Marsias

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Marsias no suplício: obra do período imperial romano (século I-II)

Na mitologia grega, Marsias (do grego Μαρσύας) [1] é um sátiro frígio que aparece como figura central em duas histórias que envolvem música. Em uma delas, Marsias recolhe a flauta (em algumas versões, trata-se de um aulo, isto é, um oboé duplo) [2] que havia sido abandonada por Atena, porque esta, ao tocá-lo, ficava com as bochechas infladas, provocando a zombaria de outras deusas (segundo algumas fontes, Hera e Afrodite).[3]

O jovem Marsias encantando lebres,
por Elihu Vedder.

Na outra históra, Marsias passa a se considerar um músico tão perfeito que desafia Apolo para uma competição, sendo que o vencedor teria o direito de punir o perdedor. Apolo vence; Marsias é amarrado a uma árvore e esfolado vivo. Do seu sangue, nasce o rio Marsias, na Frígia.

As fontes literárias da Antiguidade, frequentemente apontam a húbris de Marsias como causa da punição, considerada justa.[3]

Algumas vezes, Marsias é substituído por Pan, no episódio da competição com Apolo. [3]

O mito simboliza a superioridade da cultura grega (representada pela lira de Apolo) em relação à cultura da Ásia Menor (representada pela flauta ou aulo de Marsias).

Referências

  1. Kury, Mário da Gama. Dicionário de Mitologia Grega e Romana
  2. West, Martin L. (janeiro de 1992). Ancient Greek Music. [S.l.]: Clarendon Press. p. 84. ISBN 0-19-814975-1. The single reed or clarinet mouthpiece was known to other ancient peoples, and I should not venture to assert that it was not known to the Greeks. But the evidence of both art and literature indicates that it was the double reed that was standard in the Classical period. Under the Hornbostel-Sachs system, therefore, the aulos should be classified as an oboe. It must be admitted that 'oboe-girl' is less evocative than the 'flute-girl' to which classicists have been accustomed, and that when it is a question of translating Greek poetry 'oboe' is likely to sound odd. For the latter case I favor 'pipe' or 'shawm'." Tradução: "A palheta simples ou de clarinete era conhecida por outros povos antigos, e eu não me arriscaria a afirmar que não era conhecida pelos gregos. Mas as evidências, tanto na arte como na literatura, indicam que a palheta dupla era o padrão no período clássico. No sistema Hornbostel-Sachs, portanto, os aulos devem ser classificados como um oboe. Deve admitir-se que "uma oboista" é menos evocativo do que "uma flautista", a que os classicistas estavam acostumados, e que, quando se trata de traduzir a poesia grega, "oboé" provavelmente parecerá estranho. Nesse último caso, prefiro "flauta" ou "charamela". 
  3. a b c «Marsyas». Theoi Project 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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