Eduardo II de Inglaterra
| Eduardo II | |
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| Rei da Inglaterra, Lorde da Irlanda Duque da Aquitânia |
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| Reinado | 7 de julho de 1307 a 25 de janeiro de 1327 |
| Coroação | 25 de fevereiro de 1308 |
| Predecessor | Eduardo I |
| Sucessor | Eduardo III |
| Cônjuge | Isabel de França |
| Descendência | |
| Eduardo III de Inglaterra João de Eltham, Duque da Cornuália Leonor de Woodstock Joana de Inglaterra Adam FitzRoy |
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| Casa | Plantageneta |
| Pai | Eduardo I de Inglaterra |
| Mãe | Leonor de Castela |
| Nascimento | 25 de abril de 1284 Castelo de Caernarfon, Gwynedd |
| Morte | 21 de setembro de 1327 (43 anos) Castelo de Berkeley, Gloucestershire, Inglaterra |
| Enterro | Catedral de Gloucester |
Eduardo II de Inglaterra (Castelo de Caernarfon, 25 de abril de 1284 — Gloucestershire, 21 de setembro de 1327) foi rei de Inglaterra de 1307, sucedendo ao pai, a janeiro de 1327, quando foi obrigado a abdicar para Eduardo III. Era o filho mais novo de Eduardo I de Inglaterra e de Leonor de Castela e nasceu no Castelo de Caernarfon no País de Gales. Foi também o primeiro Príncipe de Gales, a partir de 1301.
Índice |
Reinado [editar]
Eduardo tornou-se herdeiro da Coroa com poucos meses de vida, devido à morte de seu irmão mais velho, Afonso, ainda criança. Desde cedo Eduardo I tentou educá-lo para governar, enfocando os aspectos militares. O príncipe participou de várias campanhas contra os escoceses mas, para desgosto do pai, desenvolveu o que os historiadores contemporâneos descrevem como uma personalidade fútil e extravagante. Eduardo I atribuiu tal comportamento à má influência do amigo íntimo do filho, Piers Gaveston, e exilou-o para a sua Gasconha natal.
Em Julho de 1307, torna-se o rei Eduardo II com a morte do pai durante uma campanha. A sua primeira atitude foi chamar Gaveston de novo à corte, mas depois pouco fez. Eduardo não era um homem dado à governação, preferindo os divertimentos da corte e as caçadas. Talvez devido à forte personalidade do pai, que sempre o controlou, tinha pouca confiança em si mesmo e era muito permeável à influência e à manipulação externa. Em 25 de Janeiro de 1308, casou com a princesa Isabel de França, filha do rei Filipe IV. Foi uma união condenada ao fracasso, visto que Isabel foi rapidamente ignorada pelo marido, que, de acordo com alguns indícios, parece ter sido homossexual. Apesar disso, tiveram quatro filhos.
A preferência de Eduardo II por Gaveston provocou numerosos escândalos. O rei ofereceu-lhe o Condado da Cornualha e casou-o com a sobrinha Margarida de Gloucester, provocando o ressentimento da nobreza tradicional. Os nobres exigiram o exílio de Gaveston por duas vezes e por duas vezes Eduardo obedeceu, para o chamar de volta pouco depois. Em 1312 a situação requereu medidas mais drásticas e Piers Gaveston foi assassinado. Eduardo II nada fez para vingar a sua morte e em vez disso assistiu à formação do Parlamento e à passagem do poder efectivo para um conjunto de 21 nobres.
Gaveston foi substituído por Hugh le Despenser, cujo pai, de mesmo nome, era então um político experiente que soube tirar partido da relação. Em breve a Inglaterra caíu num estado próximo da guerra civil entre o rei controlado pelos Despenser e os outros nobres. Entretanto, Roberto I da Escócia conquistava o terreno perdido para Eduardo I durante os anos anteriores, e conseguiu uma vitória significativa na batalha de Bannockburn.
Esta derrota enfraqueceu ainda mais o poder de Eduardo II e nos anos seguintes a Inglaterra foi governada por Hugh le Despenser pai, que não hesitou em mandar executar ou exilar os seus adversários políticos.
Em 1325, Isabel de França abandonou o país com o futuro Eduardo III a pretexto de uma visita ao Ducado da Aquitânia mas os seus motivos eram bem diferentes. Depressa anunciou que se recusava a entregar o herdeiro enquanto os Despenser se encontrassem em favor real. A seu lado estavam os nobres exilados que detestavam o rei e o seu favorito, em particular Roger Mortimer, Conde de March, que tinha se tornado seu amante. Em Setembro de 1326, Isabel desembarcou em Essex acompanhada por um exército, anunciando que vinha para vingar as perseguições e expulsar os Despenser do poder. De imediato obteve o apoio de muitas casas importantes e avançou para Londres com confiança. Abandonado pelos seus partidários Eduardo II fugiu da capital e refugiou-se no Castelo de Glamorgan, propriedade dos Despenser. Isabel seguiu-o e tomou o castelo, executando Hugh le Despenser pai e filho, sem contemplações. Eduardo ainda tentou fugir à mulher, mas foi capturado pouco depois e encarcerado em Kenilworth. Em 25 de Janeiro de 1327, o Parlamento reunido em Westminster obrigou-o a abdicar para o filho.
Últimos dias [editar]
A regência de Isabella e Mortimer era precária. Em 3 de Abril, Eduardo II foi removido de Kenilworth e confiado à guarda de dois subordinados de Mortimer e, em seguida, levado para o Castelo de Berkeley, em Gloucestershire, onde acredita-se, ele foi assassinado por um agente de Isabella e Mortimer. Eduardo II foi tratado em condições sub-humanas pois esperava-se que ele não resistisse muito tempo a alguma doença e morreria de forma que parecesse natural. Mas isso não aconteceu e os regentes viam sua situação piorar a cada dia até que um dos guardas terá tido uma idéia para matá-lo sem usar venenos ou qualquer tipo de armas que deixassem à mostra uma prova que ele teria sido assassinado.
Segundo uma crónica atribuída por alguns autores a Thomas de la Moore e por outros a Geoffrey le Baker1 , na noite de 21 de setembro, Eduardo II terá sido surpreendido enquanto dormia e um grande colchão foi jogado sobre ele para abafar seus gritos enquanto um chifre de boi oco era introduzido em seu ânus. Por dentro do chifre, passou um ferro em brasa que queimou seu intestino e vários órgãos internos. Houve rumores que Eduardo II tinha sido morto pela inserção de um pedaço de cobre em seu reto (mais tarde, uma haste de ferro vermelho e quente, como no suposto assassinato de Edmund Ironside). A razão de usarem um chifre era para permitir ao ferro em brasa penetrar, queimar as entranhas do rei e sair sem ferir suas nádegas.
Na sequência do anúncio público da morte do rei, a situação de Isabella e Mortimer não duraria muito. Eles fizeram a paz com os escoceses no Tratado de Northampton, mas esse acordo foi extremamente impopular. Assim, quando Eduardo III assumiu o trono em 1330, ele mandou executar Roger Mortimer com base em quatorze acusações de traição, mais significativamente o assassinato de Eduardo II. Eduardo III poupou sua mãe e lhe deu um generoso subsídio, mas garantiu que ela se retirasse da vida pública sendo confinada num castelo. Ela morreu em Hertford em 23 de Agosto de 1358.
Descendência [editar]
De Isabel,
- Eduardo III, Rei de Inglaterra (1312-1377)
- João Plantageneta, Conde da Cornualha (1316-1336)
- Leonor Plantageneta (1318-1355), casou com Reinaldo II, Duque de Geldern
- Joana Plantageneta (1321-1362), casou com David II da Escócia
| Precedido por Eduardo I |
Rei de Inglaterra e Lorde da Irlanda 1307 - 1327 |
Sucedido por Eduardo III |
| Precedido por Eduardo I |
Duque da Aquitânia |
Sucedido por Eduardo III |
Referências
- ↑ Cf. Weir, Alison: Isabella, She-Wolf of France, Queen of England, Jonathan Cape Ltd. Publishers, 2005
- Nascidos em 1284
- Mortos em 1327
- Monarcas católicos romanos
- Monarcas britânicos
- Lordes da Irlanda
- Duques plantagenetas da Aquitânia
- Príncipes de Gales
- Casa de Anjou
- Monarcas assassinados
- Reis católicos da Inglaterra
- Governantes do século XIV
- Católicos do Reino Unido
- Monarcas britânicos que foram depostos ou abdicaram
- Dinastia Plantageneta