Non sequitur
Non sequitur (expressão latina para "não se segue") é uma falácia lógica que acontece quando uma conclusão não se segue das suas premissas.1 2 Em um non sequitur, a conclusão pode ser verdadeira ou falsa, mas o argumento é falacioso porque há falta de conexão entre a premissa inicial e a conclusão.3 Existem diversas variações de non sequitur, e outras falácias lógicas se originam dele, tais como a afirmação do consequente e a negação do antecedente.4
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Estrutura lógica [editar]
Uma falácia non sequitur, em uma definição ampla, é uma argumentação que faz uma proposição e logo em seguida chega a uma conclusão que não respeita a proposição original.
- Exemplo geral
- Nada existe, se A não existir
- Mas B pode existir sem que A exista
- Afirmação do consequente
- Tudo que é da categoria A é também da categoria B
- Então, tudo que é da categoria B é também da A
- Negação do antecedente
- Se A, então B
- A é falso, portanto B também é falso
Exemplos [editar]
- Geral
- Tudo que existe deve ter um começo
- Deus existe, mas deus não precisa de um começo
- Afirmação do consequente
- Penso, logo existo (em alusão à frase de René Descartes)
- Pedras existem, então pedras pensam
- Negação do antecedente
- Se eu ganhasse na loteria, saberia que ela premia de verdade
- Eu nunca ganhei na loteria, então ela é falsa
Num non sequitur, coloca-se uma premissa como sendo verdadeira, mas, depois, define-se que ela é falsa, que há exceções para a sua veracidade.
- Hoje os pais não batem mais nos filhos, por isto vemos filhos batendo nos pais.
- Deduz-se que os casos de filhos batendo nos pais existem por que os pais não batiam neles. Mas a conclusão não segue necessariamente à premissa, pois há filhos que foram educados com castigo e que também batem nos pais, outros não o fazem e há aqueles que não recebiam castigos e também não batem nos pais bem como há os que batem. Logo, pode haver outra causa para o fenômeno de filhos baterem em seus pais que não seja a ausência do castigo físico na educação infantil.
Ver também [editar]
Referências
- ↑ E.M., em Appendix, The Woman's Bible (1898) [http://www.sacred-texts.com/wmn/wb/wb74.htm
- ↑ ABAURRE, Maria Luiza M., ABAURRE, Maria Bernadete M. e PONTARA, Marcela. Português: contexto, interlocução e sentido. [S.l.]: Moderna, 2008. 503 p. ISBN 978-85-16-06105-0
- ↑ Mattew (23 de janeiro de 2002). Lógica e Falácias. Sociedade Terra Redonda. Página visitada em 19 de janeiro de 2012.
- ↑ DOWNES, Stephen (4 de maio de 2002). Guia de Falácias Lógicas do Stephen. Sociedade Terra Redonda. Página visitada em 8 de março de 2003.