KDE

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KDE
KDE logo.svg
Fundadores Matthias Ettrich[1]
Tipo Comunidade
Fundada 14 de Outubro de 1996[1]
Matriz Berlin (escritório), Tübingen (registro)
Pessoas-chave Cornelius Schumacher
Produtos Ambiente de Desktop KDE,
Suíte de Escritório Calligra,
KDevelop.
Foco Software Livre
Método Trabalhos artísticos, Desenvolvimento, Documentação, Promoção, e Tradução.[2]
Lema Experimente Liberdade!
Sítio KDE.org

KDE é uma comunidade internacional de software livre produzindo um conjunto de aplicativos multiplataforma projetados para funcionar em conjunto com sistemas GNU/Linux, FreeBSD[3] , Solaris[4] [5] Microsoft Windows[6] , e Apple Mac OS X[7] . Ela é mais conhecida pela sua área de trabalho Plasma, um ambiente de trabalho fornecido como o ambiente padrão em muitas distribuições, como OpenSUSE, Mandriva Linux, Kubuntu, Sabayon e Chakra GNU/Linux.

KDE e seus aplicativos são escritos com o framework Qt, atualmente sobre desenvolvida pela Nokia. Antigamente o Qt apenas possuía licença GPL para a plataforma Linux, mas a partir da versão Qt4 foi liberado com a licença LGPL para todas as plataformas, permitindo que o KDE fosse portado para o Windows e o Mac OS X.

O objetivo da comunidade KDE é tanto providenciar um ambiente que ofereça os aplicativos e funcionalidades básicas para as necessidades diária quanto permitir que os desenvolvedores tenham todas as ferramentas e documentação necessárias para simplificar o desenvolvimento de aplicativos para a plataforma. A política adotada tem se mostrado eficaz, posto que muitos projetos de sucesso, como o reprodutor de música Amarok, a suíte Calligra, o browser Rekonq e o gravador K3B são desenvolvidos idealizando uma perfeita integração com o KDE.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

KDE costumava ser sigla inglesa para K Desktop Environment. A letra K não tinha um significado especial; era simplesmente a letra imediatamente antes de "L", de "Linux". Também já foi chamado de Kool Desktop Environment. A partir de 2009, "KDE" passou a significar simplesmente "KDE", ou seja, o projeto abandonou o nome por extenso [8] .

Filosofia e uso[editar | editar código-fonte]

O KDE se baseia no princípio da facilidade de uso e da personalização. Todos os elementos da interface gráfica podem ser personalizados de acordo com o gosto do usuário, tanto na posição quanto na aparência: painéis, botões das janelas, menus e elementos diversos como relógios, calculadoras e miniaplicativos. A extrema flexibilidade para personalização da aparência levou a que muitos desenvolvedores disponibilizassem seus próprios temas para serem compartilhados por outros usuários.

Konqi, mascote do sistema KDE.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

O gerenciador de janelas disponibilizado (KWin) é responsável por fornecer uma interface gráfica organizada e consistente para que aplicativos sejam executados e para que o usuário interaja com o computador, tanto utilizando aplicativos específicos quanto funções básicas como manipulação de arquivos e dispositivos. Com uma barra de tarefas intuitiva (muito ao estilo da do Windows, porém com mais funcionalidades), este ambiente de trabalho é um dos pesos pesados do GNU/Linux no que diz respeito a interfaces gráficas: segundo os autores, o KDE visa a oferecer a versatilidade do Linux, minimizando o contraste da interface relativamente a outros sistemas operativos, pelo que não será de estranhar reconhecer aspectos de organização e apresentação já vistos noutros ambientes gráficos de sistemas operativos.

O KDE é foi inteiramente escrito na linguagem C++, e baseado no toolkit Qt, de propriedade da empresa Nokia, enquanto que o GNOME, outro ambiente gráfico para Unix, é baseado na biblioteca GTK, do Projeto GNU. A biblioteca Qt é gratuita para aplicações GPL ou LGPL, e as bibliotecas do KDE são licenciadas como LGPL ou BSD-compatível. Qt pode ainda ser usado de acordo com uma licença comercial; para mais detalhes, Qt Licensing (em inglês). Desde a versão 4.2, o KDE tem suporte nativo ao GTK, podendo rodar tanto aplicações baseadas em GTK como em Qt com a mesma aparência, suportando tanto temas GTK quanto temas Qt.

Em compensação à questão do licenciamento para projetos de código fechado, o KDE possui um framework de desenvolvimento muito potente, com uma IDE multilinguagem — KDevelop —, e diversas tecnologias como KParts, KIO, DCOP, KHTML, e um conjunto poderoso de bibliotecas.

História[editar | editar código-fonte]

O projeto foi iniciado em outubro de 1996 pelo programador alemão Matthias Ettrich[9] , que buscava criar uma interface gráfica unificada e livre para sistemas tipo Unix. No início, buscou sua inspiração no CDE, um ambiente gráfico já bastante difundido na plataforma Unix.

Versão 1[editar | editar código-fonte]

KDE 1.0.

Em 12 de julho de 1998 foi publicada a primeira versão do KDE. Esta versão tinha um painel composto por barra de tarefas e lançador de aplicações, uma área de trabalho sobre a qual era possível deixar ícones, um gerenciador de arquivos (Kfm) e um grande número de utilidades. Em novembro de 1998, ao conjunto de ferramentas Qt foi licenciado sob a licença QPL (Q Public License). No mesmo ano, a fundação KDE Free Qt foi criada[10] a fim de garantir que o Qt entraria em uma variante da licença BSD no caso de a Trolltech, à época desenvolvedora do Qt (antes de ser adquirido pela Nokia), deixasse de existir ou não libere alguma versão livre do Qt durante 12 meses. O debate continuou sobre a compatibilidade com a licença GNU/GPL. Por isso, em setembro de 2000, a Trolltech liberou a versão Unix das bibliotecas Qt sob a licença GPL, além da QPL, que eliminou as preocupações da Free Software Foundation. A Trolltech, entretanto, continuou exigindo pagamento de licenças para o desenvolvimento de software proprietário usando o Qt.

Versão 2[editar | editar código-fonte]

KDE 2.0.

A segunda versão do KDE foi lançada em 23 de outubro de 2000, e incluiu, além de algumas melhorias tecnológicas, o Konqueror, aplicação que servia ao mesmo tempo como navegador de Internet e gerenciador de arquivos. Foi criada também a engine de renderização KHTML, que posteriormente serviu de base para o desenvolvimento de navegadores como o Google Chrome e o Safari.

Versão 3[editar | editar código-fonte]

KDE 3.5.

A terceira versão do KDE, publicada em 2002, foi na verdade um aprimoramento da segunda versão, tendo seis lançamentos menores. A mudança da API entre o KDE 2.x e o KDE 3.x foi consideravelmente menor. Foi incluído um novo tema de ícone por padrão (Crystal SVG) e novos estilos gráficos.

Versão 4[editar | editar código-fonte]

KDE 4.4.

Em 2008, cinco anos após o lançamento da versão 3.0, foi lançado o KDE 4.0, totalmente reescrito em comparação com a versão anterior e incluindo muitas novidades. O gerenciador de arquivos Dolphin substituiu o Konqueror, e o ambiente passou a ter suporte a widgets na área de trabalho. Também foi introduzido o menu Kick-off, dando fácil acesso a programas e configurações, incluindo também lista de programas favoritos, escolhidos pelo próprio usuário, e a lista de aplicações a arquivos abertos recentemente. Além disso, foi introduzido também um botão de acesso rápido a arquivos e pastas.

Existem também novos frameworks, como o Phonon, uma nova interface multimídia independente de qualquer backend específico; o Solid, uma API para redes e dispositivos portáteis, e o Decibel, um novo framework de comunicação para integrar todos os protocolos de comunicação com o desktop. Também foi apresentado um framework de busca e metadados, como a incorporação do Strigi, um serviço de indexação de arquivos.

Versão 5[editar | editar código-fonte]

(Não Disponivel)

Aplicativos[editar | editar código-fonte]

KDE 5

Juntamente com o ambiente de desktop, o projeto KDE inclui vários aplicativos, a saber:

  • Amarok - Gerenciador de músicas
  • K3b - Software de gravação e extração de faixas de CD
  • Kate - Editor de texto avançado
  • KCalc - Calculadora
  • Kdenlive - Editor de vídeo
  • Akregator - Software para leitura de feeds RSS
  • Kontact - Suíte de groupware, contendo:
  • KMail - Cliente de E-Mail
  • KNews - Cliente de grupos de notícias Usenet
  • KOffice - Suíte de escritório, contendo:
  • Kword - Processador de texto
  • KPresenter - Editor de apresentações
  • KSpread - Editor de planilhas
  • Kexi - Banco de dados
  • Kivio - Editor de diagramas
  • Karbon14 - Editor de desenho vetorial
  • Krita - Editor de imagens
  • KPlato - Gerenciador de projetos
  • Kugar - Gerador de relatórios
  • DigiKam - Gerenciador de fotografias
  • Okular - Visualizador de documentos PDF
  • KMyMoney - Gerenciador de finanças pessoais
  • Ark - Compressor de arquivos

Além desses aplicativos, também existem alguns jogos e programas educativos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikilivros Livros e manuais no Wikilivros
Commons Imagens e media no Commons

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b (14 October 1996). "New Project: Kool Desktop Environment (KDE)". de.comp.os.linux.misc. (Web link). Retrieved on 2010-12-04.
  2. Get Involved with KDE KDE. Visitado em 2010-11-28.
  3. KDE on FreeBSD initiative KDE. Visitado em 2010-11-06.
  4. KDE on Solaris KDE. Visitado em 2010-11-06.
  5. KDE4 on OpenSolaris project. Visitado em 2011-02-26.
  6. The KDE on Windows Project KDE (July 7, 2007). Visitado em 2010-11-06.
  7. KDE 4 Mac KDE (July 7, 2007). Visitado em 2010-11-06.
  8. http://dot.kde.org/2009/11/24/repositioning-kde-brand
  9. Ettrich, Matthias (14 de outubro de 1996) «New Project: Kool Desktop Environment (KDE)» 53tkvv$b4j@newsserv.zdv.uni-tuebingen.de. Anúncio oficial do início do projeto KDE (en inglês).
  10. «KDE Free Qt Foundation». Acesso em 7 de abril de 2010.