Andrés Botello

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Andrés Botello (fl. 1648/1672) foi um compositor português com atividade na Andaluzia durante o Barroco.

Nome[editar | editar código-fonte]

O seu nome surge grafado Andrés Botello o que corresponde à forma portuguesa André Botelho. Frequentemente é justaposto também o sobrenome Alanhuza[1] ou Oyambuja,[2] talvez corrupções da forma lusa Azambuja.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Antiga Colegiada de Xerez da Fronteira, atual catedral

Andrés Botello nasceu em Portugal durante o século XVII.[3] Em 24 de abril de 1648, encontrando-se já estabelecido na Andaluzia com a sua família (em local incerto mas definitivamente não em Sevilha) concorreu ao cargo de mestre de capela da Igreja Colegial do Divino Salvador de Sevilha. Foi efetivamente contratado em 16 de agosto de 1650. O emprego não terá sido do seu agrado uma vez que terá sido multado várias vezes por deixar o seu posto, até que deixa finalmente este disponível apenas dois anos depois, antes do Natal de 1652. Foi substituído por Andrés Martínez.[1]

Estabeleceu-se em Xerez da Fronteira, onde foi novamente mestre de capela da colegiada local, desde 1654 até 1672.[1][4]

Obra[editar | editar código-fonte]

Deixou obras religiosas e profanas, algumas viajaram até ao Novo Mundo e encontram-se no Arquivo Histórico Arquidiocesano de Guatemala[3] e no Arquivo Musical da Catedral Primaz de Bogotá.[4]

  • "Celos, amor, confianza"
  • "En las doradas arenas"
  • "Por mudarse hará Menguilla"
  • "Si deshaces, Niño, el hielo"[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Cordero, María Rosario (2008). La Música en la Colegiata de San Salvador (PDF). Sevilha: Junta de Andalucia 
  2. Formentani, Antonio Fernandez (1890). Costumes y Leyes de Antaño - Curiosa coleccion de apuntes y documentos sobre {...} extractados y copiados de las actas capitulares de esta Ciudad de Xerez de la Frontera. Xerez da Fronteira: Imprenta de el Guadalete. p. 71 
  3. a b c d Abril, Omar Morales (2015). «A presença de música e músicos portugueses no vice-reinado da Nova Espanha e na província de Guatemala, nos séculos XVI-XVII». Revista Portuguesa de Musicologia. 2 (1): 151-174. ISSN 0871-9705 
  4. a b García-Abásolo, Antonio (2010). La Música de las Catedrales Andaluzas y su Proyección en América (PDF). Córdoba: Universidade de Córdoba