Papa Silvério
| 58.º Papa da Igreja Católica | |
|---|---|
| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Diocese de Roma |
| Eleição | 8 de junho de 536 |
| Fim do pontificado | c. 11 de março de 537 (276 dias) |
| Predecessor | Agapito I |
| Sucessor | Vigílio |
| Ordenação e nomeação | |
| Dados pessoais | |
| Nome de nascimento | Silverius |
| Nascimento | Frosinone, Itália, Reino de Odoacro c. 480 |
| Morte | Ponza, Itália, Reino Ostrogótico 2 de dezembro de 537 (57 anos) |
| Sepultura | Basílica de São Pedro |
| Progenitores | Pai: Papa Hormisda |
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Silvério (em latim: Silverius); (Frosinone, c. 480 — Ponza, 2 de dezembro de 537) foi o 58.º Papa da Igreja Católica, de 8 de junho de 536 até a sua deposição em 11 de março de 537.[1] É venerado como santo. Foi filho do Papa Hormisda, que fora casado antes de se tornar prelado.
O Pontificado
[editar | editar código]Foi eleito por determinação do rei dos godos, Teodato, para suceder o Papa Agapito I, que morrera em Constantinopla. Naquela cidade estava também o candidato mais forte à sucessão, Vigílio, que contava com o apoio da Imperatriz Teodora.
A ascensão de Silvério ao trono pontifício, portanto, foi fonte de ásperas relações entre o diácono Vigílio e o novo Papa.
Em 536, Teodato era morto, enquanto as tropas bizantinas de Belisário entravam em Roma e Silvério viu-se só, no centro de um complô tramado pelo próprio Vigílio. Este conseguiu a deposição de Silvério, que foi exilado na província da Lícia, e, assim, elegeu-se Papa em 537.
Do exílio, Silvério, com a intervenção do imperador Justiniano I, conseguiu obter a revisão do processo, demonstrando a sua inocência e voltando a Roma e ao trono de São Pedro; mas Belisário, certamente instigado por Vigílio, fez com que fosse aprisionado na Ilha Ponza. Em março de 537, Silvério foi forçado a abdicar,[1] assinando um documento no qual renunciava a trono de São Pedro em favor de Vigílio. Por causa da conspiração, foi martirizado em 2 de Dezembro de 537, na ilha de Palmarola, uma das Ilhas Pontinas, lá ele morreu de fome, alguns meses depois.[2] Seu corpo foi trasladado para a Catedral da Comuna de Ponza, em 20 de Junho do ano seguinte.
O culto
[editar | editar código]Segundo o Liber Pontificalis, depois de sua morte, os fiéis que o visitavam na sua tumba o invocavam constantemente como Santo. A primeira prova desta veneração está documentada em um hagiológio do século XI (Mélanges d'archéologie et d'histoire, 1893, 169).
O Martyrologium di Petrus de Natalibus, do século XIV, contemplava a sua festa em 2 de dezembro.
Atualmente, São Silvério é muito venerado na Ilha de Ponza, de onde é padroeiro. A sua memória litúrgica se dá em 20 de junho.[1]
Referências
- ↑ a b c Pope St. Silverius (em inglês)
- ↑ Richards, Popes and the papacy, pp. 129f
Leitura de apoio
[editar | editar código]- Louise Ropes Loomis, The Book of Popes ("Liber Pontificalis"). Merchantville, NJ: Evolution Publishing. ISBN 1-889758-86-8 (Reimpressão da edição de 1916).
| Precedido por Agapito I |
Papa 58.º |
Sucedido por Vigílio |
