Guerra na Somália (2006-2009)
| Guerra na Somália (2006–2009) | |||||||||
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| Parte da(o) the Guerra Civil Somali e Guerra ao Terrorismo | |||||||||
Situação da guerra na Somália em 3 de fevereiro de 2009. |
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| Intervenientes | |||||||||
| Invasão:
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| Principais líderes | |||||||||
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| Forças | |||||||||
| 8,000 militantes ICU forças alegadas:[4] |
Somalia: 10,000 soldados[10] Etiópia:10,000 soldados[11] AMISOM: 5,250 soldados |
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| Vítimas | |||||||||
| 6,000-8,000 mortos[12][13] 7,000 feridos(reivindicação da Etiópia)[14][15] |
Etiópia: 2,773 mortos (375 mortos em ação)[16] Somalia (TFG): 891+ mortos 15,000 desertores[17] Uganda: 7 mortos Quênia: 6 mortos Burundi: 2 mortos Total:3,679+ mortos |
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A guerra na Somália, uma das etapas da Guerra Civil Somali, é um conflito armado em curso envolvendo forças da Etiópia e do Governo Federal de Transição somaliano (GFT) contra a "organização guarda-chuva" islamista somaliana, a União das Cortes Islâmicas (UCI), aliada a outras milícias, disputando o controle do país. A guerra começou oficialmente pouco depois de 20 de julho de 2006, quando as tropas etíopes, apoiadas pelos Estados Unidos, invadiram a Somália para apoiar o Governo Federal de Transição na cidade de Baidoa.[21] Subseqüentemente o líder da UCI, o xeque Hassan Dahir Aweys, declarou: "A Somália está em estado de guerra, e todos os somalianos devem participar desta resistência contra a Etiópia."[22] No dia 24 de dezembro daquele ano a Etiópia declarou que passaria a combater ativamente a UCI.[23]
Segundo o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, o país teria entrado no conflito por sofrer uma ameaça direta às suas fronteiras. "As forças de defesa etíopes foram obrigadas a entrar em guerra para proteger a soberania da nação", disse. "Não estamos tentando instalar um governo para a Somália, nem temos a intenção de interferir com os assuntos internos da Somália. Apenas fomos forçados pelas circunstâncias."[24]
A UCI, que controlava as áreas litorâneas do sul da Somália, entrou em combate com as forças do GFT da Somália e dos governos autônomos regionais da Puntlândia e de Galmudug, todos apoiados por tropas etíopes. O início das batalhas mais intensas ocorreu em 20 de dezembro com a Batalha de Baidoa, ocorrida após o decorrer de um prazo de uma semana imposto pela UCI para que a Etiópia se retirasse da Somália.[25] A Etiópia, no entanto, se recusou a abandonar suas posições em torno da capital provisória do GFT, em Baidoa. Em 29 de dezembro, depois de diversas batalhas bem-sucedidas, as tropas governamentais e etíopes entraram na capital do país, Mogadíscio, com relativa facilidade. As Nações Unidas declararam que diversos países árabes, como a Líbia e o Egito, também estavam apoiando a UCI, através da Eritréia. Embora o fato só tenha sido divulgado posteriormente, um pequeno grupo de forças especiais norte-americanas acompanhou as tropas governamentais e da Etiópia depois do colapso e da retirada da UCI, para dar auxílio militar e localizar militantes da Al-Qaida.[26]
Referências
- ↑ Somalia signs deal with militia - Africa. Al Jazeera English (2010-03-16). Página visitada em 2011-07-09.
- ↑ Malawi to send peacekeepers to Somalia | ReliefWeb. Reliefweb.int (2006-01-22). Página visitada em 2011-07-09.
- ↑ allAfrica.com: Somalia: Islamist Groups Merge to Fight Sheikh Sharif (Page 1 of 1)
- ↑ "Fighting erupts in northern Somalia as peace talks falter, says Islamic official", International Herald Tribune, Associated Press, 2006-11-06. Página visitada em 2007-01-05.
- ↑ "Somali prime minister says government is surrounded", 2006-11-06. Página visitada em 2007-01-05.
- ↑ Erro de citação Tag
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadasFOREIGN-FIGHTERS - ↑ Erro de citação Tag
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadasETHIOPIAN-JETS-STRIKE-SOMALI-AIRPORTS - ↑ foreigners and Eritreans in al shabab[ligação inativa]
- ↑ Erro de citação Tag
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadasBBC2 - ↑ "Somalia 'needs peace force soon'", BBC News, 2007-01-05. Página visitada em 2010-05-27.
- ↑ Ignatius, David. "Ethiopia's Iraq", The Washington Post, 2007-05-13. Página visitada em 2010-05-27.
- ↑ Ethiopian army accomplished 75% of mission in Somalia - Zenawi. SudanTribune article. Página visitada em 2011-07-09.
- ↑ Ignatius, David. "Ethiopia's Iraq", Washington Post, 2007-05-13. Página visitada em 2007-05-16.
- ↑ "Ethiopian army accomplished 75% of mission in Somalia - Zenawi", Sudan Tribune, 2006-12-29. Página visitada em 2007-01-05.
- ↑ "Ethiopian PM says Somalia's Islamists have suffered thousands of casualties", International Herald Tribune, Associated Press, 2006-12-26. Página visitada em 2007-01-05.
- ↑ GEESKA AFRIKA MAGAZINE AND HAN- geeskaafrika.com[ligação inativa]
- ↑ "'Thousands' desert Somalia forces", BBC News, 2008-12-12. Página visitada em 2010-05-27.
- ↑ "Sharif back in Mogadishu as death toll hits 16,210", Reuters, 2008-12-11.
- ↑ ReliefWeb ť Document ť Nearly 9,500 Somalis die in insurgency-group. Reliefweb.int (2008-09-16). Página visitada em 2011-07-09.
- ↑ Home. Garowe Online (2009-03-10). Página visitada em 2011-07-09.
- ↑ "Somalian Islamists Demand Ethiopian Troops Withdraw", 20 de julho de 2006, Dow Jones International News.
- ↑ Apunyu, Bonny. "Carnage as Somalia 'in state of war'", CNN, 22 de dezembro de 2006. Página visitada em 5-1-2007.
- ↑ "Ethiopian prime minister says his country is at war with Islamists in Somalia", International Herald Tribune, Associated Press, 24 de dezembro de 2006. Página visitada em 5-1-2007.
- ↑ "Ethiopia launches open war in Somalia", New York Times, 26 de dezembro de 2006. Página visitada em 17-1-2007.
- ↑ Abdinur, Mustafa Haji. "Somali Islamists give Ethiopia one-week deadline to withdraw troops", Agence France Presse, 23 de dezembro de 2006. Página visitada em 5-1-2007.
- ↑ "Al-Qaida suspects still alive in Somalia", AP, 11 de janeiro de 2007. Página visitada em 11-1-2007.