Santarém (Portugal)
| Brasão | Bandeira |
Rua em Santarém |
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| Gentílico | Escalabitano (lat. Scalabitanus); Santarense; Santareno |
| Área | 560,2 km² |
| População | 63 630 hab. (2008) |
| Densidade populacional | 113,58 hab./km² |
| N.º de freguesias | 28 |
| Presidente da Câmara Municipal |
Não disponível |
| Fundação do município (ou foral) |
1095 |
| Região (NUTS II) | Alentejo |
| Sub-região (NUTS III) | Lezíria do Tejo |
| Distrito | Santarém |
| Antiga província | Ribatejo |
| Orago | São Nicolau |
| Feriado municipal | 19 de Março |
| Código postal | |
| Endereço dos Paços do Concelho |
Praça do Município, 2005-245 Santarém |
| Sítio oficial | http://www.cm-santarem.pt |
| Endereço de correio electrónico |
geral@cm-santarem.pt |
| Municípios de Portugal |
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Santarém O TE é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Santarém, com cerca de 28 760 habitantes.[1]
Está integrada na região estatística (NUTS II) de Lisboa e Vale do Tejo e na sub-região estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo; continua, no entanto, a fazer parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que manteve a designação da antiga NUTS II com o mesmo nome. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo (da qual era a capital e centro urbano mais importante), hoje porém sem qualquer significado político-administrativo, mas constante nos discursos de auto e hetero-identificação.
É também sede de um município com 560,2 km² de área e 63 630 habitantes (Escalabitanos) (2008), subdividido em 28 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Porto de Mós, Alcanena e Torres Novas, a leste pela Golegã e pela Chamusca, a sueste por Alpiarça e Almeirim, a sul pelo Cartaxo, a sudoeste pela Azambuja e a oeste por Rio Maior.
Índice |
[editar] História
Santarém, antiga Scalabis, foi conquistada em 15 de março de 1147, por D. Afonso Henriques. Num golpe audacioso, perpetrado durante a noite, a cidade caiu na posse de um escasso exército reunido pelo Rei de Portugal.
Esta cidade muito antiga terá sido contactada por Fenícios, Gregos e Cartagineses. A fundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, as suas origens míticas. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C..
A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C. e a designaram como Scalabis. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Dos romanos recebeu o nome de Scalabi Castro.
Com as invasões dos Alanos e dos Vândalos passou a ser designada por Santa Irene.
Passou para a posse dos mouros em 715, vindo a ser conquistada pelo conde D. Henrique, para de novo voltar à posse dos mouros, em 1110, até que D. Afonso Henriques a conquista definitivamente em 1147.
A cidade foi palco de inúmeras Cortes.
| População do concelho de Santarém (1801 – 2008) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1801 | 1849 | 1900 | 1930 | 1960 | 1981 | 1991 | 2001 | 2008 |
| 37 304 | 15 425 | 41 994 | 54 701 | 63 777 | 62 896 | 62 621 | 63 563 | 63 630 |
[editar] Subdivisões administrativas
As freguesias de Santarém são as seguintes:
- Abitureiras
- Abrã
- Achete
- Alcanede
- Alcanhões
- Almoster
- Amiais de Baixo
- Arneiro das Milhariças
- Azóia de Baixo
- Azóia de Cima
- Casével
- Gançaria
- Marvila (Santarém)
- Moçarria
- Pernes
- Pombalinho
- Póvoa da Isenta
- Póvoa de Santarém
- Romeira
- Santa Iria da Ribeira de Santarém (Santarém)
- São Nicolau (Santarém)
- São Salvador (Santarém)
- São Vicente de Paul
- Tremês
- Vale de Figueira
- Vale de Santarém
- Vaqueiros
- Várzea
[editar] Património
Apesar de ser chamada de "Capital do Gótico", Santarém é, hoje, uma cidade com apenas um vislumbre de todo o património arquitectónico que já possuiu. Almeida Garrett, no seu romance "Viagens na Minha Terra", já referia a decadência e incúria a que eram votados muitos dos ilustres edifícios da cidade.
Patrimónios de Santarém:
- Alcáçova e Muralhas da cidade
- Torre das Cabaças
- Fonte das Figueiras
- Igreja de Santa Maria de Marvila
- Igreja do Convento de Santa Clara
- Igreja de Santo Estêvão ou Igreja do Santíssimo Milagre
- Capela de Nossa Senhora do Monte
- Igreja de São Nicolau
- Igreja da Misericórdia
- Igreja de Jesus Cristo ou Igreja do Hospital ou Igreja do Convento de Nossa Senhora de Jesus do Sítio
- Convento de São Francisco
- Igreja da Graça ou Igreja de Santo Agostinho
- Igreja do Seminário ou Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Colégio dos Jesuítas (Sé Catedral)
- Igreja de Santa Cruz
- Igreja de Santa Iria
- Igreja de São João de Alporão
- Convento das Donas
- Igreja de Nossa Senhora da Piedade
- Igreja de Santa Maria da Alcáçova
- Convento das Capuchas
- Igreja de São João Evangelista do Alfange
- Ermida do Milagre
- Templo Romano
- Teatro Rosa Damasceno
- Ponte de Alcource
Quem seguir da Igreja de Marvila, pela Torre das Cabaças, recentemente restaurada, passará pelo antigo Teatro Rosa Damasceno (num estado avançado de decadência). Mais à frente encontrará um jardim, junto às muralhas, de onde se pode desfrutar de uma das paisagens mais celebradas em Portugal, a lezíria e o Tejo, das "Portas do Sol".
[editar] Tradições
[editar] Educação
Em termos de ensino superior público, há a referir a existência do Instituto Politécnico de Santarém que inclui a Escola Superior Agrária de Santarém, a Escola Superior de Educação de Santarém, a Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém, a Escola Superior de Desporto de Rio Maior e a Escola Superior de Saude de Santarém. O Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA) é a única instituição de ensino superior privado.
[editar] Cidades gémeas
Referências
- ↑ UMA POPULAÇÃO QUE SE URBANIZA, Uma avaliação recente - Cidades, 2004. Instituto Geográfico Português. Página visitada em 9 de Agosto de 2010.