A Viagem de Chihiro

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Sen to Chihiro no Kamikakushi
A Viagem de Chihiro (PT/BR)
 Japão
2001 •  cor •  124 min 
Direção Hayao Miyazaki
Produção Toshio Suzuki
Roteiro Hayao Miyazaki
Elenco Rumi Hiragi
Miyu Irino
Mari Natsuki
Gênero fantasia
aventura
Música Joe Hisaishi
Direção de arte Norobu Yoshida
Yôji Takeshige
Cinematografia Atsushi Okui
Edição Takeshi Seyama
Lançamento Japão 20 de julho de 2001
Portugal 28 de fevereiro de 2003
Brasil 18 de julho de 2003[1][2]
Idioma japonês
Orçamento ¥ 1 500 000 000
(US$ 15 milhões)[3]
Receita ¥ 30 400 000 000
(US$ 229 607 878)[4]
Página no IMDb (em inglês)
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A Viagem de Chihiro (千と千尋の神隠し, Sen to Chihiro no Kamikakushi?, lit.: "O Arrebatamento de Sen e Chihiro"), também conhecido pelo título em inglês, Spirited Away,[5] é um filme de animação japonês de 2001. Se trata da décima terceira produção dos Studio Ghibli, e o sétimo longa-metragem dirigido por Hayao Miyazaki dentro do estúdio. Neste é narrado as aventuras de Chihiro Ogino, uma menina de dez anos que se encontra em mudança junto com a sua família. Para economizar tempo, seu pai toma um atalho, porém terminam perdidos e chegam a um estranho túnel. Ao atravessá-lo, a família se depara com um povoado abandonado; os pais de Chihiro encontram um restaurante e decidem comer alguns alimentos ali deixados, enquanto que a menina vai investigar o lugar. Uma vez chegada a noite, Chihiro se aterroriza ao ver que o povoado está cheio de espíritos. Tentando encontrar seus pais, descobre que eles se transformaram em porcos. Assim, Chihiro tentará achar uma maneira de romper o feitiço e resgatar seus pais enquanto trabalha para uma ambiciosa bruxa em uma casa de banhos termais.

Miyazaki escreveu o roteiro logo depois de ter decidido que o filme seria baseado na filha de 10 anos de um amigo, que visitava a sua casa todo verão. No momento, Miyazaki estava trabalhando em dois projetos pessoais, porém ambos foram interrompidos para dar lugar a produção do longa. Com um orçamento de 1,5 bilhão de Ienes – 15 milhões de dólares estadunidenses - a produção da A Viagem de Chihiro começou no ano 2000.[6]

Com o lançamento em 20 de julho de 2001, A Viagem de Chihiro alcançou um grande êxito dentro e fora do Japão. O filme arrecadou mais de 30 bilhões de ienes – 228 milhões de dólares - se tornando o longa mais bem sucedido na história do cinema japonês[7][8], enquanto no exterior arrecadou 264 milhões de dólares[9]. Aclamado pela crítica internacional, o filme é considerado um dos melhores da década de 2000, e uma das melhores animações de todos os tempos.[10][11] Em relação aos prêmios, ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2002,[12] além do Oscar de Melhor Animação em 2003. Também se encontra no top 10 da lista de filmes que deveria assistir até a idade de 14 anos segundo a British Film Institute

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.
Imagem de vários Yōkais, similares aos espíritos que aparecem no filme

Chihiro e seus pais são obrigados a se mudarem para outra cidade. Durante a mudança seu pai, decide tomar um atalho para economizar tempo, porém acabam se perdendo e chegando em um edifício com um estranho túnel no centro. Ainda que Chihiro se negue a entrar, seus pais insistem em seguir túnel a dentro. Do outro lado, descobrem um povoado aparentemente abandonado; a família opta em explorar o lugar e acabam encontrando um restaurante o qual decidem parar para comer. Chihiro deixa-os para continuar investigando. Quando começa a anoitecer um misterioso jovem chamado Haku aparece e ordena que Chihiro saia do lugar antes que anoiteça completamente.

Chihiro corre em busca dos pais, enquanto pouco a pouco a cidade vai ganhando vida: os postes acendem e aparecem uma variedade de espíritos. Ao chegar ao restaurante, Chihiro descobre que seus pais se tornaram enormes porcos. Aterrorizada, a jovem foge e começa a se dar conta que está ficando transparente. Haku, que aparece novamente, diz que para ela não desaparecer deve comer algo deste mundo e lhe oferece uma baga. Depois disto, leva-a secretamente a uma casa de banhos termais em que deve aceitar um trabalho antes que possa ajudá-la a escapar. Assim, com a ajuda de vários amigos que faz ao longo da história, Chihiro inicia uma grande aventura para buscar uma maneira de acabar com o feitiço que mantêm a família dela em porcos e poder continuar com sua vida livre.[13]

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Personagens[editar | editar código-fonte]

Personagem Info
Chihiro Ogino (荻野 千尋, Ogino Chihiro?) Personagem principal, de uma menina infantil passa a ser corajosa e
destemida ao longo do filme[14]
Haku (ハク?)/Nigihayami Kohaku Nushi Mão direita de Yubaba, sempre está procurando ajudar Chihiro[15]
Yubaba (湯婆婆, Yubāba?) Bruxa, dona da casa termal. É gananciosa e maquiavélica.[16]
Akio Ogino (荻野 明夫, Ogino Akio?) Pai de Chihiro
Yūko Ogino (荻野 悠子, Ogino Yūko?) Mãe de Chihiro
Kamajii (釜爺?) O fornecedor de carvão das termas, vive no subsolo da casa.[17]
Lin (リン, Rin?) Trabalhadora da casa termal, faz amizade com Chihiro[18]
(, ?) Um bebê gigante e filho de Yubaba, é mimado e teimoso.
Vive trancafiado em seu quarto.[19]
Sem Rosto (カオナシ, Kaonashi?)  Sua personalidade e o seu jeito de ser são como o das
pessoas que lhe estão perto e como essas o tratam[20]

Temas[editar | editar código-fonte]

Jornada espiritual[editar | editar código-fonte]

Ilustração de Alice no País da Maravilhas, obra que pode ser equiparada com A Viagem de Chihiro

A temática principal do filme é a viagem liminar que a protagonista realiza até o reino dos espíritos, onde se vê em mundo desconhecido. O trânsito de Chihiro neste reino alternativo, que pode ser comparado com Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll, representa a transição da infância até a fase adulta.[21] O aspecto arquétipo do outro mundo delimita a condição de Chihiro com alguém se encontra entre a fase de ser criança e de ser adulto. A personagem também se encontra fora dos limites da sociedade ao se encontrar com o sobrenatural. Por sua vez, a personagem Yubaba compartilha várias semelhanças com o cocheiro de Pinóquio, já que este transforma os meninos em asnos da mesma forma que a bruxa transforma os pais em porcos. Ao conseguir emprego na casa de banhos termais, Yubaba rouba o verdadeiro nome de Chihiro (que passa a se chamar Sen), o que simbolicamente significa a morte da menina, que deve assumir então a fase adulta.[21] Chihiro segue um rito de passagem segundo o formato do monomito, e na sua tentativa de recuperar a continuidade do seu passado, deve forjar uma nova identidade.[21]

A Viagem de Chihiro faz uma crítica a sociedade japonesa moderna em relação ao conflito de gerações e a luta para quebrar as tradições da cultura tradicional. Chihiro é vista como uma representação do gênero Shōjo, cujos os papeis e ideologias mudaram drasticamente no Japão pós-guerra.[22] Chihiro busca resgatar sua identidade passada, assim como o Japão busca os antigos valores em meio ao decrescimento econômico na época em que o filme foi feito. Em uma entrevista, Miyazaki comentou sobre este elemento nostálgico do antigo Japão.[23]

O filme também crítica a poluição ambiental quando o Deus do Rio aparece deformado em lixo.

A casa de banhos pode ser vista como um lugar luxuoso e repleto de avareza, e com a aparição de Sem Rosto, um espírito que reflete a personalidade de quem o rodeia e que devora quem sucumbe a ganância, se torna o cenário ideal para ocorrer um massacre, com o dito espírito devorando vários funcionários da casa termal; porém logo são salvos por Chihiro quando o alimenta com bolinhos deixados pelo Deus do Rio; assim, Sem Rosto volta a ser tímido e inofensivo quando confronta a pureza de Chihiro. No final do filme, Zeniba (irmã gêmea de Yubaba) decide adotá-lo para evitar que seja exposto pela influência negativa da casa de banho.[24]

Produção[editar | editar código-fonte]

A cada verão Miyazaki passava suas férias em uma cabana nas montanhas com sua família e cinco jovens amigas. A Viagem de Chihiro surgiu com a ideia de criar um filme que pudesse dedicar a estas pequenas amigas. Ele tinha feito filmes como Meu amigo Totoro e Serviço de entregas da Kiki, os quais dirigiu para meninos e adolescentes, mas nunca para meninas de dez anos. Para se inspirar, leu revistas de mangá Shōjo como Nakayoshi e Ribon, que as meninas liam na cabana. Porém, Miyazaki sentia que as obras publicadas nas revistas somente tratavam de temas subjetivos, como romances e namoros. Ao ver as jovens amigas, ele percebia que este tipo de tema contrastava com as personalidades delas, e então decidiu produzir um filme que mostrasse uma menina que pudessem ver em seu lugar. Nas palavras de Miyazaki:[25]

Criei uma heroína comum, alguém que o público possa simpatizar. Não é uma história em que os personagens crescem, e sim uma história em que podem tirar valores que levam dentro de si. Quero que meus jovens vivam assim e creio que eles também tem esse desejo.

Hayao Miyazaki
Hayao Miyazaki em 2008

Miyazaki queria fazer um novo filme há muito tempo. Escreveu dois projetos, porém ambos foram interrompidos. O primeiro era baseado no livro japonês Kirino Mukouno Fushigina Machi, e o segundo se tratava de uma heroína adolescente. A terceira proposta de Miyazaki, que acabou se convertendo em A Viagem de Chihiro, foi a que obteve êxito. As três histórias giravam em torno de uma casa de banhos termais baseado em uma que havia na cidade natal de Miyazaki. O autor pensava que esta era um lugar misterioso, com uma pequena porta junto as banheiras. Curioso para saber o que havia nelas, terminou criando várias histórias a respeito, uma das quais serviu de inspiração para criar a casa de banhos que aparece no filme.[25]

Jiufen, uma localidade em Taiwan que serviu de inspiração para as construções do filme.

A produção do filme começou em 2000, com um orçamento de 1,5 bilhão de Ienes – 15 milhões de dólares estadunidenses. Assim como Princesa Mononoke, Miyazaki e os funcionários dos Studio Ghibli utilizaram a animação digital. Com o uso de computadores e programas com Softimage, os funcionários do estúdio aprenderam a utilizar o software porém também mantiveram a produção tradicional de desenhos. Cada personagem foi desenhado quase por completo a mão, com Miyazaki trabalhando junto com os animadores para assegurar-se que tudo transcorria bem.[6] A maior dificuldade em fazer o filme consistiu na redução de sua duração. Quando a produção se iniciou, Miyazaki se deu conta que este duraria mais de três horas se continuasse fazendo de acordo com a trama original. Teve que deletar várias cenas da história, e tratou de reduzir a complexidade do filme para queria fazê-lo mais simples. Tampouco queria que a heroína fosse estereotipada. A princípio se viu frustrado ao notar que a personagem se mostrava “monótona”, e assim pensou: “Não é divertida, não há nada que possamos fazer ?” Contudo, a medida que o filme terminava de produção, se sentiu aliviado quando percebeu que seria uma personagem carismática.[25]

Para a criação de algumas edificações do mundo dos espíritos, Miyazaki se baseou em estruturas reais que aparecem no Museu de arquitetura ao ar livre Edo-Tokio, em Koganei, Japão. Enquanto trabalhava no filme, ia sozinho no museu para se inspirar. Miyazaki sempre esteve interessado no estilo pseudo ocidental dos edifícios da era Meiji que se encontravam ali. O museu o fazia sentir nostálgico ”especialmente quando estou sozinho nas tardes, perto de uma hora para fechar, e o sol começa a se pôr, e as lágrimas caem dos meus olhos”.[25] Outra fonte de inspiração foi Notoya Ryokan, um pousada tradicional japonesa da província de Yamagata famosa por sua arquitetura e elementos ornamentais.[26] A pequena localidade de Jiufen, em Taiwan, também serviu de modelo para os desenhos do mundo dos espíritos no filme.[27]

Música[editar | editar código-fonte]

A música de A Viagem de Chihiro foi composta e dirigida por Joe Hisaishi, colaborador habitual de Miyazaki, e interpretada pela New Japan Phiharmonic.[28][29] A trilha sonora recebeu uma condecoração de melhor música na 56.ª cerimônia de premiação de Mainichi Film Competetion Award, e também ganhou o Tokio Anime Award de melhor música no Tokyo International Anime Far de 2001. Por último, recebeu a 17.ª entrega do Japan Gold Disk Award na categoria álbum de animação do ano.[30][31] Hisaishi adicionou a letra “Ano Natsu” (あの夏へ, um dia de verão) como um dos temas da trilha sonora. - e a nova versão de “ Inochi no Namae” ( いのちの名前, O nome da vida), a qual foi interpretada por Ayaka Hirahara

O tema de encerramento “Itsumo nando demo” ( いつも何度でも, Sempre, não importa quantas vezes) foi interpretado por Yumi Kimura.[32][33] A letra desta canção foi escrito por um amigo de Kimura, Wakako Kaku. Inicialmente o tema planejava ser usado em Entotsu-Kaki, um dos projetos de Miyazaki que fora interrompido. Como escutava o tema enquanto trabalhava no novo projeto, decidiu que seria incluído porque tratava do mesmo tema.[33][34] O tema também foi interpretado pela cantora ucraniana Nataliya Gudziy.[35]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Comercial[editar | editar código-fonte]

A Viagem de Chihiro começou a ser transmitido nos cinemas do Japão em 27 de Julho de 2001, e desde então conseguiu arrecadar 229 607 878 dólares, convertendo-se no filme de maior bilheteria na história do cinema japonês.[7] Também obteve uma arrecadação mundial de 274 925 095 de dólares, sendo o primeiro filme que ganhou mais de 200 milhões de dólares a nível mundial antes de estrear nos Estados Unidos.[9]

Crítica[editar | editar código-fonte]

A Viagem de Chihiro recebeu um bom retorno dos críticos. No web site Rotten Tomatoes, o filme possui 97% de aceitação entre os críticos, com um total de 152 comentários e com uma qualificação média de 8,5/10. O consenso entre os críticos é: “ A Viagem de Chihiro é uma deslumbrante, encantadora e magnifica elaborada história que deixara os espectadores um pouco mais curiosos e fascinados pelo mundo que os rodeia”.[36] No mesmo site ocupa a décima terceira colocação em uma lista dos cinquenta melhores filmes animados.[37] No Metacritic, conseguiu uma qualificação de 94/100, baseado em 37 críticas.[38] Enquanto que no Internet Movie Database (IMDb), obteve uma pontuação de 86/100 dada pelo público – 281 mil votantes – ocupando o trigésimo sexto lugar no top 250.[39]

Roger Ebert, crítico de cinema do Chicago Sun-Times, deu quatro estrelas completas e louvou tanto o filme como a direção de Miyazaki. Ebert também qualificou A Viagem de Chihiro como um dos melhores filmes do ano.[40] Kenneth Turan, do Los Angeles Times considerou boas as atuações de voz, e disse que o filme “é um produto de uma intrépida imaginação cujas criações são diferentes de qualquer coisa que havia visto antes”. Igual a Ebert, Turan elogiou a direção de Miyazaki.[41] Jay Boyaer, do Orlando Sentinel, também fez bons comentários sobre a direção, e comentou que o filme é “uma opção perfeita para um menino que se mudou para uma casa nova “.[42] Elvis Mitchell, do The New York Times, deu uma resenha positiva para o filme, e elogiou as sequências de animações. Também realizou uma comparação favorável com a obra Alice Através do Espelho e O Que Ela Encontrou Por Lá de Lewis Carroll, indicando que os personagens “intensificam a tensão do filme”.[43] Por sua vez, Derek Elley, do Variety, comentou que A Viagem de Chihiro “pode ser desfrutado tanto por jovens como por adultos”, e igualmente elogiou a animação e a música.[44]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

A Viagem de Chihiro ganhou trinta e cinco prêmios, entre os quais incluem um Óscar de melhor animação de 2002. Assim, se tornou o segundo filme a receber esta condecoração, pois a categoria se iniciou em 2001, sendo o único anime a ganhar o prêmio até agora.[45] Na vigésima quinta premiação dos Prêmios da Academia Japonesa – o equivalente japonês do óscar – recebeu os prêmios de melhor filme do ano e melhor canção.[46] No Festival Internacional do Cinema de Berlim de 2002, o longa-metragem conquistou o Urso de Ouro, ex aequo com Domingo sangrento, sendo a única animação a consegui-lo até o momento.[47]

Referências

  1. http://www.adorocinema.com/filmes/filme-37485/
  2. http://www.imdb.com/title/tt0245429/releaseinfo?ref_=tt_ov_inf+
  3. Elley, Derek (18 de fevereiro de 2002). «Spirited Away» (em inglês). Variety. Consultado em 14 de setembro de 2012. 
  4. «Spirited Away (2002)» (em inglês). Box Office Mojo. Consultado em 27 de agosto de 2012. 
  5. «Títulos do filme (em inglês)». Consultado em 8 de Agosto de 2016. 
  6. a b Valdez, Joe. ««Spirited Away (2001)» (em inglês». 
  7. a b «Spirited Away – International Box Office Results» (em inglês)». 
  8. ««2001年(平成13年)興収10億円以上番組» (em japonês)» (PDF). 
  9. a b G. Allen, Johnson. «Asian films are grossing millions. Here, they're either remade, held hostage or released with little fanfare (em inglês)». 
  10. ««Film Critics Pick the Best Movies of the Decade» (em inglês)». 
  11. ««Top 100 Animation Movies,». Rotten tomatoes. 
  12. «. «El largo de animación 'El viaje de Chihiro', y 'Bloody Sunday' comparten el Oso de Oro» (em espanhol)». 
  13. «A viagem de Chihiro - Adoro cinema». 
  14. http://www.absoluteanime.com/spirited_away/chihiro.htm
  15. http://www.absoluteanime.com/spirited_away/haku.htm
  16. http://www.absoluteanime.com/spirited_away/yubaba.htm
  17. http://www.absoluteanime.com/spirited_away/kamaji.htm
  18. http://www.absoluteanime.com/spirited_away/lin.htm
  19. http://www.absoluteanime.com/spirited_away/boh.htm
  20. http://www.absoluteanime.com/spirited_away/no-face.htm
  21. a b c ««Regaining Continuity with the Past: Spirited Away and Alice's Adventures in Wonderland» (em inglês)». Bookbird: A Journal of International Children's Literature (Project MUSE) 46 (1): 23-29. 
  22. ««Matter Out of Place: Carnival, Containment and Cultural Recovery in Miyazaki's Spirited Away» (em inglês)». The Journal of Japanese Studies (em inglês) (Project MUSE) 32 (2): 287-310. 
  23. «. «Hayao Miyazaki Interview» (em inglês)». 
  24. «. «Lesson Plan - Spirited Away» (em inglês)» (PDF). 
  25. a b c d ««Interview: Miyazaki on Sen to Chihiro no Kamikakushi» (em inglês)». 
  26. ««Notoya in Ginzan Onsen stop businees for renovation» ( em inglês)». 
  27. ««Taiwan's Jiufen — the Real-World Inspiration for Studio Ghibli's Spirited Away» (em inglês)». 
  28. ««Joe Hisaishi» (em inglês)». Anime News Network. 
  29. ««Miyazaki's Spirited Away» (em inglês)». Milan Records. 
  30. ««第56回 日本映画大賞 (56th Japan Movie Awards)» (em japonês)». 
  31. ««The 17th Japan Gold Disc Award 2002» (em inglês)». Recording Industry Association of Japan. 
  32. ««Yumi Kimura» (em inglês)». Anime News Network. 
  33. a b ««Yumi Kimura» (em inglês)». Nausicca.net. 
  34. ««Spirited Away - Trivia» (em inglês)». Anime News Network. 
  35. «Bellos sonidos desde Ucrania (em espanhol)». 
  36. ««Spirited Away» (em inglês)». Rotten Tomatoes. 
  37. ««Best Animated Films - Spirited Away» (em inglês)». 
  38. ««Spirited Away»». Metacritic. 
  39. ««IMDb Charts - Top 250» (em inglês)». IMDb. 
  40. «Ebert Roger. ««Spirited Away». Chicago Sun-Times (em inglês)». 
  41. KENNETH TURAN. «Under the Spell of 'Spirited Away' (em inglês)». 
  42. Jay Boyar,. ««'Spirited Away' – A Magic Carpet Ride» (em inglês)». Orlando Sentinel. 
  43. MITCHELL, ELVIS. ««Movie Review – Spirited Away» (em inglês)». The New York times. 
  44. ««Spirited Away Review» (em inglês)». Variety. 
  45. ««Spirited Away - Trivia» (em inglês)». Anime News Network. 
  46. «Japan Academy Prize Association (em japonês)». 
  47. ««Prizes & Honours 2002»». Berlinale.