Linha 6 do Metrô de São Paulo
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Linha 6 - Laranja |
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| Inauguração | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Estações | 16 (em projeto) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Comprimento | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Estado | Em Projeto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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A Linha 6 - Laranja é um projeto da Companhia do Metropolitano de São Paulo. Na sua primeira fase, ligará a estação São Joaquim, já existente na Linha 1-Azul, a uma futura estação a ser construída no bairro de Brasilândia. Numa segunda fase será estendida até Pirituba, na zona norte, e ao Jardim Anália Franco, na zona leste. As obras estão previstas para ser iniciadas em 2013, com término em 2017.[1] Por passar próximo a diversas faculdades, como FMU, PUC, Mackenzie e FAAP, foi apelidada de "Linha das Universidades".[2]
Índice |
[editar] Histórico
Esta nova linha fará conexão com a linha 7 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e as linhas 1, 2 e 4 do metrô, mais outras duas linhas em projeto do metrô ainda sem cronograma definido, ligando as regiões Noroeste, Oeste, Centro e Sudeste-leste de São Paulo,[3] perfazendo 18,4 quilômetros de extensão, com 17 estações.[4] A demanda prevista para essa linha é de 600 mil passageiros por dia.[5] Em 2008 a previsão era de que as obras começassem até 2010, com previsão de início parcial das operações em 2012 e funcionamento total até o início de 2015[4], mas dois anos depois já se previa que o projeto executivo só seria finalizado em 2011, com as primeiras estações abertas entre 2013 e 2014 ou até em 2016, segundo alguns engenheiros do Metrô.[6]
Em 25 de março de 2008, o governo estadual e a prefeitura de São Paulo se comprometeram a entregar a nova linha do metrô até 2012. A gestão municipal repassou ao estado em 26 de maio[7] 75 milhões de reais para bancar os projetos preliminares para construção dessa linha.[8][9] A princípio, a operação da linha ficará a cargo do Metrô, mas ainda existe a possibilidade de se fazer uma Parceria Público-Privada.[10] Segundo o secretário José Luiz Portella, em declaração de 2008, "duas ou três estações" poderiam ser inauguradas em 2011.[7]
Na outra ponta da linha, o governador José Serra anunciou em 4 de dezembro de 2008 que haveria dois ramais saindo da Freguesia do Ó na direção da periferia da Zona Norte, um em Brasilândia, ao lado de um terminal de ônibus que está em estudo pela prefeitura, e outro na Vila Nova Cachoeirinha, no Largo do Japonês, ao lado de um terminal de ônibus já existente.[4] Seria a primeira vez que o metrô paulistano usaria trajeto em forma de "Y", algo que já existe nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália,[4] além de existir também em outros sistemas brasileiros, como o Metrô do Distrito Federal. O diretor de planejamento do Metrô, Marcos Kassab, explicou que não seria necessário fazer baldeação na estação Freguesia do Ó, porque trens passariam com destinos diferentes alternadamente pela linha.[4] A ideia acabou abandonada, e o edital de concurso seria feito apenas com o ramal até Brasilândia.
O governo de São Paulo não repassou os setenta milhões de reais que constavam do orçamento da obra para 2009.[11] Em 2010 o projeto previa que a linha tivesse dezesseis quilômetros[6], entre a Freguesia do Ó e a estação São Joaquim, da Linha 1-Azul. No ano seguinte passou-se a falar em extensões até o Jardim Anália Franco a leste, com integração com a Linha 10-Turquesa da CPTM na região da Mooca, e até Pirituba a norte, com integração com a Linha 7-Rubi da CPTM[2], para atender um centro de eventos que a Prefeitura pretende construir na região[12]. Com isso, a linha poderia desafogar a Linha 2-Verde, que já demonstrava sinais de saturação.[2] Essas extensões foram divulgadas antes do aval do governador Geraldo Alckmin sobre a mudança de traçado.[2] Segundo o Jornal da Tarde, a Linha 6 passou a ganhar prioridade do governo estadual por causa dos imbróglios envolvendo a extensão da Linha 5, cujas obras encontravam-se paralisadas desde o final de 2010.[2]
[editar] Polêmica
O projeto funcional da linha foi divulgado em junho de 2010 e mencionava a desapropriação de 350 imóveis comerciais e residenciais ao longo da linha, incluindo a sede da escola de samba Vai-Vai, na Bela Vista, e uma unidade dos supermercados Pão de Açúcar em Higienópolis, esta para dar lugar à Estação Angélica.[6] O Jornal da Tarde notou no edital das desapropriações uma preocupação em evitar a desapropriação de imóveis residenciais em bairros centrais e mais valorizados, o que não teria ocorrido na periferia.[6] Em maio de 2011 o Metrô divulgou que não mais construiria a Estação Angélica. Uma matéria da Folha de S. Paulo tinha falado em um abaixo-assinado de 3,5 mil moradores do bairro contra a estação, mas o presidente do Metrô à época, Sérgio Avelleda, garantiu que a decisão foi técnica, pois a Estação Angélica ficaria a apenas quinhentos metros da estação seguinte, o que acarretaria congestionamentos de trens e problemas para os passageiros.[13] A estação passaria a ficar "em algum ponto entre a Praça Charles Miller e a Avenida Angélica", dependendo de estudos técnicos para o Metrô chegar a uma nova localização.[13] "Podemos atender a esse público sem necessariamente estar na esquina da Angélica", avisou Avelleda. "Mas haverá, sim, uma estação no meio do bairro."[13] Apesar da negativa do Metrô de que a solicitação de alguns moradores do bairro tivesse alguma influência na decisão, o assunto causou polêmica nas redes sociais[13], chegando a ser o mais comentado na rede Twitter no Brasil, e gerou um novo abaixo-assinado, desta vez virtual e a favor da construção da estação no local previsto originalmente, além de um convite no sítio de relacionamentos Facebook para um churrasco pretensamente popular em frente ao Shopping Pátio Higienópolis.[14] O Metrô definiu em junho o local onde pretende construir a estação, agora batizada de Angélica-Pacaembu: ela ficará na Rua Sergipe, entre as ruas Ceará e Bahia. Haverá ainda outras duas saídas, uma na Rua Bahia, para o Pacaembu, e outra para a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).[15]
[editar] Projeto e construção
Em fevereiro de 2011 o governo estadual anunciou que pretendia fazer todos os investimentos em obras civis, mas deveria fazer uma parceria público-privada (PPP) similar à da Linha 4-Amarela para a aquisição e instalação de trens e de sistemas operacionais e de energização.[2] O edital de chamamento público para convocar os interessados na PPP foi publicado em 6 de outubro.[16] Na ocasião previa-se que o edital final, para construção (avaliada em dez bilhões de reais), seria lançado em 2012.[16] No edital constava o trajeto prioritário entre Brasilândia e a Estação São Joaquim, além de dois trechos adicionais, até Cidade Líder, a leste, e até a Rodovia dos Bandeirantes, a oeste.[16] Se tudo for concluído, a linha se tornará, com 33 estações, a maior da rede metroviária.[16]
[editar] Características
A média diária prevista para a Linha 6 é de seiscentos mil[16] a oitocentos mil[2] passageiros.
[editar] Projetos de estações
A seguir é apresentada a lista de estações planejadas para a Linha 6.[17]
[editar] Estações em estudo (trecho Bandeirantes–Brasilândia)
Lista de estações em estudo, apresentadas pelo metrô no congresso Cresce Brasil da Federação Nacional dos Engenheiros.[18]
| Nome da estação | Integrações |
|---|---|
| Bandeirantes | |
| Vila Clarice | |
| Centro de Convenções Pirituba | |
| Velha Campinas | |
| Morro Grande |
[editar] Estações com projeto avançado (trecho Brasilândia–São Joaquim)
Lista de estações apresentadas oficalmente em audiências públicas:
| Nome da estação | Integrações |
|---|---|
| Brasilândia | |
| Vila Cardoso | |
| Itaberaba / Hospital Vila Penteado | |
| João Paulo I | |
| Freguesia do Ó | |
| Santa Marina | |
| Água Branca | |
| SESC Pompéia | |
| Perdizes | |
| PUC-Cardoso de Almeida | |
| Angélica-Pacaembu | |
| Higienópolis-Mackenzie | |
| 14 Bis | |
| Treze de Maio | |
| São Joaquim |
[editar] Estações em estudo (trecho São Joaquim–Jardim Marília)
Lista de estações em estudo, apresentadas pelo metrô no congresso Cresce Brasil da Federação Nacional dos Engenheiros.Federação Nacional dos Engenheiros (16 de maio de 2011). Seminário Cresce Brasil. Página visitada em 3 de junho de 2011.</ref>
| Nome da estação | Integrações |
|---|---|
| Aclimação (Lavapés) | |
| Glicério | |
| Alberto Lyon | |
| Henry Ford (Cambuci) | |
| Parque da Mooca (Tabajaras) | |
| Vila Bertioga | |
| Vila Canero | |
| Anália Franco | |
| Montemagno | |
| Renata | |
| João XXIII | |
| Vila Antonieta | |
| Jardim Marília |
Referências
- ↑ Metrô agora prevê linha 6 só para 2017. Folha.com (25 de fevereiro de 2011). Página visitada em 25/2/2011.
- ↑ a b c d e f g Eduardo Reina e Renato Machado. (18 de fevereiro de 2011). "Nova linha do Metrô irá até Anália Franco". Jornal da Tarde (14 788): 4A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X.
- ↑ Sítio Oficial da Companhia do Metropolitano de São Paulo
- ↑ a b c d e "Linha 6 do Metrô terá ramal até Brasilândia", Daniel Gonzales, Jornal da Tarde, 5/12/2008, pág. 5A
- ↑ "Linha 6 chegará às vilas Nova Cachoeirinha e Brasilândia", Portal do Governo do Estado de São Paulo, 4/12/2008
- ↑ a b c d Rodrigo Brancatelli e Eduardo Reina. (10 de junho de 2010). "Linha 6 vai derrubar até 350 imóveis". Jornal da Tarde (14 537): 3A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 19/6/2010.
- ↑ a b "Linha da Freguesia do Ó recebe R$ 75 milhões", Daniel Gonzales, Jornal da Tarde, 27/5/2008, pág. 4A
- ↑ "Serra promete iniciar Linha 6 do Metrô em sua gestão", O Estado de S.Paulo, 25 de março de 2008
- ↑ "Serra promete iniciar Linha 6 do metrô em sua gestão; obra será entregue em 2012", Uol Notícias, 25 de março de 2008
- ↑ "Metrô vai ganhar Linha 6 em 2012", Daniel Gonzales, Jornal da Tarde, 26/3/2008, pág. 4A
- ↑ Felipe Grandin. (26 de abril de 2010). "Governo de SP deixou de investir R$ 1,3 bi no Metrô". Jornal da Tarde (14 490): 3A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 1/5/2010.
- ↑ Eduardo Reina e Renato Machado. (18 de fevereiro de 2011). "Ligação de norte a leste". Jornal da Tarde (14 788): 4A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X.
- ↑ a b c d James Cimino (11 de maio de 2011). "Estação continuará em Higienópolis", diz presidente do Metrô. Veja São Paulo. Página visitada em 12/5/2011.
- ↑ Gabriel Pinheiro e Renato Machado. (12 de maio de 2011). "Metrô muda de Higienópolis e causa protesto". Jornal da Tarde (14 871): 6A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 12/5/2011.
- ↑ Renato Machado e Vitor Hugo Brandalise (17 de junho de 2011). Metrô define Estação Angélica: 2 saídas no Pacaembu e uma em Higienópolis. Estadão.com. Página visitada em 20/7/2011.
- ↑ a b c d e Adriana Ferraz e Bruno Ribeiro. (6 de outubro de 2011). "Linha 6-Laranja: do centro a Brasilândia em 25 minutos" (em português). Jornal da Tarde (15 018): 11A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X.
- ↑ Companhia do Metropolitano de Sâo Paulo. Linha 6 laranja - Audiência Pública. Página visitada em 10/05/2011.
- ↑ Federação Nacional dos Engenheiros (16 de maio de 2011). Seminário Cresce Brasil. Página visitada em 3 de junho de 2011.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Mapa Rede Essencial (em português)
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