Erotes

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Afrodite e os erotes, em Vênus Consolado Amor, de François Boucher, 1751, Galeria Nacional de Arte

Os erotes (em grego Ἔρωτες), na mitologia grega, eram os quatro filhos alados de Afrodite, que personificavam várias faces do amor.[1] Eram companheiros constantes da deusa, sempre retratados ao seu lado. Erotes é o plural de Eros ("Amor, Desejo"), que, como uma divindade singular tem uma mitologia mais complexa. Na Teogonia de Hesíodo, o principal Erote, Eros, seria dois deuses: O primeiro seria um deus primordial nascido do Caos;[1] O segundo mais novo, seria filho de Afrodite, jovem e travesso, que atira flechas de amor aleatoriamente nas pessoas. Afrodite era descrita na maioria dos mitos, já nascendo adulta grávida de Eros e Himeros; Em outra versão, ela teria tido os erotes com Ares.

  • Eros (Ἔρως): Principal erote, é o deus do amor inconsequente, da união, da afinidade que inspira ou produz simpatia entre os seres, para os unir em outras procriações.
  • Anteros (Ἀντέρως): deus da desilusão, ordens, manipulação, amor correspondido e não-correspondido, é antítese de Eros, sendo o deus da antipatia, da aversão, que desune, separa, desagrega. Tão forte e poderoso quanto Eros, Anteros impede que se confundam os seres da natureza dissemelhante.
  • Himeros (Ἵμερος): deus do desejo sexual.
  • Pothos (Πόθος): deus da paixão.

Em algumas tradições, os erotes podem ter uma influência especial sobre o amor homossexual.

Outros personagens da mitologia foram descritos sendo um dos erotes, embora apenas os quatro acima foram retratados mais frequentemente que os de baixo:[1]

  • Filotes (Φιλότης): Daemon da amizade e do carinho. Filho de Nix.
  • Hedilogo (Ἡδυλόγος): Daemon dos cortejos e elogios. Filho de Afrodite e Hermes.
  • Hedonê (Ἡδονή): Daemon do prazer. Filha de Eros e Psiquê.
  • Hermafrodito (Ἑρμαφρόδιτος): Deus das almas-gêmeas. Filho de Afrodite e Hermes.
  • Himeneu (Ὑμέναιος): Deus das cerimônias de casamento. Filho de Afrodite e Apolo ou Dioniso ou de Apolo e uma das Musas.

Anteros[editar | editar código-fonte]

Amor e Psiquê
Escultura romana sobre modelo grego, século II, conservada no Altes Museum, Berlim

Anteros é o deus grego do amor correspondido, mas consciente, e vingador do amor não correspondido. [2] Seu nome literalmente significa amor voltou, mas pode também ser traduzido como "contrário do amor", ou "no que não há amor". Após descobrir que o motivo de Eros não crescer é que ele estava sozinho e o amor tem que ser correspondido para crescer, Afrodite teve Anteros com Ares. Ele foi dado ao solitário irmão Eros como um companheiro, para que Eros (o amor) pudesse crescer. Assim Eros cresceu belo e forte, mas após algum tempo, Anteros foi enviado para ser criado por um pescador, e quando Anteros partiu, Eros voltou a ser menino e nunca mais cresceu.

Fisicamente, ele é semelhante a Eros, mas com cabelos longos e emplumadas asas de borboleta. Também é descrito armado com um taco de ouro e setas de chumbo.

Himeros[editar | editar código-fonte]

Himeros (ou em latim Himerus) era o deus grego do desejo sexual, e um dos Erotes, os deuses alados do amor. Segundo um dos muitos relatos, quando a deusa Afrodite surgiu pela primeira vez na espuma do mar, ela estava grávida dos gêmeos Eros e Himeros e em outros relatos ela foi recebida pelos gêmeos, já nascidos. Os filhos eram seus companheiros constantes, agentes de seu poder divino.

Himeros é descrito geralmente como jovem alado ou criança, assim como o outros erotes com arcos e flechas, para criar desejo e luxúria em mortais. Ele era frequentemente retratado junto com Eros na cena do nascimento de Afrodite, que voa em torno da concha da deusa no mar. Em outras vezes, ele aparece como uma tríade de deuses do amor, com seus irmãos, Eros e Pothos (Amor e Paixão). Como um deus individual, no entanto, não possuía culto distinto. Quando era representando junto com Eros ele provavelmente estava identificado com Anteros (amor correspondido).

Himeros, é a personificação do amor anseio, é mencionado pela primeira vez por Hesíodo, onde ele e Eros aparecem como os companheiros de Afrodite. Às vezes é visto em obras de arte que representam círculos eróticos; E no templo de Afrodite em Megara, ele foi representado por Scopas, juntamente com Eros e Pothus.

"E com ela (Afrodite) foi Eros, e comediante Himeros (Desejo) a seguiu em seu nascimento no primeiro e como ela entrou na assembléia dos deuses."

Mito[editar | editar código-fonte]

Em um mito, Himeros e seu irmão gêmeo Eros, estavam presentes quando Afrodite emergiu da espuma do mar. Mas nos outros dois mitos, Afrodite está grávida de gêmeos quando ela nasceu ou os teve com o deus da guerra, Ares.

Outro Mito menciona que Himeros ajudou Afrodite a dar a luz a Peitho e Hermafrodito, sendo assim o primeiro a beijar ambos, assim como há também neste mesmo mito a afirmação que Himeros se deitou com Hermafrodito para satisfazer o prazer de Afrodite.

Um dos mitos menciona que Himeros possuía relações com Anteros, Hermafrodito e Harmonia, além de Éris e Despina, mas o relato onde menciona Despina não é um relato verídico e sim fantasiado por alguns de seus adoradores.

Pothos[editar | editar código-fonte]

Pothos (ou em latim Pothus) era o deus da paixão, anseio e desejo. Escritores clássicos tardios descrevem-no como um filho de Zéfiro (o vento do oeste) e Iris (arco-íris) para representar as paixões que veem com o amor. Os erotes foram descritos frequentemente juntos em pintura de vasos gregos.[3]

Referências

  1. a b c «Os Erotes» (em inglês). Theoi. Consultado em 13 de novembro de 2014 
  2. «Anteros» (em inglês). Theoi 
  3. «Pothos» (em inglês). Theoi. Consultado em 14 de novembro de 2014 
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