Alexandre Levy

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Alexandre Levy
Retrato de Alexandre Levy.
Informação geral
Nome completo Alexandre Levy
Nascimento 10 de novembro de 1864
Origem São Paulo, São Paulo
País Império do Brasil Império do Brasil
Data de morte 17 de janeiro de 1892 (27 anos)
Local de morte São Paulo, SP
Gênero(s) Música erudita
Ocupação(ões) compositor, pianista, Maestro

Alexandre Levy (São Paulo, 10 de novembro de 1864 --- São Paulo, 17 de janeiro de 1892) foi um compositor, maestro, pianista e crítico musical brasileiro.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho de Henrique Luiz Levy e irmão de Luís Levy, ambos músicos, de quem recebeu sua primeira instrução. Aperfeiçoou seus estudos de piano com o professor russo radicado na capital paulista Louis Maurice e com o francês Gabriel Giraudon, este, anteriormente mestre de outro gênio na época residente em São Paulo que foi Henrique Oswald.[1]

Estreou em apresentações públicas aos oito anos de idade e foi comparado a Mozart por sua precocidade e brilhantismo.

Seu pai fundara a Casa Levy, um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais de música em São Paulo em sua época, o que possibilitou que entrasse em contato com muitas figuras importantes na cena musical paulista e músicos viajantes.[1]

A partir de 1880 começou a publicar composições próprias através de editoras européias, e em 1883 foi eleito diretor do Clube Haydn, importante associação musical da cidade que ajudou a fundar e onde regeu pela primeira vez em 1885. Dois anos depois viajou para a Europa para estudar com Émile Durand e Vincenzo Ferroni, retornando logo ao Brasil, quando começou a exercer a crítica musical na imprensa paulista, escrevendo nos jornais Província de São Paulo e Correio Paulistano sob o pseudónimo de Figarote.

Em sua obra de composição foi um nacionalista, utilizando temas do folclore brasileiro, área em que foi o precursor dentro do universo da música erudita nacional com as Variações sobre um tema popular brasileiro, de 1884, baseada na melodia Vem cá, Bitu!. Seu estilo deriva das escolas de Schumann e Mendelssohn. É patrono da cadeira 29 da Academia Brasileira de Música.[1] [2]

Algumas obras[editar | editar código-fonte]

  • Música orquestral: Sinfonia em mi menor; Abertura dramática (1888); Comala - poema sinfônico (1890); Suite brasileira (1890).
  • Música de câmara: Trio em si bemol; Quarteto de cordas (1885); Rèverie (1889).
  • Música para piano solo: Shumanniana (1891); Tango brasileiro (1890); Variações sobre um tema popular brasileiro (1887 - depois orquestrada por Leopoldo Miguez e, em Portugal, pelo grande compositor Viana da Mota); Allegro appassionato (1887) Doute; Valsa Capricho; Recuerdos; Mazurcas" n. 1 e 2: Plaintive: Improviso; Coeur blessé.
  • Música vocal: Aimons, para canto e piano (1887); De mãos postas, para canto e piano (1889), ambas com letra do poeta e jornalista Horácio de Carvalho.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BETTENCOURT, Gastão de. Temas de música brasileira. Rio de Janeiro: Ed. A Noite, 1941.
  • CACCIATORE, Olga Gudolle. Dicionário biográfico de música erudita brasileira. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005.
  • Carpeaux, Otto Maria (1977). «Novo nacionalismo musical: as Américas». Uma Nova História da Música 3 ed. Rio de Janeiro: Alhambra 
  • CERNICCHIARO, Vincenzo. Storia della musica in Brasille. Milão:
  • MARIZ, Vasco. História da Mùsica no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição, pp. 116-8.
  • PIMENTA, Gelásio. Alexandre Levy e suas obras. São Paulo: Rosenhein, 1911.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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