Mary Pickford

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Mary Pickford
Mary Pickford
Nome completo Gladys Marie Smith
Outros nomes Dorothy Nicholson
Gladys Nicholson
Baby Gladys Smith
Gladys Marie Smith
Baby Gladys
"The Girl with the Golden Hair"
"The Glad Girl"
America's Sweetheart (no exterior, The World's Sweetheart)
Little Mary
Nascimento 8 de abril de 1892
Toronto
Nacionalidade Canadá canadense
Morte 29 de maio de 1979 (87 anos)
Santa Mônica
Ocupação Atriz
Atividade 1909 - 1933
Cônjuge Charles 'Buddy' Rogers (1937 - 1979)
Douglas Fairbanks (1920 - 1936)
Owen Moore (1911 - 1920)
Oscares da Academia
Melhor Atriz
1930 - Coquette
Oscar Honorário
1976
IMDb: (inglês)

Gladys Marie Smith, mais conhecida pelo nome artístico de Mary Pickford (Toronto, 8 de abril de 1892Santa Mônica, 29 de maio de 1979), foi uma atriz e produtora canadense radicada nos Estados Unidos. Conhecido como a "Queridinha da América", "Pequena Mary" e "A moça com os cachos", ela foi um dos pioneiros do Canadá no começo de Hollywood e uma figura importante no desenvolvimento dos filme de ação.

O American Film Institute elegeu Mary Pickford como a 24° Lenda Feminina do Cinema Americano.

Primeiros anos:[editar | editar código-fonte]

Mary Pickford no auge da carreira, com seus famosos cachos louros, 1920

Nascida em 08 de abril de 1893, em Toronto, no Canadá, Mary Pickford foi batizada Gladys Marie Smith. Seu pai morreu quando ela tinha seis anos de idade, deixando sua mãe, Charlotte, viúva e sem dinheiro e com três crianças para criar. Gladys tinha uma irmã chamada Lottie, e um irmão, Jack, que também trabalharam no cinema. Aos cinco anos, ela começou a trabalhar em teatro para ajudar a manter a família. A menina de pequena estatura, delicada e de cabelos cacheados entrou no escritório do famoso empresário nova-iorquino David Belasco pedindo uma entrevista. Tanto ela insistiu que Belasco finalmente a atendeu. “Sou uma atriz, mas eu quero me tornar uma boa atriz”, disse ela com convicção. Nascia ali o mito Mary Pickford. Impressionado com aquela menina de 14 anos, Belasco não só a contratou como deu a ela o papel principal (Betty) em sua produção da peça “The Warrens of Virginia”, de William de Mille (irmão do cineasta Cecil B. de Mille). Foi o próprio Belasco quem a rebatizou como Mary Pickford. Quando a temporada na Broadway terminou, Mary se viu mais uma vez desempregada.

Apesar das dificuldades, a menina sabia que podia ir ainda mais longe. Seguindo um conselho da mãe, Mary bateu à porta do escritório da Biograph em Nova York para uma entrevista com o poderoso D.W. Griffith. Mary apresentou-se como uma atriz de Belasco e dizendo que gostaria de atuar nos filmes dirigidos por ele por “um salário de pelo menos dez dólares por dia”. A maioria dos atores da Biograph ganhava cinco dólares por dia. A estreia cinematográfica de Mary Pickford foi no filme “Her First Biscuits”, de 1909, dirigido por Griffith. Com uma maquiagem pesada aplicada pelo próprio Griffith (que segundo a atriz afirmou mais tarde a fazia parecida com Pancho Villa), Mary atuou em um papel secundário, pois o filme era estrelado por Dorothy Bernard. Sobre essa fase, Mary declarou: “Eu vivia mulheres submissas, secretárias, mulheres de todas as nacionalidades. Eu decidi que, se eu pudesse atuar em quantos filmes eu pudesse, eu me tornaria conhecida e haveria uma demanda maior pelo meu trabalho”. Mary apareceu em 51 filmes em 1909, quase um filme por semana. Em pouco tempo, Mary se tornou a estrela da Biograph, ficando conhecida como “Little Mary”, depois do grande sucesso do filme “The Little Teacher”, de 1909.

Em janeiro de 1910, Mary mudou-se com a equipe da Biograph para Los Angeles. Logo em seguida, ela transferiu-se para a IMP (Independent Motion Picture) de Carl Laemmle, onde passou a ganhar mais de quatro vezes o salário anterior. Em 1911, na Majestic, seu salário aumentou de 700 para 1.100 dólares mensais. Mas ela começou a ficar insatisfeita com a falta de liberdade criativa e decidiu retornar para a Biograph. Por volta de 1912, ela teve grandes atuações em filmes como “Friends”, “The Mender of Nets”, “Just Like a Woman” e “The Female of the Species”. Naquele mesmo ano, Mary apresentou suas amigas Lillian e Dorothy Gish a Griffith. Porém, Mary começou a entrar em choque com Griffith por conta do temperamento forte da atriz e do método laboral de Griffith trabalhar. Mary acusava Griffith de lhe oferecer apenas papéis ruins, recusados por atrizes como Lillian Gish, que se tornou a preferida de Griffith por conta do seu gênio dócil. Por sua vez, Mary chegou a agredir Griffith fisicamente, atirando-o ao chão durante uma discussão. Desse período, o grande sucesso de Mary foi o filme “New York Hat”, de 1913, seu último filme na Biograph.

Mary retornou à Broadway em uma produção de Belasco, “A Good Little Devil”. A experiência, ainda que bem sucedida, fez Mary perceber o quanto ela sentia falta de atuar em filmes. Ofertas de trabalho não paravam de chegar e Mary decidiu atuar apenas em filmes dali em diante. Em 1913, ela assinou contrato com a Famous Players Film Company, de Adolph Zukor. Zukor acreditava no potencial do cinema para adaptar peças de teatro importantes, e assim foi que um dos filmes de Mary para o estúdio foi uma versão de “A Good Little Devil”, produzida naquele mesmo ano e limitada ao fato de que não passava de simples “teatro filmado”, com os atores recitando o texto da peça.

Desse período, seus filmes de maior sucesso foram “No País das Tormentas” (Tess of the Storm Country) e “Hearts Adrift”, de 1914. Neste, foi a primeira vez que o nome da atriz era colocado acima do título do filme nos cartazes de cinema. Quando a Famous Players fundiu-se com a Jesse L. Lasky Feature Play Company e formou-se a Famous Players-Lasky, o contrato de Mary subiu para dez mil dólares semanais, com mais 300 mil de prêmio e a formação da The Mary Pickford Company, dedicada exclusivamente a seus filmes, de cujos lucros ela participava e sobre os quais possuía total controle para escolher o diretor, o elenco, o corte final e a publicidade que desejava para o filme. Mary escolhia com cuidado os filmes em que atuava, e a maioria de suas escolhas se mostraram acertadas. Ela emplacou uma série de sucessos consecutivos, inclusive atuando ao lado dos irmãos em “M’liss”, de 1918, produção de alto nível baseada em história de Bret Harte com roteiro de Frances Marion e dirigida por Marshall Neilan.

United Artists e superestrelato:[editar | editar código-fonte]

Mary Pickford no filme Kiki (1933).

Embora continuasse encarnando o personagem da menina batalhadora, Mary tinha a liberdade de poder revezar-se em papéis mais desafiadores, mais “adultos”. O grande sucesso de “Benditoso Esplendor” (Stella Maris) e “A Filha do Prisioneiro” (Johanna Enlists) ajudaram Mary a abandonar a companhia para assinar um contrato multimilionário com a First National: 350 mil dólares por filme, além de receber a propriedade e os direitos dos filmes em que atuasse após passado o período de distribuição dos mesmos, em torno de cinco anos. Mary dissolveu a Pickford Film Company e fundou a Mary Pickford Company, que pertencia metade a ela e metade à sua mãe. Ela era a campeã absoluta de bilheteria da época, batendo inclusive Charles Chaplin.

Em 1919 ela fez alguns dos maiores êxitos de sua carreira até então: “Papaizinho Pernilongo” (Daddy Long Legs), “A Garota” (The Hoodlum) e “Entre Bandidos” (The Heart O’the Hills). No final da década, Mary Pickford era tida como a mulher mais famosa do mundo, ou como um jornalista da época escreveu: “a mais conhecida mulher que já existiu, a mulher conhecida por mais pessoas e adorada por mais pessoas do que qualquer outra já tinha sido em toda a História”.

O primeiro casamento de Mary foi como ator e diretor irlandês Owen Moore. O casamento foi em abril de 1911, e ela tinha apenas 18 anos. Mary teria engravidado de Moore no fim do ano anterior e um aborto espontâneo ou provocado teria causado a incapacidade de a atriz ter filhos. Isso somado a vários outros problemas que incluíram o alcoolismo de Moore, sua incapacidade de aceitar viver à sombra da esposa famosa e suas atitudes violentas, ajudaram a arruinar a relação. Além disso, Mary já estava envolvida com Douglas Fairbanks. Fairbanks era o grande astro da época e Mary já era a “Namoradinha da América” e também uma estrela de primeira grandeza, mas ela só conseguiu o divórcio em 20 de março de 1920. Fairbanks também estava se divorciando de sua primeira esposa, a socialite Beth Sully, com quem teve Douglas Fairbanks Jr. O casamento de Fairbanks com Mary se deu 8 dias após o divórcio dela com Moore, em 28 de março, em uma cerimônia simples, mas muito concorrida. A união dois dois parecia criar uma aura de magia sobre eles acalentando a empatia do público, que além de prestigiar os filmes que eles estrelavam, corria para ler as notícias sobre o casal nos tablóides da época. Apesar de não serem muito felizes (há quem diga que a união surgiu como um contrato mútuo entre eles para vender uma imagem pública que ajudaria a promovar os filmes em que atuavam), Mary e Douglas representavam para o público a realeza hollywoodiana, vivendo em sua mansão maravilhosa conhecida como Pickfair, combinação dos dois sobrenomes. Mary sempre foi uma negociante competente na hora de escolher os filmes em que atuava ou quando renegociava seus contratos. Ela fundou a United Artists Association, em 1919, junto com Chaplin, Griffith, William S. Hart (que pouco tempo depois deixou o estúdio) e Douglas Fairbanks, para fazer filmes do jeito que ela queria, mas também para ganhar muito dinheiro. Durante vários anos, ela conseguiu. Ela produziu vários filmes de sucesso, entre eles “Polyanna”, de 1920, “Castelos de Espuma” (Suds), de 1920, “O País das Tormentas” (Tess of the Storm Country), de 1922, “Sua Vida pelo seu Amor” (Little Annie Rooney), de 1925, e “Meu Único Amor” (My Best Girl), de 1927, seu último filme silencioso.

Cinema Sonoro e aposentadoria:[editar | editar código-fonte]

O público estava tão acostumado a vê-la no papel de menina doce e romântica que foi um choque para todos quando Mary tentou mudar de imagem. Para isso, ela trouxe o sofisticado diretor alemão Ernst Lubitsch para dirigi-la em “Rosita”, de 1923, mas nem o estrondoso sucesso de bilheteria (o filme arrecadou mais de 1 milhão de dólares) nem o aclamado “toque” do cineasta conseguiu alterar as expectativas dos fãs em relação à atriz. A mudança radical viria em 1928. Mary rebelou-se definitivamente contra o tipo que era obrigada a representar e cortou os cachos dos cabelos (que depois foram expostos em museus de Los Angeles e San Diego). Foi com esse novo estilo de penteado que ela ganhou o Oscar naquele ano, atuando em “Coquette”, seu primeiro filme sonoro.

Porém, a carreira de Mary Pickford não duraria muito tempo após o advento do cinema sonoro. A atriz não estava entusiasmada com a introdução do som: “Adicionar som ao cinema seria como colocar batom na Venus de Milo”, disse na época. Apesar de tudo, ela foi perspicaz o suficiente para convencer meio mundo de que uma atriz de 35 anos podia interpretar uma jovem de 19, adicionando uma dose extra de realismo. Mary já estava cansada do tipo de filme que vinha fazendo há duas décadas: “Eu estou cansada de peças de Cinderella”, disse ela, “de vestir trapos e farrapos. Quero vestir roupas elegantes e interpretar a amante”.

De fato, logo em seguida, Mary surgiria não mais com cabelos cacheados, e sim em bobs (ela cortou os cabelos por ocasião da morte da mãe em 1928), uma atitude controversa por conta do seu status de ícone como a representante perfeita da feminilidade e encarnou o papel mais sofisticado de sua carreira. Os fãs ficaram chocados com a transformação. O corte recebeu destaque na primeira página do The New York Times e outros jornais. Apesar do Oscar que ganhou por “Coquette”, o público rejeitou o filme e todas as suas tentativas seguintes de atuar em papéis mais adultos. Dizem que o Oscar que ganhou teria sido mais em razão do gigantesco lobby promovido por ela nos círculos hollywoodianos às vésperas da cerimônia de entrega dos prêmios.

“Coquette” não foi bem de bilheteria, tendo sido seguido por outro fracasso: “Mulher Domada” (The Taming of the Shrew”, em que atuou ao lado do marido Douglas Fairbanks. A carreira de Mary estava chegando ao fim. A própria atriz reconheceu que estava velha demais para continuar interpretando mocinhas trabalhadoras e adolescentes ingênuas. Mesmo assim, fez mais dois filmes: “Kiki”, de 1931, e “Segredos” (Secrets), de 1933. Nesse mesmo ano, ela fez um teste em Technicolor para uma versão de “Alice no País das Maravilhas”, mas Walt Disney descartou o projeto quando a Paramount lançou uma versão do livro de Lewis Carroll. Apenas uma fotografia em Technicolor desse teste ainda existe. No mesmo ano, Mary Pickford decidiu abandonar a atuação, dedicando somente à produção. Ela produziu, entre outros, “One Rainy Afternoon” (1936), estrelado por Ida Lupino, “The Gay Desperado” (1936), dirigido por Rouben mamoulian, “Sleep, my Love” (1948), estrelado por Claudette Colbert, e “Love Happy” (1949), com os Irmãos Marx.

O divórcio com Fairbanks viria em janeiro de 1936, quando o caso dele com Sylvia Ashley, famosa modelo e socialite da época, veio à tona. Apesar dos esforços do filho dele, Douglas Fairbanks Jr., o casal jamais se reconciliou. Na divisão de bens, Mary recebeu a mansão Pickfair. Um ano depois, ela casou-se com o galã Charles “Buddy” Rogers, com quem havia atuado em seu último filme mudo, “Meu Único Amor”, de 1927. Rogers era doze anos mais novo do que ela e o casal adotou um menino, Ronald Charles, em 1943, e uma menina, Roxanne, em 1944.

Últimos anos e morte[editar | editar código-fonte]

O afastamento das telas foi difícil para ela. Mary desenvolveu alcoolismo. Havia outros alcoólicos em sua família incluindo seu primeiro marido, Owen Moore, seu pai John Charles, sua mãe Charlotte, e seus irmãos mais novos, Lottie e Jack. Sua mãe morreu de câncer em março 1928, após várias operações. Dentro de alguns anos, Lottie e Jack morreram de causas relacionadas com o álcool. Todas estas mortes e o fim da fama deixaram Mary profundamente deprimida. Seu relacionamento com os filhos adotivos, Roxanne e Ronald, foi turbulento na melhor das hipóteses, muito por conta da inabilidade da atriz de lidar com a maternidade. Em 1947, Mary anunciou seu desejo de voltar às telas, inclusive fazendo um teste para um papel em “Life With Father”. Quando o papel foi para Irenne Dunne, ela aposentou-se definitivamente.

mary-pickford-1939Em 1953, ela e Charles Chaplin, os únicos sócios sobreviventes, venderam a United Artists. Dois anos depois, Mary publicou suas memórias “Sunshine and Shadow”. A atriz havia se tornado reclusa, ela e Charles Rogers raras vezes foram vistos em público fora de sua residência. Embora tenha saído dos holofotes no auge de sua carreira, Mary Pickford não queria que seus antigos fãs vissem a idosa em que ela tinha se transformado. Na sala de estar da Pickfair havia um retrato de Mary, pintado no auge de sua fama, enfatizando sua beleza e seus cachos de ouro fiados, que hoje se encontra na Biblioteca do Congresso. Após um tempo, ela se recusou a ver as poucas visitas que recebia, falando com elas de seu quarto através de um telefone interno. A sua aparição surpresa na televisão em 1976 (a Academia enviou uma equipe de TV à casa da atriz para filmá-la) por alguns momentos para receber o Oscar honorário pelo conjunto da obra foi também a última vez que ela foi vista em público. A primeira e mais famosa “queridinha da América” morreu em 1979, aos 87 anos de idade de hemorragia cerebral, em Santa Monica, na Califórnia. Além de seu livro de memórias, uma ótima fonte de pesquisas sobre ela são as biografias de Scott Eyman (“Mary Pickford, America’s Sweetheart”, 1990) e Eileen Whitfield (“Pickford: The Woman Who Made Hollywood”, 1997), além do ensaio do historiador de cinema Kevin Brownlow (“Mary Pickford Rediscovered: Rare Pictures of a Hollywood Legend”, 1999).

Apesar de um começo tão promissor quanto o seu em “Asas”, de 1927, Charles “Buddy” Rogers nunca se tornou um astro, mas foi sem dúvida um excelente marido e companheiro para Mary em seus últimos anos. Ele envolveu-se em várias campanhas de caridade e causas humanitárias e morreu em 1999, aos 94 anos de idade.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Oscar
  • 1930 - Melhor Atriz Principal por Coquette
  • 1976 - Prêmio Oscar Honorário em reconhecimento de suas contribuições à indústria e ao desenvolvimento artístico dos filmes.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Pickford em "The Little Princess" (1917).
Pickford em "Rebecca of Sunnybrook Farm" (1917).
Impressões de Mary Pickford na Calçada da Fama.
  • Secrets (1933)
  • Kiki (1931) .... Kiki
  • Forever Yours (1930)
  • The Taming of the Shrew (1929)
  • Coquette (1929)
  • The Gaucho (1927)
  • My Best Girl (1927)
  • Sparrows (1926)
  • The Black Pirate (1926)
  • Ben-Hur: A Tale of the Christ (1925)
  • Little Annie Rooney (1925)
  • Dorothy Vernon of Haddon Hall (1924)
  • Rosita (1923)
  • Tess of the Storm Country (1922)
  • Little Lord Fauntleroy (1921)
  • Through the Back Door (1921)
  • The Nut (1921/I) (uncredited)
  • The Love Light (1921)
  • Suds (1920)
  • Pollyanna (1920)
  • Heart o' the Hills (1919)
  • The Hoodlum (1919)
  • Daddy-Long-Legs (1919)
  • Captain Kidd, Jr. (1919)
  • One Hundred Percent American (1918)
  • Johanna Enlists (1918)
  • How Could You, Jean? (1918)
  • M'Liss (1918)
  • Amarilly of Clothes-Line Alley (1918)
  • Stella Maris (1918)
  • The Little Princess (1917)
  • Rebecca of Sunnybrook Farm (1917)
  • The Little American (1917)
  • A Romance of the Redwoods (1917)
  • The Poor Little Rich Girl (1917)
  • The Pride of the Clan (1917)
  • All-Star Production of Patriotic Episodes for the Second Liberty Loan (1917)
  • Less Than the Dust (1916)
  • Hulda from Holland (1916)
  • The Eternal Grind (1916)
  • Poor Little Peppina (1916)
  • The Foundling (1916)
  • Madame Butterfly (1915)
  • A Girl of Yesterday (1915)
  • Esmeralda (1915)
  • Rags (1915)
  • Little Pal (1915)
  • The Dawn of a Tomorrow (1915)
  • Fanchon, the Cricket (1915/I)
  • Mistress Nell (1915)
  • Broken Hearts (1915)
  • The Foundling (1915)
  • Cinderella (1914)
  • Behind the Scenes (1914)
  • Such a Little Queen (1914)
  • The Eagle's Mate (1914)
  • Tess of the Storm Country (1914)
  • A Good Little Devil (1914)
  • Hearts Adrift (1914)
  • Caprice (1913)
  • In the Bishop's Carriage (1913)
  • Fate (1913/I)
  • The Unwelcome Guest (1913)
  • The New York Hat (1912)
  • The Informer (1912)
  • My Baby (1912)
  • The One She Loved (1912)
  • A Feud in the Kentucky Hills (1912)
  • So Near, Yet So Far (1912)
  • Friends (1912)
  • A Pueblo Legend (1912)
  • A Pueblo Romance (1912)
  • With the Enemy's Help (1912)
  • The Inner Circle (1912)
  • A Child's Remorse (1912)
  • The Narrow Road (1912)
  • An Indian Summer (1912)
  • The School Teacher and the Waif (1912)
  • Lena and the Geese (1912)
  • Home Folks (1912)
  • A Beast at Bay (1912)
  • A Lodging for the Night (1912)
  • The Old Actor (1912)
  • Won by a Fish (1912)
  • Just Like a Woman (1912)
  • The Female of the Species (1912)
  • Fate's Interception (1912)
  • Iola's Promise (1912)
  • A Timely Repentance (1912)
  • A Siren of Impulse (1912)
  • The Mender of Nets (1912)
  • Honor Thy Father (1912/II)
  • Grannie (1912)
  • The Caddy's Dream (1911)
  • The Portrait (1911/I)
  • Little Red Riding Hood (1911/I)
  • Love Heeds Not Showers (1911)
  • The Courting of Mary (1911)
  • From the Bottom of the Sea (1911)
  • His Dress Shirt (1911)
  • The Aggressor (1911)
  • The Better Way (1911)
  • The Sentinel Asleep (1911)
  • 'Tween Two Loves (1911)
  • By the House That Jack Built (1911)
  • The Toss of a Coin (1911)
  • The Call of the Song (1911)
  • The Skating Bug (1911)
  • At a Quarter of Two (1911)
  • A Gasoline Engagement (1911)
  • For the Queen's Honor (1911)
  • In the Sultan's Garden (1911)
  • Behind the Stockade (1911)
  • Back to the Soil (1911)
  • The Lighthouse Keeper (1911)
  • The Master and the Man (1911)
  • For Her Brother's Sake (1911/I)
  • The Fair Dentist (1911)
  • The Temptress (1911/I)
  • Second Sight (1911)
  • As a Boy Dreams (1911)
  • The Stampede (1911/I)
  • Sweet Memories (1911)
  • In Old Madrid (1911)
  • The Fisher-Maid (1911)
  • Conscience (1911)
  • The Message in the Bottle (1911)
  • A Decree of Destiny (1911)
  • A Manly Man (1911)
  • Artful Kate (1911)
  • Pictureland (1911)
  • The Convert (1911)
  • Her Darkest Hour (1911)
  • The Mirror (1911)
  • When the Cat's Away (1911)
  • At the Duke's Command (1911)
  • Three Sisters (1911)
  • Maid or Man (1911)
  • The Dream (1911)
  • The Italian Barber (1911)
  • Their First Misunderstanding (1911)
  • When a Man Loves (1911)
  • The Daddy's Dream (1911)
  • A Dog's Tale (1911)
  • How Mary Fixed It (1911)
  • Science (1911)
  • Little Nell's Tobacco (1910)
  • White Roses (1910)
  • A Child's Stratagem (1910)
  • A Plain Song (1910)
  • The Song of the Wildwood Flute (1910)
  • Sunshine Sue (1910)
  • Simple Charity (1910)
  • Waiter No. 5 (1910)
  • A Lucky Toothache (1910)
  • The Masher (1910)
  • That Chink at Golden Gulch (1910)
  • A Gold Necklace (1910)
  • The Iconoclast (1910)
  • Examination Day at School (1910)
  • A Summer Tragedy (1910)
  • Little Angels of Luck (1910)
  • Muggsy Becomes a Hero (1910)
  • Wilful Peggy (1910)
  • The Sorrows of the Unfaithful (1910)
  • When We Were in Our Teens (1910)
  • The Usurer (1910/I)
  • An Arcadian Maid (1910)
  • The Call to Arms (1910)
  • Serious Sixteen (1910)
  • A Flash of Light (1910)
  • What the Daisy Said (1910) (uncredited)
  • Muggsy's First Sweetheart (1910)
  • A Child's Impulse (1910)
  • May and December (1910)
  • Never Again (1910/I)
  • The Face at the Window (1910)
  • A Victim of Jealousy (1910)
  • In the Season of Buds (1910)
  • Ramona (1910)
  • An Affair of Hearts (1910)
  • Love Among the Roses (1910)
  • The Unchanging Sea (1910)
  • The Kid (1910)
  • A Romance of the Western Hills (1910)
  • A Rich Revenge (1910)
  • As It Is in Life (1910)
  • The Two Brothers (1910)
  • His Last Dollar (1910)
  • The Smoker (1910)
  • The Twisted Trail (1910)
  • The Thread of Destiny (1910)
  • The Newlyweds (1910)
  • The Englishman and the Girl (1910)
  • The Woman from Mellon's (1910)
  • The Call (1910)
  • All on Account of the Milk (1910)
  • To Save Her Soul (1909)
  • The Test (1909)
  • The Trick That Failed (1909)
  • The Mountaineer's Honor (1909)
  • A Midnight Adventure (1909)
  • A Sweet Revenge (1909)
  • The Light That Came (1909)
  • The Restoration (1909)
  • The Gibson Goddess (1909)
  • What's Your Hurry? (1909)
  • Lines of White on a Sullen Sea (1909)
  • In the Watches of the Night (1909)
  • His Lost Love (1909)
  • The Little Teacher (1909)
  • The Awakening (1909)
  • Wanted, a Child (1909)
  • In Old Kentucky (1909)
  • The Broken Locket (1909)
  • The Children's Friend (1909)
  • Getting Even (1909)
  • The Hessian Renegades (1909)
  • The Little Darling (1909)
  • The Sealed Room (1909)
  • Oh, Uncle! (1909)
  • The Seventh Day (1909)
  • The Indian Runner's Romance (1909)
  • His Wife's Visitor (1909)
  • They Would Elope (1909)
  • A Strange Meeting (1909)
  • The Slave (1909)
  • Sweet and Twenty (1909)
  • The Renunciation (1909)
  • Tender Hearts (1909)
  • The Cardinal's Conspiracy (1909)
  • The Country Doctor (1909)
  • The Necklace (1909)
  • The Way of Man (1909)
  • The Mexican Sweethearts (1909)
  • The Peachbasket Hat (1909)
  • The Faded Lilies (1909)
  • Her First Biscuits (1909)
  • The Son's Return (1909)
  • The Lonely Villa (1909)
  • The Violin Maker of Cremona (1909/I)
  • What Drink Did (1909)
  • His Duty (1909)
  • Two Memories (1909)
  • The Drive for a Life (1909)
  • The Deception (1909)
  • The Fascinating Mrs. Francis (1909)
  • Mrs. Jones Entertains (1909)
  • The Heart of an Outlaw (1909)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Mary Pickford
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Precedida por:
Janet Gaynor
7th Heaven
Também por Street Angel e Sunrise: A Song of Two Humans
Oscar de melhor atriz
por Coquette

abril de 1930
Sucedida por:
Norma Shearer
por The Divorcee