BRF

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BRF
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Razão social BRF S.A.
Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: BRFS3
NYSE: BRFS
Indústria Alimentícia
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 18 de agosto de 1934 (83 anos)
Sede São Paulo, SP,  Brasil
Área(s) servida(s) mais de 150 países
Locais Brasil, Argentina, Holanda, Malásia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Tailândia e Turquia
Empregados mais de 100 mil
Produtos Carnes
Alimentos processados
Margarinas
Massas
Pizzas
Vegetais congelados
Subsidiárias OneFoods
Website oficial www.brf-global.com

A BRF S.A. é uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com mais de 30 marcas em seu portfólio, entre elas, Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica e Bocatti. Seus produtos são comercializados em mais de 150 países, nos cinco continentes. Mais de 100 mil funcionários trabalham na companhia, que mantém mais de 50 fábricas em oito países: Argentina, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Malásia, Reino Unido, Tailândia e Turquia.

Em 2016, a empresa comercializou mais de 4 milhões de toneladas de alimentos e realizou mais de 600 mil entregas mensais. Em todo o mundo, a companhia atende mais de 240 mil clientes e alimenta milhares de famílias. Mais de 13 mil produtores integrados trabalham diariamente no campo para fornecer a base dos alimentos produzidos pela companhia: aves e suínos.

Vale lembrar que a BRF é fruto da fusão entre Sadia e Perdigão, duas das principais empresas de alimentos do Brasil. A operação foi anunciada em 2009 e concluída em 13 de julho de 2013 após aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Concluído o processo, Sadia e Perdigão encerraram as atividades como empresas e tornaram-se marcas do portfólio da BRF

História[editar | editar código-fonte]

As negociações para a compra da Sadia pela Perdigão tiveram início em 2008, com o então presidente José Antonio do Prado Fay.[1] O sucesso da fusão, anunciado oficialmente em Maio de 2009, deu origem à BRF, que seguiu sob o comando de Fay.[2]

Em outubro de 2011 a BRF faz duas aquisições na Argentina, comprando as companhias Avex (empresa frigorifica) e Dánica (líder argentina na fabricação de Margarinas) por 150 milhões de dólares.[3][4]

Ainda em 2012, com a conclusão do processo de fusão entre Perdigão e Sadia, a então BRF Brasil Foods se tornou uma das maiores companhias de alimentos do mundo.

No ano seguinte, com o intuito de se consolidar como uma marca global, alterou a sua razão social para BRF S.A.  Desde então, a empresa se apresenta ao mercado como BRF. O logotipo da empresa também acompanhou a mudança e foi remodelado após dois anos de pesquisa em públicos estratégicos, realizada com a consultoria das agências Interbrand e A10.

Em abril de 2013, o empresário Abilio Diniz é eleito o novo presidente do Conselho de Administração da BRF[5] e dá impulso ao plano de mudanças internas. Após quatro meses, Claudio Galeazzi passa a ocupar o cargo de José Antonio do Prado Fay, sendo nomeado o mais novo CEO da companhia. Galeazzi repete com Abilio Diniz uma parceria de anos, semelhante a de outras empresas na qual Diniz era responsável (como o Grupo Pão de Açúcar, por exemplo).

Em maio de 2013, a Sadia anuncia ser apoiadora oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. De junho de 2013 a janeiro de 2016, a marca também foi patrocinadora da Seleção Brasileira de Futebol. O contrato envolveu a seleção principal e todas as demais categorias. O valor do acordo não foi divulgado. 

Em abril de 2014, Mais uma fatia da Federal Foods é comprada por cerca de 27,8 milhões de dólares em abril de 2014;[6] em agosto do mesmo ano, a BRF incorpora a distribuidora de alimentos congelados Alyasra Food Company, no Kuwait, por 160 milhões de dólares. Com estas aquisições, a companhia expande suas operações no Oriente Médio e dá sequência ao plano de internacionalização.[7]

Em setembro de 2014 a BRF vende seus ativos de lácteos para o grupo Francês Lactalis por 1,8 bilhão de reais, entre os ativos vendidos estão as marcas Batavo, Cotochés e Elegê. De acordo com a BRF, a decisão de vender a divisão de lácteos foi feita devido ao baixo retorno financeiro para a empresa.[8] Ainda nesse mês, Claudio Galeazzi anuncia que deixa a presidência do grupo e dá lugar ao executivo Pedro Faria, que assume a função a partir de janeiro de 2015.[9]

Em 2015, a Companhia torna-se a primeira brasileira a investir na emissão de Green Bonds, títulos de dívida que exigem que os recursos captados sejam investidos em projetos ambientalmente sustentáveis.[10] Nesse ano, 50,2% da renda da BRF foi composta por vendas no mercado externo (exportações).

Em linha com o plano estratégico de globalização da companhia, no mesmo ano, na Ásia, foi criada a SATS BRF em Cingapura; na China, BRF uma linha de snacks com marca Sadia. No Oriente Médio, adquirida fatia da Qatar National Import and Export (QNIE); na Argentina, foram compradas marcas emblemáticas Vieníssima (salsichas), Goodmark (hambúrgueres), Manty e Delícia (margarina) por meio das subsidiárias Avex e Quick Foods.

Já no Brasil, ainda em 2015, a Perdigão volta a atuar em categorias estratégicas (presunto, linguiça calabresa, entre outros) após três anos de reclusão acordados com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) na fusão Sadia e Perdigão.

No ano de 2016, é constituída a subsidiária Sadia Halal, que deterá os ativos relacionados à produção, distribuição e comercialização de alimentos destinados aos mercados muçulmanos. Ainda, é fechado um acordo com a FFM Berhad, prevendo a cooperação entre as duas partes na FFM Further Processing SDN BHD ("FFP"), empresa processadora de alimentos baseada na Malásia. Também em 2016, a BRF fecha um acordo de investimento com a COFCO Meat, produtora de alimentos de origem suína na China, com operações verticalmente integradas, operando em todas as cadeias desse segmento de indústria.

No início de 2017, a BRF inicia as operações da subsidiária OneFoods, dedicada ao mercado halal. Com sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a empresa já nasce como a maior companhia halal de proteína animal do mundo. Ainda, a companhia desembarca na Turquia, o maior consumidor de frango halal, para assumir as operações da Banvit, maior produtora de aves e líder de mercado no país.

Em agosto do mesmo ano, a BRF anunciou a saída de Pedro Faria da presidência da companhia, função que exerceu desde janeiro de 2015. Em novembro, o Conselho de Administração da empresa aprovou a substituição do executivo por José Aurélio Drummond, que tomou posse oficialmente em dezembro de 2017 no cargo de Diretor Presidente Global.

Estrutura organizacional[editar | editar código-fonte]

O modelo de gestão adotado pela BRF em sua atuação global adequa processos e produtos aos diferentes perfis e hábitos dos consumidores, respeitando as tradições culturais dos locais onde a Companhia atua. A BRF está dividida nos seguintes grupos de gestão:

Conselho de Administração: em linha com as melhores práticas de governança, o presidente do Conselho de administração não exerce funções executivas. Definidas no estatuto Social, as qualificações para integrar o Conselho de administração incluem aspectos como: ter reputação ilibada, não ocupar cargos em concorrentes ou representar interesses conflitantes. Tanto os membros do Conselho como dos Comitês e da Diretoria-executiva possuem uma ferramenta de avaliação formal do desempenho individual, incluindo avaliação 360º e abordagem de questões ligadas à sustentabilidade.

Comitês: são mantidos comitês de assessoramento do Conselho de administração desde 2006, que são constituídos por integrantes do Conselho de Administração.

Conselho Fiscal: Responsável pela gestão dos negócios em total acordo com as diretrizes estratégicas definidas pelos executivos e aprovadas pelo Conselho de administração.

Diretoria Executiva: responsável pela gestão dos negócios em total acordo com as diretrizes estratégicas definidas pelos executivos e aprovadas pelo Conselho de Administração.

No Brasil, a companhia tem mais de 30 fábricas e 20 centros de distribuição. No exterior, opera nove unidades industriais na Argentina, uma no Reino Unido, uma na Holanda, cinco na Tailândia, uma da Malásia, uma nos Emirados Árabes e três na Turquia, além de 27 centros de distribuição. 

Investidores[editar | editar código-fonte]

Companhia de capital aberto criada em 1980, a BRF integra o Novo Mercado da BM&FBovespa (BRFS3) desde 2006 e também tem seus papéis negociados na Bolsa de Nova York (NYSEBRFS – ADRs nível III).

A empresa figura, ainda, entre os principais índices de sustentabilidade do mundo, confirmando a conexão entre práticas socioambientais, reputação de mercado e desempenho do negócio. Desde 2005, faz parte da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa, como única empresa brasileira do setor de alimentos.[11]

No mesmo ano, inicia sua participação respondendo os questionários do CDP Climate Change ficando, na edição de 2015, entre as dez empresas do CDP Brazil Carbon Disclosure Leadership Index, índice que relaciona as empresas listadas na Bolsa de Valores de Nova York consideradas modelos em transparência e em práticas para redução de emissões de gases de efeitos estufa.

Ainda em 2015, foi uma das dez companhias do país escolhidas para fazer parte do Euronext-Vigeo EM 70, índice da bolsa de valores europeia que engloba empresas de países em desenvolvimento que possuem alta performance em responsabilidade corporativa.[12]

Desde 2009, a companhia também integra o ICO2 Index da BM&Fbovespa. E, desde 2013, faz parte do Global Impact 100 Index, índice de ações composto por empresas que representam o Pacto Global da ONU, consideradas as mais sustentáveis do mundo.

Marcas[editar | editar código-fonte]

A BRF investiu mais de 2,5 bilhões de reais na construção e aquisição de marcas e unidades até dezembro de 2016. Com mais de 30 marcas pelo mundo, a empresa está presente em categorias chaves, tais como, pratos prontos, cortes de frangos e suínos congelados, pizzas, frios fatiados e empanados.

Entre as marcas que compõem o portfólio da empresa estão Sadia, Perdigão, Perdix, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti, Speedy Pollo, Vienissima, entre outras.[13]

No Brasil, destaca-se também o investimento em inovações. Só em 2016, foram 25 novos produtos, com destaque para a linha de snacks Salamitos, a linha Jamie Oliver, novas linhas de pratos prontos Sadia e Perdigão, além da Qualy QMix e Multigrãos.

Alterações nos negócios[editar | editar código-fonte]

A fusão entre Sadia e Perdigão, aprovada pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em 13 de julho de 2013, estabeleceu uma nova dinâmica de mercado, dado que a BRF teria que se desfazer de alguns ativos físicos e marcas de consumo, entre elas, Rezende, Wilson, Escolha Saudável, Light & Elegant, Doriana, Delicata, Freski, Confiança, Tekitos, Texas, Patitas e Fiesta.

De acordo com o CADE, os ativos e marcas deveriam ser vendidos em um pacote único e a um único operador. No decorrer do mesmo ano, a BRF iniciou as tratativas com players do setor para cumprir a ordem determinada pelo CADE. Meses depois, o Grupo Marfrig, assumiu os ativos indicados pelo CADE. Posteriormente, o Grupo Marfrig revendeu os mesmos ativos à JBS.

Além de vender ativos e marcas, a BRF também teve que suspender temporariamente a comercialização de diversos itens do portfólio de Perdigão, entre eles, pizzas, pratos prontos e embutidos. A partir de 2015, a marca voltou a comercializar Presunto e Linguiça Calabresa. E, em 2016, relançou o salame da marca. A partir de julho de 2017, período que marca o fim de todas as restrições impostas pelo CADE, a marca volta a incrementar o seu portfólio, cumprindo todas as diretrizes anunciadas pelo órgão regulador.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]