Jardim Catarina

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Jardim Catarina
  Bairro do Brasil  
Mapa.jardimCatarina.gif
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Distrito Monjolo
Município São Gonçalo
População
 - Total 70 000 [carece de fontes?]
Domicílios 17000 [carece de fontes?]
Fonte: Não disponível

Jardim Catarina é um bairro de São Gonçalo oriundo de um loteamento de origem controvertida: embora o seu crescimento tenha se intensificado nas décadas de 1960, 1970 e 1980, Eloísa Carvalho de Araújo observa que desde 1930 um decreto municipal transformara o município de São Gonçalo em área urbana, ou seja, já havia uma predisposição para o parcelamento de áreas rurais para a instalação de futuros loteamentos em plena ascensão industrial que começara na cidade[carece de fontes?]. Apesar de possuir uma faixa de terra menor do que outros bairros de São Gonçalo, Jardim Catarina é considerado o maior loteamento da América Latina.[1] O bairro recebeu este título devido ao grande número de domicílios.

A origem do Jardim Catarina remonta a antiga Fazenda Laranjal, cujo proprietário foi o senhor Júlio Pedroso Lima que a comprou em 26 de junho de 1903 do Banco da República do Brasil S/A. Nesta fazenda ao lado da casa grande havia uma capela, quinze casas destinadas aos colonos da fazenda, o engenho e a Escola Rural (para os filhos dos colonos da fazenda ) . Após a morte de seu proprietário em 1925, a escola foi doada a prefeitura. A partir de 1947, Júlio Pedroso Lima Júnior, filho do proprietário da Fazenda vendeu alguns lotes de terra ao Bispo D. João da Matta, na localidade hoje denominada Santa Luzia este doou uma parte da terra para construção de uma capela e outra parte para aumentar a área das terras da escola. As casas construídas na fazenda foram doadas aos seus moradores (colonos e posseiros).[carece de fontes?] Em 1932, a fazenda passou a ser administrada pelo seu sobrinho Américo Lima. Foi loteada pelo seu neto Antônio de Barros Lima Filho. Suas partes deram origem aos atuais bairros Laranjal, Santa Luzia, Boa Vista e Jardim Catarina.[carece de fontes?]

Rios[editar | editar código-fonte]

Jardim Catarina é cortado pelo Rio Alcântara que possui uma extensão de 25 km. A drenagem local é feita atualmente por valões que circundam o bairro, que por terem trechos estreitos comprometem a vazão das águas ocasionando freqüentes enchentes. Com a inexistência de obras de drenagem comprometem de forma direta com as instalações sanitárias existentes.[carece de fontes?]

Entre outros valões existentes no bairro, o valão Precioso, o Valão da Cedae e Jardim Catarina tiveram suas obras priorizadas pelo projeto, por serem considerados os mais importantes na solução dos problemas até então enfrentado por esta comunidade.[carece de fontes?]

Localizado no bairro o Valão Jardim Catarina possui uma area de drenagem de aproximadamente 1,7 Km2 despejando suas áreas no canal Isaura Santana, que por sua vez encaminha suas águas ate o Rio Guaxindiba que desemboca na Baia de Guanabara. O traçado atual do Valão Jardim Catarina se estende por cerca de 3 km, atravessando áreas ocupadas do bairro, retornando residências e lotes, fazendo com que seu percurso seja bastante sinuoso, além de interceptar a BR 101.[carece de fontes?]

Já o Valão da CEDAE – área de drenagem 3,2 Km2, desenvolvendo-se desde a RFFSA até a sua confluência com o Rio Alcântara numa extensão de cerca de 2,4 km.[carece de fontes?]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima em Jardim Catarina é o que é visto em todo município de São Gonçalo ameno e seco (20º a 35º).[carece de fontes?]

O bairro[editar | editar código-fonte]

O bairro se localiza no município de São Gonçalo, fazendo parte do distrito de monjolo, que é o 3º distrito do município de são Gonçalo. O bairro é limitado ao norte e ao sul e a leste, respectivamente, pela Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104) e pelo canal Gonçalves no ano de 1975 houve uma valorização dos lotes, com o surgimento do novo setor até a rodovia 104. Dessa forma o bairro tem diferentes setores: Jardim Catarina velho, Jardim Catarina novo respectivamente.[carece de fontes?]

O desenvolvimento do loteamento foi sofrendo grandes transformações, uma das principais foi a inauguração da Ponte Rio-Niterói em 1974 e a construção da rodovia BR 101. No princípio da década de 80, atravessou o loteamento modificando sua estrutura interna e promovendo a ocupação da área norte do setor velho. Atualmente os loteamentos são definidos, com habitações em alvenaria, apesar das residências terem padrões satisfatórios, o bairro não possui infra-estrutura e urbanização suficiente a demanda local. O principal problema é o esgoto sanitário que tem as suas instalações precárias, tendo-se grande presença de valas a céu aberto como alternativa para os sistemas coletores.[carece de fontes?]

No bairro residem extra-oficialmente, em torno de 20.000 pessoas economicamente composta de uma pequena parte de classe média emergente e a outra composta na sua totalidade de assalariados, subempregados e autônomos. A maioria tem mão de obra especializada e não especializada na construção civil ( pedreiros, ajudantes, carpinteiros, pintores, serventes e outros), comerciários, mecânicos, professores primários que não exercem função e camelos. Tem-se no bairro várias micro e pequenas empresas. Considera-se grande a parcela dos moradores que são analfabetos e com o primeiro grau incompleto, alguns com primeiro grau completo e segundo incompleto. Com segundo grau completo a parcela é crescente nos últimos anos e agora pode se ter uma contagem(definida) expressiva de universitários.[carece de fontes?]

O comércio local é bastante diversificado ao longo das principais vias (5), podendo ser encontrados todos produtos necessarios ao dia a dia : alimentos, materiais de construção e etc... exceto vestuário, que leva o morador se deslocar para Alcântara, Niterói ou Rio de Janeiro. Outro ponto forte do bairro é a prestação de serviços. Eles são muitos variados. Com profissionais técnicos e especializados em construção, eletricidade, automóveis e etc.. tem se também pequenas empresas em sua grande maioria informais nas mais variadas atividades, principalmente voltada para a produção e instalação de portões de ferro, coberturas, janelas e etc...[carece de fontes?]

Assim como a maior parte das regiões de população de baixa renda o loteamento tem problemas referentes a educação, saúde, emprego, pouca circulação de renda, estrutura viária, transporte e altos índices de criminalidade.[carece de fontes?]

Estatísticas do Bairro[editar | editar código-fonte]

Ruas e avenidas = 176

Lotes = 25 mil lotes[carece de fontes?]

Número de eleitores = 31.890 (dados de 2016)[carece de fontes?]

Postos de saúde = 3[carece de fontes?]

  • Polo Sanitário João Goulart
  • Posto de saúde Jorge Teixeira de Lima
  • Posto Jardim Catarina

Escolas estaduais = 3[carece de fontes?]

  • Trasilbo Figueiras
  • Abigail Cardoso
  • David Quinderê

Escolas municipais = 5[carece de fontes?]

  • Irene Barbosa Ornellas
  • Nicanor Ferreira Nunes
  • Oscarina da Costa Teixeira
  • Aida vieira
  • Anita Garibaldi

Escolas Particulares de Ensino Médio =2[carece de fontes?]

  • CEFEN- Centro Educacional Ferreira Nascimento
  • Jean Piaget

Linhas de ônibus = 7[carece de fontes?]

  • 4 municipais regulares
  • 4 intermunicipais ocasionais
  • 3 intermunicipais

Centros Comunitários = 2[carece de fontes?]

Associações de moradores = 3

  • AMJAC (Associação de moradores do Jardim Catarina - fundada em 1963)
  • AMAJAC (Associação de moradores e amigos do Jardim Catarina - fundada em 1981)
  • AMOJACAN (Associação de moradores do Jardim Catarina Novo - fundada em 1995)

Divisão de Jardim Catarina = 3 partes [carece de fontes?]

  • Parte Urbanizada: Entre as avenidas Santa Catarina e Padre Vieira e a Rua Nicolau Touquet e a BR 101. Parte entre as Ruas Marcos da Costa e Olegário Nascimento e as ruas dos marfins e Ouro Fino.
  • Quilombo: Entre a Rua Ouro Fino e a BR-101 e entre as Ruas Luís ribeiro filho e Ari de Azevedo.
  • Ipuca: Entre as Ruas padre Manoel de Sá e o Rio Alcântara e as ruas Rodrigues de Castro e Piracajuba. Parte entre o Rio Alcântara e a Br-101 e entre as Ruas Anastácio Rosa e Soares dos Reis.

Comércio[editar | editar código-fonte]

O comércio do bairro se concentra nas principais ruas do loteamento, de um modo geral nas ruas que cortam o loteamento de um lado a outro no sentido norte-sul. Encontramos, neste segmento, supermercados de médio porte, lojas de materiais de construção, locadoras de vídeos e uma grande quantidade de bares e lanchonetes e uma vasta variedades de lojas no segmento têxteis.[carece de fontes?]

Lazer[editar | editar código-fonte]

No bairro existem alguns campos de futebol que principalmente, aos domingos ficam cheios em virtude de organização de Torneios e Campeonatos. Os principais campos são: 3 campos localizados na baixada (Jardim Catarina Velho ),1 localizado próximo ao ponto final do "Rio Ita". Chamado de Campo do Boi, 2 localizados na Ipuca, chamado de "Federal e Caça talentos ".. e inúmeros campos tipos clubes.[carece de fontes?]

Outro ponto de encontro é a Pracinha, localizada entre as Ruas 27 e 28 do Jardim Catarina Velho,onde também está localizada a "Tenda Cultural Lídia Maria da Silva", que vez por outra há espetáculos. De vez em quando são vistos na região alguns "Circos" e "Parques" que fazem a alegria das crianças do bairro.[carece de fontes?]

Esporte[editar | editar código-fonte]

No bairro tem uma equipe chamada de Gonçalense Futebol Clube.

Referências

  1. Prefeitura Municipal de São Gonçalo. «Prefeita passa quatro dias no Jardim Catarina vistoriando as ruas». Consultado em 2 de janeiro de 2012.