Leonardo Attuch

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Leonardo de Rezende Attuch (Brasília, 12 de maio de 1971) é um jornalista brasileiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira em Brasília, tendo atuado em diversos veículos de comunicação, como Correio Braziliense, Veja, Exame, Estado de Minas e IstoÉ Dinheiro.

Em 1993, graduou-se em jornalismo pela Universidade de Brasília e logo depois foi selecionado para o programa de jovens talentos do jornal O Estado de S. Paulo. Após cursá-lo, recebeu um convite para trabalhar no Correio Braziliense, principal jornal da Capital Federal. Seis meses depois, graças ao trabalho no Correio Braziliense, foi convidado para trabalhar na sucursal da revista Veja, da Editora Abril, em Brasília. Em 1994 transferiu-se para a cidade de São Paulo, ainda na Editora Abril, para atuar como repórter da revista Exame.

Ainda no início de 1997, aos 25 anos, foi convidado para a editar a seção de economia do jornal Estado de Minas, em Belo Horizonte.

Em 2005 publicou uma das principais reportagens investigativas da crise do governo Lula, ao entrevistar a secretária Fernanda Karina Somaggio.[1]

Em 2011, criou o Brasil 247, primeiro jornal brasileiro desenvolvido para o iPad.[2]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Por sua atuação profissional, recebeu os prêmios Citibank de Excelência em Jornalismo e Abril de Jornalismo. Foi finalista, juntamente com Ricardo Grinbaum, para o Prêmio Esso de Jornalismo de 2004, na categoria Informação Econômica, pela cobertura do fusão da AmBev,[3][4] publicada na revista Istoé Dinheiro,[5] e do Prêmio Embratel de Jornalismo. [6]

Livros[editar | editar código-fonte]

Leonardo Attuch publicou três livros:

  • Quebra de contrato: o pesadelo dos brasileiros (com Murillo Mendes). Folium, 2009. O livro registra a história da construtora Mendes Júnior e de suas disputas judiciais com o governo federal.
  • A CPI que abalou o Brasil: os bastidores da imprensa e os segredos do PT.[7] Futura, 2006. sobre a crise política ocorrida durante o governo Lula.
  • Saddam, o amigo do Brasil: a história secreta da conexão Bagdá, sobre as ligações geopolíticas entre Brasil e Iraque. Ed Qualitymark, 2003.[8][9][10]

Acusações[editar | editar código-fonte]

Operação Satiagraha[editar | editar código-fonte]

Attuch é acusado pelo jornalista Mino Pedrosa de usar seu cargo e função na revista IstoÉ Dinheiro, quando trabalhava para ela, para defender o banqueiro Daniel Dantas e o investidor Naji Nahas, durante o caso conhecido como Operação Satiagraha. Segundo a denúncia, Attuch usava a revista para publicar matérias encomendadas por Dantas, dono do Grupo Opportunity, investigado por corrupção. Por suas reportagens, ele receberia pagamento através de um caixa 2 da empresa.[11]

Segundo matéria veiculada pelo Jornal do Brasil, Attuch teve gravadas conversas onde instruía Naji Nahas a tomar alguma atitude contra os jornalistas Mino Carta e Paulo Henrique Amorim, por matérias veiculadas contra o investidor, com relação a uma suposta compra de deputados, em que ele teria distribuído dinheiro entre integrantes da Comissão de Ciência da Câmara, para convencê-los a aprovar uma medida que beneficiaria a Telecom Italia, da qual Nahas era consultor. [12]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Leonardo Attuch também foi alvo de investigação na 17.ª fase da Operação Lava Jato por suspeita de recebimento de dinheiro por serviços não executados. Segundo despacho do juiz Sérgio Moro, o apoio do site Brasil 247 teria sido comprado pelo ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, por um repasse ilegal de R$ 120 mil.[13] [14] Durante a deflagração da Operação Custo Brasil, informa as redações do portal de notícias G1, do Estadão, do Uol e do O Globo, que Attuch teria sido alvo de condução coercitiva.[15][16] [17][18] Já a redação do portal de notícias Brasil 247, da qual ele próprio é diretor e fundador, informa, no sentido contrário, que o jornalista teria ido prestar depoimento de maneira voluntária.[19]

Referências

  1. Literatura: "A CPI que abalou o Brasil: Os bastidores da imprensa e os segredos do PT"
  2. «Jornal Brasil 247.Quem somos» 
  3. Leonardo Attuch, Ricardo Grinbaum e Hugo Studart. A guerra das ações da AMBEV. CPI no Congresso, investigação na CVM, reação dos minoritários: o segundo round da fusão das cervejas.[ligação inativa] Istoé Dinheiro, 24 de março de 2004.
  4. Leonardo Attuch. Guerra de Titãs. Nunca houve tantas fusões no Brasil. Na era das megacorporações, gigantes globais avançam sobre seus concorrentes, esbarram nos xerifes antitruste e lançam a questão: até que ponto a concentração econômica é saudável?.[ligação inativa] Istoé Dinheiro, edição n° 239 , 27 de março de 2002.
  5. «Prêmio Esso indica finalistas». Portal da Comunicação 
  6. «Edição 2001-2002 Finalistas». Embratel. Consultado em 16 de novembro de 2012.. Arquivado do original em 20 de setembro de 2011 
  7. Livro sobre CPI entra na lista dos mais vendidos. Folha de S.Paulo, 6 de fevereiro de 2006.
  8. Ivan Martins. Livro desvenda as ótimas relações entre o Brasil dos militares e a ditadura de Saddam Hussein. Istoé Dinheiro, edição n° 295, 23 de abril de 2003.
  9. Marcelo Rubens Paiva. Obra revela amizade entre Brasil e Saddam. Folha de S.Paulo, 19 de abril de 2003.
  10. Maurício Cardoso. Bastidores da CPI - Jornalista conta em livro a história do mensalão. Consultor Jurídico, 16 janeiro 2006
  11. Mino Pedrosa (19 de abril de 2012). «A pena comprada de Leonardo Attuch». Quidnovi. Consultado em 20 de abril de 2012.. Arquivado do original em 23 de abril de 2012 
  12. Jorge Lourenço (19 de abril de 2012). «Em gravação, Leonardo Attuch manda Naji Nahas processar jornalistas». Jornal do Brasil. Consultado em 19 de abril de 2012. 
  13. «Dirceu montou esquema na Petrobras enquanto era ministro, diz MPF». Consultado em 3 de agosto de 2015. 
  14. «Editora 247 recebeu propina a pedido de Vaccari, diz Moro em despacho». Consultado em 4 de agosto de 2015. 
  15. Redação do G1 (23 de junho de 2016). «Saiba quais são os alvos da Operação Custo Brasil». G1. Consultado em 23 de junho de 2016. 
  16. «PF cumpre mandado de busca na editora que publica o site Brasil 247». Coluna do Estadão 
  17. «Ex-ministro Carlos Gabas e dono do Brasil 247 também são alvos da Operação Custo Brasil». Congresso em Foco 
  18. «Alvo de mandado de condução judicial, Gabas decide decide marcar data para depor». O Globo. 23 de junho de 2016 
  19. Redação do Brasil 247 (23 de junho de 2016). «Esclarecimentos sobre a Operação Custo Brasil». Brasil 247. Consultado em 23 de junho de 2016. 
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