Brega

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Origem do Brega Clássico[editar | editar código-fonte]

Reginaldo Rossi
Brega
Origens estilísticas Zouk
Contexto cultural A partir da década de 1984 - Brasil
Popularidade Década de 1970 - presente
Gêneros de fusão
Rhythm and blues, Zouk, Rock And Roll, Kizomba

Brega é um gênero musical derivado do Rock and Roll e do Rhythm and Blues, notoriamente influenciado por Paul Anka, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Little Richard, The Beatles, The Hollies, Terry Stafford, Rita Pavone e The Orlons entre tantos outros artistas do rock clássico dos anos 60 e 70. O Brega atual sofreu grandes transformações e isso se deve a inclusão de novos rítmos fazendo com que o Brega se referi-se a um Título Musical e não propriamente um Rítmo. O Rítmo sofreu transformação tanto no rítmo quanto nas letras que foram modificadas e fortemente influenciada por bandas de funk e swingueira de duplo sentido que em sua maioria desprestigiaram o assim chamado gênero musical.

Podemos dividir o brega em quatro gerações, sendo que nas mais recentes ele é dividido em outros subgêneros.

A primeira geração fez sucesso nos anos 50 e 60. Como a moda na época entre os adolescentes era o Rock e a Jovem Guarda, cantores como Orlando Dias, Silvinho (não confundir com o vocalista do Absyntho), Nelson Gonçalves e Altemar Dutra foram pejorativamente rotulados como "cafonas", pois não havia ainda a palavra brega.

A segunda geração despontou em 1968 e dominou as paradas até o início dos anos 80. Ironicamente, essa geração se espelhava na Jovem Guarda depois do movimento ter acabado, da mesma forma que a anterior cantava boleros e sambas-canção depois que eles haviam saído de moda. Os nomes dessa segunda geração foram Odair José, Paulo Sérgio, Evaldo Braga, Diana, Perla etc.

A terceira geração durou pouco, e imitava os sucessos da discotéque americana. Eram eles: Gretchen, A Patotinha, Sidney Magal, Dudu França.

A quarta geração ainda tem intérpretes que tem um público fiel, e investiam em baladas romanticas no estilo Roberto Carlos. Eram canções "embelezadas" por arranjos sofisticados de orquestra, como Fabio Jr., Wando, Jose Augusto, Kátia, Adriana, Placa Luminosa e Gilliard. Alguns deles gravavam muitas músicas da dupla de compositores Michael Sullivan e Paulo Massadas.

Desenvolvimento do Brega Moderno[editar | editar código-fonte]

Entre 2008 e 2009 cantores locais de Funk Carioca resolveram aderir ao Brega criando o novo estilo denominado Brega-Funk que deu ao brega a oportunidade de ser usufluido por uma geração de novos fãs jovens em sua maioria na época e ao mesmo tempo criou desentendimentos e diversas brigas e mortes devido ao preconceito existente entre os apreciadores do Brega Clássico e os apreciadores do Brega-Funk que se diferenciavam porque o Brega Clássico eram em sua maioria criados com temas romanticos e o Brega Funk por sua vez eram criados com letras de duplo sentido e que teve forte influência entre a classe jovem das cidades dos centros urbanos do nordeste e até viraram temas de propagandas politicas. O Brega-Funk teve quase o mesmo impacto que o Rock teve nos Estados Unidos nos anos 70 durante a revolução dos Hips. Pai não entendia mais o filho, Filho não entendia mais o pai, era o início de uma nova era no rítmo surgido do preconceito e o Nordeste rico em Cultura ficou conhecido negativamente entre as Grandes cidades do Sul e Sudeste do Brasil que já havia um histórico de preconceito com o povo do Nordeste do País, preconceito similar ao que tiveram com os cidadãos de Goiania em Góias após o Acidente Nuclear com o Césio 137. Atualmente o Brega vem perdendo espaço devido a esforços do governo de banir o rítmo criando formas de impedir a ploriferação do rítmo especialmente o que trata de temas de duplo sentido. O Governo das cidades do Nordeste proibiram o rítmo no carnaval de 2017 para tentar impedir que os turistas tivessem conhecimento dos temas e os Estados perdessem dinheiro e renda com os turistas. Recentemente o Brega e seus protagonistas tiveram uma mudança significante devido a pressão das classes ricas e nobres que prezaram pelo surgimento de uma nova geração de jovens educados e livres do conteúdo pornográfico levando em conta a faixa etária dos jovens que dizem bregueiros, que vai desde os 12 anos em diante nas maiores cidades e metroples do nordeste, O Brega moderno é altamente criticado por movimentos culturais e de direitos humanos devido ao conteúdo sexual explícito e impróprio para menores e por uso abusivo de letras de duplo sentido associados a chegada da tecnologia usada para vandalismo cultural segundo fontes comerciais de direitos do autor e gênero. O Brega atual é um reflexo de problemas Socio-Culturais pelos quais a sociedade pobre e humilde das periferias do nordeste tiveram que se deparar.

Não se tem estudos a respeito de quem pode ter sido o responsável pela mutação do gênero com ritmos africanos, porém nenhuma acusação legal de plagio musical foi apresentada à corte de Direitos do Autor referente a similaridade com o Zouk, porém devido ao conteúdo impróprio os pioneiros do gênero não tiveram êxito em relação ao ingresso em gravadoras de nome como a Som Livre, CBS entre tantas outras, diferentemente de outros cantores de outros gêneros como é o Caso do Wesley Safadão e a Banda Calypso por exemplo.

O Brega Funk, um outro ritmo derivado do funk Carioca, Zouk e do Brega Tradicional é criticado atualmente tanto pelos críticos musicais e compositores nordestinos quanto pelos movimentos culturais em favor do Funk Paulista e Carioca.

O Rítmo novo foi tão criticado que muitos de seus integrantes foram acusados de pedofilia no ministério público federal e ao mesmo tempo criticado pelos próprios compositores de Brega Tradicional que acusam os seus idealizadores de utilizarem a tecnologia com finalidades degenerativas e degradantes à Grande Riqueza Cultural Nordestina. A Ativistas e grupos de Direitos Humanos a favor da cultura acusa o governo de utilizar a lei de liberdade de expressão como argumento para propagação de tal conteúdo que é até hoje uma das maiores provações pela qual a honra do povo nobre nordestino tem se deparado após a privatização da cultura nordestina.

O brega moderno é altamente criticado pela classe alta, devido a inclusão de ritmos caribenhos e africanos, como o Reggaeton, Zouk e a Kizomba, mas particularmente por introduzir temas de teor sexual explícito, todavia, sua definição como estética musical tem sido um tanto difícil. O ritmo foi primordialmente criado pela própria sociedade nordestina leiga e inocente, que de tanto serem vítimas de preconceito pela classe rica, e a falta de informação acabou introduzindo o nome na cultura nordestina, que foi definido pela classe rica para designar a música romântica popular de baixa qualidade, com exageros dramáticos ou ingenuidade da classe baixa da periferia das cidades pobres e mal urbanizadas do Nordeste.[1][2] O pagode, o funk carioca e o samba foram vinculados a esta estética.[2] O brega moderno desenvolveu-se de forma que sua matriz teve uma mudança drástica em relação ao brega tradicional pois o brega atual envolve a junção de ritmos africanos e caribenhos como o Kizomba e o Zouk.

Era de Ouro do Brega Clássico[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 1980, o Rei do Brega Reginaldo Rossi se irritava facilmente por seu ritmo ser preconceituosamente considerado brega pela classe alta da sociedade, porém durante a sua glória e sucesso, o Rei acabou por aceitar se tornar o Rei do novo gênero musical, porém defendendo sempre sua raiz o rock and roll de Paul Anka, Elvis, Presley, The Hollies e Ray Price. Em 1990, Reginaldo Rossi estava consagrado no trono de Rei do Brega, seguido do Príncipe do Brega Jerry Adriani que eram fan da Música Moderna Italiana que também influênciou fortemente o Brega Clássico, como que o caso do Bobby Solo, Rita Pavone, Giorgio Faletti e Gianni Morandi. Rumores afirmam que o brega sofreu forte influência de ritmos estrangeiros como o rhythm and blues, o rock e até mesmo ritmos folclóricos do Oriente Médio. O brega moderno é altamente criticado pela classe alta devido a inclusão de ritmos caribenhos e africano como o Reggaeton, Zouk e a Kizomba, mas particularmente por introduzir temas de teor sexual explícito que difama a mulher nordestina, materializando-a e a prostituindo como se fosse um utensílio para o homem, todavia, sua definição como estética musical tem sido um tanto difícil.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Altamente criticado pelo Rei do Brega Reginaldo Rossi, o ritmo ganhou força com o advento da tecnologia, e o conteúdo do brega funk se popularizou entre a classe jovem que cresceu ouvindo o conteúdo pornográfico criado nas favelas do Grande Recife. O novo ritmo foi alvo de discussões por estudiosos e profissionais do meio musical, porém o ritmo ganhou força entre a marginalidade que trabalhou fortemente para divulgação do conteúdo que tocava abertamente nas ruas de todas as cidades de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Maranhão.

ฯSurgimento do Brega tradicional.

Popularizou-se durante o período do surgimento das bandas de brega, particularmente em Pernambuco, com o surgimento da maior banda de brega do Brasil, Labaredas, liderada por Mito, vocalista principal da banda, que eternizou o brega com canções de Pedrito Otiniano e Vicente Fernandez, além de introduzir a Cumbia, um dos maiores ritmos da Colômbia. Durante este período surgiram bandas como a Banda Metade, Banda Caricias, Banda Viúva Negra e Banda Camelô. Posteriormente surgiram bandas de brega estilizado, como Banda Torpedo, Banda Calypso, Swing do Amor, Musa do Calypso entre tantos outros nomes que integraram o brega estilizado e o tecnobrega que se popularizou com a Banda Dejavu.

Conspiração[editar | editar código-fonte]

Durante o início de 2012 diversos MCs se consagraram na cultura Pernambucana, particularmente em decorrência das crianças que cresceram e evidenciaram sua adolescência marcada por música de conteúdo pornograficamente explícito que ganhou popularidade nas redes sociais, principalmente devido a facilidade que os divulgadores tinham de divulgar o conteúdo através da rede social Orkut. Surgiu a ideia de que o governo local havia contratado Hackers para acelerar a divulgação e o marketing do conteúdo nas redes sociais com finalidades políticas. Músicos profissionais afirmam que o conteúdo pode ser feito facilmente com softwares simples, como o Virtual DJ e o Audacity, porém, numa sociedade interiorana, o ritmo contagiante contaminou toda uma geração de jovens, em sua grande maioria envolvido nas drogas. A criminalidade aumentou drasticamente devido ao não investimento na educação da sociedade. Os grupos de torcida organizadas tiveram papel fundamental no desenrolar da popularização do brega moderno e também no aumento da criminalidade, surgindo uma ideia de cultura brega pela qual foi responsável por ceifar muitas vidas inocentes. Os mais afetados foram os pobres do interior dos estados influenciados pelo surgimento do novo ritmo.

Influência[editar | editar código-fonte]

O brega brasileiro teve origem nas baladas românticas dos Estados Unidos dos anos de 1960. Muitos dos temas se originaram de canções italianas, francesas e até mesmo canções alemãs. Mesmo sem ter estabelecido uma característica suficientemente rígida, o termo praticamente foi alçado à condição de gênero pela quantidade de especuladores que assim preferiram definir o ritmo musical.[1][3]

As mesmas baladas românticas usadas durante o tempo de seu auge com bastante apelo sentimental, fortes melodias, letras com rimas fáceis e palavras simples nos anos de 1980 tiveram que viver o drama da perda de suas origens em decorrência do advento das drogas que altamente influenciaram o brega moderno, chamado de tecnobrega.

Para tornar a conceituação mais difícil, o "brega" assimilaria em 2007 novos aspectos alguns dos quais distantes da linha romântica popular que tal ritmo havia se originado, como são os casos da influência do bolero e do fado português que era categorizado, pela modernização dos instrumentos musicais, bastante popular na cena regional do Norte e Nordeste brasileiro e que se difundiu até mesmo no sul do País com o surgimento das bandas/cantores: Calypso, Reginaldo Rossi e Dejavu. Além disso, enquanto artistas da "velha guarda" romântica-popular ainda rejeitavam o rótulo "brega", chamando de Rock And Roll de Paul Anka e Jerry Lee Lewis.

Alguns aceitaram o termo brega com orgulho. Altamente influenciado por Paul Anka, o Rei do Brega Reginaldo Rossi iniciou sua carreira com rock, porém suas canções eram consideradas de grande teor sentimental, e a categoria rica da época não gostava e apelidou o ritmo preconceituosamente de brega, porém se tratava do twist norte-americano dos anos 60, e Reginaldo cantou até o fim seus dias as baladas românticas que lhe deram a glória de ser chamado de Rei do Brega.[1]

O "brega" segue alcançando grande aceitação entre segmentos das camadas populares do Brasil.[1]

Preconceito[editar | editar código-fonte]

O termo brega foi empregado pela classe média e classe alta dos centros urbanos das cidades nobres para tentar definir preconceituosamente pessoas de baixo poder aquisitivo das regiões periféricas e aos prostíbulos de prostituição nordestinos que tinham a música romântica como trilha sonora.[2] Supondo-se que o termo derive de "Braga", nome da província portuguesa de Braga e sobre nome do cantor de Rock e Rhythm and blues Evaldo Braga que que havia cativado uma multidão de seguidores nos anos 70.[nota 1][nota 2]

Inicialmente em 1980, o termo designava um tipo de música romântica, com arranjo musical sem grandes elaborações, vinda das camadas populares considerada cafona e deselegante pela classe nobre alta do sul do Brasil.[1] Com o passar dos anos o brega foi se sistematizando de forma menos rígida em relação ao outros ritmos. A partir de 2008, em Recife, surgiu um brega funk, ritmo que se originou da mistura entre Kizomba (ritmo angolano) e Zouk das Antilhas Francesas, porém. diferentemente de suas origens, as letras apresentavam alto teor sexual que era considerado impróprio para menores de idade, porém tocava-se livremente nas ruas das cidades de Pernambuco.

Notas

  1. Brega: de mau gosto, de baixo nível. Consta que a palavra teve origem em Salvador, mais propriamente numa área urbana de baixo meretrício onde uma placa indicando a rua Padre Manuel da Nóbrega teve gasto o letreiro, sobrando apenas as duas últimas sílabas. Aplica-se a pessoas que se mostram sem elegância, que exibem mau gosto.[4]
  2. Para o mundo da moda, o termo brega caracteriza as pessoas "deselegantes", "ou seja, aquelas que não se enquadravam nas regras, utilizando sempre do excesso e da extravagância. O sentido atribuído ao brega passou a representar também algo de qualidade inferior ou alguém que possui um mau gosto no vestir e nas atitudes".[5]

Referências

  1. a b c d e Brega - Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
  2. a b c Brega - Cliquemusic
  3. CABRERA, Antônio Carlos (2007). Almanaque da música brega. [S.l.]: São Paulo: Matrix. 08 páginas 
  4. ARANHA, Altair J (2002). Dicionário Brasileiro de Insultos. [S.l.]: São Paulo: Ateliê Editorial. 60 páginas 
  5. LIMA, Izaíra Thalita da Silva; QUEIROZ, Tobias (2008). Eu não sou cachorro não: a transformação do brega em arte com elementos de cinema no DVD de Waldick Soriano. [S.l.]: Natal: XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. 3 páginas. PDF 

Ver também[editar | editar código-fonte]