Mossack Fonseca

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Mossack Fonseca
Fundação 1977
Fundador(es) Jürgen Mossack e Ramón Fonseca Mora
Sede Cidade do Panamá,  Panamá
Produtos Serviços de advocacia
Website oficial www.mossfon.com

Mossack Fonseca é um escritório de advocacia panamenho fundado em 1977, que abriu diversas contas offshores, que se tornaram centro de um escândalo, conhecido como Panama Papers.[1][2]

Mossack é a quarta maior fornecedora de serviços offshore do mundo e já foi contratada por mais de trezentas mil empresas. Quase metade dos seus clientes está registrada em paraísos fiscais administrados pela coroa britânica, ou no próprio Reino Unido.[3]

Jürgen Mossack, um dos dois sócios da empresa, é de origem alemã e emigrou para o Panamá na década de 1960. O outro sócio é o panamenho Ramón Fonseca Mora.[4]

Em fevereiro de 2017, os dois sócios fundadores da Mossack Fonseca foram presos preventivamente, como parte de investigações relacionadas com a Operação Lava Jato no Brasil.[5][6][7]

Clientes[editar | editar código-fonte]

Publicação do jornal Le Monde indicando dados do escândalo Panama Papers.

A operação do escritório internacional de origem panamenha é sustentada por seiscentos colaboradores em 42 países. A Mossack Fonseca opera em paraísos fiscais diversos, como as Ilhas Virgens Britânicas, o Chipre e a Suíça, além de territórios britânicos como Guernsey, Jersey e Isle of Man.[3]

De acordo com o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, o escritório de advocacia panamenho teve como clientes vários traficantes e empresas punidas na Europa e Estados Unidos. De acordo com o jornal, entre os clientes do Mossack Fonseca estavam traficantes de droga do México, Guatemala e Europa do Leste. Também aparecem na lista um possível financista do movimento xiita libanês Hezbollah, várias pessoas que apoiaram os programas nucleares do Irã e Coreia do Norte e dois supostos aliados do presidente de Zimbábue Robert Mugabe.[8]

Dentre os clientes, ainda estão 29 bilionários listados pela Forbes, 128 ocupantes ou ex-ocupantes de cargos eletivos ou públicos, e 61 pessoas próximas ou parentes de chefes de estado ou governo.[8]

Panama Papers[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2016, a Mossack foi envolvida no escândalo da Panama Papers, documentos que revelam que diversas pessoas governamentais e personalidades diversas possuem contas secretas em offshores.[9][10][11]

Referências

  1. «Panama Papers: Quem são Mossack e Fonseca, donos da empresa no centro do escândalo». Terra. 5 de abril de 2016. Consultado em 4 de março de 2017. 
  2. «'Minha vida corre perigo': a troca de e-mails que desencadeou os Panama Papers». BBC. 6 de abril de 2016. Consultado em 8 de abril de 2016. 
  3. a b «Quem são os 26 brasileiros citados por ora no Panama Papers». Exame. 4 de abril de 2016. Consultado em 8 de abril de 2016. 
  4. BBC Mundo (5 de abril de 2016). «Panama Papers: Quem são Mossack e Fonseca, donos da empresa no centro do escândalo». BBC. Consultado em 9 de abril de 2016. 
  5. «Sócios da Mossack Fonseca presos no Panamá por investigações ligadas à Lava Jato». Agência Brasil. EBC. Consultado em 4 de março de 2017. 
  6. «Justiça do Panamá decreta prisão preventiva de advogados ligados à Lava Jato». G1. Globo.com. Consultado em 4 de março de 2017. 
  7. O Estado de S.Paulo. «Mossack e Fonseca são presos no Panamá por suposto envolvimento em esquema de corrupção». Estadão Internacional. Estadão. Consultado em 4 de março de 2017. 
  8. a b «Panama Papers: traficantes estavam entre os clientes do Mossack Fonseca, diz jornal». Zero Hora. 6 de abril de 2016. Consultado em 8 de abril de 2016. 
  9. Forbes (3 de abril de 2016). «Billionaires, Former Billionaires Outed For Offshore Wealth By The Panama Papers» (em inglês). Consultado em 4 de março de 2017. 
  10. «Giant Leak of Offshore Financial Records Exposes Global Array of Crime and Corruption» (em inglês). ICIJ. 3 de abril de 2016. Consultado em 4 de março de 2017. 
  11. «Leaked papers give Fifa ethics committee new credibility crisis autor=Owen Gibson». The Guardian. 3 de abril de 2016. Consultado em 4 de março de 2017.. Cópia arquivada em 3 de abril de 2016