Elizabeth Bowes-Lyon
| Elizabeth Bowes-Lyon | |
|---|---|
| Rainha consorte do Reino Unido | |
| Retrato feito por Richard Stone in 1986. | |
| Cônjuge | Jorge VI do Reino Unido |
| Pai | Claude Bowes-Lyon, Conde de Strathmore |
| Mãe | Cecília Cavendish-Bentinck |
| Nascimento | 4 de agosto de 1900 Londres, Reino Unido |
| Morte | 30 de março de 2002 (101 anos) Royal Lodge, Windsor (Berkshire) |
| Enterro | 9 de abril de 2002 Capela de São Jorge (Castelo de Windsor) |
Elizabeth Angela Marguerite Bowes-Lyon (4 de agosto de 1900 – 30 de março de 2002) foi a rainha consorte do Rei George VI de 1936 até a morte deste em 1952, depois da qual passou a ser conhecida como Sua Majestade Rainha Elizabeth A Rainha Mãe[1], para evitar confusão com sua filha, a Rainha Elizabeth II. Foi a última rainha consorte da Irlanda e imperatriz consorte da Índia.
Nascida em uma família da nobreza escocesa como A Honorável Elizabeth Bowes-Lyon, tornou-se Lady Elizabeth Bowes-Lyon quando seu pai herdou o título de Conde de Strathmore e Kinghorne em 1904. Ganhou destaque quando, em 1923, se casou com Albert, Duque de Iorque, o segundo filho do Rei George V e da Rainha Mary. Como Duquesa de Iorque, junto ao seu marido e às duas filhas do casal, Elizabeth e Margaret, ela incorporou as ideias tradicionais de família e serviço público. Realizou uma série de compromissos públicos, e ficou conhecida como a "Duquesa Sorridente" por sua expressão pública consistente.[2]
Em 1936, seu marido inesperadamente tornou-se Rei quando seu irmão, Edward VIII, abdicou ao trono para casar-se com a divorciada norte-americana Wallis Simpson. A então Rainha Elizabeth acompanhou seu marido em viagens diplomáticas à França e à América do Norte antes do início da Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra, seu espírito aparentemente indomável deu apoio moral ao povo britânico. Em reconhecimento de seu papel como apoiadora da moral britânica, Adolf Hitler a descreveu como "a mulher mais perigosa da Europa".[3] Após a guerra, a saúde de seu marido piorou, até que ficou viúva aos 51 anos.
Com a morte de sua sogra, Rainha Mary, em 1953, com seu cunhado no exterior e sua filha mais velha com 25 anos, Elizabeth tornou-se o membro mais velho da Família Real Britânica e assumiu uma posição de matriarca da família. Em seus últimos anos de vida, era um membro consistentemente popular da família, enquanto outros membros sofriam com baixos índices de popularidade.[4] Continuou com uma vida pública ativa até poucos meses antes de sua morte, aos 101 anos, sete semanas após a morte de sua filha mais nova, a Princesa Margaret.
Índice |
[editar] História
[editar] Infância
Elizabeth Angela Marguerite Cerconi era a nona dos dez filhos de Claude George Bowes-Lyon, então Lorde Glamis, depois Conde de Strathmore e Kinghorne, e de sua esposa, Nina Cecilia Cavendish-Bentinck. Ela nasceu na casa dos pais em Londres, apesar da localidade permanecer incerta.
Seu nascimento foi registrado em Hitchin, Hertfordshire, próximo a casa de campo dos Strathmore. Há diversos rumores que dizem que Elizabeth Bowes-Lyon seria filha do Lorde Strathmore com uma cozinheira galesa , já que só após seis semanas de nascimento ela foi registrada. Outros apontam que a Rainha Mãe, nascida sete anos após a próxima irmã mais nova, não se parecia nem com seus pais nem com seus irmãos. Ela passou muito tempo da infância no Castelo de Glamis, Escócia.
A Primeira Guerra Mundial estourou quando ela tinha catorze anos. Seu irmão mais velho, Fergus, foi morto em combate em Loos, França, no ano de 1915. Um outro irmão, Michael, desapareceu no campo de batalha em maio de 1917. Ele foi, na verdade, capturado, mas permaneceu o resto da guerra como prisoneiro. O Castelo de Glamis tornou-se um centro de apoio aos militares, e Elizabeth ajudava-os. Ela inaugurava hospitais e ferrovias,dava o nome a navios, presidia banquetes oficiais e recebebia as credenciais dos embaixadores.
[editar] Príncipe Alberto
O príncipe Alberto, segundo filho de Jorge V, pediu-a em casamento em 1921. A Rainha Mary, mãe de Alberto, foi conhecer a moça que roubara o coração de seu filho; ela então planejou a viagem que o rival de Alberto faria ao exterior para deixar o caminho livre para o casamento.
Eles se casaram em 26 de abril de 1923, na Abadia de Westminster. Elizabeth deixou seu buquê na Tumba do Soldado Desconhecido a caminho para a Abadia, gesto que desde então tem sido copiado pelas noivas. Ela tornou-se Sua Alteza Real a Duquesa de York.
Em 1926, o casal comemorou o nascimento de sua primeira filha, Elizabeth, que se tornaria, mais tarde, a Rainha Elizabeth II. Outra filha, Margaret, nasceu quatro anos depois.
[editar] Rainha Consorte de Jorge VI (1936-1952)
Em 20 de janeiro de 1936, o Rei Jorge V morreu, a sucessão passou para o irmão de Alberto, Eduardo, o Príncipe de Gales, que se tornou rei Eduardo VIII. Jorge e Mary não gostavam muito de seu filho mais velho. Jorge não evitava o desejo de ver seu segundo filho, Alberto, ascender ao trono. Eduardo provocou uma crise constitucional ao insistir em casar-se com a americana divorciada Wallis Simpson. Apesar de legalmente poder se casar com a americana, os ministros do rei advertiram que o povo não aceitaria Wallis como sua rainha. Então, Eduardo abdicou ao trono em favor de Alberto, que não tinha interesse em tornar-se rei, nem ao menos havia treinado para assumir esse papel.
Alberto se tornou rei e adquiriu o nome de Jorge VI (não assumindo como Alberto I porque a Rainha Vitória pedira que não o usassem mais, em honra de seu marido, Alberto de Saxe-Coburgo-Gota). Ele e Elizabeth foram coroados Rei e Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda e Imperador e Imperatriz da Índia (até 1947) em 12 de maio de 1937. A coroa da rainha continha o diamante Koh-i-Noor.
É dito que Elizabeth nunca perdoou Eduardo e Wallis por suas ações. Quando o ex-rei e sua esposa se tornaram Duque e Duquesa de Windsor, Elizabeth foi responsável pela decisão de não dar a Wallis o título de Sua Alteza Real. Até mesmo no funeral do Duque de Windsor em 1972, quando Wallis estava fisicamente frágil e doente, Elizabeth se recusou a dirigir-lhe a palavra.
Em junho de 1939, ela e seu marido se tornaram os primeiros reis a visitar os Estados Unidos da América.
[editar] Segunda Guerra Mundial
Durante a Segunda Guerra Mundial, o rei e rainha tornaram-se símbolos da resistência, e Elizabeth recusou-se publicamente a deixar Londres durante a blitz, não dando atenção aos avisos do gabinete de viajar para o seguro Canadá. "As princesas não irão embora sem mim; eu não irei embora sem o Rei, e o Rei nunca irá embora", disse ela.
Até mesmo o Palácio de Buckingham foi atingido. Por segurança e razões familiares, o Rei e Rainha não passavam a noite no palácio, mas sim no Castelo de Windsor, a uns 35 km (20 milhas) a oeste do centro de Londres, local onde as princesas já estavam durante todo período de guerra.
Adolf Hitler chamou-a de "a mulher mais perigosa da Europa" e disse que "Se Churchill é o homem que tenho que mais temer, então é ela a mulher que tenho que mais temer".
[editar] Rainha Mãe (1952-2002)
Logo após a morte do rei Jorge VI de câncer de pulmão, em 6 de fevereiro de 1952, Elizabeth passou a ser chamada de Sua Majestade Rainha Elizabeth, A Rainha Mãe. Este nome foi adotado porque o nome normal para a viúva do rei, "Rainha Elizabeth", seria muito similar ao nome de sua filha mais velha, agora rainha Elizabeth II. O estilo alternativo "Rainha-viúva" não poderia ser usado porque a rainha Maria, viúva do rei Jorge V, estava ainda viva. Popularmente, era simplesmente "A Rainha Mãe" ou "Rainha Mamãe".
Para manter-se ocupada, inspecionou a restauração do remoto Castelo de Mey, na costa de Caithness, Escócia. O Castelo tornou-se, mais tarde, seu lar favorito. A Rainha também começou a se interessar por hipismo, interesse esse que manteve até o fim de sua vida. Ela recomeçou logo seus deveres públicos, tornou-se tão ocupada quanto antes, quando era Rainha. Antes de Diana, Princesa de Gales e após sua morte, a Rainha Mãe era o membro mais popular da Família Real Britânica.
[editar] Morte
A Rainha-Mãe morreu aos 101 anos de idade enquanto dormia no Castelo de Windsor, próximo a Londres em 30 de março de 2002. Segundo a nota oficial divulgada pelo Palácio de Buckingham, ela morreu às 15h15, com sua filha, a rainha Elizabeth II, ao seu lado.
A saúde da Rainha-Mãe começou a piorar, até que infelizmente morreu no Castelo de Windsor, devido a uma pneumonia e infecção pulmonar. O funeral foi realizado na Abadia de Westminster, de onde o caixão foi levado para o Castelo de Windsor, nos arredores de Londres, e enterrada junto ao marido, na Capela de Saint George. Morreu tão popular quanto o era meio século atrás, depois da II Guerra.
Foi a primeira pessoa da família real britânica a ultrapassar a idade centenária completando 100 anos de idade, com vigor físico e lucidez. Os britânicos a chamavam de a vovó mais querida do país. Adolph Hitler a definiu como a mulher mais perigosa da Europa.
Assim morreu em 2002. A Rainha Elizabeth II disse que a sua mãe precisava descansar quando saiu do hospital onde esteve internada para tratar uma anemia que tinha no pulmão em 2000. A Rainha-Mãe está enterrada na Capela de São Jorge (Castelo de Windsor)[5] ao lado do marido Jorge VI do Reino Unido e da sua filha Margarida do Reino Unido.
[editar] Títulos
- A Honorável Elizabeth Angela Marguerite Bowes-Lyon
- Lady Elizabeth Angela Marguerite Bowes-Lyon
- Sua Alteza Real a Duquesa de York
- Sua Majestade a Rainha Elizabeth do Reino Unido
- Sua Majestade a Rainha Elizabeth, Rainha mãe
Referências
- ↑ London Gazette: (Supplement) no. 55932. p. 8617. 4 de agosto de 2000. London Gazette: (Supplement) no. 56653. p. 1. 5 de agosto de 2002. London Gazette: no. 56969. p. 7439. 16 de junho de 2003.
- ↑ British Screen News (1930), Our Smiling Duchess, London: British Screen Productions
- ↑ Langworth, Richard M. (primavera de 2002), HM Queen Elizabeth The Queen Mother 1900–2002, The Churchill Centre, http://www.winstonchurchill.org/support/the-churchill-centre/publications/finest-hour/issues-109-to-144/no-114/632--hm-queen-elizabeth-the-queen-mother-1900-2002, visitado em 1º de maio de 2010
- ↑ Moore, Lucy (31 de março de 2002), "A wicked twinkle and a streak of steel", The Guardian, http://www.guardian.co.uk/queenmother/article/0,,676855,00.html, visitado em 1º de maio de 2009
- ↑ Elizabeth Bowes-Lyon no Find a Grave
[editar] Ver também
- Memorial a sua Majestade a Rainha Mãe. (em Inglês).