Levante dos boxers

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Levante dos Boxers - Guerra dos Boxers
CaptureTianjin.jpg
A captura do portão sul de Tianjin
Data 2 de Novembro de 1899 a 7 de Setembro de 1901
Local China
Desfecho Vitória da Aliança
Combatentes
Aliança das Oito Nações (ordenadas por contribuição):
 Japão
 Rússia
Reino Unido Reino Unido
 França Terceira República Francesa
 Estados Unidos
Império Alemão Império Alemão
Reino de Itália Reino de Itália
Áustria-Hungria Áustria-Hungria
Yihetuan flag.jpg Punhos Harmoniosos e Justiceiros

 China

Principais líderes
Reino Unido Edward Hobart Seymour
Império Alemão Alfred von Waldersee
Dinastia Qing Tseu-Hi
Dinastia Qing Yuan Shikai
Forças
49.255 50.000 a 100.000 Boxers
70.000 tropas imperiais
Vítimas
2.500 soldados
526 estrangeiros
milhares de cristãos chineses
Todos os Boxers foram mortos
20.000 tropas imperiais

O Levante, Rebelião ou Guerra dos boxers (1899-1900), chamado também de Movimento Yijetuan, foi um movimento popular antiocidental e anticristão na China.

A sociedade secreta dos Punhos Harmoniosos e Justiceiros (Righteous and Harmonious Fists), que se opunha à expansão estrangeira, sustentava que com treino adequado, incluindo o ritual do boxe chinês (Suai Jiao), os seus membros poderiam vencer os ocidentais, que usavam armas de fogo.

História[editar | editar código-fonte]

Chao Fu-tien, um dos líderes dos boxers.
Página de assinaturas do Protocolo Boxer

O movimento começou na província de Shandong e teve suas raízes na pobreza rural e no desemprego, cuja responsabilidade era atribuída às importações do Ocidente. Os boxers atacaram as missões missionárias evangélicas e demais estabelecimentos estrangeiros, cortaram as linhas telefônicas e as vias férreas. Impelidos em direção ao oeste, os missionários, chineses e cristãos, além daqueles que possuíam bens estrangeiros, foram atacados também. O movimento foi apoiado pela imperatriz Cixi (Tseu-Hi) e alguns governadores de províncias.

Em 17 de junho de 1900 os boxers cercaram as legações diplomáticas estrangeiras em Beijing por dois meses.

No auge da revolta, em agosto de 1900, tinham sido mortos mais de 230 estrangeiros e milhares de chineses cristãos por um número desconhecido de rebeldes e simpatizantes. Para sufocar a rebelião, organizou-se uma força internacional colonialista, composta de 20 mil soldados russos, americanos, britânicos, franceses, japoneses e alemães, que foi enviada para ocupar a sede imperial, onde penetrou a 14 de Agosto de 1900, rendendo, ocupando e saqueando a capital.

As forças estrangeiras negociaram pesadas reparações em dinheiro; os Boxers reagiram com vingança em 1901. A monarquia salvou-se aceitando a liquidação das sociedades secretas, o pagamento de uma indenização de guerra e a proibição de importar armas de fogo.

Depois dessa aberta e brutal intervenção militar, o outrora orgulhoso Império Celestial definitivamente tornou-se a "colônia de todas as metrópoles". Para infamar ainda mais as autoridades do império, os colonialistas obrigaram a que fossem chineses os carrascos que executaram as sentenças de morte dos principais líderes da rebelião. O levante fez com que aumentasse a interferência estrangeira na China.

Na culturapopular[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]