Energia solar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde outubro de 2013).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
A usina solar Gemasolar de 19.9 MW, na Espanha, armazena energia por até 15 horas e pode fornecer eletricidade 24 horas por dia.

Energia solar é um termo que se refere à energia proveniente da luz e do calor do Sol. É utilizada por meio de diferentes tecnologias em constante evolução, como o aquecimento solar, a energia solar fotovoltaica , a energia heliotérmica, a arquitetura solar e a fotossíntese artificial.[1]

Tecnologias solares são amplamente caracterizadas como ativas ou passivas, dependendo da forma como captura, converte e distribui a energia solar. Entre as técnicas solares ativas estão o uso de painéis fotovoltaicos e coletores solares térmicos para aproveitar a energia. Entre as técnicas solares passivas estão a orientação de um edifício para o Sol, a seleção de materiais com massa térmica favorável ou propriedades translúcidas e projetar espaços que façam o ar circular naturalmente.

No seu movimento de translação ao redor do Sol, a Terra recebe 1 410 W/m² de energia, medição feita numa superfície normal (em ângulo reto) com o Sol. Disso, aproximadamente 19% é absorvido pela atmosfera e 35% é reflectido pelas nuvens. Ao passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da energia solar está na forma de luz visível e luz ultravioleta. As plantas utilizam diretamente essa energia no processo de fotossíntese. Nós usamos essa energia quando queimamos lenha ou combustíveis minerais. Existem técnicas experimentais para criar combustível a partir da absorção da luz solar em uma reação química de modo similar à fotossíntese vegetal - mas sem a presença destes organismos. A radiação solar, juntamente com outros recursos secundários de alimentação, tal como a energia eólica e das ondas, hidro-electricidade e biomassa, são responsáveis por grande parte da energia renovável disponível na terra. Apenas uma minúscula fracção da energia solar disponível é utilizada.

Em 2011, a Agência Internacional de Energia disse que "o desenvolvimento de tecnologias de fontes energia solar acessíveis, inesgotáveis ​​e limpas terá enormes benefícios a longo prazo. Ele vai aumentar a segurança energética dos países através da dependência de um recurso endógeno, inesgotável e, principalmente, independente de importação, o que aumentará a sustentabilidade, reduzirá a poluição, reduzirá os custos de mitigação das mudanças climáticas e manterá os preços dos combustíveis fósseis mais baixos. Estas vantagens são globais. Sendo assim, entre os custos adicionais dos incentivos para a implantação precoce dessa tecnologia devem ser considerados investimentos em aprendizagem; que deve ser gasto com sabedoria e precisam ser amplamente compartilhados".[2]

Energia do Sol[editar | editar código-fonte]

Energia renovável
Turbina de Vento
Biocombustível
Biomassa
Energia azul
Energia geotérmica
Energia heliotérmica
Energia hidráulica
Hidreletricidade
Energia solar
Energia maremotriz
Energia das ondas
Energia das correntes marítimas
Energia eólica

A Terra recebe 174 petawatts (GT) de radiação solar (insolação) na zona superior da atmosfera. Dessa radiação, cerca de 30% é reflectida para o espaço, enquanto o restante é absorvido pelas nuvens, mares e massas terrestres. O espectro da luz solar na superfície da Terra é mais difundida em toda a gama visível e infravermelho e uma pequena gama de radiação ultravioleta.[3]

A superfície terrestre, os oceanos e atmosfera absorvem a radiação solar, e isso aumenta sua temperatura. O ar quente que contém a água evaporada dos oceanos sobe, provocando a circulação e convecção atmosférica. Quando o ar atinge uma altitude elevada, onde a temperatura é baixa, o vapor de água condensa-se, formando nuvens, que posteriormente provocam precipitação sobre a superfície da Terra, completando o ciclo da água. O calor latente de condensação de água aumenta a convecção, produzindo fenómenos atmosféricos, como o vento, ciclones e anti-ciclones.[4] A luz solar absorvida pelos oceanos e as massas de terra mantém a superfície a uma temperatura média de 14 °C.[5] A fotossíntese das plantas verdes converte a energia solar em energia química, que produz alimentos, madeira e biomassa a partir do qual os combustíveis fósseis são derivados.[6]

O total de energia solar absorvida pela atmosfera terrestre, oceanos e as massas de terra é de aproximadamente 3.850.000 exajoules (EJ) por ano.[3]

A energia solar pode ser aproveitado em diferentes níveis em todo o mundo. Consoante a localização geográfica, quanto mais perto do equador, mais energia solar pode ser potencialmente captada.[7]

As áreas de deserto, onde as nuvens são baixas e estão localizadas em latitudes próximas ao equador são mais favoráveis à captação energia solar.Os desertos que se encontram relativamente perto de zonas de maior consumo em países desenvolvidos têm a sofisticação técnica necessária para a captura de energia solar. Realizações cada vez mais importantes como o Deserto de Mojave (Califórnia), onde existe uma planta termosolar com uma capacidade total de 354 MW.[8] [9] [10]

De acordo com um estudo publicado em 2007 pelo Conselho Mundial da Energia, em 2100, 70% da energia consumida será de origem solar.[11]

Tipos[editar | editar código-fonte]

Sistema de painéis fotovoltaicos em próximo à Thüngen, Alemanha.

Os principais métodos de captura da energia solar classificam-se em diretos ou indiretos:

  • Direto significa que há apenas uma transformação para fazer da energia solar um tipo de energia utilizável pelo homem. Exemplos:
    • A energia solar atinge uma célula fotovoltaica criando eletricidade. (A conversão a partir de células fotovoltaicas é classificada como direta, apesar de que a energia elétrica gerada precisará de nova conversão - em energia luminosa ou mecânica, por exemplo - para se fazer útil.)
    • A energia solar atinge uma superfície escura e é transformada em calor, que aquecerá uma quantidade de água, por exemplo - esse princípio é muito utilizado em aquecedores solares.
  • Indireto significa que precisará haver mais de uma transformação para que surja energia utilizável. Exemplo: Sistemas que controlam automaticamente cortinas, de acordo com a disponibilidade de luz do Sol.

Também se classificam em passivos e ativos:

  • Sistemas passivos são geralmente diretos, apesar de envolverem (algumas vezes) fluxos em convecção, que é tecnicamente uma conversão de calor em energia mecânica.
  • Sistemas ativos são sistemas que apelam ao auxílio de dispositivos elétricos, mecânicos ou químicos para aumentar a efetividade da coleta. Sistemas indiretos são quase sempre também ativos.
NASA Pathfinder, avião movido a energia solar desenvolvido pela NASA.

Vantagens[editar | editar código-fonte]

  • A energia solar não polui durante sua produção. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.
  • As centrais necessitam de manutenção mínima.
  • Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável.
  • A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.
  • Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.
  • Tem uma elevada aceitação pública por não ser um produto sintético;
  • A radiação solar, produto da energia solar, é gratuita e abundante;[12]

Desvantagens[editar | editar código-fonte]

  • Um painel solar consome uma quantidade enorme de energia para ser fabricado. A energia para a fabricação de um painel solar pode ser maior do que a energia gerada por ele.[13]
  • Os preços são muito elevados em relação aos outros meios de energia.
  • Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação atmosférica (chuvas, neve), além de que durante a noite não existe produção alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia.
  • Locais em latitudes médias e altas (Ex: Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e Sul da Argentina e Chile) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres), tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.
  • As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas, por exemplo, aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), a energia hidroelétrica (água) e a biomassa (bagaço da cana ou bagaço da laranja).
  • Requer um sistema de armazenamento eficiente ou e sistemas de segurança de modo que tenha um fornecimento constante.[14]

À semelhança de outros países do mundo, em Portugal desde Abril de 2008 um particular pode produzir e vender energia elétrica à rede elétrica nacional, desde que produzida a partir de fontes renováveis. Um sistema de microprodução ocupa cerca de 30 metros quadrados e permite ao particular receber perto de 4 mil euros/ano.

Uso no mundo[1] [15] [editar | editar código-fonte]

Distribuição diária média entre 1991-1993 da energia solar recebida pela Terra ao redor do Mundo. Os círculos pretos representam a área necessária para suprir toda a demanda de energia do planeta Terra.

Em 2009 a capacidade instalada mundial de energia solar era de 2,6 GW, cerca de 18% da capacidade instalada de Itaipu. Os principais países produtores, curiosamente, estão situados em latitudes médias e altas. O maior produtor mundial era o Japão (com 1,13 GW instalados), seguido da Alemanha (com 794 MWp) e Estados Unidos (365 MW)[16] .

Começou a funcionar em 27 de Março de 2007 a Central Solar Fotovoltaica de Serpa (CSFS), na altura a maior unidade do gênero do Mundo. Fica situada na freguesia de Brinches, Alentejo, Portugal, numa das áreas de maior exposição solar da Europa. Tem capacidade instalada de 11 MW, suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações.

Entretanto está projetada e já em fase de construção outra central com cerca de seis vezes a capacidade de produção desta, também no Alentejo, em Amareleja, concelho de Moura.

Muito mais ambicioso é o projeto australiano de uma central de 154 MW, capaz de satisfazer o consumo de 45 000 casas. Esta se situará em Victoria e prevê-se que entre em funcionamento em 2013, com o primeiro estágio pronto em 2010. A redução de emissão de gases de estufa conseguida por esta fonte de energia limpa será de 400 000 toneladas por ano.

Em Março de 2013, foi inaugurada nos Emirados Árabes Unidos a maior central fotovoltaica no mundo, com uma capacidade de 100 megawatts e um custo de 600 milhões de dólares, permite fornecer energia a 20.000 casas. O seu parque solar é formado por grandes parabólicas de sensores espelhados, cobrindo uma superfície equivalente a 285 estádios de futebol. O parque está instalado em pleno deserto de Madinat Zayed, na região ocidental do país, a cerca de 120 quilómetros a sudoeste de Abu-Dhabi, uma das regiões mais ensolaradas e quentes do mundo[17] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Solar Fuels and Artificial Photosynthesis. Royal Society of Chemistry 2012 http://www.rsc.org/ScienceAndTechnology/Policy/Documents/solar-fuels.asp (accessed 11 March 2013)
  2. Solar Energy Perspectives: Executive Summary (PDF) International Energy Agency (2011). Cópia arquivada em 2011-12-03.
  3. a b Fornecido pelo Google Docs. Página visitada em 2 de Abril de 2010.
  4. Earth Radiation Budget marine.rutgers.edu. Página visitada em 22 de fevereiro de 2010.
  5. Somerville, Richard. Historical Overview of Climate Change Science (PDF) Intergovernmental Panel on Climate Change. Página visitada em 2007-09-29.
  6. Photosynthesis photoscience.la.asu.edu. Página visitada em 22 de fevereiro de 2010.
  7. Solar Radiation almashriq.hiof.no. Página visitada em 22 de fevereiro de 2010.
  8. Huge Solar Plants Bloom in Desert wired.com. Página visitada em 22 de fevereiro de 2010.
  9. How Africa's desert sun can bring Europe power guardian.co.uk. Página visitada em 22 de fevereiro de 2010.
  10. Utility Looks to Mojave Desert for Solar Power - NYTimes.com www.nytimes.com. Página visitada em 22 de fevereiro de 2010.
  11. World Energy Council www.worldenergy.org. Página visitada em 22 de fevereiro de 2010.
  12. Colin Baird, Química Ambiental, 2° Edição, Editora Bookman, Página 273
  13. University of California, Berkeley (2008, February 22). Cloudy Outlook For Solar Panels: Costs Substantially Eclipse Benefits, Study Shows. ScienceDaily. Retrieved September 23, 2009, from http://www.sciencedaily.com /releases/2008/02/080220224901.htm
  14. Colin Baird, Química Ambiental, 2° Edição, Editora Bookman, Página 274.
  15. Dom, Domingos. energia solar. [S.l.: s.n.].
  16. Relatório da Agência Internacional de Energia
  17. Maior central fotovoltaica no mundo entra em funcionamento nos Emirados Árabes Unidos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]