Shoptime

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Shoptime
B2W Companhia Digital
Página inicial do Shoptime em março de 2015.
Gênero Comércio eletrônico
Cadastro Necessário para realizar compras
País de origem  Brasil
Idioma(s) Português
Lançamento 1995 (1995)
Proprietário B2W Digital
Página oficial shoptime.com

Shoptime é uma empresa brasileira de varejo, criada em 1995, que possui um canal de televisão, a TV Shoptime, e um site de comércio eletrônico. Desde 2005, pertence ao grupo B2W Digital. Antes disso, pertencia à Globosat.

História[editar | editar código-fonte]

O Shoptime foi concebido como parte de um plano de expansão da Multicanal, operadora de televisão a cabo. O objetivo principal era iniciar uma operação própria de DTH no Brasil (televisão via satélite). Para isso, a operadora investiu para montar um projeto de programação. Seriam lançados novos canais, como um de filmes de aventura, um infantil e outro voltado ao público feminino; entre os planos, estava um canal de vendas, batizado de Shoptime. Inspirado no modelo norte-americano de home shopping, que já contava com redes como HSN e QVC, sua programação seria 24 horas dedicada às televendas.[1] O projeto de DTH da Multicanal e o lançamento dos demais canais foram interrompidos devido a divergências entre os acionistas da operadora, o que interrompeu os preparativos. O Shoptime, no entanto, já estava pronto para iniciar suas operações.[2]

Dessa forma, em 6 de novembro de 1995, entrou no ar como o primeiro canal brasileiro de televendas.[3] Somando investimentos de 5,5 milhões de dólares, o Shoptime foi inicialmente gerido em sociedade entre a Multicanal, as Organizações Globo (que detinha 40% de participação) e as Lojas Americanas (10%).[1]

Além do canal de televisão, o Shoptime também editava um catálogo de venda direta ao consumidor. Com a ascensão da Internet, foi criado o site Shoptime.com em 1997, com maior variedade de produtos. Apesar disso, a primeira investida do canal na internet veio com o lançamento do Cybermall, uma página em que os clientes podiam visualizar informações sobre os produtos anunciados na televisão. As compras, porém, ocorriam apenas através do telefone.[4]

Já passaram pelo canal da empresa, a TV Shoptime, apresentadores como Carlos Takeshi,[5] Mauro Jasmin,[5] Luciana Haefeli, Rosana Garcia,[6] Monique Evans,[7] Roberta Close,[8] Rodolfo Bottino,[9] Viviane Romanelli,[10] Juliana Coelho, Fabiana Rocha, Antonio Pedro[11] e Marcos Veras. Um dos diferenciais mais apontados para o sucesso do Shoptime, que já chegou a vender 500 máquinas em waffles em 90 minutos,[10] é o fato de ter o horário nobre apresentado ao vivo.

A empresa foi comprada pelo grupo controlador das Lojas Americanas[12] em agosto de 2005 por 126,7 milhões de reais.[13] A aquisição abriu caminho para que o Shoptime integrasse a B2W Digital, proprietária de sites como Submarino e Americanas.com.

Ainda sob os termos da venda do Shoptime ao grupo B2W, as operadoras Net e Sky ofereceriam espaço gratuito em suas grades para o canal até o ano de 2014.[14] Com o término desse período, as renegociações começaram. Chegou-se a calcular, na imprensa especializada, que cerca de 3 milhões de reais seriam necessários para custear a presença do Shoptime nas grades de programação.[15] No entanto, em 2015, foi anunciado que o canal renovou o contrato com a Net e a Sky e passaria a pagar pelo espaço, assim como os demais canais de televendas.[14]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Paulino Neto, Fernando; Blecher, Nelson (12 de outubro de 1995). «TV fará vendas diretas durante 24 horas». Folha de S. Paulo. Consultado em 18 de fevereiro de 2015. 
  2. Possebon 2009, pp. 75–76
  3. Neto, Fernando Paulino (3 de novembro de 1995). «Lojas Americanas terá marketing direto». Folha de S. Paulo. Consultado em 18 de fevereiro de 2015. 
  4. «ShopTime inaugura serviço interativo de vendas». Folha de S. Paulo. 25 de dezembro de 1995. Consultado em 18 de fevereiro de 2015. 
  5. a b Campos, Vanessa (8 de março de 1998). «Shoptime troca de cozinheiro». Folha de S. Paulo. Consultado em 19 de fevereiro de 2015. 
  6. Padiglione, Cristina (28 de março de 1998). «Ratinho supera a Globo com menino deformado». Folha de S. Paulo. Consultado em 18 de fevereiro de 2015. 
  7. Padiglione, Cristina (27 de fevereiro de 1998). «Novela da Band já tem o elenco fechado». Folha de S. Paulo. Consultado em 19 de fevereiro de 2015. 
  8. «Close substitui Monique». Folha de S. Paulo. 3 de setembro de 2000. Consultado em 19 de fevereiro de 2015. 
  9. Scalzo, Mariana (31 de agosto de 1997). «Para chef, programas evoluíram». Folha de S. Paulo. Consultado em 19 de fevereiro de 2015. 
  10. a b Valladares, Ricardo. (15 de outubro de 2003). "Vai um boi aí?" (Flash) (em português). Veja (1824): 118. São Paulo: Abril. ISSN 0100-7122. Visitado em 18 de fevereiro de 2015.
  11. «Cozinha da Ofélia muda». Folha de S. Paulo. 6 de março de 1998. Consultado em 19 de fevereiro de 2015. 
  12. Globo Online (18 de agosto de 2005). «Americanas.com compra Shoptime». Imirante.com. Consultado em 18 de fevereiro de 2015. 
  13. Valor Online (18 de agosto de 2005). «Americanas.com anuncia compra do Shoptime por R$ 126,7 mi». Valor Econômico. Consultado em 18 de fevereiro de 2015. 
  14. a b Jimenez, Keila (16 de fevereiro de 2015). «Desfiles perdem espaço, TV prefere folia em Salvador». Folha de S. Paulo. Arquivado desde o original em 18 de fevereiro de 2015. Consultado em 18 de fevereiro de 2015. 
  15. Annyston, Endrigo (28 de novembro de 2013). «Canal de vendas Shoptime pode sair do ar». RD1. Arquivado desde o original em 18 de fevereiro de 2015. Consultado em 18 de fevereiro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]