Praça da Bandeira (bairro do Rio de Janeiro)

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Não confundir com Praia da Bandeira.

Praça da Bandeira
  Bairro do Brasil  
Vista da praça que dá nome ao bairro.
Vista da praça que dá nome ao bairro.
Praça da Bandeira.svg
Distrito Grande Tijuca
Criado em 23 de julho de 1981
Área
 - Total 71,99 ha (em 2003)
População
 - Total 8,662 (em 2 010)[1]
 - IDH 0,867[2](em 2000)
Domicílios 4.052 (em 2010)
Limites Bairro Imperial, Cidade Nova, Estácio, Maracanã, Rio Comprido, Tijuca, e Santo Cristo[3]
Subprefeitura Grande Tijuca
Fonte: Não disponível

Praça da Bandeira é um bairro da Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Administrado pela subprefeitura da Grande Tijuca, com mais de 8,5 mil habitantes e localizado no entroncamento das zonas norte, sul e central da Cidade, seu índice de qualidade de vida, no ano 2000, era de 0,867, o 39º melhor do município do Rio de Janeiro, entre 126 bairros avaliados, sendo considerado alto.[4]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Rua do Matoso. Foto de André Luiz Pereira Nunes

História[editar | editar código-fonte]

Seu povoamento começou rapidamente, a partir de 1920, com casas, e, em 1933, os edifícios surgiram, com a criação da atual Avenida Presidente Vargas, que fez a ligação do bairro com o centro financeiro do então Distrito Federal. A partir de 1965, foi concluída a renovação urbanística do bairro, com o início da decadência sócio-econômia da Guanabara e do plano de transferir o centro econômico para a Barra da Tijuca. Em 1981, foi emancipada do Maracanã, tendo como referência topônima uma praça, onde, em 19 de novembro de 1889, a atual bandeira do Brasil foi hasteada pela primeira vez. Suas avenidas são verticalizadas e possuem trânsito intenso.Essa situação piora nos dias de temporais: a região é alvo, desde o início do século XX, de intensas enchentes, devido às encostas que a rodeiam, como os morros de Rio Comprido e Tijuca. Já duram mais de dois anos as obras da Prefeitura que prometem resolver o problema. Trata-se da construção de cinco "piscinões", que, em dias de chuvas fortes, armazenarão as águas, que serão posteriormente liberadas na Baía de Guanabara gradativamente. O primeiro desses reservatórios foi entregue no final de dezembro de 2013 e, segundo a Prefeitura, já está em funcionamento. Além dos reservatórios, estão em andamento, como parte do mesmo projeto, as obras de desvio do Rio Joana, que terá cerca de 30% de sua vazão desviada para a Baía de Guanabara, em vez de desaguar na região da Praça da Bandeira. O desvio dar-se-á por uma grande galeria, que passará por baixo do bairro de São Cristóvão.

Localização[editar | editar código-fonte]

Está na confluência das zonas norte, sul e central da cidade, sendo um bairro de localização estratégica e privilegiada. Forma uma ligação entre essas zonas, além de ser bem próximo de Niterói, ex-capital fluminense. É limitado a norte, sul e leste pelos bairros de São Cristóvão, Cidade Nova, Estácio, Rio Comprido e Santo Cristo, todos bairros centrais; além de Maracanã, a noroeste, e Tijuca, a oeste. É um dos sete bairros nortistas a serem administrados pela subprefeitura da Grande Tijuca, enquanto outros 64 bairros pertencem à subprefeitura da zona norte.

Nas adjacências, atravessando a linha férrea e os trilhos do Metrô, localiza-se a Rua Ceará, um emergente ponto de vida noturna, onde se encontra uma variedade de bares, muitos deles frequentados por fãs e admiradores do heavy metal. Bem próximo dali, encontra-se a Vila Mimosa, tradicional reduto do meretrício carioca. Nos últimos anos, ela tem despertado o interesse da mídia, que, eventualmente, aborda o cotidiano e a produção cultural naquele espaço urbano. Existe uma possibilidade de que a Rua Ceará seja demolida, juntamente com as ruas do seu entorno, para a realização de obras do trem-bala que ligará o Rio a São Paulo.

Serviços[editar | editar código-fonte]

O comércio local, que no passado se concentrou na Rua do Matoso, agora espalhou-se pelas ruas do bairro. A Rua do Matoso ainda ocupa posição central, mas hoje destaca-se pelo numero significativo de lojas de ferragens, que abrem durante todo o sábado e nas manhãs de domingo. As ruas Barão de Iguatemi, Mariz e Barros e a própria Praça têm hoje um comércio que reúne restaurantes, papelaria, hotéis, universidades, supermercado,bancos, correios etc.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Em razão de sua localização privilegiada, o sistema de transportes coletivos conta com ônibus para praticamente todas as regiões da cidade. Possui ainda em suas cercanias três estações do Metrô (Estácio e Afonso Pena, na Linha 1, e São Cristóvão, na Linha 2), que, apesar de estarem localizadas em bairros vizinhos, estão, no máximo, a um quilômetro de distância da praça central do bairro. A Praça da Bandeira possui ainda uma estação de trem da Supervia em funcionamento e, no futuro, confirmadas as obras do trem-bala, estará a cerca de quinhentos metros da nova ligação Rio-São Paulo.

Segurança[editar | editar código-fonte]

A Praça da Bandeira faz parte da circunscrição da 18ª Delegacia Policial e do 4º Batalhão de Polícia Militar. Possui em funcionamento, 24horas por dia, uma cabine da Polícia Militar instalada em frente a praça central do Bairro, no início da Rua Mariz e Barros.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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