A Casa das Sete Mulheres
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| Formato | minissérie | |
| Género | {{{genero}}} | |
| Duração | Entre 40 e 45 minutos aprox. | |
| Criado por | Maria Adelaide Amaral e Walter Negrão, baseada na obra homônima de Letícia Wierzchowski | |
| País de origem | Brasil | |
| Idioma original | Português | |
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| Diretor(es) | Jayme Monjardim | |
| Produtor(es) | ||
| Apresentador(es) | {{{apresentador}}} | |
| Elenco | Thiago Lacerda Giovanna Antonelli Werner Schünemann Eliane Giardini Camila Morgado ver todos |
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| Narrador(es) | Camila Morgado | |
| Tema de abertura | "A Saga dos Pampas", Marcus Viana e Transfônica Orkestra | |
| Tema de encerramento | ||
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| Emissora de televisão original |
{{{rede_tv_orig}}} | |
| Emissora(s) de televisão lusófona(s) |
Rede Globo | |
| Formato de exibição | {{{formato_exibição}}} | |
| Transmissão original | 7 de janeiro de 2003 – 8 de abril de 2003 |
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| Qt. de temporadas | ||
| N. de episódios | 52 | |
A Casa das Sete Mulheres foi uma minissérie brasileira produzida pela Rede Globo e exibida entre 7 de janeiro e 8 de abril de 2003, às 23 horas, totalizando 52 capítulos.
Foi escrita por Maria Adelaide Amaral e Walter Negrão, com colaboração de Lúcio Manfredi e Vincent Villari, baseada no romance homônimo da escritora gaúcha Letícia Wierzchowski, e dirigida por Teresa Lampreia, com direção geral de Jayme Monjardim e Marcos Schechtmann, e direção de núcleo de Jayme Monjardim.
A minissérie apresentou Thiago Lacerda, Giovanna Antonelli, Werner Schünemann, Eliane Giardini e Camila Morgado como protagonistas, vivendo seus personagens figuras verídicas, que complementaram a história do país, sendo os mesmos, grandes ícones nacionais.
Índice |
[editar] A minissérie e o romance
Na adaptação do romance de Letícia Wierzchowski para a televisão, os autores e a emissora tomaram algumas liberdades que, no entender de estudiosos da cultura gaúcha, foram excessivas.
O romance ressalta o caráter conservador na educação das filhas dos estancieiros gaúchos no século XIX, e como era pobre e rotineiro seu cotidiano (especialmente na situação de confinamento em que se encontravam). Relacionamentos amorosos eram tratados com recato. Já na minissérie, o comportamento das personagens femininas pouco se diferencia do comportamento das mulheres nas novelas ambientadas no Rio de Janeiro do século XXI.
O isolamento das sete mulheres é enfatizado no romance e é essencial para o desenvolvimento dramático e psicológico das personagens. Visitas eram esporádicas; os acontecimentos externos permaneciam distantes; só ficavam conhecidos por meio de cartas e mensageiros. Na minissérie, para manter o interesse do público, a casa é palco de frequentes encontros e festas, e as personagens se envolvem diretamente em episódios da revolução.
O relacionamento de Manuela e Garibaldi foi descaracterizado. No romance, ambos rompem porque Manuela, uma personagem real, não teve coragem de deixar a casa e acompanhá-lo. Sofreu o resto da vida por isso: nunca se casou e teve uma vida solitária, sendo apontada nas ruas de Pelotas, onde foi morar, como a noiva de Garibaldi. No romance, Anita é apenas citada, de passagem.
Na minissérie, após o rompimento ter sido mostrado tal como no romance, Manuela, ao saber do novo relacionamento de Garibaldi, vai a seu encontro, enfrenta Anita e se envolve nos combates da Revolução Farroupilha. Sem transição, torna-se uma personagem forte e decidida. Toma a decisão que Garibaldi esperava dela, e no romance não teve coragem de tomar.
Esta mudança não passou despercebida dos espectadores da minissérie que, em centenas de cartas e mensagens eletrônicas, pediam aos autores que no final Garibaldi e Manuela ficassem juntos. Isso levou outro espectador a comentar ironicamente que, se era para distorcer fatos históricos, os autores fizessem os gaúchos ganharem a Revolução Farroupilha.
Também há a mudança de humor da personagem Maria Gonçalves, que ao entender do livro, se mostra uma mulher que amava o marido e não era rabugenta com as três filhas e o filho Antônio (que nem é citado nas minissérie).
No livro é citado que Manuela tinha por volta dos seus 15 anos, diferente da Manuela da minissérie que aparenta ter no mínimo 22 anos. A ordem de nascimento no livro é assim: O mais velho é Antônio (que na minissérie nem é citado), logo em seguida vem Rosário, Mariana e depois Manuela. Na minisérie é Manuela seguida de Rosário e por fim Mariana.
Com Caetano acontece a mesma coisa, de 15 anos do livro vai parar com 19 na minisérie.
A minissérie cometeu também um deslize geográfico. A ação se passa na região de Camaquã e Cristal, no Rio Grande do Sul, entre a serra do sudeste e a costa da Lagoa dos Patos, uma planície com poucas elevações que se estende do sul de Porto Alegre até o extremo meridional do Uruguai. No entanto, aparecem seguidas cenas tomadas no cânion do Itaimbezinho, situado na serra gaúcha, em Cambará do Sul.
[editar] Elenco
[editar] Curiosidades
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- Estreou com 36 pontos e obteve média geral de 32 pontos. [1]
- Um elenco afinadíssimo, a direção segura de Jayme Monjardim e a excelente reconstituição de época, foram o ponto alto da minissérie, que assegurou a boa audiência no horário.
- Depois do grande sucesso como a protagonista Jade, da novela O Clone, Giovanna Antonelli ganhava sua primeira protagonista, na rede Globo, em uma trama de época, Anita Garibaldi, recebendo vários elogios pela sua desenvoltura, originalidade e pela maneira com que se desvencilhou da marca de sua personagem Jade, que a consagrou na teledramaturgia. O mesmo aconteceu com Thiago Lacerda, que define Giuseppe Garibaldi como o melhor papel de toda sua carreira.
- Graças à minissérie, o romance no qual se baseou, viu suas vendas dispararem. A Casa das Sete Mulheres, romance lançado em abril de 2002, havia vendido, até a estréia da minissérie, menos de 13 mil exemplares. Após chegar à televisão, ultrapassou os 30 mil em apenas três semanas.
- Destaque para a interpretação de Eliane Giardini como a batalhadora e determinada Caetana e Nívea Maria na pele da amargurada Maria. Sem dúvida, um de seus melhores trabalhos na televisão.
- Primeiro trabalho na Rede Globo dos atores Werner Schünemann e Camila Morgado.
- A Casa das Sete Mulheres foi um grande sucesso de público e crítica, registrando uma média geral de 32 pontos no Ibope.
- Durante a exibição da minissérie, o capítulo de número 32, que iria ao ar em 28 de fevereiro de 2003, uma sexta-feira de Carnaval, não foi ao ar, devido a transmissão do primeiro dia do Desfile das Escolas de Samba de São Paulo. Também o capítulo de número 41, que iria ao ar em 19 de março de 2003, uma quarta-feira, não foi ao ar, devido à cobertura dos atentados terroristas no Iraque. Para fechar o número inicialmente previsto, de 52 capítulos, o último capítulo foi exibido excepcionalmente em uma terça-feira, dia 8 de abril de 2003.
- A Casa das Sete Mulheres foi reapresentada entre 15 de agosto e 22 de setembro de 2006, numa versão compacta de 24 capítulos, com relativa audiência. Foi lançada em DVD em 2004.
[editar] Trilha sonora
Capa: Thiago Lacerda
[editar] Oficial
| A Casa das Sete Mulheres | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Trilha sonora por Vários Intérpretes | |||||||
| Lançado em | 2003 | ||||||
| Gênero(s) | Vários | ||||||
| Formato | CD | ||||||
| Gravadora(s) | Som Livre | ||||||
| Cronologia de Vários Intérpretes | |||||||
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- Merceditas (Merceditas) - Gal Costa (tema de Bento Gonçalves e Caetana)
- Passione - Zizi Possi (tema de Anita)
- La Media Vuelta - Rodrigo Faro (tema de Quincas)
- Tristesse - Milton Nascimento e Maria Rita Mariano (tema de Manuela)
- Cavalo Baio - Sagrado Coração da Terra (tema de Garibaldi)
- Sete Vidas - Adriana Mezzadri (tema das sete mulheres)
- Piel de Lava - Paula Santoro (tema de Bento Gonçalves e Dona Caetana)
- Prenda Minha - Flávio Venturini (tema de João e Mariana)
- Fênix - Jorge Vercilo (tema de Perpétua e Inácio)
- Il Dio Dei Buoni - Agnaldo Rayol
- Te Tengo Miedo - Adriana Mezzadri (tema de Perpétua)
- Uma Voz no Vento - Leila Pinheiro (tema de Rosário)
- Vidas, Amores e Guerras - Marcus Viana (tema de Manuela)# A Saga dos Pampas - Marcus Viana & Transfônica Orkestra (tema de abertura)
[editar] Complementar
| Sete Vidas, Amores e Guerras | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Trilha Complementar por Vários Intérpretes | |||||||
| Lançado em | 2003 | ||||||
| Gênero(s) | Vários | ||||||
| Formato | CD | ||||||
| Gravadora(s) | Som Livre | ||||||
| Cronologia de Vários Intérpretes | |||||||
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- Sinfonia Platina
- Na Vastidão dos Pampas
- Por Honra e Glória
- Cavalgando Pela Liberdade
- Sete Vidas
- Do Amor e da Guerra
- Minuano
- Cavalo Baio
- Prenda Minha
- Rio Grande
- A Retirada
- Uma Voz no Vento
- Tema da Batalha
- Il Dio Dei Buoni
- Cristais
- Do Amor e da Guerra II
- Prenda Minha II
- Vidas, Amores e Guerras
[editar] Prêmios
Prêmio Contigo (2003):
- Melhor Atriz Revelação - Camila Morgado
- Melhor Diretor - Jayme Monjardim
- Melhor Maquiagem - Kiko Alves
Troféu Imprensa (2003):
- Melhor Programa
APCA (2003):
- Melhor Atriz - Nívea Maria
Prêmio Conta Mais (2003):
- Melhor Atriz Revelação - Camila Morgado
Troféu Leão de Ouro (atual "Troféu Leão Lobo") (2003):
- Melhor Diretor - Jayme Monjardim
- Melhor Ator - Luís Mello
- Ator Revelação - Werner Schunemann
Prêmio Qualidade Brasil (2003):
- Prêmio Especial - Minissérie
- Rio de Janeiro
- Melhor Atriz - Eliane Giardini
- Melhor Ator Revelação - Werner Schünemann
- Melhor Atriz Revelação - Camila Morgado
- Melhor Diretor - Jayme Monjardim
- São Paulo
- Melhor Ator - Luís Mello
- Melhor Atriz - Nívea Maria
- Melhor Ator Revelação - Werner Schünemann
- Melhor Diretor - Jayme Monjardim
Prêmio INTE (2004) (internacional):
- Série do Ano
- Ator do Ano - Thiago Lacerda
- Diretor do Ano - Jayme Monjardim
[editar] Ligações externas
Minisséries e microsséries da Rede Globo
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