International Crisis Group

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo ou secção necessita de referências de fontes secundárias fiáveis publicadas por terceiros (desde agosto de 2011).
Por favor, melhore-o, incluindo referências mais apropriadas vindas de fontes fiáveis e independentes.
Fontes primárias, ou que possuem conflito de interesse geralmente não são suficientes para se escrever um artigo em uma enciclopédia.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing.
Emblem-scales.svg
A neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão.
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Ambox important.svg
Este artigo ou seção parece estar escrito em formato publicitário.
Por favor ajude a reescrever este artigo para que possa atingir um ponto de vista neutro, evitando assim conflitos de interesse.
Para casos explícitos de propaganda, em que o título ou todo o conteúdo do artigo seja considerado como um anúncio, considere usar {{spam}}, regra n° 6 da eliminação rápida.

International Crisis Group (ICG) é uma ONG fundada em 1995, voltada à resolução e prevenção de conflitos armados internacionais. ICG combina o trabalho de especialistas no campo com o trabalho de consciencialização a partir de escritórios localizados nos quatro continentes. Atualmente, observa mais de sessenta conflitos internacionais.[1]

Hoje em dia, ICG conta com amplo reconhecimento internacional. A organização é considerada uma fonte de informação para os governos e instituições que trabalham ativamente pela paz e resolução de conflitos.

Ademais, a organização foi também reconhecida como uma das principais fontes independentes e imparciais de análise e assessoria sobre prevenção e resolução de conflitos armados a governos e agências intergovernamentais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia e o Banco Mundial.

International Crisis Group tem nove escritórios regionais que cobrem mais de sessenta países e zonas de conflito. As sedes principais estão em Bruxelas, Washington, D.C., e Nova York.[2]

A organização tem uma equipe de 130 funcionários de 49 nacionalidades, localizados no terreno em nove escritórios regionais e quatorze locais. Crisis Group publica anualmente cerca de noventa relatórios e um boletim mensal chamado CrisisWatch[3] , que avalia o estado de alguns setenta países considerados áreas abertas de conflito ou potencial conflito.

História[editar | editar código-fonte]

O ICG foi fundado em 1995 pelo britânico Mark Malloch Brown (ex-Vice-Presidente da ONU e Banco Mundial), Morton Abramowitz (diplomata americano), Fred Cuny, Georges Mitchell e diferentes personalidades políticas e sociais de ambos os lados do Atlântico, como uma resposta de paz para as tragédias ocorridas na Somália, Ruanda e Bósnia e Herzegovina.

O Crisis Group é co-presidido pelo britânico Christopher Patten e pelo americano Thomas R. Pickering. Em janeiro de 2000, Gareth Evans, da Austrália, tomou posse como Presidente e Chefe Executivo. Em julho de 2009, ele foi sucedido pela canadense Louise Arbour.

O ICG começou humildemente com duas pessoas em um escritório em Londres e uma equipe de trabalho de campo nos Bálcãs e na África Ocidental.

Atuação[editar | editar código-fonte]

O trabalho do Internacional Crisis Group é baseado na coleta de informações e estudo de países suscetíveis, para impedir ou resolver conflitos; e cooperação com os governos e instituições; e apoiando e dando apoio ao andamento de negociações de paz, como no Sudão, Burundi e Nepal.

A cada ano cerca de 90 relatórios publicados e análise, além da edição mensal do relatório CrisisWatch, que informa a situação de conflitos abertos e potenciais.

Seus peritos oferecem diferentes visões e estratégias a serem seguidas em vários conflitos e crises, como o desenvolvimento de energia nuclear no Irã ou o conflito árabe-israelense.

Os pesquisadores enviados às zonas de conflitos são capazes de fornecer informações detalhadas não obtidas por outros meios, como a União dos Tribunais Islâmicos da Somália.


Missão[editar | editar código-fonte]

ICG é considerado um ator internacional que desempenha um papel importante em seis áreas principais[4] :

1. Dando alertas no boletim mensal CrisisWatch, e através de alertas eventuais sobre crises específicas.

2. Agindo nos bastidores de situações críticas, como as negociações de paz, através de assessoria e apoio técnico.

3. Produzindo análises e aconselhamentos sobre conflitos abertos ou potenciais áreas propensas a conflitos em todo o mundo. ICGajuda a ONU e o Conselho de Segurança, organizações regionais, os países doadores e outras instituições influentes a tomarem decisões. Ao mesmo tempo, Crisis Group ajuda os governos dos países em risco, para prevenirem, gerenciarem e resolverem conflitos e para a reconstrução dos países afetados. Exemplos recentes incluem o Iraque (especialmente Kirkuk), Guiné, República Democrática do Congo, Haiti, Afeganistão e o sul da Tailândia.

4. Fornecendo informações detalhadas sobre conflitos, violência em massa e terrorismo. Como por exemplo, Jemaah Islamiya, na Indonésia, os grupos jihadistas, no Paquistão e no Afeganistão, e os Tribunais Islâmicos, na Somália.

5. Oferecendo novas abordagens estratégicas em alguns dos conflitos e crises no mundo, desafiando a visão predominante ou reformulado-a.

6. Vigorosamente defendendo uma ordem internacional baseada na diplomacia, não pela força, destinada a influenciar as decisões da ONU e sua estrutura institucional, utilizando a nova norma internacional acerca da responsabilidade de proteger.

Financiamento[editar | editar código-fonte]

As principais fontes de renda do Crisis Group são diferentes governos e instituições internacionais, organizações não-governamentais e fundações privadas.[5]

Áreas de trabalho[editar | editar código-fonte]

América Latina e Caribe[editar | editar código-fonte]

International Crisis Group é considerado uma fonte independente e imparcial de análise e e assessoria a governos e instituições intergovernamentais. É um fornecedor de informações de primeira mão para meios de comunicação tanto nacionais como internacionais.[6]

Colômbia[editar | editar código-fonte]

Não obstante alguns avanços em matéria de segurança, a Colômbia ainda sofre o impacto do conflito de maior duração na América Latina. Os grupos revoltosos FARC e ELN, embora enfraquecidos, ainda detêm considerável poder ao lado de novos grupos armados ilegais e sucessores de paramilitares, todos alimentados pelo tráfico de drogas. Crisis Group acompanha a transformação de conflitos e propõe políticas públicas para a sua solução. Com base em pesquisa de campo fornecem profunda análise de questões como o risco de infiltração da política criminal, o impacto da violência sobre os grupos vulneráveis e os esforços para proporcionar reparações às vítimas e à reintegração dos ex-combatentes. Analisam as relações do país com seus vizinhos, as perspetivas de paz com grupos armados e as políticas públicas para enfrentar novas ameaças à segurança.

Venezuela[editar | editar código-fonte]

Venezuela está experimentando um aumento nas tensões políticas e sociais, em preparação para a eleição presidencial de 2012, enquanto o país tem uma das taxas mais altas de assassinatos do mundo. Crisis Group analisa as causas da violência, incluindo a presença de grupos armados, os processos de militarização das instituições da sociedade civil e da acentuada deterioração institucional. Ao analisar a crescente polarização no quadro da aceleração do projeto bolivariano, fazer recomendações para evitar um surto de violência política e para fortalecer as instituições democráticas.

Guatemala[editar | editar código-fonte]

Guatemala sofre de uma onda sem precedentes de violência que ameaça minar o Estado de Direito. Sua atual taxa de homicídios, entre as mais altas do mundo, ultrapassa os níveis atingidos durante a guerra civil que terminou em 1996. Localizado em uma das rotas mais importantes do tráfico de drogas para o mercado dos EUA, Guatemala tem pouca habilidade para lidar com o crime organizado. Ineficiência e corrupção no sistema judicial permite que a grande maioria dos crimes permaneça impune. Crisis Group visa fortalecer a capacidade do Estado guatemalteco de proteger a segurança dos seus cidadãos, sem comprometer seus direitos humanos. Sua pesquisa se concentra em analisar o impacto das redes ilícitas, o funcionamento das instituições públicas, o progresso da Comissão Internacional contra a Impunidade e outras questões importantes de segurança e democracia.

Haiti[editar | editar código-fonte]

Muito antes do terremoto devastador, que deixou quase 250 mil mortos e meio milhão de deslocados, criando uma crise humanitária sem precedentes, o Haiti era caracterizado por instituições fracas, um Estado de Direito fraco e pobreza elevada que afeta mais de 70 % da população. O processo de recuperação lento, um surto de cólera que já causou mais de 4000 mortes e dificuldades para escolher um governo legítimo para acelerar a reconstrução, deixaram este país em uma posição muito mais volátil. Crisis Group examina as raízes subjacentes da instabilidade do Haiti e propõe recomendações práticas para a remoção de obstáculos para sua reconstrução, estabilização e desenvolvimento.

Equador, Peru, Bolívia[editar | editar código-fonte]

Crisis Group analisa regularmente a situação destes três países e publica atualizações no relatório mensal CrisisWatch. No Equador, um dos países mais politicamente instáveis na região, fornece uma análise dos fatores que influenciam a estabilidade social e política em tempos em que a "revolução cidadã" do presidente Rafael Correa tenta realizar uma mudança brusca do sistema tradicional dominado pelas elites. No Peru, o foco é a crescente importância para o país do cultivo de coca, da produção de cocaínae dos riscos associados de conflito. Também é analisado o papel de subversão muito debilitado, mas sobrevivente, do Sendero Luminoso, assim como altos níveis de conflito social. Finalmente, na Bolívia, o monitoramento centra-se na crescente polarização política e no impacto social de uma nova ordem constitucional, bem como os riscos associados à evolução do tráfico de drogas e a presença do crime organizado no país.

Outros países[editar | editar código-fonte]

Além destes países, a cobertura do Crisis Group abrange também os conflitos em outras partes do mundo:

Na África, publicou relatórios sobre o Burundi, República Centro Africano, Chade, República Democrática do Congo, Ruanda, Etiópia/Eritreia, Quênia, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Uganda, Angola, Madagáscar, Zimbábue, Camarões, Costa do Marfim, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.

Na Ásia: Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão, Uzbequistão, Coreia do Norte, Estreito de Taiwan, China, Afeganistão, Bangladesh, Caxemira, Nepal, Paquistão, Sri Lanka, Birmânia/Mianmar, Camboja, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Timor-Leste.

Na Europa: Albânia, Bósnia e Herzegovina, [[Croácia, Kosovo, Macedônia, Montenegro, Sérvia, Armênia, Azerbaijão, Geórgia, Moldávia, Turquia e Chipre.

No Oriente Médio e Norte da África: Argélia, Israel-Territórios Palestinos Ocupados, Líbano, Síria, Iraque, Jordânia, Egito, Tunísia, Líbia, Bahrein, Arábia Saudita, Iêmen.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2011, Crisis Group foi listado como um dos "Top 10" Think Tanks no mundo em uma pesquisa de revisão por pares realizada pelo Programa “Think Tanks e Sociedades Civis” do Instituto de Pesquisa para a Política Externa, baseado na Filadélfia[7] . Na mesma pesquisa, em janeiro de 2009, Crisis Group ficou em primeiro lugar em “Melhor Uso da mídia” (impressa ou eletrônica) para comunicar os seus programas e pesquisas[8] .

Temas de pesquisa[editar | editar código-fonte]

As dez áreas de tema de pesquisa do Crisis Group são coordenadas a partir de Bruxelas. Relatórios publicados em 2001 e 2005, sob o título "Issues", “aproveitam-se da experiência de Crisis Group in-loco em zonas de crise em todo o mundo, bem como os estudos existentes por instituições de pesquisa e think tanks” [9] . As dez áreas de pesquisa são Islamismo, Violência e Reforma, Questões Energéticas, Responsabilidade de Proteger (R2P), Paz e Justiça, Gênero e Conflito, Mudança Climática e Conflito, Terrorismo Internacional, Democratização, União Europeia ea sua capacidade de resposta a crises, e HIV/AIDS como uma questão de segurança .[9]

Outros membros e funcionários notáveis[editar | editar código-fonte]

Conselho de Administração[editar | editar código-fonte]

Comitê Executivo[editar | editar código-fonte]

Outros membros[editar | editar código-fonte]

Presidentes eméritos[editar | editar código-fonte]

Consultores sêniores[editar | editar código-fonte]

Atuais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.crisisgroup.org/en/about.aspx
  2. http://www.crisisgroup.org/en/about.aspx
  3. http://www.crisisgroup.org/en/publication-type/crisiswatch.aspx
  4. http://www.crisisgroup.org/en/about.aspx
  5. http://www.crisisgroup.org/en/support/who-supports.aspx
  6. http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/mar/23/international-crisis-group
  7. http://www.fpri.org/research/thinktanks/GlobalGoToThinkTanks2010.pdf
  8. http://www.sas.upenn.edu/irp/documents/2009GlobalGoToReportThinkTankIndex_1.31.2010.02.01_000.pdf
  9. a b International Crisis Group - thematic issues
  10. Cheryl Carolus International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  11. Maria Livanos Cattaui International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  12. Yoichi Funabashi International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  13. Frank Giustra International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  14. George Soros International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  15. Pär Stenbäck International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  16. Kenneth L. Adelman International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  17. Kofi Annan International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  18. Nahum Barnea International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  19. samuel Berger International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  20. Emma Bonino International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  21. Wesley K. Clark International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  22. Sheila Coronel International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  23. Jan Egeland International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  24. Dr. Mohamed ElBaradei International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  25. Uffe Ellemann-Jensen International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  26. Gareth Evans International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  27. Mark Eyskens International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  28. Joschka Fischer International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  29. Jean-Marie Guéhenno International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  30. Carla A. Hills International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  31. Lena Hjelm-Wallén International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  32. Swanee Hunt International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  33. Dr Mohamed Ibrahim International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  34. Igor Ivanov International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  35. Asma Jahangir International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  36. Wim Kok International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  37. Ricardo Lagos International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  38. Joanne Leedom-Ackerman International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  39. Mark Malloch-Brown International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  40. Lalit Mansingh International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  41. Jessica Tuchman Mathews International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  42. Benjamin W. Mkapa International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  43. Moisés Naím International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  44. Guler Sabanci International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  45. Javier Solana International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  46. a b Board of Trustees International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.
  47. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as at au av aw ax ay az ba bb bc bd be bf bg bh bi Crisis Group Senior Advisers International Crisis Group. Visitado em 3 February 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]