Festival Paredes de Coura

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Festival Paredes de Coura
Período de atividade 1993 – presente
Número de edições 25
Local(is)  Portugal
Data(s) Verão
Gênero(s) Rock, rock alternativo, Pop rock, entre outros
Página oficial paredesdecoura.com

O Festival Paredes de Coura, ou apenas Paredes de Coura, é um festival de música de Verão que ocorre anualmente nos meses de Julho e Agosto na Praia Fluvial do Tabuão em Paredes de Coura, Portugal. A primeira edição deste festival foi no ano de 1993, e ao longo dos anos tem vindo a evoluir, tendo até sido considerado um dos melhores festivais realizados em território português.

Conhecido pelo seu anfiteatro natural, Paredes de Coura oferece uma bela paisagem tanto aos músicos como aos espectadores que, excepto raras excepções, não deixa ninguém indiferente e faz jurar um regresso.

Festival de culto[editar | editar código-fonte]

Paredes de Coura começou em 1993, numa altura em que escasseavam há vários anos festivais de música popular em Portugal. Desde esse ano tem vindo a acontecer anualmente e a crescer em dimensão, sendo hoje considerado um dos maiores festivais de Verão de Portugal, e sem dúvida o maior do Norte, nunca esquecendo o Festival Vilar de Mouros.

Em 2005, a edição espanhola da revista Rolling Stone considerou-o como sendo um dos cinco melhores festivais de Verão da Europa. O Festival Paredes de Coura tem sido muitas vezes nomeado para prémios como: Melhor Festival de Grande Dimensão, nos Europe Festival Awards e como Festival Favorito dos Artistas.[1]

Em 2017, estará de volta ao Alto Minho de 16 a 19 de agosto para a 25ª edição do festival.[2]

Edições[editar | editar código-fonte]

1993/97 O início de um sonho chamado Paredes de Coura[editar | editar código-fonte]

Com 25 edições consecutivas, a caminho da 26.ª, este é um evento com um percurso sem igual em Portugal. Nasceu pelas mãos de um grupo de amigos que apenas queriam “passar um bom bocado” e tornou-se um marco dos festivais de verão. A primeira edição foi preparada em apenas 9 dias com a ajuda da Câmara Municipal e conseguiu levar 2000 pessoas até às margens do Rio Coura. Entre 1993 e 1996 o cartaz contou exclusivamente com nomes portugueses, como Ecos da Cave, Ena Pá 2000 e Tédio Boys, mas logo convidou artistas internacionais a pisar o palco do que viria a ser um dos festivais mais emblemáticos em Portugal.

1993[editar | editar código-fonte]

(20 Agosto)

1994[editar | editar código-fonte]

(12 Agosto)

1995[editar | editar código-fonte]

(18 e 19 Agosto)

1996[editar | editar código-fonte]

(2, 3 e 4 Agosto)

1997[editar | editar código-fonte]

(15, 16 e 17 Agosto)

1998 Festival de música 1998[editar | editar código-fonte]

(14, 15 e 16 Agosto)

O Paredes de Coura continua em crescimento, combinando elementos de um evento de pequena dimensão e de um grande festival, com nomes de bandas cada vez mais sonantes e reconhecidos. “Lembro-me especialmente do ambiente familiar que existia na altura entre jornalistas, bandas, produção e organização. [Até tínhamos] um campo de futebol onde jogávamos uns contra os outros. Jornalistas, bandas, toda a gente jogava. [Foram momentos] divertidíssimos” relembra João Carvalho, diretor do festival. Esta ano, passaram pelo festival bandas como Red House Painters, Divine Comedy, Anne Clark e Tindersticks.

1999 Edição apoteótica[editar | editar código-fonte]

(13, 14 e 15 Agosto)

Suede, Guano Apes, Lamb e Sneaker Pimps foram algumas das bandas que brilharam nesta sétima edição. “Esta é uma das melhores edições na minha opinião. Foi uma edição apoteótica, completamente cheia de gente e que certamente faz parte das melhores noites de sempre dos festivais em Portugal. [Foi a partir daqui] que tivemos a convicção que íamos viver disto durante muito tempo e que a nossa vida ia estar colada ao evento”, comenta João Carvalho. Foi em 1999 que se o festival se definiu como paragem obrigatória no roteiro dos festivais de verão.

2000 A luta por um legado[editar | editar código-fonte]

(11, 12 e 13 Agosto)

“Prejuízo” é a palavra que fica associada à edição de 2000. Apesar dos nomes internacionais que figuravam no cartaz – entre os quais se encontrava Mr.Bungle, Flaming Lips e até Coldplay – as receitas não ultrapassaram os gastos como em 1999 e a organização ficou sem saber o que fazer. No entanto, decididos a arriscar e a manter o festival vivo, partiram para 2001 com esperança de poderem inverter os resultados.

2001 O ano das estreias[editar | editar código-fonte]

(16, 17 e 18 Agosto)

O estilo nu metal e o metal alternativo ganhava espaço nos tops de vendas em todo o mundo e o festival recebeu alguns dos nomes mais sonantes do género. Stone Temple Pilots, Papa Roach, e a e a primeira vez de Queens of the Stone Age em Portugal, marcaram 2001 como um ano de estreias para o Festival Paredes de Coura.

2002 Uma das maiores enchentes de sempre[editar | editar código-fonte]

(12 a 17 Agosto)

Em 2002 o género musical metal continuou a vingar em Paredes de Coura. Nomes como Korn, Puddle of Mudd e Incubus fizeram as delícias do público. “Admito que o concerto dos 'Korn' foi um dos momentos apoteóticos do festival. Registou uma das maiores enchentes de sempre. Há, aliás, uma imagem maravilhosa registada na altura, filmada com uma grua, em que se vê uma grande cumplicidade entre público e banda. Toda a gente de braços no ar, tudo a obedecer ao que o líder dos 'Korn' pedia”, relembra o diretor do festival.

2003 Regresso as origens[editar | editar código-fonte]

(17 a 21 Agosto)

Em 2003, o festival começa a “encarreirar” para o lado que a organização pretendia. Nesta edição decidem apostar num alinhamento “próximo” do ideal, próximo do que pretendiam que fosse o Paredes de Coura. Foi uma aposta certeira, que ditou uma das edições que melhores memórias traz. O cartaz contou com grandes nomes como Yeah Yeah Yeahs, PJ Harvey, Queens of the Stone Age e Placebo.

2004 “Paredes de Coura também é isso, história.”[editar | editar código-fonte]

(16 a 20 Agosto)

A edição de 2004 trouxe um dilema: debaixo de forte chuva os míticos Motörhead fazem história e levam o público ao rubro com Ace of Spades, mas a tempestade que assombrou o festival leva novamente a organização a questionar a sua continuidade. Apesar de todo o azar a organização não está disposta a desistir e em 2005 preparam aquela que se tornou “uma das melhores edições”.

2005 Nova alma[editar | editar código-fonte]

(15 a 18 Agosto)

tornou-se o ponto de viragem, a edição de afirmação do Paredes de Coura. Pela primeira vez não contou com qualquer tipo de patrocínio e compõe um cartaz de luxo que leva novamente o festival à ribalta. Foo Fighters, Pixies, Arcade Fire, Queens of the Stone Age e até Nick Cave foram alguns dos nomes convidados a participar no renascer do Paredes de Coura.

2006 Afirmação de Coura[editar | editar código-fonte]

(15, 16 e 17 Agosto)

“Foi exatamente a partir de 2005 que decidimos ‘ok, não há mais bandas que não façam sentido, bandas que não ouvimos em casa, que não se identifiquem com a nossa filosofia musical.” 2006 foi mais um ano com um cartaz de excelência, coroado por actuações de Morrissey, Yeah Yeah Yeahs, Broken Social Scene e os americanos The Cramps.

2007 Sonic Youth a fazer história[editar | editar código-fonte]

(12 a 15 Agosto)

O festival Paredes de Coura é feito de histórias e a edição de 2007 não fugiu à regra. “Os grandes, os geniais, 'Sonic Youth', um dos sonhos antigos do festival, uma banda que queríamos trazer há muito tempo e que conseguimos finalmente.” A partilhar a ribalta com os norte-americanos estiveram New York Dolls, Dinosaur Jr e Babyshambles.

2008 Primeira e única passagem de Sex Pistols em Portugal[editar | editar código-fonte]

(31 Julho, 1, 2, 3 Agosto)

A edição de 2008 destacou-se pela estreia dos lendários Sex Pistols, marco que encheu de orgulho a organização do festival. Aos criadores do lema “God Save the Queen” juntaram-se outros grandes nomes como Primal Scream, dEUS e The Editors.

2009 Os artistas que são fãs[editar | editar código-fonte]

(29, 30,31 Julho e 1 Agosto)

“Em 2009 recordo-me dos ‘Nine Inch Nails’ e ‘Franz Ferdinand’. [Estes últimos] gostaram tanto de estar cá que andaram anos a querer voltar, e [dos Nine Inch Nails] lembro-me dos elogios de Trent Reznor ao festival.” Foi também possível assistir a The Temper Trap, Jarvis Cocker e Peaches, mas sem nunca esquecer o panorama nacional com Mundo Cão, Foge Foge Bandido e Sean Riley and the Slowriders.

2010 “Edição à Paredes”[editar | editar código-fonte]

(28 a 31 Julho)

Em 2010 o festival volta a afirmar-se “sem pressões e sem sugestões de fora”. The Cult, Klaxons e The Prodigy foram alguns dos nomes que passaram pelas margens do Rio Coura.

2011 O festival (inter)nacional[editar | editar código-fonte]

(17 a 20 Agosto)

Mais uma edição com um cartaz fortíssimo com Pulp, Death from Above 1979, Kings of Convenience e Metronomy, entre outras bandas de renome (inter)nacional.

2012 O regresso de Ornatos Violeta[editar | editar código-fonte]

(13 a 17 Agosto)

A edição de 2012 volta a ser um marco na história do festival. Depois de tantas estreias nacionais e internacionais ao longo dos anos, a organização consegue confirmar a presença de uma banda portuguesa afastada dos palcos há anos: os Ornatos Violeta. “Tivemos os ‘Kasabian’, uma banda que dispensa apresentações, os 'dEUS', que já tinham estado em Paredes de Coura, mas também 'The Temper Trap', 'Japandroids' e 'Tune-Yards', uma grande sensação nesse ano, um dos concertos que mais saltou à vista, e os 'Ornatos Violeta'. Uma banda portuguesa de carreira, que não tocava há muitos anos e que nós, durante anos, andámos a insistir para voltar.”

2013 Amores e ódios de The Knife[editar | editar código-fonte]

(13 a 17 Agosto)

Apesar de alguma dificuldade em manter um cartaz de luxo, o Festival Paredes de Coura conseguiu manter o estatuto de um dos melhores festivais de verão Portugueses. Este foi o ano que trouxe The Knife, Echo and the Bunnymen, Justice, Alabama Shakes, Hot Chip e os The Vaccines.

2014 Regresso de Franz Ferdinand[editar | editar código-fonte]

(20 a 23 Agosto)

O tão querido regresso de Franz Ferdinand aconteceu ao 2014, 5 anos após a estreia nos palcos de Paredes de Coura. Mas os escoceses não foram os únicos a marcar esta edição do festival, as enormes actuações de Beirute, Chvrches, James Blake, Cut Copy contribuíram para mais um histórico ano de música em Paredes de Coura.

2015 Edição esgotada[editar | editar código-fonte]

(19 a 22 Agosto)

O ano de 2015 marcou para sempre a história do festival. Com um dos melhores cartazes de sempre o Festival Paredes de Coura esgota pela primeira vez. O que começou como um pequeno evento organizado por um grupo de amigos tornou-se num festival de paragem obrigatória. Nesta edição, milhares pessoas visitaram a Praia Fluvial do Taboão e assistiram a um cartaz recheado de grande artistas como Tame Impala, Lykke Li, TV on the Radio, The War On Drugs, Slowdive, Father John Misty, Charles Bradley Ratatat e Mark Lanegan.

2016 O ano de LCD Soundsystem[editar | editar código-fonte]

(17 a 20 Agosto)

12 anos após a primeira actuação no Festival, o grupo de James Murphy assinou uma prestação explosiva. O muito aguardado regresso dos LCD Soundsystem a Portugal foi presenciado por cerca de 24 mil pessoas numa edição por onde também passaram Chvrches, Cage The Elephant, The Vaccines e The Tallest Man on Earth.

2017 A música é para toda a vida e este festival também.[editar | editar código-fonte]

(16 a 19 Agosto)

Paredes de Coura Club[editar | editar código-fonte]

A organização do Festival Paredes de Coura organizou um novo festival de música na cidade do Porto intitulado "Heineken Paredes de Coura Club". O festival decorreu nos dias 14 e 15 de Dezembro de 2007 no Teatro Sá da Bandeira.

14 de Dezembro

15 de Dezembro

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]