Aeroporto Internacional de Manaus

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Manaus
Aeroporto
Aeroporto Internacional Eduardo Gomes
IATA: MAO - ICAO: SBEG
Características
Tipo Público
Administração Infraero
Serve Região Metropolitana de Manaus
Localização Manaus, AM Brasil Brasil
Inauguração 26 de março de 1976 (42 anos)
Coordenadas 3° 02' 20" S 60° 02' 46" O
Altitude 80 m (262 ft)
Movimento de 2017
Passageiros 2.645.205 passageiros (BR: 18º)
Carga 112 569 toneladas de carga
Aéreo 37 030 aeronaves
Capacidade anual 13,5 milhões de passageiros
Principais companhias
Website oficial Página oficial
Mapa
SBEG está localizado em: Brasil
SBEG
Localização do aeroporto no Brasil
Pistas
Cabeceira(s) Comprimento Superfície
11 / 29 2 700  m (8 858 ft) Asfalto
Notas
Dados do DECEA[1]

O Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes (IATA: MAOICAO: SBEG) é um aeroporto internacional no município de Manaus, no Amazonas. É o maior aeroporto da Região Norte do Brasil com capacidade anual para 13,5 milhões de passageiros[2][3] e o mais movimentado da rede Infraero no transporte de mercadorias, respondendo por 22,75% de todo o movimento de cargas gerenciadas pela estatal no país.[4][5] Em 2017 movimentou cerca de 2,6 milhões de passageiros, sendo o décimo oitavo aeroporto mais movimentado do país. Atualmente, oito companhias aéreas operam no aeroporto, ligando Manaus à cidades dos continentes da América do Norte, Central e do Sul, além das rotas domésticas. Está localizado na zona oeste da cidade de Manaus, mais precisamente no bairro Tarumã, distante 14 km do Centro.[6]

Inaugurado em 26 de março de 1976, foi o primeiro aeroporto da rede Infraero a ter pontes de embarque e todo sistema automatizado, fazendo com que se tornasse o mais moderno do país na época.[7] Com uma área de 14 quilômetros quadrados, o complexo aeroportuário conta com dois terminais de passageiros, um para atender a aviação regular e outro, a aviação regional. Também dispõe de um complexo de logística de carga, que foi implantado em três etapas, sendo o Terminal de Logística 1, inaugurado em 1976, o Terminal de Logística 2, em 1980 e o Terminal de Logística 3, em 2004.[8]

Seu nome é uma homenagem a Eduardo Gomes, marechal-do-ar e patrono da Força Aérea Brasileira.[9] Em 2012, uma portaria da Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC alterou e renovou a inscrição do aeródromo em seu cadastro. A partir de então, passou a denominar-se Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes.[10] Em janeiro de 2015, a Infraero concluiu a obra de reforma e ampliação do terminal de passageiros, que aumentou a área do terminal de 39,4 mil m² para 97,2 mil m². O complexo aeroportuário passou a contar também com um novo estacionamento de veículos com 100 mil m², em dois níveis, passando de 776 para 2670 vagas. O número de balcões de check-in também foi ampliado para 89 posições; o número de esteiras de restituição passou de 4 para 11, as esteiras de check-in, de 2 para 4, além de novos elevadores, escadas rolantes e pontes de embarque. O terminal manauara está preparado para atender a demanda da região durante os próximos anos.[11]

No ano de 2017, o aeroporto passou a contar com um voo semanal direto para Buenos Aires, operado pela Gol Linhas Aéreas.[12] A nova rota somou à lista de roteiros internacionais disponíveis a partir do terminal manauara, como Barcelona, Cidade do Panamá, Curaçao e Miami, operados pelas empresas Avior, Copa Airlines, Insel Air, American Airlines e LATAM Airlines. Em 2018, a Amazonastur anunciou que está negociando com a companhia aérea espanhola Iberia um voo direto entre Manaus e Madrid. De acordo com a estatal, existe uma possibilidade muito grande do aeroporto ganhar essa ligação direta para a Europa.[13] No mesmo ano, aeroporto foi eleito o segundo melhor do país no quesito “satisfação geral do passageiro”. Essa é a avaliação dos usuários ouvidos na Pesquisa de Satisfação do Passageiro, realizada pela Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA).[14]

História[editar | editar código-fonte]

Para a instalação de um complexo aeroportuário em Manaus, foi realizada uma avaliação econômica das diversas alternativas de localização do aeroporto que abrangeu não só os custos de construção, mas também os de operação, inclusive os custos de transporte terrestre dos passageiros entre a cidade e o aeroporto. Foi então escolhida a área localizada nas vizinhanças do igarapé Tarumã-Açu, onde atualmente se encontra o bairro Tarumã.[7]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

1968 - Visando o desenvolvimento e uma maior integração da região amazônica, o Ministério da Aeronáutica constituiu um grupo de trabalho para estudar e propor uma solução para que o novo Aeroporto Internacional de Manaus atendesse os requisitos de aeronaves de diferentes portes, dentro das normas estabelecidas pelas entidades internacionais reguladoras. O grupo, criado em 1968, era responsável por todos os trabalhos de coordenação relacionados ao desenvolvimento do aeroporto.[7]

1972 - O Decreto nº 70.319 de 23 de março de 1972 criou a Comissão Coordenadora do Projeto Aeroporto Internacional de Manaus, incumbida de coordenar todos os trabalhos relativos ao projeto e à construção do complexo aeroportuário. O Governo do Estado do Amazonas, por meio do Decreto nº 2.399 de 1º de novembro de 1972, formalizou a doação à União de uma área de 8.025.618.3025 metros quadrados de terras devolutas do patrimônio estadual, para que nela fosse construído o aeroporto.[15] O aeroporto foi construído seguindo os mais avançados padrões da aviação civil da época. Por décadas permaneceu como um dos mais modernos complexos aeroportuários brasileiros. O terminal de passageiros 1, com estrutura em concreto armado, foi o primeiro do país a operar com pontes de embarque e desembarque de passageiros.[7]

1976 - Em 26 de março de 1976, em cerimônia presidida pelo então presidente da República Ernesto Geisel, foi inaugurado o Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes, sob responsabilidade técnica, administrativa e operacional da Infraero. Foi o primeiro da Rede Infraero a ter pontes de embarque e todo sistema automatizado, fazendo com que se tornasse o mais moderno do país na época de sua inauguração.[7]

1985 - Para atender a demanda crescente da aviação regional, foi construído o Terminal de Passageiros 2, o “Eduardinho”, inaugurado em 12 de março de 1985. O novo terminal foi construído em uma área anexa ao Terminal de Passageiros 1. O Eduardinho dispõe de completa infraestrutura para atender os passageiros da aviação regional, fundamental para a integração da Região Amazônica. Ele dispõe de uma sala de embarque e uma sala de desembarque, sala vip e em seu saguão oferece aos usuários os seguintes serviços e produtos, como balcão de informações, serviços bancários, guarda-volumes, locadora de veículos, lanchonete, táxis especiais e banca de revista. A média diária de operações de voos é de 110, entre pousos e decolagens.[7]

2004 - O Terminal de Logística 3 foi inaugurado em 14 de dezembro de 2004, com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, elevando a capacidade de armazenagem do aeroporto. Ao longo de sua existência o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes recebeu obras que proporcionaram melhorias em suas instalações, como recapeamento da pista de pouso, ampliação do pátio de estacionamento de aeronaves do Terminal de Passageiros 1, recuperação do pátio do Terminal de Logística e construção da via de acesso para os Carros de Combate à Incêndio (CCI), modernização do saguão e adequação da infraestrutura para atendimento aos portadores de necessidades especiais.[7]

Fachada do aeroporto.

2011 - Em novembro de 2011 foram iniciadas as obras de reforma, ampliação e modernização do Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes. Com as melhorias entregues, o aeroporto recebeu dois níveis operacionais, aumentando áreas de embarque, desembarque e saguão.[16]

2015 - No dia 16 de janeiro de 2015, o Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes recebeu o certificado operacional concedido pela Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC. O objetivo da certificação é validar a capacidade do operador do aeródromo para executar os procedimentos constantes no Manual de Operações do Aeródromo, bem como a sua organização, visando à segurança operacional no sítio aeroportuário. Com a autorização, o aeroporto pode ser utilizado regularmente por quaisquer aeronaves compatíveis com o código de referência 4E ou inferior, permitidas as operações da aeronave Boeing 747-8F.[17]

2016 - O aeroporto é eleito o melhor do país na categoria que reúne terminais com capacidade até 5 milhões de passageiros ao ano. No critério Satisfação Geral do Passageiro, o aeroporto conquistou a nota média de 4,24, em uma escala de 1 a 5.[18][19]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Interior do terminal 1 (TPS1).

O sítio aeroportuário possui mais de 14 milhões de metros quadrados. Conta com pista única (11/29) para pousos e decolagens, com dimensões de 2700x45m largura, dois terminais de passageiros, além de três terminais de carga aérea (TECA).[20]

Terminal 1[editar | editar código-fonte]

O Terminal 1, inaugurado em 1976, é o mais antigo dos dois terminais de passageiros. Passou por uma severa reforma entre 2011 e 2015. Sua área foi totalmente ampliada, passou de 39,4 mil m² para 97,25 mil m². A capacidade aumentou de 6,4 para 18,2 milhões de passageiros por ano. O destaque da reforma é a divisão do aeroporto em dois níveis: o inferior para desembarque e o térreo para embarque, aumentando o meio fio disponível para a entrada ou saída de passageiros.

O Terminal possui 133 pontos comerciais, 87 balcões de check-in, 16 elevadores sociais, 13 escadas rolantes, 8 pontes de embarque/desembarque, sendo 3 móveis. São 2.670 vagas de estacionamento nos dois primeiros níveis, sendo 188 reservadas para idosos, gestantes e portadores de necessidades especiais. Os elevadores, escadas rolantes e o piso tátil complementam o atendimento às normas de acessibilidade.[2]

Terminal 2[editar | editar código-fonte]

O Terminal 2, ou "Eduardinho", também passou por uma reforma entre 2013-2015. Teve sua área aumentada de 3,6 mil m² para 6,9 mil m². A capacidade também aumentou, de 540 mil para 2 milhões de passageiros por ano. O Aeroporto ganhou Sala VIP, fraldário, praça de alimentação, centro bancário e climatização. A sala de desembarque ganhou uma esteira rolante e o saguão de embarque/desembarque foi aumentado para 1.031 m².

O Terminal 2 possui 235 vagas no estacionamento, e ganhou lojas de conveniência e locadoras de veículos.[2]

Terminais de logística de carga[editar | editar código-fonte]

O terminal de cargas do aeroporto é o maior e o mais movimentado da rede Infraero.

O aeroporto possui 3 terminais de carga aérea. O Terminal de Carga Aérea I (TECA I) foi inaugurado em 1976, juntamente com o aeroporto, sendo destinado para movimentação de mercadorias produzidas na Zona Franca de Manaus; o Terminal de Carga Aérea II (TECA II), inaugurado em 1980, movimenta cargas de exportação e o Terminal de Carga Aérea III (TECA III) inaugurado em 2004, está dedicado ao movimento de carga de importação.[7]

O Teca de Manaus é o maior complexo de logística de carga da Rede Infraero e o mais movimentado do país. Em 2017, o aeroporto ficou em primeiro lugar com um movimento total de 112.569 toneladas, o que equivale a 22,75% de todo o movimento da rede Infraero.[5][21]

No primeiro semestre de 2017, o Terminal de Logística de Carga do Aeroporto Internacional de Manaus registrou o maior aumento bruto na movimentação de mercadorias da Rede Infraero. Os números apontam um crescimento de 31% na tonelagem de cargas movimentadas, nas áreas de importação e exportação. De janeiro a junho, foram processadas cerca de 15 mil toneladas de mercadorias, 3.600 mil a mais que o volume do ano passado.[22]

Nos últimos anos, o complexo logístico de Manaus recebeu uma série de investimentos, com três melhorias em destaque: um trans-elevador para expandir o sistema de armazenamento de cargas verticalizadas de importação, que atende exclusivamente as empresas habilitadas no regime da Linha Azul; um sistema para movimentação e armazenagem de paletes aeronáuticos; e a completa automatização do processo de pesagem de cargas destinadas à importação e exportação, responsável por um ganho operacional de cerca de 30% nas atividades do Teca. Além disso, a área de importação teve sua capacidade de processamento de volumes ampliada de 3 mil toneladas/mês para 30 mil toneladas/mês.[21]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Ano Total de Passageiros % diferença Movimento de aeronaves % diferença Passageiros Internacionais
2003 1.241.462 Estável 33.427 Estável 36.427
2004 1.368.968 Aumento 10.2% 31.273 Baixa 6.4% 35.229
2005 1.508.022 Aumento 10.1% 31.470 Aumento 0.6% 44.587
2006 1.689.817 Aumento 12% 33.785 Aumento 7.3% 85.867
2007 2.063.872 Aumento 22.1% 44.303 Aumento 31.1% 97.035
2008 2.021.668 Baixa 2% 44.823 Aumento 1.1% 125.167
2009 2.300.022 Aumento 13.7% 45.852 Aumento 2.2% 150.365
2010 2.688.623 Aumento 16.8% 52.505 Aumento 14.5% 159.624
2011 3.019.426 Aumento 12.3% 56.298 Aumento 7.2% 163.604
2012 3.131.150 Aumento 3.7% 57.575 Aumento 2.2% 183.704
2013 3.077.077 Baixa 1.7% 55.141 Baixa 4.2% 207.945
2014 3.389.867 Aumento 10.1 % 54.862 Baixa 0.5 % 239.150
2015 3.258.157 Baixa 3.8% 48.433 Baixa 11.7% 206.042
2016 [23] 2.651.452 Baixa 18.6% 37.951 Baixa 21.6% 119.106
Vista aérea do aeroporto.

O aeroporto registrou aumento de 45% no fluxo de passageiros durante a Copa de 2014. No período de 6 a 25 de junho – período de movimentação da primeira fase da Copa – aproximadamente 260 mil pessoas passaram pelos terminais de passageiros do Aeroporto Internacional de Manaus/Eduardo Gomes (AM). Este número representa um aumento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado, e o terminal manauara atendeu com tranquilidade a demanda do período.

Em média, foram 11 mil passageiros embarcando e desembarcando diariamente no Aeroporto de Manaus, equacionados em 200 voos diários ligando a capital manauara a diversos pontos do Brasil e do mundo. O quantitativo de passageiros internacionais ganhou destaque nesse período. Aproximadamente 60 mil passageiros internacionais embarcaram e desembarcaram em Manaus, que representa um aumento de 500% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados cerca de 10 mil passageiros. Os passageiros de destinos nacionais que passaram pelo Aeroporto de Manaus foram cerca de 200 mil pessoas, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado (160 mil pessoas).[24]

Ao todo, foram realizados 3,7 mil voos, incluindo voos regulares, fretados e executivos, além de táxis aéreos, helicópteros e voos militares durante o Mundial. Este número representa um aumento de 25% no número de operações de pousos e decolagens em relação ao mesmo período do ano passado. A quantidade de voos domésticos passou de 2,7 mil em 2013 para 3 mil no período de 6 a 25 de junho de 2014, um aumento de 15%. Já os voos internacionais aumentaram 50%: em 2013, foram realizados 350 e, em 2014, 700. Tudo isso justificado pela realização da Copa do Mundo em Manaus, que recebeu o último jogo no dia 25 de junho.[25] Segundo dados da America Airlines, o voo Manaus - Miami é terceiro voo mais lucrativo da companhia no Brasil.[26]

Pousos de aeronaves emblemáticas[editar | editar código-fonte]

Airbus A350
O primeiro Airbus A350 que operou no Aeroporto Internacional de Manaus.

O primeiro pouso do Airbus A350 ocorreu em 25 de janeiro de 2016, operado pela empresa brasileira LATAM Airlines Brasil, procedente de São Paulo, em seu primeiro voo comercial no Brasil.[27] Os passageiros participaram deste marco da aviação mundial, usufruindo de uma viagem mais silenciosa e com mais conforto, incluindo iluminação que auxilia na redução do efeito do jet lag, janelas panorâmicas e bagageiros mais espaçosos para os pertences de mão. A aeronave prefixo PR-XTA, que operou o voo JJ3408, foi recepcionada por jatos de água no Aeroporto Internacional de Manaus.[28]

O Airbus A350 tem capacidade para 348 passageiros (30 lugares na Classe Executiva e 318 na Classe Econômica), sendo a segunda maior aeronave para transporte de passageiros em operação no aeroporto, que atualmente recebe o Boeing 747-8F, a segunda maior aeronave cargueira do mundo.[29]

Para garantir a fluidez das operações com a nova aeronave, a Infraero, por meio das áreas de Gestão Operacional, Segurança, Manutenção e Segurança Operacional, acompanhou os voos de avaliação operacional do A350 XWB. Essas operações fizeram parte do extenso processo de homologação desse avião junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), já que se trata de um modelo de aeronave inédito no Brasil. Desde 16 de janeiro de 2015 que o Aeroporto Internacional de Manaus conta com a certificação operacional expedida pela ANAC que autoriza o terminal a receber regularmente pousos e descolagens de aeronaves compatíveis com o código de referência 4E (MD-11, Boeing 777, 747-4) ou inferior, permitidas ainda as operações do Boeing 747-8F.[30]

Acidentes e incidentes[editar | editar código-fonte]

Voo Transbrasil 801[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Voo Transbrasil 801

Em 21 de março de 1989, um Boeing 707 cargueiro, operado pela empresa brasileira Transbrasil, realizava o voo 801 partindo de Manaus para Guarulhos, na Grande São Paulo. Ao aproximar-se do Aeroporto Internacional de Guarulhos, a aeronave perdeu sustentação e caiu minutos antes do pouso. O acidente deixou 25 mortos, entre tripulantes e moradores.

Segundo apuração da época, atribuiu-se a causa do acidente à falha humana — a tripulação teria cometido um erro de cálculo e aberto o speedbrake. A pista de pouso do aeroporto seria fechada ao meio-dia para manutenção e, com isso, a tripulação procurou acelerar os procedimentos para conseguir pousar antes do fechamento. Com isso, a aeronave foi perdendo altitude e sustentação e acabou por colidir com casas e um prédio baixo nas imediações do aeroporto, arrastando-se na área de um terreno ocupado por favelas do Jardim Ipanema. No momento da queda, a aeronave contava com aproximadamente quinze mil litros de combustível e incendiou-se imediatamente. Estava carregada com 26 toneladas de equipamentos eletrônicos provenientes do Polo Industrial de Manaus, que ficaram totalmente destruídos.[31][32][33]

Voo Rico 4815[editar | editar código-fonte]

Um EMB 120 operado pela Air France, similar ao envolvido no acidente em Manaus.

Em 14 de maio de 2004, um Embraer EMB 120, popularmente conhecido como Brasília, operado pela empresa brasileira Rico Linhas Aéreas, caiu enquanto se preparava para pousar no Aeroporto Internacional de Manaus. Todos os 33 passageiros e tripulantes a bordo da aeronave morreram.

O Brasília havia partido de Manaus e seguido para Tefé. De lá prosseguiu para São Paulo de Olivença, foi para Tabatinga, retornou para Tefé para, em seguida, voltar à Manaus. O último contato do Voo 4815 com a torre do aeroporto de Manaus ocorreu por volta das 18:20 horas (UTC-4), quando o piloto avisou que pousaria dentro de 18 minutos. A aeronave foi localizada na madrugada do dia seguinte, 15 de maio, por um helicóptero da Aeronáutica a cerca de 16 km da cabeceira da pista do aeroporto.[34][35]

Voo Gol 1907[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Voo Gol 1907
Imagem computadorizada da colisão. O winglet esquerdo do Legacy cortou mais da metade da asa do Boeing 737.[36][37]

Em 29 de setembro de 2006, um Boeing 737-800, operado pela empresa brasileira Gol Linhas Aéreas Inteligentes, realizava o voo 1907 de Manaus para o Rio de Janeiro, com escala técnica no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. Enquanto sobrevoava o estado de Mato Grosso, colidiu no ar com um Embraer Legacy 600. Todos os 154 passageiros e tripulantes a bordo do Boeing 737 morreram após a aeronave desintegrar-se no ar e cair sobre a Floresta Amazônica, enquanto o Legacy, apesar de ter sofrido danos graves na sua asa e estabilizador horizontal esquerdo, pousou em segurança com seus sete ocupantes não lesionados na Base Aérea do Cachimbo.[38]

Incidentes[editar | editar código-fonte]

  • Em 14 de julho de 2006, um Boeing 707 cargueiro da Skymaster executou um pouso de emergência no aeroporto. Após sobrevoar a cidade por mais de uma hora, a torre de controle confirmou que o trem-de-pouso dianteiro não havia descido. A aterrissagem “de nariz” foi bem sucedida e o avião permaneceu por cerca de 4 horas na pista até que a carga embarcada fosse removida e o trem-de-pouso abaixado, possibilitando sua retirada da pista.[39]
  • Em 26 de março de 2009, fragmentos de um dos motores de uma aeronave cargueira modelo DC 10, de empresa colombiana, que partiu do Aeroporto Internacional de Manaus, em direção a Bogotá, na Colômbia, caíram sobre a Zona Norte de Manaus, atingindo pelo menos 16 casas. Ninguém ficou ferido.[40]

Aeronaves Abandonadas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Publicação Auxiliar de Rotas Aéreas (ROTAER)» (PDF). Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). 2016. Consultado em 1 de outubro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 1 de outubro de 2016 
  2. a b c «Características». www4.infraero.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  3. «Aeroporto Internacional de Manaus comemora 42 anos com seis novas pontes de embarque». Infraero. Consultado em 12 de agosto de 2018 
  4. «Movimentação das Cargas». www.infraero.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  5. a b «Anuário Estatístico Operacional 2017» (PDF). Infraero. 1 de abril de 2018 
  6. «Google Maps». Google Maps. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  7. a b c d e f g h «Histórico». www4.infraero.gov.br. Consultado em 15 de janeiro de 2018 
  8. Brasil, Portal. «Nova estrutura praticamente dobra a capacidade do aeroporto de Manaus». Governo do Brasil. Consultado em 31 de janeiro de 2018 
  9. Brasileira, Força Aérea. «Força Aérea Brasileira — Asas que protegem o país». Força Aérea Brasileira. Consultado em 5 de fevereiro de 2018 
  10. «PORTARIA ANAC N° 1425/SIA, DE 16 DE JULHO DE 2012» (PDF) 
  11. «Aeroporto de Manaus completa 41 anos e acompanha crescimento do Amazonas». Infraero. Consultado em 15 de janeiro de 2018 
  12. «Manaus passa a contar com voo direto para Buenos Aires». Infraero. Consultado em 1 de agosto de 2018 
  13. «Amazonas pode ser rota de empresa aérea da Espanha - Diario Manauara». www.diariomanauara.com.br. Consultado em 5 de fevereiro de 2018 
  14. «Aeroporto de Manaus é o 2º melhor do Brasil em 'satisfação geral do passageiro' | Manaus». A Crítica. Consultado em 1 de agosto de 2018 
  15. Ton. «Aeroporto Internacional de Manaus - Eduardo Gomes». www.ancab.com.br. Consultado em 31 de janeiro de 2018 
  16. «Assinada Ordem de Serviço para ampliação do Aeroporto Internacional de Manaus». Secretaria de Aviação Civil. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  17. «Aeroporto de Manaus é autorizado pela Anac a receber avião cargueiro». Amazonas. 21 de janeiro de 2015 
  18. «Aeroporto de Manaus é eleito o melhor na categoria até 5 milhões de passageiros». Secretaria de Aviação Civil. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  19. Brasil, Portal. «Aeroporto de Manaus tem recorde de satisfação do passageiro». Portal Brasil. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  20. «Aeroporto Internacional de Manaus / Eduardo Gomes» (PDF). Infraero. 11 de novembro de 2017. Consultado em 27 de janeiro de 2018 
  21. a b «Movimentação de cargas cresce 42% no Teca do Aeroporto de Manaus no 1º trimestre de 2017». Infraero. Consultado em 1 de fevereiro de 2018 
  22. «Teca de Manaus apresenta maior crescimento bruto de movimentação de cargas na rede Infraero no 1º semestre de 2017.». Infraero. 21 de julho de 2017. Consultado em 31 de janeiro de 2018 
  23. «Movimentação Operacional». www4.infraero.gov.br. Consultado em 31 de janeiro de 2018 
  24. «Copa faz crescer em 45% numero de paxs em Manaus». Portal PANROTAS 
  25. «Infraero divulga balanço de movimento em Manaus durante a Copa». www.portal2014.org.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  26. «Voo Manaus-Miami é o terceiro mais rentável para a American Airlines no Brasil». www.amazonas.am.gov.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2018 
  27. «TAM inaugura Airbus A350 com voo de SP para Manaus - Notícias - UOL Economia». UOL Economia 
  28. Oliveira, Edgar J. «Tam fez hoje o voo inaugural da primeira aeronave das Américas modelo A350 XWB». Revista Hoteis. Consultado em 31 de janeiro de 2018 
  29. «A350-900 XWB da TAM fez primeiro voo comercial para Manaus». NewsAvia. 25 de janeiro de 2016 
  30. Ltda., Inner Editora. «Tam realiza primeiro voo com A350 XWB · AERO Magazine». aeromagazine.uol.com.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  31. «Memória: acidentes de empresas aéreas no Brasil». O Globo. Consultado em 11 de outubro de 2015 
  32. «Transbrasil voo 801». Desastres Aéreos. Consultado em 11 de outubro de 2015 
  33. «Cargueiro caiu sobre favela de SP em 89». Folha de S. Paulo. Consultado em 11 de outubro de 2015 
  34. «Folha Online - Cotidiano - Queda de avião em Manaus causa a morte de 33 pessoas - 15/05/2004». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  35. «Folha Online - Cotidiano - Saiba mais sobre a aeronave Brasília, que caiu no Amazonas - 15/05/2004». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  36. «Final Report» (PDF). CENIPA. 8 de dezembro de 2008. Consultado em 11 de junho de 2009. Cópia arquivada (PDF) em 4 de junho de 2011 
  37. MELO FILHO, S. (2 de outubro de 2006). «Gol 737-800 x Legacy 600 Hypothetical Collision Configuration». Associação dos Engenheiros do ITA – WikITA. Consultado em 18 de agosto de 2013 
  38. «CENIPA - Relatório Final» (PDF) 
  39. «Acidente leve fecha aeroporto em Manaus - Brasil - Estadão». Estadão 
  40. «G1 > Brasil - NOTÍCIAS - Parte da turbina de avião cai e danifica casas em Manaus». g1.globo.com. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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