Palestra de São Bernardo

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Palestra
PalestraSaoBernardo.png
Nome Palestra de São Bernardo
Alcunhas PSB
Colosso Alviverde
Mascote Periquito (2004) e Cão São-Bernardo
Fundação 1 de setembro de 1935 (82 anos)
Estádio Baetão
Capacidade 6.315
Presidente Brasil José Fábio Cassettari Neto
Competição São Paulo Campeonato Paulista - Segunda Divisão
Website http://www.palestrasb.com.br/
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Palestra de São Bernardo é um clube de futebol brasileiro da cidade paulista de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. Fundado em 1 de setembro de 1935, suas cores são verde e branco. Atualmente, está licenciado do Futebol.

História[editar | editar código-fonte]

A origem[editar | editar código-fonte]

Em 1935, São Bernardo do Campo era uma cidade com aproximadamente oito mil habitantes entre a Capital e a Baixada santista. Embora não fosse mais 'Villa', pois já não era mais comarca da vizinha Santo André, alguns moradores ainda se referiam assim à cidade de maneira carinhosa. A Vila compreendia toda a extensão urbanizada da Rua Marechal Deodoro, na época parte do Caminho do Mar, rota entre Planalto e litoral.

Em um tempo em que o futebol era uma das poucas diversões daquele povo sofrido devido a depressão econômica, Alfredo Sabatini, filho de comerciantes italianos vindos da Toscana, era considerado um bom jogador e atuava na ponta esquerda do eterno rival do Palestra, o EC São Bernardo, fundado poucos anos antes. Sua equipe faria naquele momento uma viagem à cidade de Catanduva, no interior e Sabatini acabou preterido pelo técnico, ficando de fora. Em seu lugar entraria outro atleta que fosse jogar excepcionalmente naquela partida. Existem outras versões do mesmo episódio que contam que ao invés de viajar, um time grande da Capital viria até São Bernardo do Campo.

O fato é que Alfredo Sabatini ficou muito revoltado com a decisão e prometeu que jamais vestiria a 'jaqueta' daquele clube. A passagem decepcionou tanto a família que seu pai, Samuel Sabatini, nome da praça onde fica hoje o paço municipal da cidade, residência da família, já frustrado com o mal andamento do comércio, teria morrido de desgosto. Alfredo reuniu os amigos José de Jorge e Antonio Garcia e prometeu a eles em uma conversa sentado na calçada da praça da Matriz que fundaria um clube que 'bateria neles', se referindo ao antigo clube.

Tratou de datilografar cartas junto com os amigos para diversos conhecidos os convocando para uma reunião no Bar e Lanche 'Viarregio' na Rua Marechal Deodoro. O número de imigrantes era grande, principalmente os italianos, e Alfredo sugeriu o nome Palestra Itália de São Bernardo - uma homenagem à Societá Sportiva Palestra Italia - posterior Sociedade Esportiva Palmeiras. Os presentes aceitaram o nome por unanimidade.

Após o título Paulista do Palestra da Capital em 1928, 1929 e 1930 surgiram vários 'Palestra's' pelo Estado, como o EC Palestra, de São José do Rio Preto e Palestra Itália de São Carlos. Porém, nenhum deles conseguiu se manter vivo e ativo como o de São Bernardo, atualmente o único do Brasil disputando o futebol profissional.

Segundo o jornalista Milton Neves, o nome 'Palestra São Bernardo' é o mais bonito do Brasil.

A italianidade[editar | editar código-fonte]

O Palestra de São Bernardo representa a brava e heroica colônia italiana da cidade. Foi fundado com o nome de "Palestra Itália de São Bernardo", mas bem como outras entidades foi obrigado, à época da Segunda Guerra Mundial em 1942 com a criação do Estado Novo do então presidente Getúlio Vargas a mudar seu nome para evitar associações com o regime fascista, inimigo do governo brasileiro. Foi obrigado a retirar o Itália do nome, mas permaneceu Palestra ao ser informado que o nome era de origem grega e significa 'Praça de Esportes' ou 'Academia'. Curiosamente, nem mesmo seu homônimo da capital, a posterior Sociedade Esportiva Palmeiras conseguiu o feito de manter o primeiro nome. Hoje, o clube é o único 'Palestra' em atividade no futebol brasileiro. Historicamente, a maioria dos nomes de diretores e membros do Palestra são italianos, porém o fato não impediu que outras etnias escrevessem parte importante da história do clube. Recentemente, o Palestra tem estreitado seus laços com os italianos e descendentes da cidade.

Primeiro estádio[editar | editar código-fonte]

Seu estádio era na Rua Marechal Deodoro, a mais famosa via da cidade, onde hoje está a Praça Lauro Gomes. Lá o Palestra cresceu e conquistou adeptos. Naquele campo o Palestra disputou os primeiros campeonatos profissionais de sua história de 1949 a 1952, quando teria seu estádio desapropriado para a construção da praça. O episódio foi carregado de histórias e houve até assassinato. Gumercindo Ferreira da Silva levou alguns tiros na tentativa de impedir que funcionários da prefeitura derrubassem os muros do campo e acabou morrendo, fato lembrado com emoção pelos mais antigos torcedores do Palestra. Em 2010, em comemoração aos 75 anos do clube, o prefeito Luiz Marinho aprovou um pedido do vereador Admir Ferro (PSDB) - filho do ex-jogador do clube, Ferrinho - e aprovou a construção de um monumento em homenagem ao Palestra no local após 60 anos da saída da equipe de lá.

Estádio do Ferrazópolis[editar | editar código-fonte]

Alguns anos depois, sofrendo com a ausência de uma casa, o clube migrou para o bairro Ferrazópolis, onde conquistou um terrenos desnivelado em um bairro periférico. Pois, a vida do Palestra de São Bernardo, começava ali a tomar seu rumo definitivo. Seus diretores, abnegados torcedores, iniciaram a construção de um suntuoso clube social, com ginásio Poliesportivo, campo de futebol e espaço para diversas atividades. Aos poucos o clube então de centro, conquistou aquele bairro humilde e virou referência esportiva.

Outros esportes[editar | editar código-fonte]

O Palestra já representou a cidade em quase todos os esportes. Apesar da grande paixão dos palestrinos ser o futebol, desde os primórdios, no campo da Marechal, o clube já mostrava sua vocação multidesportiva. No antigo campo havia quadras de basquete. Na nova casa, o Colosso Alviverde também possuiu Handebol, feminino e masculino de várias categorias, Voleibol, Futsal, Basquete, Judô, Tênis de Mesa - foi o berço do mesatenista Hugo Hoyama, Aeromodelismo - foi tetracampeão sulamericano -, Ciclismo, Atletismo e mais recentemente disputou o Campeonato Brasileiro de Hóquei de Grama, esporte ainda desconhecido dos Brasileiros, sendo pioneiro no ABC.

Futebol amador[editar | editar código-fonte]

No 'Ferra', o Palestra encheu seus moradores de orgulho. A primeira torcida do clube surgiu com o nome 'Ferrão da Vila'. Chegou nessa época a receber o Santos de Pelé na Vila Euclides lotada (1974), o Corinthians de Rivelino (1975) e o Bayern de Munique-ALE no Baetão. Foi campeão diversas vezes do campeonato Municipal com ótimas equipes que ficaram gravadas na memória dos esportistas da cidade, algumas delas inesquecíveis contra o maior rival da época, o Aliança. Destaque para o tricampeonato de 1972, 73 e 74 e as conquistas do time Juvenil.

Escolinhas de esporte[editar | editar código-fonte]

Na década de 70 no auge, o Palestra já dava mostras de que não cabia mais no Amador e começou dois projetos paralelos, as Escolinhas de esporte comandadas pelo professor José Rossi, um dos maiores esportistas que a cidade já teve e a retomada do profissionalismo. Os mesmos meninos seriam o alicerce do retorno Alviverde. O trabalho rendeu muitos frutos e ninguém discorda que o Palestra mudou o destino de centenas de jovens de São Bernardo.

Cinquentenário[editar | editar código-fonte]

Em 1985, quando o clube completou seu Jubileu de Ouro, Ademir Médici, historiador do ABC, presentou o clube com o livro Palestra de São Bernardo - Meio Século, uma bíblia do futebol na cidade que consagra os grandes heróis do Palestra nesta história de grandes lutas para permanecer vivo.

Retorno ao profissionalismo[editar | editar código-fonte]

Um ano após o cinquentenário do clube, o Palestra voltava ao certame Paulista empolgado e sentindo-se preparado para o desafio na 3º divisão Estadual. Desde o primeiro ano mostrou que o espírito brigador de todo palestrino continuava aceso, fez boa campanha. Nos anos seguintes, continuou buscando a 2ª divisão, onde terminou entre os quatro primeiros em 1988, o "Esquadrão do Ferra", time formado quase inteiramente por atletas do seu bairro como Gemada, Ling, Bó,Zanata e outros, mas na época subia apenas o primeiro. Licenciou-se novamente em 1992.

1997 - Volta pra ficar[editar | editar código-fonte]

Com a casa em ordem, o Palestra retornaria para nunca mais se ausentar dos profissionais. Logo no primeiro ano com um belo time comandado por Chico Formiga, o time conquistaria acesso na Série B1 como vice-campeão. Um dos destaques na época era o ex-santista Paulo Leme. Nos anos seguintes, Ernesto Lance no comando e Formiga novamente, o acesso à A3 bateu na trave. Seguindo fazendo boas campanhas, 2004 parecia ser o ano decisivo, comandado pelo técnico Ling, ex-jogador do clube, chegou novamente às finais, mas a troca no comando técnico pelo então badalado Rotta fez o time desandar.

Mudanças[editar | editar código-fonte]

Em 2005, numa estratégia de marketing, o clube passou a utilizar somente o vermelho em seu uniforme - cor que o estatuto do clube permite por estar na bandeira italiana - mudou também o escudo, o hino e o mascote - o Periquito virou um cão da raça São Bernardo. Inicialmente deu certo, o 'PSB', sigla oficial do clube e como passou a ser chamado, levou muita gente ao estádio da Vila Euclides nos jogos da Copa São Paulo e no Paulista Série B. As mudanças porém, chatearam a velha guarda do clube e em 2006 o clube voltava a adotar o "Palestra" e o verde.

Após terceirizar o departamento de futebol profissional, o clube realizou más campanhas em 2006 e 2007. Em 2008, retomando o departamento desorganizado, a diretoria foi obrigada a licenciá-lo. Tristeza profunda para os fieis palestrinos. Apaixonados que são, no entanto, eles acompanharam o clube no Handebol, atividade que o Palestra disputou naquele ano. Ao menos uma boa notícia: o verde retornava no escudo e na camisa para nunca mais sair.

2009[editar | editar código-fonte]

Os palestrinos levantaram mais felizes em 19 de abril. O Palestra estrearia fora de casa em um jogo de portões fechados diante do São Vicente no Mansueto Pierotti. Mesmo assim eles foram ao jogo e novidade: Os portões estavam abertos. A vitória por 3 a 0 era o indício de um grande ano. Em uma parceria bem sucedida com o EC Santo André, o Alviverde fez campanha impecável com Willian, Júnior Urso, Richard, Jerinha e outros, mas caiu no grupo da morte na última fase. Encarou de igual para igual o Taubaté fora de casa, chegou a vencer por 1 a 0 no primeiro tempo, o goleiro Willian pegou pênalti, mas perdeu nos minutos finais.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Ver também: Clássico Batateiro

O Palestra já nasceu rival do seu conterrâneo, Esporte Clube São Bernardo. Nos anos 40 e 50 os dois fizeram seus maiores confrontos dividindo a cidade. Os veteranos dizem que era uma espécie de "Palmeiras x Corinthians", mas apesar da rivalidade que perdura, nunca houve incidentes entre torcedores e as diretorias se relacionam de maneira respeitosa e sadia. Com a alternância dos clubes no futebol profissional, os clássicos ocorreram pouco, mas voltaram na década de 90 com o cruzamento das equipes na 3º e 4º divisão, com o rival em franca decadência o Palestra levou vantagem na maioria.

O Alviverde também foi o maior rival de todas as equipes existentes na cidade. Na década de 70 com o Aliança Clube o time fez grandes disputas na época do Amadorismo. Existiu até mesmo um campeonato entre os dois decidido na Justiça. Deu Palestra!

Contra o São Bernardo Futebol Clube Ltda, as disputas ficaram mais para os bastidores, no entanto, o Palestra também é considerado o maior rival do time até os dias de hoje. No confronto direto, tudo igual: 2x1 para eles e 1x0 para o Palestra de São Bernardo (2005) 12 Anos Atras

Revelações[editar | editar código-fonte]

Ao longo dos anos, o Palestra revelou diferentes atletas para o futebol nacional. A cultura de ser um clube popular e manter as portas abertas facilitou isso. Algumas das maiores contribuições foram o volante Zé Roberto, da Seleção Brasileira, do Bayern de Munique - ALE e do Palmeiras, que chegou a ser campeão Paulista de Juniores com o Palestra em 1992. Em 1999 na disputa da Copa São Paulo surgiu o zagueiro André Dias, que sempre relembra com carinho do clube do Ferrazópolis. Outro que surgiu na mesma época foi o volante Fabinho, ex-Corinthians e Santos.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

" Palestra de São Bernardo - Meio século" de Ademir Médice - 1985

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Primeiro uniforme numerado

O Palestra foi o primeiro ou pelo menos um dos primeiros clubes do Brasil a utilizar uniformes numerados. Na época em que se tornou obrigatório pela CBD (Conf. Brasileira de Desportos), a remessa de uniformes do clube acabara de ficar pronta na ´Casa do Esportista´ na Rua Liberó Badaró no centro da Capital. Nandinho, diretor do clube na época, inteligentemente pediu que numerassem os uniformes imediatamente.

Praça Palestra

Após ser desapropriado pela prefeitura em 1952, os vereadores da cidade decidiram na época que o local onde estava o estádio palestrino deveria se chamar ´Praça Palestra de São Bernardo´. Porém a vontade deles não foi atendida e a praça levou o nome do prefeito que concluiu as obras, Lauro Gomes.

Torcida feminina

O Palestra foi um dos primeiros e até hoje um dos únicos a ter uma 'torcida feminina'. Na época em que o clube possuía seu campo na Rua Marechal, muitas mulheres reuniam-se em dia de jogos vestidas com uma camisa branca, saias verdes e gravata borboleta verde.

Sempre pioneiro

Sempre pioneiro, o Palestra participou de uma das primeiras edições da Taça São Paulo de Futebol Feminino que ocorreu em 2000. Na oportunidade o Palestra montou um time poderosíssimo que tinha Kátia Cilene, Thaís Picarte, Juliana Cabral, entre outras atletas que foram a base da Seleção Brasileira na Olimpíadas de Sydney na Austrália naquele mesmo ano. As meninas haviam deixado o São Paulo FC e fizeram pelo Palestra um campeonato irreparável com diversas goleadas. O time só pararia no Palmeiras na semifinais da competição e seria terceiro colocado daquele ano.

Nandinho vestiu mais vezes a camisa palestrina

O jogador que mais vezes vestiu a camisa do Palestra foi João Mariano de Campos, o 'Nandinho', foram mais de 15 anos, de 1936 á 1950 aproximadamente. Isso sem contar sua passagem como técnico dos juniores por longos anos, jogador dos Veteranos e diretor do clube. Seu apelido era ´Coelho´, pelo número 11 que vestia, como no jogo do bicho. Nandinho faleceu em 2003.

Quase Paulista de São Bernardo

Quando o Brasil entrou na II Guerra Mundial ao lado dos Aliados, em 1942, Getúlio Vargas decretou a Lei de Nacionalização. Nenhuma entidade, associação, grêmio, nada, poderia ter nome de federações internacionais. A diretoria do então 'Palestra Itália de São Bernardo' foi à sede da CBD no Rio de Janeiro alterar o nome do clube. Um pouco alvoroçados, temendo até a extinção do clube, eles chegaram a escolher o novo nome do clube caso fossem obrigados a mudar, seria 'Paulista de São Bernardo'. No entanto, um auditor da entidade lhes informou que a origem da palavra 'Palestra' é grega e significa Praça de esportes, portanto não haveria problema algum em sua manutenção. Assim, eles voltaram para São Bernardo com o nome 'Palestra de São Bernardo' na bagagem.

Primeiro jogador profissional de São Bernardo

O primeiro jogador a sair de São Bernardo do Campo e se profissionalizar em uma equipe grande de São Paulo foi o jogador palestrino 'Alan'. Ele se transferiu para o Corinthians no início da década de 40.

Segunda maior torcida do ABC

Em 2006, o site ABC do Esporte, do jornalista Anderson Fattori realizou uma das únicas pesquisas feitas até hoje na região sobre o tamanho das torcidas no Grande ABC. No final, uma surpresa: O Santo André apareceu em primeiro lugar com 52,87% dos votos, em segundo ficou o Palestra com 18,47%, em terceiro o SBFCL com 13,03%, em quarto ficou o São Caetano com 11,03% e em último o Mauaense com 4,60%. A notícia repercutiu bastante na mídia.

O Ferrazópolis agradece

A ida do Palestra ao bairro Ferrazópolis (então Vila Ferrazópolis) trouxe inegáveis benefícios ao local, que na época era um local ermo e distante do centro. Além dos trabalhos sociais que envolveram toda a comunidade, contribuindo para a boa formação de bons cidadãos, o Palestra conseguiu benefícios diretos para o progresso local. Para se ter ideia, a rua da sede do clube, a Nemer Feres Rahall, foi a primeira via calçada do bairro, uma requisição feita pelo clube.

Difusor do Aeromodelismo

O Palestra também possuía equipes que apoiava e dava suporte, como o Atletismo, o Ciclismo e o Aeromodelismo. Na galeria de troféus do clube há vários de todos estes esportes, mas em um desses o Alviverde Batateiro se destacou mais, o Aeromodelismo. O clube foi um dos propulsores do esporte no Brasil e chegou a realizar viagens ao exterior, como Holanda, Inglaterra e Alemanha para a disputa de torneios. Além de Campeão Paulista, o Palestra também foi campeão Sulamericano da categoria por mais de uma oportunidade.

Amistoso Internacional

O Palestra de São Bernardo foi o primeiro clube de São Bernardo do Campo a realizar um amistoso internacional. O Dogão recebeu o Bayern de Munique em 1986 no campo do Baetão em uma partida amistosa, o time alemão disputaria a Copa São Paulo daquele ano. O Palestra acabou derrotado por 3x1.

Time do povo

Fundado em uma época difícil, política e economicamente, os clubes esportivos e sociais tinham um significado bem diferente do atual. Eles eram locais e associações que uniam o povo para vários fins e ideais. O Palestra além de unir a “italianada” sambernardense, também tinha o objetivo de contrapor o estigma que seu rival, o São Bernardo carregava, o de ser o clube da elite. Naquele time que surgia, os pobres tinham muito mais oportunidades. Em outro nível competitivo, e com a cidade em crescimento, sobravam jogadores que não tinham espaço no “Esporte”. Eles encontravam espaço no Palestra.

PPP

A siglas PPP, da expressão "Preto, Pobre e Prostituta" ganhou nova versão em São Bernardo entre os boleiros. Os negros preferiam atuar no Palestra, pois se diziam melhores acolhidos entre os palestrinos do que no seu rival, o EC São Bernardo. Na época alguns deixaram de ir atuar no Esporte por este motivo e outros chegaram a sair dele para integrar o Alviverde, mesmo o rival estando em outro patamar na época. O PPP em São Bernardo significava "Preto, Pobre e Palestrino".

Ver também[editar | editar código-fonte]

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