Colégio Culto à Ciência

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EECC
Escola Estadual Culto à Ciência
Culto à Ciência logo.png
Tipo Público
Fundação 12 de dezembro de 1873 (142 anos)
Localização Campinas, São Paulo, Brasil
Diretor(a) Débora Seneme Gobbi
Mantenedor(a) Município
Alunos 186[1]
Cores      Azul
     Amarelo

O Colégio Culto à Ciência (atualmente Escola Estadual Culto à Ciência) é uma escola centenária de ensino médio, localizada no bairro do Botafogo na cidade de Campinas, estado de São Paulo, Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundada em 12 de janeiro de 1873,[2] como uma escola particular para meninos por uma associação nomeada Sociedade Culto à Ciência, onde parte dos membros fazia para da Loja Maçônica Independência.

A loja era composta pelos fazendeiros, comerciantes e intelectuais da cidade de Campinas, dentre eles Antônio Pompeu de Camargo, Francisco Glicério, Campos Sales,[3] Jorge Krug, Joaquim Bonifácio do Amaral, Visconde de Indaiatuba, Joaquim Egídio de Souza Aranha, Marquês de Três Rios; Cândido Ferreira, e o Barão de Atibaia. O nome da escola reflete a influência do positivismo de seus fundadores. Em 1890 a escola passou por uma crise e teve de fechar as portas até 1896, quando foi reaberta sob a égide do governo de São Paulo como Ginásio Estadual. [4]

Até 1964, quando uma controversa reforma educacional foi promovida pelo Regime Militar, o Colégio Culto à Ciência era uma escola igualitária e de alta qualidade, frequentada tanto pela elite econômica e pela classe média. Muitas dessas qualidades foram perdidas após a reforma, para a tristeza de seus muitos alunos. Atualmente a escola faz parte do sistema estadual de ensino, dentro da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.[carece de fontes?]

O tombamento do colégio como patrimônio cultural campineiro ocorreu no ano de 1983 pelo CONDEPHAAT.[5]

Em 2007, a Fundação para o Desenvolvimento em Educação (FDE) anunciou que o colégio passaria por uma grande reforma radical. Até 2011, os R$ 4 milhões disponibilizados pelo governo paulista financiaram as obras estruturais. As salas de aula e os laboratórios foram refeitos. Portas e janelas foram artesanalmente recuperadas. Houve o restauro de detalhes simbólicos da arquitetura original: adornos, portas, batentes, ladrilhos. O jardim externo frontal foi totalmente recuperado, com a remoção de árvores condenadas e o cultivo novas espécies.[6]

Ex-alunos famosos[editar | editar código-fonte]

O Colégio Culto à Ciência teve muitos alunos que tornaram-se famosos[7]:

Professores famosos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Enem (04 de outubro de 2016). «Resultados das escolas na edição de 2015 do Enem já estão disponíveis». Portal do Inep. Consultado em 15 de novembro de 2016. 
  2. «Histórias de Escolas Estaduais Paulistas». 
  3. «Presidência da República Federativa do Brasil---"Campos Sales, 3º período de governo republicano"». 
  4. Rogério Verzignasse (10 de abril de 2013). «Exposição celebra os 140 anos do Culto à Ciência». Correio Popular. Consultado em 15 de novembro de 2016. 
  5. Secretaria da Educação (26 de março de 2012). «História da Educação: Conheça prédio da E.E. Culto à Ciência, um dos mais antigos da rede». Secretaria da Educação. Consultado em 15 de novembro de 2016. 
  6. Baú de Histórias (14 de maio de 2016). «Colégio Culto à Ciência comemora 143 anos». Correio Popular. Consultado em 15 de novembro de 2016. 
  7. Teo Franco (13 de fevereiro de 2009). «Sr. José - Anfitrião do Culto à Ciência». Betelnet Blog. Consultado em 15 de novembro de 2016. 
  8. Pellicciotta, Mirza (s.d.). «Culto à Ciência - Trajetória Histórica» (PDF). Colégio Culto à Ciência. Consultado em 23 de fevereiro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]