Miss Universo 1971

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Miss Universo 1971
Data 24 de julho de 1971
Apresentadores Bob Barker
Local Miami Beach Auditorium, Miami Beach, Flórida, Estados Unidos
Emissoras CBS
Candidatas 60
Semifinalistas 12
Retiradas Chile, Sri Lanka, Tchecoslováquia, Dinamarca, Hong Kong, Paraguai, Iugoslávia
Retornos Tailândia, Trinidad e Tobago, Ilhas Virgens Americanas
Vencedora Georgina Rizk
Líbano

Miss Universo 1971 foi a 20.ª edição do concurso Miss Universo, realizada em 24 de julho de 1971 no Miami Beach Auditorium, em Miami Beach, Flórida, nos Estados Unidos. Candidatas de 60 países e territórios competiram pelo título. No final do evento, a Miss Universo 1970, Marisol Malaret, do Porto Rico, coroou a libanesa Georgina Rizk como sua sucessora. Rizk foi a primeira árabe e a primeira miss do Oriente Médio a conquistar a coroa universal.

Esta foi a última edição do concurso seguidamente realizado por mais de uma década em Miami Beach, encerrando uma era. A partir dali, o Miss Universo passaria a ser realizado alternadamente em várias partes do mundo, especialmente na América Latina e na Ásia. Em vez das tradicionais 15 semifinalistas, esta edição inovou classificando apenas um Top 12. Este ano também foi o último ano em que a vencedora usou o longo manto de veludo vermelho; a partir do ano seguinte ele foi extinto, tornando o visual da Miss Universo mais leve e moderno.[1]

Evento[editar | editar código-fonte]

Rizk, eleita Miss Líbano em 1970, havia participado do Miss Mundo no ano anterior sem conseguir classificação[2] e por isso não teve atenção nem da imprensa nem de analistas durante as preliminares em Miami, ficando o favoritismo com as misses França, Suécia, Brasil, Israel e Filipinas. Esta última, eleita Miss Fotogenia, causou surpresa em não ser classificada como semifinalista.[3] Porém, após uma grande apresentação em maiô e um desfile em traje de noite memorável, em que usou um top revelador e decotado, barriga de fora e calças compridas justas no estilo odalisca que moldavam o corpo, cheios de bordados em estilo árabe, quebrando todos os parâmetros até então,[4] Ritz começou a ser considerada como uma das favoritas pelo público.

Ao final, Giorgina derrotou as outras quatro finalistas, Tony Rayward da Austrália, Pirjo Laitila da Finlândia, Beba Franco de Porto Rico e Eliane Guimarães, do Brasil.

A situação da época, com a política no Oriente Médio incandescente entre Israel e seus vizinhos árabes, fez com que nunca antes uma vencedora do MU tivesse um sistema de segurança tão grande em sua volta durante seus compromissos internacionais como ela no ano de seu reinado, em que visitou diversos países do mundo. Mas mesmo assim, Georgina cumpriu com perfeição seu deveres no cargo.[3]

Sua eleição, descrita por observadores como "se os árabes tivessem voltado novamente aos portões de Viena",[5] a princípio e ironicamente, causou certo constrangimento a setores de seu próprio país, depois que entrevistada em Miami ela se declarou favorável ao amor livre, conceito sexual comportamental em voga na época. No conservador país árabe, suas declarações criaram grande controvérsia nos meios de comunicações e religiosos. Mas a miss de olhos cor de avelã, magra e alta, rapidamente os conquistou. Primeiro e ainda nos EUA, começou a cantar os louvores do Líbano para o resto do mundo. Depois, em pessoa em seu regresso ao país na primeira visita oficial, apesar das sobrancelhas se elevarem com seus comentários sobre sexo, sobre Richard Nixon e grande desinteresse demonstrado por assuntos política e socialmente relevantes, seus críticos acabaram capitulando diante daquela bela figura árabe de medidas perfeitas, radiante personalidade, paciência impressionante e resistência surpreendente. Sua estadia de uma semana em Beirute, que poderia quebrar e energia de um estivador, foi feita entre encontros com o presidente, desfiles em carreatas públicas entre batedores de motocicletas, jantares com ministros e autoridades, aparição em boates, festivais de música, eventos esportivos e infinitas fotografias para todo tipo de revistas e jornais, sem nunca perder a têmpera ou o sorriso constante por um momento.[5]

Georgina Rizk foi a primeira e até hoje única Miss Universo que, estando normalmente na função, nunca coroou sua sucessora. Em 1972, pela primeira vez o concurso se realizou fora dos Estados Unidos, em Dorado, Porto Rico. Sua presença, porém, foi impedida por seu governo, temeroso de um ataque terrorista contra ela. Esse receio foi causado por um atentado à bomba ocorrido dois meses antes em frente ao hotel em que se hospedava no país a Miss EUA, Tanya Wilson. Além disso, um grupo de terroristas japoneses contratados e treinados por árabes, realizou um ataque ao Aeroporto Internacional de Tel Aviv, em Israel, que causou a morte de 22 turistas porto-riquenhos, pouco tempo antes do concurso.[3] Neste ano, o Líbano também não enviou representante ao concurso.

Resultados[editar | editar código-fonte]

Colocação Candidata
Miss Universo 1971
2.ª colocada
3.ª colocada
4.ª colocada
5.ª colocada
Top 12

Prêmios especiais[editar | editar código-fonte]

Miss Simpatia[editar | editar código-fonte]

  • Vencedora:  Peru — Magnolia Martínez.

Miss Fotogenia[editar | editar código-fonte]

  • Vencedora: Filipinas — Valentina Fernandez.

Melhor Traje Típico[editar | editar código-fonte]

  • Vencedora:  México — María Luisa López.

Candidatas[editar | editar código-fonte]

Em negrito, a candidata eleita Miss Universo 1971. Em itálico, as semifinalistas.[6]

Referências

  1. «A Survey Of The Changes at Miss Universe». Consultado em 16 de julho de 2011 
  2. «1970W». pageantopolis.com. Consultado em 15 de julho de 2011. Arquivado do original em 3 de setembro de 2011 
  3. a b c «Giorgina Risk - Miss Universe 1971». globalbeauties.com. Consultado em 15 de julho de 2011. Arquivado do original em 1 de outubro de 2013 
  4. «Georgina Rizk». Consultado em 15 de julho de 2011 [ligação inativa]
  5. a b Azzi, Robert. «Georgina». Saudi Aramco World. Consultado em 15 de julho de 2011. Arquivado do original em 10 de junho de 2011 
  6. a b «1971». globalbeauties.com. Consultado em 15 de julho de 2011. Arquivado do original em 11 de outubro de 2008 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]