Terceira onda do feminismo

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A terceira onda do feminismo começou no início da década de 1990, como uma resposta às supostas falhas da segunda onda, e também como uma retaliação a iniciativas e movimentos criados pela segunda onda. O feminismo da terceira onda visa desafiar ou evitar aquilo que vê como as definições essencialistas da feminilidade feitas pela segunda onda que colocaria ênfase demais nas experiências das mulheres brancas de classe média-alta e e a percepção de que as mulheres são de "muitas cores, etnias, nacionalidades, religiões, e origens culturais ".

Uma interpretação pós-estruturalista do gênero e da sexualidade é central à maior parte da ideologia da terceira onda. As feministas da terceira onda frequentemente enfatizam a "micropolítica", e desafiam os paradigmas da segunda onda sobre o que é e o que não é bom para as mulheres. [1] [2] [3] [4] A terceira onda teve sua origem no meio da década de 1980; líderes feministas com raízes na segunda onda, como Gloria Anzaldua, bell hooks, Cherrie Moraga, Audre Lorde, Maxine Hong Kingston, e diversas outras feministas negras, procuraram negociar um espaço dentro da esfera feminista para a consideração de subjetividades relacionadas à raça. [5] [3][6]

Esta onda do feminismo expande os temas feministas para incluir um grupo diversificado de mulheres com um conjunto de identidades variadas.[7][8] Rebecca Walker cunhou o termo "terceira onda do feminismo" em um ensaio de 1992.[9] Tem sido proposto que Walker tornou-se um símbolo do foco da terceira na onda no queer e mulheres não-brancas.[10] Feministas da terceira onda ampliaram seus objetivos, com foco em idéias como a teoria queer, e abolindo expectativas e estereótipos baseados em gêneros.[11] Ao contrário da posição determinada de feministas da segunda onda sobre as mulheres na pornografia, trabalho sexual e prostituição, feministas da terceira onda são bastante ambígua e divididas sobre estes temas (guerras sexuais feministas).[12] Outro debate é causado pelo chamado feminismo da diferença, cujo importante expoente é a psicóloga Carol Gilligan, defende que há importantes diferenças entre os sexos, enquanto outras vertentes creem não haver diferenças inerentes entre homens e mulheres defendendo que os papéis atribuídos a cada gênero instauram socialmente a diferença. [13]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Freedman, Estelle B. (2003). No Turning Back : The History of Feminism and the Future of Women Ballantine Books [S.l.] p. 464. ISBN 0-345-45053-1. 
  2. Henry, Astrid (2004). Not my mother's sister: generational conflict and third-wave feminism (Bloomington: Indiana University Press). ISBN 978-0-253-21713-4. 
  3. a b Gillis, Stacy; Howie, Gillian; Munford, Rebecca (2007). Third wave feminism: a critical exploration (Basingstoke: Palgrave Macmillan). ISBN 978-0-230-52174-2. 
  4. Faludi, Susan (1992). Backlash: the undeclared war against women (London: Vintage). ISBN 978-0-09-922271-2. 
  5. Walker, Rebecca (1992). Becoming the Third Wave. Ms [S.l.: s.n.] pp. 39–41. 
  6. Leslie, Heywood; Drake, Jennifer (1997). Third wave agenda: being feminist, doing feminism (ISBN 978-0-8166-3005-4) (Minneapolis: University of Minnesota Press). 
  7. Hewitt, Nancy. No Permanent Waves. Rutgers University Press. p. 99. ISBN 978-0-8135-4724-4.
  8. Tong, Rosemarie (2009). Feminist Thought: A More Comprehensive Introduction (Third ed.). Boulder: Westview Press. pp. 284–285, 289. ISBN 978-0-8133-4375-4. OCLC 156811918.
  9. Walker, Rebecca (1992). "Becoming the Third Wave". Ms. Magazine. 11, no. 2 (2): 39–41.
  10. «Third-Wave Feminism». Consultado em 2016-08-17. 
  11. Snyder, R. Claire (September 2008). "What Is Third‐Wave Feminism? A New Directions Essay". Signs: Journal of Women in Culture and Society. 34 (1): 175–196. doi:10.1086/588436. JSTOR 10.1086/588436.
  12. Lamb, Sharon (4 October 2009). "Feminist Ideals for a Healthy Female Adolescent Sexuality: A Critique". Sex Roles. 62 (5-6): 294–306. doi:10.1007/s11199-009-9698-1.
  13. Gilligan, Carol (1993). In a different voice: psychological theory and women's development (Cambridge, Mass.: Harvard University Press). p. 184. ISBN 0-674-44544-9.