para cargos executivos em 1997. Líder de seu partido no Senado Federal, retornou ao PMDB em outubro de 2001 e no ano seguinte foi o terceiro colocado na disputa pelo governo do Ceará, porfia vencida por Lúcio Alcântara em segundo turno.

Em junho de 2003 foi nomeado presidente da Transpetro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido no cargo por Dilma Rousseff. Aproveitou desta função para articular esquemas de corrupção elucidados pela Operação Lava Jato.

Em 23/05/2016, entregou gravação à Procuradoria Geral da República onde tenta arquitetar com Romero Jucá, um plano para bloquear as ações da operação da Policia Federal, denominada operação Lava-Jato

Em 25/05/2016, um novo áudio publicado pelo Jornal Folha de São Paulo, com conversas entre Machado e o então Presidente do Senado Federal, Renan Calheiros revelou um esquema que tentaria eliminar o instituto da Delação Premiada, para que supostamente o núcleo de corrupção da Petrobras, conhecida como "Petrolão", não fosse atingido por este instrumento jurídico. Lembrando que hoje 25/05/2016 houve a homologação da delação de Sergio Machado.

Em 26/05/2016, o jornal Folha de São Paulo divulgou um áudio do ex-Presidente da República e ex-Senador disse que a delação da Odebrecht "é uma metralhadora de [calibre] ponto 100".

Referências