Frida Boccara

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Frida Boccara
Frida Boccara no Grand Gala du Disque Populaire, em 27 de fevereiro de 1970.
Informação geral
Nome completo Danielle Frida Hélène Boccara
Nascimento 29 de outubro de 1940
Local de nascimento Casablanca
Marrocos Protetorado Francês de Marrocos
País  França
Data de morte 1 de agosto de 1996 (55 anos)
Local de morte Paris
França
Gênero(s) Chanson, Jazz, Pop, Easy Listening, Folk, Clássica
Ocupação(ões) Cantora
Instrumento(s) Voz
Extensão vocal Mezzo-soprano
Período em atividade 1959 - 1996
Gravadora(s) Universal-Philips-Polydor
Disques Yvon Chateigner
Edina Music - Nocturne

Danielle Frida Hélène Boccara (Casablanca, 29 de outubro de 1940Paris, 1 de agosto de 1996), conhecida simplesmente como Frida Boccara, foi uma consagrada cantora marroquino-francesa de origem italiana.

Contexto familiar e juventude em Marrocos[editar | editar código-fonte]

Seus pais, Elie e Georgette (nascida Hagège) Boccara, descendiam de famílias judias originárias de Livorno, região da Toscana, na Itália; embora tivessem antes vivido na Tunísia, à época um protetorado da França, eles se mudaram para a cidade de Casablanca, em Marrocos (que, àquela época, era também um protetorado francês), e lá constituíram a sua família. Foi em Casablanca que, a 29 de outubro de 1940, veio ao mundo Danielle Frida Hélène Boccara - seu nome de batismo. Crescendo em Casablanca, Frida, cuja primeira língua fora o francês, aprendeu a falar o árabe marroquino (ambas as línguas francesa e árabe são ainda hoje muito faladas pela população de Marrocos, ainda que o árabe e o berbere sejam reconhecidos como as línguas oficiais do país).

A música sempre ocupou um lugar importante na vida de Frida, pois a família Boccara amava a arte e em seu lar reinava uma atmosfera criativa; a avó e a mãe de Frida foram as maiores responsáveis por transmitir às crianças esse fascínio pelo mundo artístico. Toda a família tinha o costume de cantar. Os irmãos de Frida também seguiriam carreira artística quando adultos: Roger Boccara, seu irmão mais velho - que mais tarde seria profissionalmente conhecido como Jean-Michel Braque -, tornaria-se ator teatral, embora também soubesse cantar e compor, bem como tocar instrumentos (ele chegaria a gravar alguns discos ao longo de sua carreira); já Lina Boccara, sua irmã mais nova, além de compositora, tornaria-se uma apreciada pianista.

Frida teve suas primeiras lições musicais com um professor italiano chamado Nino Vernuccio - um aluno do famoso pianista, professor e compositor franco-alemão Walter Wilhelm Gieseking. A família Boccara frequentemente se reunia durante as noites, onde as crianças com prazer tocavam e cantavam com seus jovens amigos. Ao recordar durante uma entrevista os anos de sua juventude, Frida afirmou que desde sempre gostou de cantar, e quando o fazia durante o dia, costumava fechar todas as portas e janelas de sua casa para que os vizinhos não fossem incomodados.

Durante uma turnê do grupo The Platters em Casablanca, a jovem Frida Boccara foi apresentada ao compositor e produtor do grupo, Buck Ram. Este encontro ajudou a então futura cantora a acreditar em si mesma e a tomar a decisão de dedicar-se ao estudo da arte vocal. Após ter tido aulas de canto clássico com um professor russo, passou a aderir a um repertório mais diversificado, que ia de árias de ópera a canções pop. Charles Aznavour era um de seus músicos favoritos.

Em busca de oportunidades, Frida e seus irmãos trocaram Marrocos pela França em meados dos anos 1950. Em Paris, eles atuavam como um trio musical: Roger (já se apresentando como Jean-Michel Braque) e Frida faziam os vocais, enquanto Lina os acompanhava ao piano.

Em Paris: formação musical e início da carreira[editar | editar código-fonte]

A formação musical clássica que recebeu em Paris ao se matricular, a conselho do ator e cineasta Sacha Guitry, no Petit Conservatoire de la chanson de Mireille (fundado em 1955 pela cantora, atriz e compositora Mireille Artyush), transmitiu a Frida o conhecimento, a habilidade e a experiência fundamentais para um jovem talento. Por este mesmo conservatório passariam outros grandes nomes da música francesa, como Alice Dona, Hervé Cristiani, Yves Duteil, Françoise Hardy, Colette Magny e Alain Souchon. Simultaneamente, Frida também deu aulas de representação, produção vocal e dicção.

Em 1960, obteve destaque ao participar do Festival de la Rose d'Or, em Antibes. No ano seguinte, se apresentou com a canção "Cherbourg avait raison" (Cherburgo tinha razão), que se tornou o seu primeiro grande sucesso e contribuiu para que ela se consolidasse como uma promissora estrela do cenário musical francês.

O ano de 1964 foi marcado pela sua primeira tentativa de representar a França no Festival Eurovisão da Canção, com a canção "Autrefois" (Outra vez); tal representação, no entanto, terminaria por ficar a cargo da cantora francesa Rachel. Mas o sucesso de "Autrefois" e das canções que se seguiram continuaram garantindo à Frida a obtenção do prestígio entre o público francês. Entre as canções dessa época, merecem destaque "Aujourd'hui" (Hoje), de 1965, e, sobretudo, "Cent mille chansons" (Cem mil canções), de 1968, tendo esta última tornado-a famosa entre o grande público internacional.

Reconhecimento internacional e vitória no Eurovision[editar | editar código-fonte]

Apesar de ter tornado-se uma das principais marcas de referência de toda a carreira de Frida, "Cent mille chansons" foi primeiro gravada pela cantora brasileira Maysa Matarazzo ainda no ano de 1962. Inspirada numa das composições de Johann Sebastian Bach, a canção teve melodia composta por Michel Magne em 1962 para a trilha sonora do filme francês O Repouso do guerreiro (dirigido por Roger Vadim e com Robert Hossein e Brigitte Bardot como protagonistas), e recebeu letra de Eddy Marnay. Entretanto, o reconhecimento mundial desta deu-se, de fato, quando da interpretação criada por Frida Boccara em 1968. Com o sucesso, Frida em seguida gravou versões da canção em outros dois idiomas: o italiano - intitulada "Un paese incantato" - e o neerlandês (holandês) - intitulada "De Nieuwe Dag".

Frida Boccara viu sua carreira chegar ao auge após representar a França no Festival Eurovisão da Canção 1969, ocorrido na cidade de Madrid, na Espanha. Neste festival ela interpretou o tema "Un jour, un enfant" (Um dia, uma criança), que teve música de Emil Stern e letra de Eddy Marnay. Frida conquistou o primeiro lugar no Eurovision junto a três outras cantoras - Lenny Kuhr, dos Países Baixos, Lulu, do Reino Unido, e Salomé, da Espanha. "Un jour, un enfant" tornou-se um estrondoso sucesso, e ficou durante várias semanas em primeiro lugar nas rádios de vários países europeus. A canção também ganhou versões interpretadas por Frida em castelhano (espanhol) - intitulada "Un día, un niño" -, inglês - "Through the Eyes of a Child" -, italiano - "Canzone di un amore perduto" - e alemão - "Es schlägt ein Herz für dich". Ainda em 1969, a cantora recebeu o prêmio da Academia Charles Cros.

Frida Boccara durante uma viagem aos Países Baixos (Holanda), recebida pelo jovem cantor holandês Heintje, em 1970.

Outros dos grandes sucessos interpretados por Frida no período compreendido entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1970 são "Les moulins de mon cœur" - música de Michel Legrand e letra de Eddy Marnay (que ganhou uma famosa versão em inglês por vários artistas, intitulada The Windmills of Your Mind) -, "Belle du Luxembourg" - música de Michel Magne e letra de Eddy Marnay -, "L'enfant aux cymbales" - música de Johann Sebastian Bach e letra de Eddy Marnay (arranjos por Vinícius de Moraes) -, "La croix, l'étoile et le croissant" - música composta por seu irmão Jean-Michel Braque e letra por Eddy Marnay (uma canção pela tolerância entre as três grandes religiões cujo símbolo é a cidade de Jerusalém - o cristianismo, representado pela cruz, o judaísmo, representado pela estrela de Davi, e o Islã, representado pela lua crescente) -, "Mr. Callaghan" - música de Philippe Monay e letra de Eddy Marnay -, "Venise va mourir" - música composta por Stelvio Cipriani para o filme O anônimo veneziano, de Enrico Maria Salerno; a letra foi escrita por Eddy Marnay -, "Trop jeune ou trop vieux" - música de Jean-Michel Braque e letra de Eddy Marnay - e "Pour vivre ensemble" - música de Jean-Michel Braque e letra de Eddy Marnay. No fim da década de 1970, grava uma de suas mais memoráveis canções, a belíssima "L'Année où Piccoli jouait Les choses de la vie", com música por Georg Philipp Telemann e letra por Eddy Marnay. Esta última canção, muitas vezes referida apenas como "L'Année où Piccoli" (o título completo pode ser traduzido para o português como "O ano em que Piccoli atuou em As coisas da vida"), traz uma referência ao filme de 1970 As Coisas da Vida, de Claude Sautet, que fora estrelado por Michel Piccoli e Romy Schneider.

Como pode-se notar, foram frequentes colaboradores de Frida Boccara compositores como Eddy Marnay (que declaradamente tinha Frida como uma de suas melhores intérpretes) e Michel Magne, além de seus irmãos Jean-Michel Braque e Lina Boccara.

Gozando de imensa popularidade na Europa, não demorou até que a fama de Frida se espalhasse pelos demais continentes. Ela viajou e se apresentou em concertos por vários lugares ao redor do mundo, entre os quais a Austrália, o Japão, a América do Norte (sendo especialmente apreciada na cidade francófona de Québec, no Canadá), alguns países da América do Sul (inclusive o Brasil) e a Rússia (onde somente neste país conseguiria vender mais de um milhão de cópias de discos).

Poliglota, ao longo de sua vida Frida estudou cerca de 12 idiomas, adquirindo fluência em metade destes. Em sua juventude recebeu um diploma de bacharel, estudando francês, latim e grego. Além do seu nativo francês e do árabe de Marrocos, falava fluentemente o espanhol, o português, o hebraico e o russo. Por fim, também adquiriu contato com o inglês, o italiano, o alemão e o holandês, contato este que se deu por intermédio de estudos, das pessoas que conheceu que falavam estas línguas e das canções que interpretou nestes idiomas. Embora tenha performado durante suas apresentações canções na maioria dos idiomas citados, em sua discografia encontram-se registradas canções em sete dos idiomas mencionados - francês, espanhol, inglês, italiano, alemão, holandês e russo.

No decorrer de sua carreira, Frida tornou-se engajada com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para promover a defesa dos direitos das crianças.

Frida Boccara e o Brasil[editar | editar código-fonte]

Durante sua passagem pelo Brasil, Frida participou do Festival Internacional da Canção realizado em 1969 no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, tendo obtido o quarto lugar entre os finalistas internacionais, com a canção "Les vertes collines" (As colinas verdes), de Darry Cowl e Eddy Marnay. Como os prêmios eram dados aos quatro primeiro colocados, Frida recebeu o seu prêmio das mãos de Wilson Simonal no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A canção brasileira Cantiga por Luciana, de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, interpretada por Evinha, obteve o primeiro lugar no concurso, tendo mais tarde sido gravada por Frida em língua francesa sob o título de "Berceuse pour Luciana".

Dentre as canções brasileiras que gravou em francês também estão Funeral de um lavrador, de Chico Buarque (entitulada em francês "Funérailles d'un laboureur brésilien"), e Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros (que em francês ficou com o nome de "Taureau"), além de ter interpretado "Aria cantilena", um fragmento das "Bachianas brasileiras", do maestro e compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos.

A canção "L'enfant aux cymbales" (A criança com os címbalos), cuja melodia é baseada na cantata de Bach "Jesus bleibet meine Freude" (conhecida como Jesus, alegria dos homens), teve arranjos do poeta e músico brasileiro Vinícius de Moraes, e foi dedicada à cidade do Rio de Janeiro. A letra fala do Carnaval do Rio e das crianças correndo atrás dos músicos. Em suas canções Frida também homenagearia outras cidades, como Veneza (em "Venise va mourir" [Veneza vai morrer - em alusão ao fato de que um dia a cidade italiana desaparecerá, submergida pelas águas]), Cherburgo (em "Cherbourg avait raison" [Cherburgo tinha razão]) e Valldemossa (em "Valdemosa").

Estilo[editar | editar código-fonte]

Frida durante uma apresentação na Holanda em 1975.

Muitas de suas canções foram adaptadas a partir das obras de compositores clássicos como Antonio Vivaldi (cuja obra inspirou Frida a gravar a versão intitulada "Les Quatre chemins de l'amour"), Georg Philipp Telemann (com "L'Année où Piccoli jouait Les choses de la vie"), Gioachino Rossini (com "Rossini et Beaumarchais"), Edvard Grieg (com "Un sourire au-delà du ciel"), Bedřich Smetana (com "Ma rivière"), Wolfgang Amadeus Mozart (com "Les enfants de Mozart"), Johann Sebastian Bach (com "Cent mille chansons", "La chanson du veilleur", "L'enfant aux cymbales" e "Jesus bleibet meine Freude"), Ludwig van Beethoven (com "Le dernier rendez-vous"), Enrique Granados (com "Mille fontaines"), Johannes Brahms (com "Wiegenlied"), Edward Elgar (com "Land of Hope and Glory"), Heitor Villa-Lobos (com "Aria Cantilena") e Georg Friedrich Haendel (com "Un Monde en sarabande").

No entanto, não limitando-se a esse nicho, ela interpretou estilos muito diferentes, que iam desde o jazz ("Autrefois"; "Armstrong"), passando pelo folk ("La ronde aux chansons"; "La Mariée") e canções de grandes musicais ("Un pays pour nous", versão em francês de "Somewhere", do famoso musical West Side Story) até temas popularizados por filmes ("Venise va mourir"; "Angélique marquise des anges"; "L'Île nue"; "Il n'y a pas de fumée sans feu"; "Amarcord") e também grandes clássicos da chanson (como "Ne me quitte pas", de Jacques Brel).

Numa entrevista concedida em 1989, Frida afirmou ser uma grande admiradora de cantores como Barbra Streisand, Michael Jackson e George Michael.

Últimos anos, morte e legado[editar | editar código-fonte]

Em 1980, foi candidata da pré-seleção francesa para o Festival Eurovisão da Canção com a canção "Un enfant de France" (Um filho da França); contudo, não se classificou ao final da pré-seleção, tendo ficado no penúltimo lugar com a quinta posição. Em 1981, concorre novamente com a canção "Voilà comment je t'aime" (Assim é que eu te amo), mas, novamente, não se classifica, chegando ao final da pré-seleção em quarto lugar.

Após vários discos com distinta fortuna, Frida Boccara desaparece do panorama musical francês ainda no início da década de 1980. Tendo enfrentado alguns problemas de saúde, especificamente problemas de visão, que fizeram com que tivesse de usar os óculos com os quais não mais deixaria de aparecer durante suas apresentações, passou em seguida por algumas operações. Seus fãs ao redor do mundo sentiam pela sua ausência, e, ao retornar aos palcos em 1988, ela não pode oferecer uma grandiosa apresentação. No entanto, extremamente querida pelo público de Québec, continua a fazer enorme sucesso por lá, com seus discos alcançando a primeira posição no ranking dos mais vendidos, além de obter sucesso também nas rádios e nos programas de televisão. Em 1989, lança um CD de compilação, mas logo desaparece da vida pública novamente.

Em 1996, volta a ser notícia devido aos problemas de saúde. Acometida por uma infecção pulmonar (algumas fontes alegam pneumonia, outras alegam um edema pulmonar), vem a falecer no dia 1 de agosto do referido ano em Paris, aos 55 anos. Encontra-se sepultada no Cimetière parisien de Bagneux, um cemitério judeu localizado na comuna de Bagneux, nos arredores da capital francesa.

Philippe Douste-Blazy, ministro da cultura, manifestou-se em memória de Frida, declarando que ela fora "uma cantora popular autêntica, que durante muitos anos levou a música francesa pelos palcos do mundo".

Seu filho, Tristan Boccara (a quem havia dedicado a canção "Tristan"), nasceu nos anos 1970 e seguiu os passos da mãe, sendo hoje músico. Vários artistas apreciadores do repertório de Frida regravaram ou interpretaram em suas respectivas línguas alguns dos sucessos dela; a exemplo destes temos as canadenses Céline Dion e Marie Denise Pelletier, a sueca Agnetha Fältskog (do ABBA), a britânica Dusty Springfield, a francesa Anne-Marie David, a holandesa Lenny Kuhr e também os brasileiros Martinha e Jessé.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1960 : L'orgue des amoureux/Le doux caboulot (Super 45 rot. Festival)
  • 1960 : Verte campagne/Quand la valse est là/Le grand amour/Depuis ce temps-là (Super 45 rot. Festival)
  • 1961 : La Seine à Paris/Les amours du samedi/Les Bohémiens/Jenny (Super 45 rot. Festival)
  • 1961 : On n'a pas tous les jours 20 ans/Berceuse tendre/Les nuits/Les yeux de maman (Super 45 rot. Totem)
  • 1961 : Cherbourg avait raison/Comme un feu/Un jeu dangereux/Tiens, c'est Paris (Super 45 rot. Festival)
Frida Boccara com o ciclista holandês Peter Post e a cantora italiana Caterina Valente, em 1971.
  • 1962 : Les trois mots/Aujourd'hui je fais la fête/Je veux chanter/Je ne peux plus attendre (Super 45 rot. Festival)
  • 1962 : Le ciel du port/Les portes de l'amour/Ballade pour un poète/D'abord je n'ai vu (Super 45 rot. Festival)
  • 1962 : Un premier amour/Bruxelles/L'homme de lumière/Les pas (Super 45 rot. Festival)
  • 1962 : Java des beaux dimanches/Les Javas/Rose de sang/Quien sabe (Qui peut savoir) (Super 45 rot. Festival)
  • 1963 : Moi je n'avais pas compris/J'ai peur de trop t'aimer/On les a attendus/Rien a changé (Super 45 rot. Festival)
  • 1963 : Souviens-toi des Noëls de là-bas/Donna/Johnny Guitar/Ballade pour notre amour (Super 45 rot. Festival)
  • 1964 : Autrefois/Chaud dans mon coeur/Le souffle de ma vie/Je suis perdue (Super 45 rot. Festival)
  • 1965 : Tous les enfants/Aujourd'hui/Plus jamais/Un jour (Super 45 rot. Festival)
  • 1967 : Frida Boccara (33 rot. MusiDisc)
  • 1969 : Un jour, un enfant (33 rot. Philips)
  • 1969 : Les vertes collines (33 rot. Philips, publicado no Brasil)
  • 1970 : Au pays de l’arbre blanc (33 rot. Philips)
  • 1971 : Pour vivre ensemble (33 rot. Philips)
  • 1971 : Place des Arts ‘71 (Double 33 rot. LIVE à Montréal
  • 1971 : So ist das Leben/Er wird Dir dankbar sein (45 rot. Polydor, apenas publicado na Alemanha)
Com Caterina Valente em 1971.
  • 1972 : Rossini et Beaumarchais (33 rot. Philips)
  • 1972 : Greatest Hits (Compilation 33 rot. Philips, publicado apenas nos Países Baixos)
  • 1974 : Je me souviens (Mia Malinconia, du film de F. Fellini "Amarcord")/Je me souviens - versão instrumental (45 rot. Deram)
  • 1975 : Oriundi (33 rot. London)
  • 1976 : Valdemosa - Oublier (33 rot. Philips)
  • 1977 : An Evening With Frida Boccara (Double 33 rot. LIVE na Austrália, Philips)
  • 1978 : L’année où Piccoli… (33 rot. Philips)
  • 1979 : Un monde en sarabande (33 rot. Philips)
  • 1980 : Un enfant de France/Écrit dans la pierre (45 rot. Philips)
  • 1983 : Dis-leur/Aime-moi (45 rot. Kébec-Disc au Canada et Ariola en France)
  • 1984 : Cent mille chansons "Série grandes vedettes" (Compilation 33 rot. Philips)
  • 1988 : Témoin de mon amour (33 rot. Productions Guy Cloutier) (apenas no Canadá)
  • 1989 : Expression (Compilation CD Polygram, 23 canções)
  • 1993 : Master Série (Compilation CD Polygram, 16 canções, apenas no Quebeque, Canadá)
  • 1994 : Un jour, un enfant (Compilation CD Spectrum Music, Karussell France)
  • 1999 : Un jour on vit (CD Disques Yvon Chateigner)
  • 1999 : Ses premiers succès (Compilation CD Disques Yvon Chateigner)
  • 2003 : Canta en espanol (Compilation CD Divucsa music S.A., apenas em Espanha)
  • 2006 : Un sourire au-delà du ciel (CD Édina Music - Nocturne)
  • 2007 : La Grande Frida Boccara, l'ultime compilation
  • 2008 : Un enfant de France (CD Édina Music - Nocturne)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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