Série 0400 da CP

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a antiga série de automotoras a gasóleo. Se procura a antiga série de locomotivas a vapor, veja Série 401 a 406 da CP.

A Série 0400, igualmente conhecida como Rolls Royce, refere-se a um tipo de automotora, que esteve ao serviço da companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses e da da sua sucessora, a transportadora Comboios de Portugal, entre 1965 e 2001.

História[editar | editar código-fonte]

Entraram ao serviço da operadora Caminhos de Ferro Portugueses em 1965, tendo sido construídas nas instalações da companhia Sociedades Reunidas de Fabricações Metálicas.[1]

Em 1994, já se encontrava a ser planeada, nas oficinas do Porto da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, a remodelação das automotoras desta Série, já se prevendo várias alterações nos interiores, e a substituição dos motores originais, por uns mais recentes, fabricados pela Volvo; previa-se, igualmente, a construção de um protótipo para a operadora Caminhos de Ferro Portugueses.[2] Foram remodeladas naquelas instalações, entre 1994 e 1995, tendo sofrido várias alterações; no interior, os separadores, que eram de madeira, passaram a ser de vidro, e sido introduzidas novas cortinas, assentos, e painéis laterais, de cores diferentes dos anteriores.[3] Também foi eliminado um dos lavabos, de forma a colocar mais lugares sentados, e alteradas as fontes de luz, de forma a produzir mais iluminação. Nas cabinas de condução, o esquema de cores também foi alterado, e foi suprimida a cadeira para o ajudante, e colocada uma, mais ergonómica, para o condutor.[3]

Todas as unidades desta série foram remodeladas e integradas na Série 0450.[1]

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Originalmente, as superfícies exteriores estavam totalmente cobertas de placas metálicas, de cor cinzenta.[3] Estas placas eram de forma corrugada, excepto nas cabinas, onde eram lisas.[3] Após a remodelação de 1995, as zonas frontal e traseira de cada unidade passaram a estar cobertas com placas metálicas em tons azuis, de superfície lisa, enquanto que as zonas laterais ao longo das automotoras, junto às janelas, foram pintadas com os mesmos tons azuis.[3] Duas faixas vermelhas horizontais foram pintadas de forma a rodear totalmente as automotoras, a rematar as zonas em azul junto às janelas.[3]

Os principais serviços efectuados por estas automotoras foram a ligação internacional entre Porto e Vigo, comboios especiais até Santiago de Compostela e Corunha, e Regionais na Linha do Minho e no Ramal de Braga.[3]

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Exploração

  • Ano de Entrada ao Serviço: 1965 / 1966[3]

Dados gerais

  • Nº de Unidades Construídas: 19[1]
  • Velocidade Máxima: 110 km/h[1]
  • Bitola de Via: 1668 mm[3]
  • Distribuição dos assentos:
    • Primeira classe: 2+2[3]
    • Segunda classe: 3+2[3]

Fabricantes

Motor de tracção

  • Tipo: Diesel-hidráulico[1]
  • Potência: 382 Kw (520 Cv)[3]
  • Quantidade: 2[3]
  • Número de tempos: 4[3]
  • Sobrealimentação: Holset Engineering 4[3]
  • Esforço de tracção:
    • No arranque: 6600 kg[3]

Transmissão de movimento:

  • Tipo: Hidráulica[3], com 2 caixas hidráulicas DFRU - 11500 1

Lotação

  • Passageiros sentados:
    • Primeira classe: 40[1]
    • Segunda classe: 145[1]

Referências

  1. a b c d e f g «CP withdrawn trainsets and motor cars» (em inglês). Railfaneurope. 16 de Julho de 2010. Consultado em 1 de Março de 2011 
  2. BRAZÃO, Carlos (1994). «Noticias». Maquetren (em espanhol). 3 (28). 63 páginas 
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r BRAZÃO, Carlos (1995). «Reforma de las 400». Madrid: A. G. B., s. l. Maquetren (em espanhol). 4 (37): 10, 12 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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