Inversão do ônus da prova

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Inversão do ônus da prova é uma falácia que consiste em isentar-se de provar uma afirmação feita, exigindo que o outro prove a que essa não é válida. Assemelha-se ao apelo à ignorância. Se alguém quer provar que tal coisa é verdadeira, precisa testá-la tautologicamente e não exigir que alguém que não a defende prove a sua falsidade.

Estrutura lógica[editar | editar código-fonte]

Uma argumentação baseada na Inversão do ônus da prova assume geralmente seguinte forma:

Eu afirmo algo.
Você não aceita isso.
Então você deve provar que isso é falso.

É, portanto, invertida a ordem lógica que deveria ser:

Eu afirmo algo.
Você não aceita isso
Então eu devo provar que isso é verdadeiro.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

  • A: O Planeta dos Macacos existe.
  • B: Não estou informado disto. Como você pode provar o que diz?
  • A: Prove que o Planeta dos Macacos não existe.
    • Ou seja, o argumentador A faz uma afirmação, mas não se dispõe a prová-la, transferindo para o adversário, B, a obrigação da contraprova.

Existe ainda uma forma sutil de inversão, como quando duas pessoas fazem cada qual uma afirmação e uma delas exige que a outra prove que a negação da sua afirmação está correta. Por exemplo:

  • A: A ciência é a única fonte de verdade.
  • B: A religião é a única fonte de verdade.
  • A: Prove que a ciência não é a única fonte de verdade.
  • B: Prove que a religião não é a única fonte de verdade.

No exemplo acima, ambos os argumentadores aplicaram a inversão do ônus da prova um contra o outro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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