Coringa (DC Comics)

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Coringa
Coringa por Alex Horley.jpg

Dados da publicação
Publicado por DC Comics
Primeira aparição Batman #1 (1940)
Criado por Jerry Robinson (conceito)
Bill Finger
Bob Kane
Características do personagem
Alter ego Jack Napier[1]
Joseph "Joe Kerr"[2]
Desconhecido
Espécie Humano
Terra natal Gotham City
Afiliações Liga da Injustiça
Codinomes conhecidos Capuz Vermelho;
Palhaço do Crime
Habilidades Altamente inteligente
Alto conhecimento de química, engenharia e genética
Equipamentos
Conhecimento de combate corpo-a-corpo
"Veneno do Coringa", Psicopata.
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

O Coringa (português brasileiro) ou Joker (português europeu) (em inglês: Joker, "piadista") é o maior vilão da DC Comics, arqui-inimigo de Batman. Foi criado por Bill Finger e Bob Kane a partir de uma sugestão de Jerry Robinson, aparecendo pela primeira vez em Batman #1 (1940). Ele é um psicótico com uma aparência similar a um palhaço (cabelos verdes, pele branca e boca vermelha sempre sorridente), que busca sempre desafiar o Homem-Morcego, causando grandes danos em sua vida como paralisar a Batgirl Barbara Gordon, e matar o Robin Jason Todd e a esposa do Comissário Gordon.

Além de ser o maior inimigo de Batman, é um dos personagens mais famosos dos quadrinhos. São raros os vilões que conseguem popularidade como ele, sendo considerado por muitos, como o mais célebre vilão das histórias em quadrinhos.

Índice

[editar] História e origem

O Coringa fora criado a partir de uma foto de Conrad Veidt no filme "The Man Who Laughs" (1928) trazida pelo roteirista Bill Finger, e uma carta de baralho trazida pelo desenhista Jerry Robinson.[3]

Apesar de haver diversos relatos e histórias, a real origem do Coringa - assim como seu verdadeiro nome - ainda é um mistério. Apesar de em "Batman: A Piada Mortal" (1988) ele conta seu passado (a versão mais conhecida e aceita), na própria revista há um momento em que há confusão. Próximo do fim, na discussão sobre origens, o Coringa diz que ele próprio se confunde com o que ocorreu. "Não sei ao certo o que aconteceu. Às vezes me lembro de algumas coisas, às vezes não me lembro de nada... Se é para ter um passado, prefiro que seja um passado com múltiplas escolhas!"[4]

Uma das versões é mostrada em Lanterna Verde "O Dia Mais Claro",numa hístória de Os Bravos e Destemidos onde o Átomo (DC Comics) entra no cérebro de coringa para salva-lo de uma doença mortal,alguns feixes de memória em forma de raios batem em Átomo e ele vê a infância do coringa. Essa versão fala de Joseph Kerr, uma criança problemática,que vivia psicologicamente no seu mundo isolado após a separação de seus pais. As crianças com quem estudava o consideravam estranho, mas ele dizia que ele nao era estranho e sim todos os demais que eram estranhos. Em resposta, sua colega disse que,se todos eram estranhos e ele era único normal, ele continuaria sendo estranho. No mesmo dia, um colega de escola arrumou briga com Joseph ,e Joseph fez o garoto ir para o hospital e levar 12 pontos na cabeça. Após ter sido expulso de 3 escolas, ele desistiu dos estudos. Foi levado ao psiquiatra, mas nunca mudava sua personalidade estranha. Seu pai o considerava louco e desconsiderava ele como filho. Um dia, já atingida sua adolescência, ele fugiu de casa e incendiou a casa com seus pais dentro, e ria sem parar enquanto olhava a casa queimar. Nao se sabe o que ele faz a partir de então: acredita-se que ele virou ladrao de joalheria e assumiu o nome de Jack Napier até assumir o personagem Coringa.

Outra versão mostrada em "Batman: A Piada Mortal"diz que ele era um ex-engenheiro químico com uma família para sustentar, e após ser demitido descobriu que sua mulher tinha câncer. Ele então buscou dinheiro para um tratamento, trabalhando como piadista, mas ninguém achava graça nele. Então ele se juntou com um grupo de ladroes, e foi roubar uma fábrica de produtos químicos(o mesmo havia sido demitido desta), e assumiu nesse dia o vulgo disfarce de um criminoso conhecido como Capuz Vermelho. Durante um assalto mal-sucedido, Capuz Vermelho caiu em um barril de substâncias químicas perigosas para escapar de Batman. Capuz Vermelho tenta assaltar uma fábrica e quando Batman invade o lugar, o Capuz Vermelho cai acidentalmente num tonel de produtos químicos. É dado como morto, mas depois ressurge completamente louco, com pele branca e cabelos verdes,e adota a teoria de que "É necessário apenas um dia ruim para que uma pessoa se torne completamente louca",como aconteceu com ele. essa é a versão mais aceita pela cr´tica e pelos fãs.

no filme Batman (1989) é apresentada uma versão onde Jack Napier é apenas um gangster que foi traído pelo seu chefe que o manda numa missão para destruir uma fábrica de química,mas ao mesmo tempo chama a polícia que invade o local,ao mesmo tempo ele se encontra com batman q desviando um tiro disparado por Napier os estilhaços do vidro batem em seu rosto desfigurando-o então Napier desnorteado cai num tonel de produtos químicos se tornando assim o coringa.

no filme The Dark Knight o coringa apresenta as seguintes versões de sua história: Para Gambol: ele diz que Seu pai, em um momento de raiva, ao ver Joseph chorar, perguntou porque ele estava tão serio, e logo depois cortou a boca de seu próprio filho, deixando-o com uma cicatriz horrível no rosto.

Para Rachel Dawes:ele diz que tinha uma esposa que nem ela "abusadinha"e que sempre dizia para ele sorrir,ela apostava e bebia muito,e um dia ela se meteu com ajiotas e devendo dinheiro ela teve o rosto desfigurado,na tentativa de animá-la o coringa cortou sua própria face mas ela nao aguentou ver a feiura com a qual o próprio havia ficado e foi embora.

Após roubar e matar diversas pessoas, ele encontrou sua alma gêmea, seu equivalente: o Batman. Daí em diante, o Coringa dedica sua vida a desafiar o herói e a combatê-lo, causando pânico e terror para atingi-lo.

Em sua primeira aparição, em 1940, o Coringa era um ladrão de joalherias, que matava as pessoas presentes no local do assalto. Nos anos 1940 e 50 o Coringa sempre aparentava morrer mas nunca recuperavam seu corpo. O personagem se alterou para uma versão mais amena em 1960 devido ao Comics Code Authority, que vigiava o conteúdo das histórias em quadrinhos. O personagem voltou a uma versão próxima a original em 1973, quando Dennis O'Neil e Neal Adams criaram um Coringa maníaco homicida obcecado com Batman.


Em 1953, a Editora Brasil-América Ltda., a Ebal, do Rio de Janeiro, que lançou as histórias em quadrinhos do Batman no Brasil decidiu que a palavra Curinga, o sinônimo correto para o Joker (em inglês), era muito feia e trocou-a por Coringa. O alter ego do Coringa é Joseph "Joe" Kerr, ou no filme de 1989, Jack Napier.

[editar] Habilidades

Fã fantasiado da Coringa durante a Gen Con Indy 2008.

O Coringa é um grande humorista, e usa armas inspiradas em comédia. Estas incluem uma luva com dispositivo elétrico (que dá um choque letal), tortas de cianureto e uma flor que espirra ácido. Sua marca registrada e, ao mesmo tempo, arma mais perigosa, é o gás do riso, mais conhecido como "Veneno do Coringa", que força a vítima a rir tão histerica e descontroladamente que acaba por provocar-lhe um colapso fatal. Após a morte, a substância enrijece seus músculos faciais e a deixa com um sorriso enlouquecido, idêntico ao do próprio Coringa, e ainda esbranquiça a sua pele, de modo a torná-la praticamente uma cópia do vilão. Por vezes, o Coringa usa doses de soluções mais fracas do veneno, a fim de apenas deixar a vítima rindo por algum tempo, visando incapacitá-la de lutar contra ele ou de perseguí-lo, mas sem matá-la.

Por mais de uma vez o Coringa demonstrou a força e resistência anormal dos loucos, embora, ao contrário do arquiinimigo Batman, não seja um perito em técnicas de luta. Neste estado de insanidade, é um combatente hábil, capaz de segurar uma briga contra o homem-morcego, e algumas vezes subjugá-lo. O curioso é que, apesar de louco, o Coringa é um homem inteligentíssimo, armando esquemas elaborados e possuindo conhecimentos profundos de química, genética e engenharia.

Pode-se dizer ainda, que o Coringa, graças a seu oportunismo, e avançada inteligência, tem, em uma série de situações, a capacidade de levar os outros à total e decadente loucura. Nota-se tal ardil no filme Batman - O Cavaleiro das Trevas, quando o Coringa entorpece o bom senso de Harvey Dent, subjugando-o às loucuras niilistas de seu subconsciente, quando por fim o promotor acaba por se tornar o Duas-Caras.

A respeito ainda em A Piada Mortal, do roteirista Alan Moore, o celebre "palhaço" tenta enlouquecer o comissário Gordon. Nesta história é revelada a origem de sua insanidade, quando ele, que trabalhava como comediante, estava desesperado por não conseguir emprego e cada vez mais se afundava em dívidas. Nesse período, perdeu sua esposa Jeannie, que estava grávida de seis meses, vitimada por um choque elétrico, em um acidente com um eletrodoméstico. Pressionado pelas dívidas, no mesmo dia da morte de sua mulher, aceitou participar de um plano para roubar uma indústria química. Na noite deste mesmo dia, invadiu a referida indústria com outros dois criminosos, mas ao ser surpreendido pelos seguranças do local e o Batman junto com eles, seu desespero foi tamanho que não hesitou em mergulhar no rio onde a fábrica despejava seus resíduos químicos. Batman, ciente dos riscos que tal atitude representaria, não o perseguiu. Assim, nadando, o comediante conseguiu fugir. Porém, quando chegou à margem, sua pele coçava e tinha um ardor intenso, indicando alguma interação química com os resíduos jogados no rio. Preocupado com o que aquilo poderia ser, verificou seu reflexo em uma poça d'água, onde constatou que realmente não havia escapado ileso, pois sua pele se tornara branca, seus cabelos verdes e os músculos de seu rosto haviam se contraído severamente, deixando-o com um indelével sorriso, de aparência histérica. O choque dessa metamorfose inesperada, aliado aos problemas que já vivia, foi maior do que a sua mente já terrivelmente atormentada poderia suportar. Assim, o comediante perdeu definitivamente a sua sanidade mental e ganhou a bizarra aparência que carrega desde então, adotando o nome de Coringa, devido à recém-adquirida semelhança física com a figura costumeiramente impressa nessa carta de baralho. Ao longo da narrativa ele mencionou que essa era a sua distância para o resto do mundo: "Apenas um dia ruim!".

Como exemplo mais avassalador da habilidade para enlouquecer suas vítimas, vale citar que em um encontro entre o Super Homem e o Batman, o Coringa envenena Lois Lane com uma poção, dando 24 horas para que se fosse encontrada a cura. Juntos Super Homem e o Homem Morcego vão inutilmente à busca do antídoto. No fim dessa empreitada, o homem de aço decide levar suas ações às últimas consequências, decidido a matar o Coringa, caso o famigerado insano não lhe desse a cura.

No último instante, Superman, preparado para esmagar o pescoço do Coringa, é impedido pelas palavras de Batman, que encontra-se praticamente desmaiado no chão, graças ao golpe que sofrera tentando impedir o assassinato do azulão. Super tocado com as palavras de Batman, ajoelha-se chorando, aceita a derrota e desiste de destruir o Vilão. O Coringa gargalha incessantemente… explicando por fim que na verdade após 24 horas Lois Lane acordaria completamente saudável. Batman finalmente levanta-se e ajuda o super a recompor-se.

A grande piada do Coringa é que, apos ser morto pelo Super Homem, e esse descobrir que havia exterminado um louco que não havia matado ninguém, Super, amargurado pela culpa, nunca mais conseguiria lutar pela justiça, ou ao menos nunca mais seria o mesmo. A intenção do coringa era levar o herói de Metrópolis à loucura por ter matado um inocente, e por tal infame piada o Coringa estava disposto até mesmo a morrer. O Batman, graças à própria astúcia, entende no último instante tal plano demente. Super Homem vai embora com admiração pela capacidade de seu melhor amigo em conviver dia a dia com tal nível de demência.

Tal quadrinho mostra que tal capacidade de enlouquecer é tão poderosa, que quase levou o velhaco "Joker", a vencer o herói mais poderoso do mundo DC, se não fosse a esperteza do detetive de capa preta.

Sempre com sarcasmos à flor da pele, constroem situações nos quais as vítimas passam a acreditar que elas mesmas tem um percentual de culpa por alguma catástrofe, provocada, claro, pelo Coringa.

O Coringa também conseguiu sobreviver a inúmeras situações mortais, tendo sido atirado de precipícios, electrocutado, pego em explosões e baleado diversas vezes e sempre voltando.

A lista de atribuições de Coringa é considerada "invejável". Se trata de um sádico, psicótico, maníaco e homicida. Porém, acima de tudo, um gênio! Ele tem um elevado conhecimento químico, de engenharia, explosivos e de psicologia.

Não se sabe exatamente de qual tipo, mas Coringa tem um certo conhecimento de artes marciais, embora rudimentares, não sendo possível compará-lo ao Batman nesse quesito. Ele tem uma estrutura corporal superior, sendo mais flexível, resistente e forte. O que faz o Coringa ser um tanto invejado por Batman, é algo que nenhum outro vilão seu faz, que é sorrir diante de um fracasso ou de uma derrota; e isto é algo que Batman nunca consegue compreender realmente, causando também uma certa obsessão pelo vilão.

A mente de Coringa é algo tão complexo quanto se pode imaginar. Ele nunca é capturado definitivamente, e sua personalidade e suas maneiras de proceder, que são únicos, diante de uma situação são que fazem dele um vilão que tem mais fãs do que muitos super-heróis.

[editar] A relação com o Cavaleiro das Trevas

O Palhaço Príncipe do Crime é o arqui-inimigo do Cavaleiro das Trevas, o que já é muito se pensarmos que Batman tem a melhor galeria de vilões dos quadrinhos, que conta com a Mulher-Gato (Selina Kyle) , Duas-Caras , Espantalho (DC Comics) , Hera Venenosa , Arlequina , Bane ,entre outros. A relação de ódio entre ambos é, por sinal, única entre todos os inimigos do Homem-Morcego, pois enquanto os outros apenas o odeiam querendo matá-lo, ou evitá-lo, o Coringa parece não querer exatamente o mesmo. Por várias vezes, teve a chance real de matar ao Homem-Morcego, mas nunca foi adiante, sem, no entanto, ser tão clemente com as pessoas que o rodeiam, como Jason Todd, Bárbara Gordon ou Sarah Essen Gordon.

Na verdade, a crueldade e insanidade de seus ataques, parece buscar, isso sim, enlouquecer ao Batman, como no clássico A Piada Mortal. Muitos veêm nisso, que o objetivo do Coringa não é matá-lo, mas sim derrotar ao único homem que crê rivalizar com ele em genialidade, convertendo-o ao mundo dos loucos, derrotar o Batman, não tornando-o um mártir, mas sim, mostrando que tinha razão em ser louco, anárquico, niilista, caótico, sem esperanças.

[editar] Graphic novels

[editar] The Killing Joke

Uma possível origem do Palhaço do Crime foi contada na graphic novel intitulada Batman: The Killing Joke (br: Batman: A Piada Mortal), de 1988. Escrita por Alan Moore e desenhada por Brian Bolland, é considerada uma das melhores histórias de super-heróis já escritas. Nela acompanhamos a origem do personagem sendo contada através de flashbacks. Após fugir do Asilo Arkham, o Coringa decide provar ao Batman que basta apenas um momento de intensa pressão psicológica para que um indivíduo escolha a loucura como meio de subjugar uma realidade de intenso sofrimento. Para isso o Coringa e seus comparsas invadem a casa do Comissário James Gordon, para sequestrá-lo. Além disso, o Coringa dá um tiro na barriga da filha do Comissário, Barbara Gordon, a Batgirl, deixando-a incapacitada, em seguida ele a violenta sexualmente (sugerido pelos autores) registrando tudo em fotos. Posteriormente o Coringa leva o Comissário a um parque de diversões macabro e o coloca numa montanha-russa que circula em meio a projeções de fotos de sua filha sendo violentada. Com isso ele tenta provar sua tese, deixando Gordon louco. Após intervenção do Batman, salvando Gordon e prendendo o Coringa, a tese deste não é provada conclusivamente, pois vê-se que Gordon não enlouqueceu, apesar de toda a tortura psicológica a que fora submetido. Isso levanta a questão: Por que será que alguns escolhem a loucura como refúgio de uma realidade massacrante (como o Coringa e o próprio Batman), e outros não? O final da inquietante Graphic Novel, se dá com uma piada contada por Coringa ao Batman.

"Tinha dois caras no hospício... Uma noite eles decidiram que não queriam mais viver lá... e resolveram escapar pra nunca mais voltar. Aí eles foram até a cobertura do lugar e viram, ao lado, o telhado de um outro prédio apontando pra lua... apontando para a liberdade! Então um dos sujeitos saltou sem problemas pro outro telhado, mas o amigo dele se acovardou... É, ele tinha medo de cair. Aí, o primeiro cara teve uma idéia. Ele disse:
-Ei! Eu estou com minha lanterna aqui. Vou acendê-la pelos vãos dos prédios e você atravessa sobre o facho de luz!
Mas o outro sacudiu a cabeça e disse:
- O que você acha que eu sou? Louco??? E se você apagar a luz quando eu estiver no meio do caminho?!"

Nisto, o Coringa começa a rir. De repente, o Batman esboça um sorriso e depois solta uma gargalhada junto com seu maior inimigo. Afinal, quem é o certo nesta história: "O Coringa que quer provar a todos sobre a loucura" ou "O Batman que tenta mostrar o "LADO CORRETO" da justiça"?

[editar] The Dark Knight Returns

Frank Miller em sua primeira graphic novel sobre o Batman, The Dark Knight Returns (br: O Cavaleiro das Trevas / pt: O Retorno do Cavaleiro das Trevas), de 1986, deixa a loucura meio de lado e mostra um Coringa extremamente violento e frio, como um assassino em massa assustador, mas sem o viés cômico. Esta versão do Coringa possui fortes conotações homossexuais, colocando até em primeiro plano essa tendência nas relações dele com o Batman (que não manifesta iguais tendências). Uma bizarra relação de amor/ódio num momento de violência gratuita tão extrema do Coringa, que leva Batman a adotar medidas extremas para detê-lo.

[editar] Outras

Outro que usa essa artifício de retratar o Coringa como homossexual é Grant Morrison em Asilo Arkham. Nesta história ele escreve uma cena em que o Coringa cutuca com o dedo médio, de surpresa, o traseiro de Batman, causando uma previsível polêmica entre os leitores. Batman reage irritado: "Tire suas mãos sujas de mim". A conotação gay dada ao Coringa nesta história fica ainda mais clara em outras duas cenas. Já em sua primeira aparição na mesma, ele pergunta: "Não sou gostoso o bastante pra ser comido?" e posteriormente abraça o dr. Charles Cavendish, gritando: "Me beija, Charlie! Me estupra! Mas nada de língua, ouviu? Não no primeiro encontro."

[editar] Outras Mídias

[editar] Televisão

O ator Cesar Romero, interpretou o personagem no seriado dos anos 1960 e no primeiro filme de Batman.

No seriado dos anos 1960, Cesar Romero interpretou o Coringa, em uma versão cômica, mas não homicida. Seus planos inusitados incluíam transformar os reservatórios de água de Gotham em gelatina. Romero recusou-se a raspar o bigode para o seriado, sendo parcialmente vísivel sob a maquiagem branca.

Nas primeiras séries animadas, o Coringa aparece em um episódio de The New Scooby Doo Movies e um de Superamigos, e cinco episódios da série da Filmation The New Adventures of Batman. No seriado Os Trapalhões, o vilão também apareceu em um epísódio da serie, ele foi interpretado por Rogério Cardoso.

Em Batman: The Animated Series, o Coringa é o vilão com mais aparições, tendo uma origem distinta, sendo originalmente um assassino da Máfia. Esta versão também foge da morte muitas vezes, tendo sido atacada por tubarões, caído de uma montanha russa e pega numa colisão aérea. A série também cria sua suposta "namorada"(ou somente funcionária dele, pois o amor entre os dois é meio confuso) Harley Quinn. Fora dublado por Mark Hamill (no Brasil, por Darcy Pedrosa).

Em Liga da Justiça, o Coringa aparece em três episódios, ("Injustiça para Todos", "Cartas Selvagens" e "Um Mundo Melhor") também dublado por Mark Hamill (no Brasil, por Isaac Schneider, uma vez que Pedrosa já havia falecido).

Em The Batman, uma versão diferente do Coringa aparece, com pele em tom azul-celeste, olhos vermelhos, cabelos bem mais longos e arrepiados e movendo-se de forma mais curvada. Sua voz é a de Kevin Michael Richardson (no Brasil, por Júlio Chaves). Em Batman: The Brave and the Bold, o personagem é baseado na versão criada por Dick Sprang. Ainda há uma aparição do vilão em episódio de Super Choque, onde é dublado por Guilherme Briggs, que também o faz parecer um homossexual.[5]

[editar] Cinema

O ator Jack Nicholson interpretou o personagem no filme de 1989.
  • Em Batman, de 1989, dirigido por Tim Burton, Jack Nicholson interpretou o Coringa, com grande aclamação crítica. O filme criou uma identidade, Jack Napier, colaborador do chefe da Máfia de Gotham, Carl Grissom. Eckhardt, um policial corrupto (como muitos em Gotham), a mando de Grissom, arma uma emboscada para Napier durante um assalto às Indústrias Axis. Enfurecido após descobrir a armação, Napier mata Eckhardt, mas, quando tenta atirar em Batman(que na ocasião ainda era desconhecido da polícia e da mídia de Gotham), a bala ricocheteia na armadura do Homem-Morcego e destroça o vidro do contador de um dos tanques, produzindo estilhaços que acertam em cheio as suas próprias bochechas. Gritando de dor e desorientado, ele cai acidentalmente em um tonel de resíduos químicos. Julgando-o morto, todos, inclusive Batman, deixam o local. Napier, porém, sobrevive, e após uma cirurgia improvisada para retirar os estilhaços de seu rosto, seus nervos faciais acabam seccionados, deixando sua fisionomia contorcida em um permanente e histérico sorriso. Transtornado e desequilibrado emocionalmente após ver seu reflexo no espelho(que revela também as consequências do banho de produtos químicos, ou seja, pele branca e cabelos verdes), adota o nome de Coringa, matando Grissom por sua traição e tomando posse da Máfia de Gotham. Porém, adota um estilo bem diferente do austero antecessor, chegando a distribuir dinheiro à população para ganhar a simpatia da mídia, e armando planos criminosos com características de piadas infames. Mais tarde é revelado que Napier matara os pais do Batman, Thomas e Martha Wayne, sendo assim o responsável pelo trauma de infância do então garoto, que o motivou a criar o herói (O que não acontece nos quadrinhos).
  • Em Batman Forever, de 1995, dirigido por Joel Schumacher, David Hodges U. interpretou o assasino dos pais de Bruce Wayne (Val Kilmer), em cenas de flashbacks, enquanto Bruce sofria pesadelos. Embora o nome do assasino nunca é citado, é bem estabelecido que Batman Forever é de fato uma continuação dos filmes de Burton, o que deixa bem claro que o mesmo assassino é Jack Napier (Coringa), como é revelado no filme de 89 que Jack foi quem matou os pais de Bruce.
O ator Heath Ledger interpretou o personagem no filme The Dark Knight.
  • Em The Dark Knight, de 2008], também dirigido por Nolan, é introduzida uma nova versão do personagem, interpretada por Heath Ledger (que faleceu com apenas 28 anos em Janeiro de 2008, vitimado por uma overdose de tranqüilizantes, antes mesmo da estréia do filme). Este novo Coringa possui um visual mais realista, psicótico e sombrio, com apenas o rosto maquiado(ao contrário de todas as demais versões, nas quais toda a pele de seu corpo é branca), cabelos mais longos que os da versão "clássica", tingidos de verde, além de um sorriso construído com cicatrizes. A origem das mesmas não fica bem clara no filme, pois o próprio Coringa apresenta duas versões para o seu surgimento. Ao mafioso Gambol, afirma que seu pai, drogado e bêbado, cortara sua boca e bochechas. Porém, para Rachel Dawes, diz que ele próprio as produzira, para tentar consolar sua mulher, desfigurada por agiotas, o que acabou por provocar o fim de seu casamento. Ao contrário da interpretação de Jack Nicholson, que mostra um Coringa essencialmente debochado e cômico, Heath Ledger o interpreta de uma forma bem mais dramática e agressiva. Sua personalidade é alucinada e violenta, baseada principalmente em Sid Vicious e Laranja Mecânica. Segundo registro da revista Superinteressante, ele foi tão convincente em sua atuação que o consagrado ator Michael Caine, que interpreta o mordomo Alfred, disse que, sem ter conhecido Ledger antes do filme, ficou tão assustado ao contracenar com o novo Coringa que chegou a esquecer suas falas. O Marcante desempenho foi premiado pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que lhe concederam tanto o Globo de Ouro como o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, em 2009, prêmios recebidos postumamente.

O Coringa ainda aparece nos filmes animados Batman - A Máscara do Fantasma (voz de Mark Hamill), Batman Beyond: Return of the Joker, (novamente voz de Mark Hamill) e Batman vs. Drácula (voz de Kevin Michael Richardson).

[editar] Video Games

Coringa é também o vilão principal do jogo Arkham Asylum. No jogo sua personalidade é mais próxima àquela dos quadrinhos, mostrando um vilão cruel e sádico, ao invés de sua representação mais amena dos desenhos animados. No final do jogo, o Coringa injeta em si mesmo a toxina Titan, a toxina de Bane, para matar Batman, porém o morcego derrota o Coringa, acabando com o caos no Asilo Arkham.

Na sequência do jogo, Arkham City, que se passa um ano depois, o Coringa está morrendo em consequência da toxina. Em certo momento do jogo, Batman invade o esconderijo do Coringa e é enganado com um Coringa falso morto (na qual se descobre ser o Cara de Barro mais tarde). Coringa injeta seu próprio sangue no Batman para que o detetive ache a cura. Caso contrário, os dois e centenas de pessoas nos hospitais de Gotham com o sangue do Coringa morrerão. Após Batman ir atrás do Mr. Freeze para conseguir a cura, e Harley Quinn roubá-la do cofre do Mr. Freeze no prédio do DPGC, Talia Al Ghul leva o Coringa para o Poço de Lázaro na promessa de mostrá-lo "o segredo da imortalidade". Batman, após salvar Gotham City, vai atrás de Talia, que está sendo feita refém do Coringa no Monarch Theatre. Lá, o Coringa revela o segredo dos dois Coringas (o verdadeiro e o Cara de Barro) e mata Talia, que roubou a cura de Harley. Batman trava uma batalha com Cara de Barro e bebe a cura, deixando um pouco para o Coringa. O Coringa esfaqueia Batman para conseguir o frasco. A cura cai no chão e Coringa culpa Batman por deixá-lo morrer. Batman o diz que mesmo depois de tudo que o Coringa fez, ele o salvaria. Rindo, o Palhaço do Crime morre. Batman carrega o corpo do arqui-inimigo para fora do Arkham City, onde encontra o Comissário Gordon. De luto, Batman sai calado, sem responder aos chamados de Gordon.

Também em 2011, o Coringa apareceu no jogo DC Universe Online.

Em todos os três jogos, ele foi dublado por Mark Hamill, o mesmo que o dublou em Batman The Animated Series.

Notas e Referências

[editar] Ligações externas

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