Pokémon

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Pokémon
ポケットモンスター
(Poketto Monsutā)
Logotipo de Pokémon
Gênero Aventura, Comédia, Fantasia, Shonen
Anime
Pokémon (1ª–5ª temporadas)
Direção Masamitsu Hidaka
Estúdio Oriental Light and Magic, Shogakukan
Exibição original 1º de abril de 1997 – 14 de novembro de 2002
Emissoras de TV Japão TV Tokyo
Emissoras lusófonas Brasil Tooncast
Brasil Cartoon Network Brasil
Brasil Rede Globo (5ª)
Brasil Rede Record (1ª–4ª)
Brasil Rede Família (1ª–4ª)
Brasil RBTV(1ª)
Brasil Ulbra TV (1ª–4ª)
Brasil RedeTV!
Brasil Rede Diário (Alguns episódios da 1ª temporada)
Brasil Novo Canal (1ª)

Portugal SIC

Nº de episódios 275 (Lista de episódios)
Anime
Pokémon: Geração Avançada

(6ª-9ª temporada)

Estúdio Oriental Light and Magic, Shogakukan
Exibição original 21 de novembro de 2002 – 14 de setembro de 2006
Emissoras de TV Japão TV Tokyo
Emissoras lusófonas Brasil Cartoon Network Brasil
Brasil Rede Globo (6ª–7ª)
Brasil RedeTV! (8ª–9ª)
Portugal SIC
Nº de episódios 193 (Lista de episódios)
Anime
Pokémon: Diamante e Pérola

(10ª-13ª temporada)

Direção Kunihiko Yuyama
Estúdio Oriental Light and Magic, Shogakukan
Exibição original 28 de setembro de 2006 – 9 de setembro de 2010
Emissoras de TV Japão TV Tokyo
Emissoras lusófonas Brasil Cartoon Network Brasil
Brasil RedeTV!
Portugal Panda Biggs
Nº de episódios 191 (Lista de episódios)
Anime
Pokémon: Branco e Preto[1]

(14ª-16ª)

Estúdio Oriental Light and Magic
Exibição original 23 de setembro de 2010 – 17 de Outubro de 2013
Emissoras de TV Japão TV Tokyo
Emissoras lusófonas Brasil Cartoon Network Brasil[2]
Nº de episódios 142 (Lista de episódios)
Anime
Pokémon: X & Y
Estúdio Oriental Light and Magic
Exibição original 17 de Outubro de 2013– em exibição
Emissoras de TV Japão TV Tokyo
Emissoras lusófonas Brasil Cartoon Network Brasil
Nº de episódios 33 (até o momento)
Filmes

  • Filmes da série original

Pokémon: O Filme – Mewtwo Contra-Ataca
Pokémon 2000: O Poder de Um
Pokémon 3: O Feitiço dos Unown
Pokémon 4: Viajantes do Tempo
Heróis Pokémon

  • Filmes da série Geração Avançada

Pokémon 6: Jirachi Realizador de Desejos
Pokémon 7: Alma Gêmea
Lucario e o Mistério de Mew
Pokémon Ranger e o Lendário Templo do Mar

  • Filmes da série Diamante e Pérola

O Pesadelo de Darkrai
Giratina e o Guerreiro dos Céus
Arceus: O Criador do Tempo-Espaço
Zoroark: O Mestre das Ilusões

  • Filmes da série Branco e Preto

Preto-Victini e Reshiram e Branco-Victini e Zekrom
Kyurem contra A Espada da Justiça

  • Filmes da série X & Y

Pokémon: O casulo da destruição e Diance

Especiais de Televisão

Projeto Animangá  · Portal Animangá

Pokémon ou Pocket Monsters (ポケットモンスター, Poketto Monsutā?, literalmente, "monstros de bolso" ou "bichos de bolso") é uma marca japonesa mundialmente conhecida que engloba uma variada gama de produtos. Dividida em várias mídias, foi iniciada com os jogos eletrônicos de RPG Pokémon Red e Blue, para o video game portátil Game Boy, em fevereiro de 1996.

Pokémon é a criação do programador japonês Satoshi Tajiri e seu amigo, o desenhista e designer Ken Sugimori. Após seus primeiros jogos, vários outros foram produzidos (num total de 43), e a série se expandiu para vários mangás, um jogo de cartas oficial, um anime – hoje em sua 17ª temporada – e 16 filmes já lançados. Pokémon tornou-se um marco na cultura pop dos anos 90 até 2003[3] e a venda de seus jogos ultrapassou 180 milhões de unidades em todo o mundo,[4] o que levou a série a ser a segunda mais vendida da Nintendo[5] e também do mundo inteiro,[6] ambas as vezes atrás apenas de os jogos da série Mario Bros.

Pode parecer estranho, mas a ideia de pokémon veio de Dragon Quest(Dai no Daibōken), no brasil conhecido como as aventuras de Fly, o pequeno guerreio. No episódio 1, para salvar seu amigo "gome", Fly chama os monstros da ilha(estes monstros inspiraram a ideia do pokémon) para dentro de tubos mágicos. Ao pronunciar a palavra "iru-iru" o monstro era abduzido pelo tubo mágico e ao dizer a palavra "delta" o monstro saia do tubo mágico(está é a ideia para pokébola). Inclusive alguns monstros da ilha de Fly são muito parecidos com alguns pokémons.[7]

No entanto, a origem de toda a série são os jogos de video feitos para os consolas da Nintendo. As características principais dos jogos de Pokémon são a necessidade de colecionar diferentes monstros e a opção de escolher quais farão parte do grupo do jogador e como serão treinados. Várias vezes, os jogos foram considerados inovadores no quesito conexão[8] [9] já que a partir de Pokémon Red, Blue e Green a ligação entre videogames era possível, conectando-se dois Game Boys através do cabo Game Link e permitindo a troca de Pokémon e batalhas entre os jogadores. Criados pela empresa Game Freak, os jogos de Pokémon tinham o intuito de interagir com os jogadores e fazê-los interagirem com outros, batalhando e trocando os Pokémon de uma versão para outra.

Após os primeiros jogos, os criadores fizeram um "anime", que marcou o início da "invasão" de Pokémon ao Ocidente no final da década de 90 e também proporcionou[3] a vinda de outros animes. Com mais de 750 episódios exibidos no Japão,[10] o anime de Pokémon é o quinto desenho animado há mais tempo em exibição nos Estados Unidos, sendo superado apenas por Os Simpsons, O Rei do Pedaço, Arthur e South Park.[11] No Brasil foi lançado um CD intitulado Para Ser Um Mestre, da gravadora Abril Music, onde as canções são em português e todos os artistas são brasileiros.

Criação[editar | editar código-fonte]

Quando jovem, Satoshi Tajiri tinha como passatempo a entomologia.[12] Quando cresceu, Tajiri decidiu não fazer uma faculdade e sempre se demitia dos empregos que seu pai lhe dava para jogar em fliperamas, até que resolveu fazer um curso técnico, criando depois sua revista, conhecida como GameFreak. Trabalhando na revista, Tajiri conheceu Ken Sugimori, com quem fez amizade e trabalhou por um longo tempo.

No ano seguinte, os dois resolveram criar um jogo para o Game Boy, que tinha feito um grande sucesso com Tetris. Ao ver o cabo de Game Link, Tajiri pensou na ideia de passar informações de um Game Boy a outro. Influenciado por séries como Final Fantasy e Dragon Quest e associando a ideia com a metamorfose, Tajiri criou um RPG onde monstros podiam evoluir e serem passados de um portátil a outro.[13]

A produção durou dois meses. Neste meio tempo, a Nintendo já estava em declínio, e a Sony sem ideias para o portátil. Poucos da Game Freak acreditavam que o jogo faria sucesso e até mesmo por falta de recursos, as ações da empresa estavam em xeque com Pocket Monsters. Em fevereiro de 1996, são lançados Pocket Monsters Red e Green. Inicialmente, os jogos não fizeram sucesso, mas à medida que os meses passavam mais unidades eram vendidas, até chegar a marca de um milhão de cópias em um ano.[13]

O universo Pokémon[editar | editar código-fonte]

Parque temático de Pokémon em Nagoya, Aichi.
Cquote1.svg Em tempos desconhecidos, criaturas estranhas apareceram nesse planeta. Nós os chamamos de Pokémon. Por muitos anos, incontáveis espécies de Pokémon se desenvolveram. Pesquisadores procuraram e identificaram centenas dessas criaturas. E ainda há muitas mais para serem descobertas. Muitas histórias foram passadas contando as extraordinárias aventuras que os humanos compartilham com seus amigos Pokémon. Também houve conflitos, mas através das eras, aprendemos a viver em harmonia e assim a história continua… Cquote2.svg
Trecho de Pokémon 8

Esta frase, trecho inicial de Pokémon 8: Lucario e o Mistério de Mew,[14] define basicamente o que são os Pokémon: criaturas que se desenvolveram ao longo do tempo e fizeram amizade com os humanos. Certas pessoas e fãs acreditam que o universo Pokémon é uma dimensão paralela ao universo da Terra, enquanto outros dizem que é uma forma mais evoluída do planeta – embora nenhuma das duas hipóteses tenha sido confirmada até hoje. A história do universo Pokémon nunca foi contada por completo e são vistos eventos do presente e poucos eventos ocorridos no passado, muitos em forma de lenda. Acredita-se que essa história é bastante extensa e compreende desde um início confuso e misterioso, com a criação de Dialga e PalkiaTempo e Espaço, respectivamente — por Arceus — o criador do universo e de todos os Pokémon, que se originou apartir de um ovo no caos — até um presente, que mostra quais as interações entre os Pokémon e os humanos e quais os fatos ocorridos, bons ou maus, que envolvem humanos, Pokémon e a natureza.

O termo universo Pokémon também pode se referir a todos os produtos feitos com o nome da marca, indo desde produtos alimentícios até Pokédexes eletrônicas altamente sofisticadas. Atualmente, existem várias empresas licenciadas que produzem e vendem produtos de merchandising com a marca Pokémon, movimentando um mercado bilionário anualmente.

Espécies[editar | editar código-fonte]

Ataques/habilidades[editar | editar código-fonte]

Cada Pokémon tem sua habilidade, que provocam mudanças na batalhas ou fora delas. Existem habilidades que podem anular o dano de um ataque, provocar mudanças nos status do Pokémon (Attack, Defense, Sp. Attack, Sp. Defense e Speed) ou impor uma condição ao Pokémon na batalha. Alguns exemplos são as habilidades Levitate (levitação), onde o Pokémon com essa habilidade não leva o dano de ataques terrestres, e Arena Trap (armadilha na arena), onde Pokémon sem a habilidade Levitate e que não sejam do tipo voador não podem sair da luta até derrotar o oponente. Algumas espécies podem ter duas habilidades diferentes, mas não as duas ao mesmo tempo.

Jogos eletrônicos[editar | editar código-fonte]

Em torno de cada três anos, novos jogos de Pokémon conhecidos como RPGs originais — jogos nos quais são apresentados uma nova região, espécies de Pokémon, personagens e conceitos que acabam servindo de base para jogos seguintes — são lançados e com eles inicia-se um nova geração de jogos Pokémon. Existem hoje seis gerações, cada uma para certo portátil da Nintendo, começando com o Game Boy, passando pelo Game Boy Color e Game Boy Advance, chegando ao Nintendo DS e também agora para o Nintendo3DS. Ao todo, existem 719 Pokémon divididos entre essas gerações. Além dos RPGs Originais, há outros dois tipos de jogos: os Plataformas, que têm como função principal conectar um RPG Original a um console caseiro, como Nintendo 64, Nintendo GameCube e Wii, e os spin-offs, jogos que não apresentam características marcantes da série mas pertencem a dela, produzidos para diferentes consoles.

Clones[editar | editar código-fonte]

Existem jogos inspirados em Pokémon e são conhecidos como RPGs clonados ou inspirados, aqui estão duas listas desses jogos:

Facebook, Android e iOS:

Mystic Guardians, Moster Galaxy: The Zodiac Islands, GeoSociety, GeoSociety Plus, Mighty Monsters, MinoMonsters, Morphs, Micromon, My Monster Rancher, Haypi Monsters, Dragon City, Codemon, Bulu Monster, Zuko Monsters e Monster Kingdom.

Java e Python (em desenvolvimento):

zpokemon, JPokemon, Pokemon Java, Ditto Engine, py-kmon e PokeClone.

Pokémon em outras mídias[editar | editar código-fonte]

ANIME[editar | editar código-fonte]

O desenho mostra Ash Ketchum e seu Pikachu em sua aventura para se tornar um mestre Pokémon. Seus amigos Brock e Misty o acompanham em grande parte dessa jornada. Outros protagonistas incluem Tracey, May e Max, Dawn, Iris e Cilan. Durante toda a série há a presença da Equipe Rocket. Seus três integrantes que mais aparecem são Jessie, James e Meowth, que têm como objetivo roubar Pokémon, em especial o Pikachu de Ash. Ash vai passando por várias regiões ao longo de sua jornada, como a de Kanto, a de Johto, a de Hoenn, a de Sinnoh e a de Unova. E assim Ash junto aos seus amigos exploram esse maravilhoso mundo Pokémon cheio de aventuras e novas espécies de Pokémon. Na série quando Ash e Cilan estão na região de Unova começam a andar com a 8º líder de Ginásio a Líder de dragão chamada Íris.

Trading Card Game[editar | editar código-fonte]

Pokémon tem uma série de jogos de cartas conhecidos antigamente no Brasil como Pokémon Estampas Ilustradas e chamado hoje pelo nome em inglês, Pokémon Trading Card Game. É composto por uma série de cartas com as quais dois jogadores podem duelar. Lançado primeiramente no Japão em 1997 pela Media Factory e nos Estados Unidos pela Wizards of the Coast a partir de 1999, hoje conta com 34 expansões, cada uma sempre com novas cartas e Pokémon com novos ataques e tipos.

Trading Figure Game[editar | editar código-fonte]

O Trading Figure Game foi criado na Austrália em 2006, trazendo uma série de figuras colecionáveis de Pokémon que se assemelham com um RPG de tabuleiro, mas utiliza também elementos do Trading Card Game. O jogo consiste em atravessar um tabuleiro sem ser nocauteado e chegar ao ponto final, vencendo o adversário.

O jogo, feito para dois jogadores, é dividido em turnos, onde o Pokémon pode atacar o adversário girando sua figura até parar. Caso pare no local certo, o ataque é bem sucedido e o oponente recebe dano, mas caso não pare nesse local, o ataque é cancelado.

Assim como o Trading Card Game, o Trading Figure Game também traz as cartas de treinador, que são usadas para melhorar a situação do Pokémon em batalha. O Trading Figure Game também traz miniaturas de verdadeiros treinadores que vêm dos jogos da série e suas ações podem mudar o rumo da partida.

Atualmente, existe uma expansão da série chamada de Pokémon Trading Figure Game: Next Quest e seu lançamento foi no dia 15 de agosto de 2007 na América.[15] Tanto o TCG quanto o TFG de Pokémon são administrados pela subdivisão da The Pokémon Company, chamada de Pokémon Organized Play, que administra quase todos os torneios em toda a América.[16]

Filmes[editar | editar código-fonte]

Para cada temporada de Pokémon, há um filme produzido especialmente para o cinema no Japão. Existem dezasseis filmes já lançados e um em produção. Os filmes de Pokémon são mais sérios e trazem um enredo mais desenvolvido que o do anime. Os filmes quase sempre têm a salvação do mundo por Ash e seus amigos como plano de fundo, com exceção do oitavo filme. Cada filme tem um curta-metragem estrelando Pikachu e seus amigos em aventuras separadas de seus treinadores. Pokémon é a série de desenho com o maior número de filmes já produzidos, superando Em Busca do Vale Encantado, e também de Dragon Ball Z com 15 filmes já lançados os dois.

Mangá[editar | editar código-fonte]

O mangá original, denominado Poketto Monsutā SPECIAL, foi primeiramente lançado no Japão e, com o sucesso da série, expandiu-se globalmente, sendo rebatizada de Pokémon Adventures. São vários arcos. Cada arco tem enredo e personagens diferentes dos do anime, tendo como protagonistas pessoas baseadas nos treinadores dos jogos. Atualmente está em seu sexto arco[17] no Japão, com um sétimo sendo planejado para o fim de 2008.

Pokémon Adventures é o mangá original da série, mas há muitos outros tipos de mangá, que contam diferentes histórias, como Pokémon Zensho e Pokémon Chamo-Chamo Party, que não apresentam personagens vistos em outras séries ou mídias e também mangás como The Electric Tale of Pikachu, conhecido no Brasil como Pokémon em Quadrinhos, e Ash & Pikachu, que têm como personagens principais Ash Ketchum e seu amigo Pikachu, além de cinco mangás adaptados de filmes de Pokémon e duas séries de mangás baseadas em jogos: uma em Pokémon Colosseum e outra em Pokémon Mystery Dungeon.

Críticas à série[editar | editar código-fonte]

Pokémon não apenas recebeu elogios, mas também críticas ruins e contestações quanto a alguns aspectos. Um deles é o design da Jynx original que tinha a pele preta. Muitas pessoas diziam que era um tipo de racismo contido nos jogos,[18] sendo criticado pela revista Black World Today[19] dizendo que era uma ofensa às crianças, logo após o especial Holiday Hi-Jynx ir ao ar, na época do Natal. Em resposta à crítica, a Nintendo decidiu mudar a cor do Pokémon, alterando sua cara de preta para roxa. Pokémon é seriamente criticado por racismo. Até mesmo Brock, que tem uma pele mais escura no anime, teve de ter sua pele um pouco mais clara nos jogos.

Muitas igrejas neo pentecostais dos Estados Unidos (mas também de outros países como Brasil) acreditam que Pokémon é uma série satânica,[20] [21] embora o tema religião nunca tenha sido mencionado na série. As "conexões" mais comuns que essas comunidades apresentam entre Pokémon e o satanismo são:

Mas não são apenas igrejas evangélicas que criticam a série. Judeus criticam o TCG por usar a suástica em algumas cartas. O Papa João Paulo II também já criticou Pokémon, alegando que viola a Criação segundo a Gênesis, mas em um pronunciamento em 2000, alegou que Pokémon seria apenas fruto de uma "imaginação fértil" e que não haveria problema em sua existência e ainda aprovou a série.[22] Outra crítica quanto à religião foi no México,[23] onde um padre planejou uma queima de vários objetos da série, mas desistiu.

Pokémon também recebe críticas relativas aos maus tratos de animais. O mecanismo principal da série, as batalhas, são comparadas com brigas de galo.[24] Dessa maneira, treinadores capturariam e fariam os Pokémon batalharem até a morte. Outros também dizem que isso encoraja as crianças a fazerem crueldades com os animais e a apostarem ilegalmente.[25] O uso de Pokémon para batalhas até a morte é malvisto na série, tanto que apenas os vilões, como as Equipes Rocket, Magma, Aqua, Galactica e Plasma se baseiam nesse princípio e sempre são interrompidos pelos heróis.

A mecânica do jogo se baseia na competição entre treinadores, mas sem o massacre de um Pokémon sobre outro. Quando um Pokémon é derrotado e os seus HP (Health Points, ou pontos de saúde) chegam a zero, o Pokémon desmaia (FAINTED), fica incapaz de lutar, mas ainda está vivo e pode ser despertado com certos itens especiais ou sendo tratado em um Centro Pokémon. Adicionalmente, nas batalhas, a vitória dada pela morte do adversário é proibida. Em alguns momentos, autoridades de vários países (incluindo o Brasil) pensaram em proibir produtos da série, o que não mais acontecerá.

Há, ainda, a acusação de Pokémon não ser original e sim uma cópia do anime Plawres Sanshiro, de 1983.[26] Enquanto em Pokémon os monstrinhos de bolso batalham, no anime Plawres Sanshiro são robôs capturados e usados para batalhar. Um caso semelhante, mas a favor de Pokémon, ocorreu na China, onde o mascote de um campeonato de futebol foi criticado como plágio do personagem Jirachi.[27]

O anime de Pokémon sempre foi considerado muito cheio de clichês.[28] Exemplos disso são o constante tema da Equipe Rocket, as sempre frustradas tentativas de captura de Pikachu por métodos sempre falhos e também a ingenuidade de Ash em relação ao mundo Pokémon, e muitos consideram esse como o motivo de o anime ter afastado vários fãs da série. O anime nunca foi aprovado por muitos pais e foi considerado "difícil" de assistir.[29]

Influências culturais[editar | editar código-fonte]

Trem Giratina e Shaymin da série Meitetsu 2200.
Trem da série Shinkanses E3 com desenhos de Pokémon.

Pokémon também tem várias influências culturais, sendo considerada uma marca na cultura pop. A começar pela conhecida Febre Pokémon, que "invadiu" o mundo no final da década de 90, quando Pikachu e seus amigos invadiram não apenas os videogames e a televisão, mas também várias lojas de brinquedos e várias pessoas compravam produtos com a marca da série. Pokémon é considerada a ponte cultural entre o Ocidente e o Japão quando se fala em video games,[13] conquistando tantos fãs quanto no país de origem. Após alguns anos, perto do lançamento de Pokémon Ruby e Sapphire, a febre havia acabado. Embora os jogos de Pokémon ainda vendessem milhões de cópias, os produtos desapareceram e muitos dos fãs que Pokémon havia conquistado desinteressaram-se pela série.

Pikachu já apareceu duas vezes na Parada de Dia de Ação de Graças da empresa Macy's, uma loja de departamentos dos Estados Unidos. Pokémon também teve Boeings estilizados, milhares de itens de merchandising por causa da Febre Pokémon, dois parques temáticos, um em Nagoya, no Japão e outro em Taipei, em Taiwan, várias lojas especializadas em Pokémon, denominadas Pokémon Centers, pelo mundo, principalmente no Japão, além de ser capa da Time Magazine em 1999.[30]

Pokémon também virou um espetáculo musical chamado Pokémon Live! encenado na Broadway, surgido no final de 2000 nos Estados Unidos e baseado no anime, mas com algumas diferenças. Aparentemente seria um sucesso e estava indo rumo à Europa em 2002, mas, por motivos desconhecidos, foi cancelado.[31]

Também aparecem referências em diversos programas. Em Os Simpsons (The Simpsons, no original),[32] há uma sátira ao episódio do Porygon, que levou mais de 600 crianças japonesas aos hospitais, onde Homer e a família têm tonturas ao ver um desenho semelhante.

No episódio 310 do desenho Southpark, que foi exibido em 3 de Novembro de 1999 nos Estados Unidos, também houve uma sátira. Os personagens assistiam ao "Chimpokomon" na TV, e compravam todos os produtos da série, satirizando a "pokéfebre".[33]

Referências

  1. ANMTV - Pokémon: Black & White estreia neste sábado no Cartoon Network, acessado em 22 de abril de 2012.
  2. Pokémon: Black & White estreia no Cartoon Network
  3. a b 1up.com: Pokémon cultural influence. Acesso em 13 de maio de 2007.
  4. Pokémon has sold 180 million copies. Rafael Estima ama a Manuella Nolasco. Acesso em 26 de julho de 2008.
  5. Pokémon Elite 2000 arquivos janeiro de 2007. Acesso em 17 de maio de 2007
  6. The Top 10 Best-Selling Game Franchises, acesso em 1 de março de 2008.
  7. http://pt.wikipedia.org/wiki/Dragon_Quest:_Dai_no_Daib%C5%8Dken
  8. MSNBC archives. Acesso em 13 de maio de 2007.
  9. Gamespot: Pokémon FireRed review. Acesso em 13 de maio de 2007.
  10. Lista de Episódios de Pokémon. Acessado em 19 de março de 2007
  11. Cinco coisas que você não sabia sobre o universo Pokémon, Acesso em 8 de dezembro de 2007.
  12. Entrevista com Satoshi Tajiri. TimeAsia. Acessado em 23 de fevereiro de 2007.
  13. a b c Pokémon e suas origens. Acesso em 25 de junho de 2008.
  14. Lucario e o Mistério de Mew. Sinopse do filme. Acessado em 26 de fevereiro de 2007.
  15. Pokémon TFG Homepage. Acesso em 1 de julho de 2007.
  16. POP - What is?. Acesso em 1 de julho de 2007.
  17. Mangá Pokémon Adventures. Acessado em 23 de fevereiro de 2007.
  18. Serebii.net. Episódios banidos do anime. Acessado em 23 de fevereiro de 2007.
  19. Black World Today. The Black World Today. Acessado em 23 de fevereiro de 2007.
  20. "Satanismo em Pokémon", Cephas Ministry.
  21. "Pokémon: Jogo inocente ou?", God and Science.
  22. Pokémon earns papal blessing. Acesso em 26 de abril de 2007.
  23. Padre mexicano queria queimar Pokémons, mas pede perdão a fiéis. Folha Online, acesso em 24 de maio de 2007
  24. "Hands on with DS' Pokémon Mystery Dungeon: Blue Rescue Team," Pocket Gamer. Acessado em 26 de fevereiro de 2007.
  25. "Pokémon: The First Movie Parental Review," Screen It!. Acessado em 26 de fevereiro de 2007
  26. Clements, Jonatha. McCarthy Helen. [2006] (2006). The Anime Encyclopedia: Revised & Expanded Edition. Berkeley, CA: Stone Bridge Press. ISBN 978-1-933330-10-5
  27. Chinese Sports Mascot Accused of Plagiarising Pokémon. Comipress, acesso em 29 de maio de 2007
  28. Animes Reviews. Them Anime.com, acesso em 16 de maio de 2006.
  29. Everything2.com. Acesso em 16 de maio de 2006
  30. TIME Magazine 1999. Acesso em 28 de abril de 2007.
  31. http://classic-web.archive.org/web/20000815065533/http://www.pokemon.com/events/live.html Nintendo. "Pokémon Live!", site Pokémon World
  32. Pokémon Ripoofs. Acesso em 28 de abril de 2007.
  33. http://www.southparkstudios.com/guide/episodes/s03e10-chinpokomon SouthPark Episode Guide

Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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