Porquinho-da-índia

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Como ler uma caixa taxonómicaPorquinho-da-índia
Two adult Guinea Pigs (Cavia porcellus).jpg

Estado de conservação
Não avaliada: Domesticado
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Infraordem: Caviomorpha
Superfamília: Cavioidea
Família: Caviidae
Género: Cavia
Espécie: C. porcellus
Nome binomial
Cavia porcellus
Linnaeus, 1758

O porquinho-da-índia, preá-da-índia, cobaia, sauiá-cobaia ou coelho-da-índia (Cavia porcellus) é um roedor sul-americano da família Caviidae.[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

Apesar do seu nome comum, o porquinho-da-Índia não é suíno, tampouco indiano.[3] O nome deve-se ao fato de, originalmente, provirem das chamadas "Índias Ocidentais" (atual continente americano), onde alguns povos andinos, no período da colonização espanhola da América, os criavam para deles se alimentarem. Atualmente, em alguns países — como o Peru —, ainda existe essa tradição, sendo um prato típico e apreciado na rica culinária local.

Os europeus tomaram contato com este animal desde o século XVI, ao atingirem os domínios do Império Inca. Os incas denominavam-no Cuy, por causa dos gritos curtos que emite. Eram criados para o consumo, desempenhando um papel importante na alimentação desse povo.

Ao chegarem à Espanha, os porquinhos-da-índia tornaram-se moda, vindo a espalhar-se por toda a Europa como animais de estimação. Originalmente o termo usado para designar esse roedor, através do latim científico com base na língua tupi antiga era cobaia, esse por extensão (e em sentido figurado), passou a designar o campo ou objeto de alguma pesquisa científica.[4][5]

Segundo o tupinólogo Eduardo Navarro, o nome "cobaia" se originou da leitura errônea feita por Lineu do livro Historia Naturalis Brasiliae, de Marcgrave. Neste livro, Marcgrave escreveu a palavra tupi antiga saûîásobaîa (literalmente, o roedor (saûîá) da banda de além (sobaîa), ou seja, que não é originário do Brasil), que designava o porquinho-da-índia, sob a grafia CAVIA COBAIA. A leitura correta de CAVIA COBAIA é "çauiá çobaia", mas Lineu leu "cavia cobaia". Tal erro de pronúncia de Lineu gerou o atual nome "cobaia".[6]

Para a explicação do seu nome em língua inglesaguinea pig —, há duas hipóteses:

  • as embarcações inglesas, por fazerem escala na costa da Guiné, deram, às pessoas, a ideia de que os animais eram originários daquela região (e não da costa pacífica sul-americana);
  • os marinheiros ingleses cobravam, pelos animais, um guinéu, moeda de ouro utilizada à época.

Estes roedores são utilizados em estudos experimentais de laboratório desde o século XIX. Por isso, são, também, conhecidos como cobaias, termo que, por vezes, designa igualmente os hamsters e quaisquer animais utilizados em experiências laboratoriais.

Três pequenos porquinhos-da-índia.

Características[editar | editar código-fonte]

Os porquinhos-da-Índia vivem de quatro a oito anos e podem reproduzir-se ao longo de todo o ano, gerando dois a seis filhotes por ninhada. Para o primeiro acasalamento, recomenda-se que o macho tenha de três a quatro meses e as fêmeas de três a sete meses (jamais depois de sete meses). O período de gestação é de 59 a 72 dias, sendo a média de 62 dias. O tamanho dos filhotes, ao nascer, é de 7,62 cm. A idade ideal para o desmame é de 3 semanas. São vivazes e dóceis, raramente mordendo, a menos que se sintam ameaçados ou perturbados.

Quando adultos, os machos medem cerca de 25 cm e pesam de 1200 a 1500 gramas, enquanto as fêmeas costumam ser menores e mais leves, tendo em média 20 cm e pesando de 900 a 1200 gramas.

Alojamento[editar | editar código-fonte]

Muito rústico, este animal adapta-se facilmente a qualquer ambiente, exigindo apenas um local bem seco e espaçoso. Não requer quaisquer instalações especiais ou técnicas difíceis de manutenção. Basta um espaço onde possa organizar a sua rotina diária composta de passeios e brincadeiras além da higiene própria.

Alguns criadores recomendam, para dois porquinhos, um espaço de cerca de 1 m² ou maior sem teto. É aconselhável que seu alojamento seja feito de telas aramadas e nunca em gaiolas, mesmo de coelho, já que é propício desenvolver pododermatite, obesidade, impactação intestinal (machos adultos) e outros problemas.

Não é recomendável que sejam criados um macho e uma fêmea juntos pois quando engravidam tem 20% de chance de morte na gestação, parto ou pós-parto. A melhor companhia para um porquinho enquanto animal doméstico, é outro do mesmo sexo.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Um porquinho-da-índia comendo uma maçã.

Porquinhos-da-índia são animais totalmente herbívoros. Eles adaptam-se bem ao cativeiro e são alimentados com ração de coelho peletizada (porém não são recomendadas por haver uma alta quantidade de cálcio, vitamina D e falta de vitamina E, que podem causar grandes problemas ao organismo da cobaia) ou própria para o animal, feno ou capim deve estar sempre disponível, legumes (alface em pouca quantidade e não frequente, pois pode lhe causar diarreia e até levar à morte) e frutas frescas poucas vezes por semana.

Recomenda-se a introdução do brócolis e da couve-flor na sua alimentação algumas vezes por semana, por causa da quantidade de vitamina C que oferecem. É altamente recomendável que a alimentação do porquinho seja suplementada com vitamina C, pois sua falta ocasiona diversos problemas. Os porquinhos necessitam cerca de 20 miligramas por quilograma de vitamina C diariamente, aproximadamente duas gotas.

Alimentos novos para o animal devem ser-lhe apresentados aos poucos, uma de cada vez, observando-se a reação. Detalhe: a ração não deve ser a base da alimentação do animal. Retirar os alimentos oferecidos após 30 minutos quando não ingeridos.

Raças[editar | editar código-fonte]

Os porquinhos-da-índia apresentam uma grande variedade de cores e padrões, a saber:

  • Abissínio
  • arisco
  • Pelo curto
  • Coroado
  • US-Teddy e Rex
  • CH-Teddy
  • Peruano e Angorá
  • Shelties e Coronet
  • Texel e Merino
  • Alpaca e Mohair
  • Frisado
  • Do mato
  • Goiano
  • Angorá

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 421.
  2. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 439, 443.
  3. «Porquinhos-da-Índia são ótimos animais de estimação». R7. Consultado em 29 de Agosto de 2016 
  4. Dicionário Aurélio, verbete cobaia
  5. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 439, 443.
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 439, 443.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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