Chicago (2002)

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Chicago
Chicago (PT/BR)
 Estados Unidos
2002 • cor • 109 min 
Direção Rob Marshall
Roteiro Bill Condon
Elenco Renée Zellweger
Catherine Zeta-Jones
Richard Gere
John C. Reilly
Queen Latifah
Género Musical
Comédia
Crime
Idioma inglês
Lançamento  Estados Unidos 7 de março de 2003
Orçamento U$ 45 milhões
Receita U$ 306.776.732 milhões
Página no IMDb (em inglês)

Chicago é um filme musical cômico norte-americano dirigido e coreografado por Rob Marshall, com roteiro de Bill Condon. Foi lançado originalmente em 27 de dezembro de 2002 pela Miramax Films. Teve um orçamento de 40 milhões de dólares.

O filme explora tema do status de celebridade instantânea na cidade de Chicago da década de 1920. Dirigido e coreografado por Rob Marshall, e adaptado por Bill Condon, Chicago venceu seis prêmios Oscar em 2003, incluindo o de melhor filme do ano. Foi o primeiro musical a receber este prêmio desde Oliver!, de 1968.

Chicago ocupa a 12ª colocação na lista dos 25 maiores musicais do cinema americano, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.

Bases para o roteiro[editar | editar código-fonte]

Chicago é baseado na peça musical de mesmo nome escrita por Fred Ebb e Bob Fosse e primeiramente produzida em 1975. A peça musical, por sua vez, é baseada em outra peça, também intitulada Chicago, escrita pela jornalista Maurine Dallas Watkins em 1926. A peça de Watkins é baseada na história verídica de Beulah Annan e Belva Gaertner, duas mulheres que ganharam fama após terem sido acusadas e posteriormente absolvidas de assassinato na Chicago da década de 1920. Como jornalista, Watkins acopanhou de perto o caso de ambas.

A primeira adaptação cinematográfica da peça de Watkins ocorreu ainda na era muda do cinema, no ano de 1927, e foi produzida por Cecil B. DeMille. A segunda adaptação recebeu o título de Roxie Hart e foi dirigida por William A. Wellman em 1942. O papel-título foi interpretado por Ginger Rogers e o roteiro desta adaptação teve de ser alterado para que o filme se readequasse à censura da época.

Chicago também possui algumas fortes semelhanças, quanto à seu estilo, a Cabaret, outra peça musical escrita por Ebb, originalmente produzida em 1966, e que mais tarde, no ano de 1972, foi adaptada para o cinema por Fosse. Chicago seria adaptado para o cinema por Fosse, que além de escrever, também coreografou e dirigiu a peça musical de 1975, mas ele veio a falecer em 1987. As referências feitas ao trabalho de Fosse em Cabaret são variadas e extensas. O filme é dedicado a ele.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

As protagonistas do filme são as assassinas Velma Kelly e Roxie Hart. Velma é uma estrela de vaudeville cujo status de celebridade apenas aumenta após assassinar à sangue frio o marido adúltero e a irmã Veronica - a amante dele. Roxie é uma dona-de-casa que sonha em se tornar uma cantora famosa. Quando assassina seu amante Fred, que a enganou para poder manter relações sexuais com ela, é mandada para a penitenciária feminina onde conhece Velma.

Roxie percebe que tem boas chances de ser condenada à pena capital. Então, por sugestão de "Mama" Morton, a supervisora da penitenciária, manda seu marido Amos, - que apesar de tudo ainda a ama -, contratar Billy Flynn, o melhor e mais famoso advogado de defesa de Chicago. Flynn promete a Roxie que fará dela uma celebridade e, assim sendo, ela será absolvida por um júri formado de pessoas que, assim como toda a cidade, a amará. Flynn manipula a imprensa e o público para que possam crer que Roxie está na cadeia por razões erradas e, assim sendo, o público passa a idolatrar Roxie e a acreditar que ela é uma garota boa que está mais do que arrependida com o que cometeu. Enquanto isso, Velma começa a ser esquecida por ambos, imprensa e público, o que a faz detestar Roxie. No entanto, Roxie também tem seu status de fama ameaçado quando uma nova assassina, uma herdeira chamada Kitty, que matou o marido e as duas amantes dele, entra em cena. Percebendo que seu status de celebridade estaria perdido ao menos que fizesse algo dramático para chamar a atenção da mídia, Roxie forja uma gravidez.

O promotor, que tem ambições de seguir a carreira política, promete que vai mandar Roxie para a forca, mas ela está munida de várias histórias falsas e da idolatria do público. Tudo corre bem, até que Velma é chamada para depor portando o diário de Roxie. Velma, cujo julgamento foi adiado indefinidamente, fez um acordo com a promotoria e consegue se safar de suas acusações. Numa jogada rápida, Flynn consegue convencer o júri da suposta inocência de Roxie. Mais tarde, Flynn revela à Roxie que precisou incriminá-la dando o diário dela à Velma, que também é sua cliente. Com o fim do julgamento, a fama de Roxie desaparece rapidamente, o que parece inexplicável para ela.

Sem sucesso, Roxie tenta uma carreira de cantora em vários bares locais. Em um deles, encontra Velma, que está disposta a dividir o palco com ela. Primeiramente, Roxie nega a oportunidade dizendo que não pode dividir o palco com uma pessoa que odeia, mas percebe que esta é sua única chance de readquirir seu status de celebridade. As duas acabam por fazer enorme sucesso. Assim, Chicago torna-se uma comédia musical referência para as demais produções.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar (Academy Award)

Ano Categoria Notas Resultado
2003 Melhor Filme Venceu
Melhor Diretor Rob Marshall Indicado
Melhor Atriz Renée Zellweger Indicado
Melhor Ator Coadjuvante John C. Reilly Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante Queen Latifah Indicado
Catherine Zeta-Jones Venceu
Melhor Roteiro Adaptado Bill Condon Indicado
Melhor Edição Martin Walsh Venceu
Melhor Figurino Colleen Atwood Venceu
Melhor Direção de Arte John Myhre Venceu
Melhor Fotografia Dion Beebe Indicado
Melhor Mixagem de Som Michael Minkler, Dominick Tavella e David Lee Venceu
Melhor Canção Original I Move On (Fred Kebb e John Kander) Indicado

Globo de Ouro

Ano Categoria Notas Resultado
2003 Melhor Filme (Comédia/Musical) Venceu
Melhor Diretor Rob Marshall Indicado
Melhor Ator (Comédia/Musical) Richard Gere Venceu
Melhor Atriz (Comédia/Musical) Renée Zellweger Venceu
Catherine Zeta-Jones Indicado
Melhor Ator Coadjuvante John C. Reilly Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante Queen Latifah Indicado
Melhor Roteiro Bill Condon Indicado

SAG Awards

Ano Categoria Notas Resultado
2003 Melhor Ator (Principal) Richard Gere Indicado
Melhor Atriz (Principal) Renée Zellweger Venceu
Melhor Atriz (Coadjuvante/Secundária) Queen Latifah Indicado
Catherine Zeta-Jones Venceu
Melhor Elenco Venceu

Canções[editar | editar código-fonte]

Interpretadas pelos próprios atores e escritas por John Kander (música) e Fred Ebb (letra):

  1. All That Jazz - Velma Kelly
  2. Funny Honey - Roxie Hart
  3. When You're Good to Mama - "Mama" Morton
  4. Cell Block Tango - Velma Kelly, Mona, Liz, Annie, June e Hunyak
  5. All I Care About - Billy Flynn
  6. We Both Reached for the Gun - Billy Flynn e Mary Sunshine
  7. Roxie - Roxie Hart
  8. I Can't Do It Alone - Velma Kelly
  9. Mister Cellophane - Amos Hart
  10. Razzle Dazzle - Billy Flynn
  11. Class (*) - Velma Kelly e "Mama" Morton
  12. Nowadays - Roxie Hart
  13. Nowadays / Hot Honey Rag - Roxie Hart e Velma Kelly
  14. I Move On (**) - Roxie Hart e Velma Kelly

(*) Canção cortada da edição final do filme, mas incluída no álbum da trilha sonora original. Foi mais tarde também incluída no DVD e na primeira transmissão do filme na televisão pela NBC em 2005.

(**) Canção escrita especificamente para o filme, ou seja, não incluída no musical da Broadway.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Chicago foi muito bem recebido pela crítica especializada. De acordo com o site Rotten Tomatoes, de cada 10 críticas que o filme recebeu, 8,7 foram favoráveis. De acordo com as críticas do que o site define como os melhores comentaristas de cinema, 9,2 em cada 10 foram favoráveis.[1] Já de acordo com o Metacritic, de cada 10 críticas, 8,2 eram favoráveis.[2]

O filme foi aclamado por vários críticos de jornais famosos. De acordo com Desson Thomson, do Washington Post, é "o musical mais emocionante, inteligente e excitante desde Cabaret". De acordo com Jonathan Foreman do New York Post, o filme é melhor do que o musical que o deu origem. Para Wesley Morris do Boston Globe, é apenas um pouco mais simpático e gentil do que o musical.

Público[editar | editar código-fonte]

Além de ter sido bem recebido pela crítica, Chicago também foi muito bem recebido pelo público. O filme, que custou 45 milhões de dólares para ser produzido, arrecadou mais de trezentos milhões nas bilheterias de todo o mundo.[3] Isso significa que seu lucro foi cerca de quatro vezes maior que seu custo. De acordo com o website Box Office Mojo, Chicago é o segundo musical com a maior bilheteria de todos os tempos, perdendo apenas para Grease de 1978.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]