Camomila e Bem-me-quer

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Camomila e Bem-me-quer
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 40 min, aproximadamente
Criador(es) Ivani Ribeiro
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Carlos Zara
Elenco Nicette Bruno
Juca de Oliveira
Gianfrancesco Guarnieri
Cláudio Corrêa e Castro
Marcelo Picchi
Tereza Teller
Riva Nimitz
Maria Isabel de Lizandra
Geraldo del Rey
Lisa Vieira
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Tupi

Camomila e Bem-me-quer foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela extinta Rede Tupi, entre outubro de 1972 e março de 1973. Foi escrita por Ivani Ribeiro [1] e dirigida por Edson Braga, com supervisão de Carlos Zara.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Numa cidade pequena vive Seu Olegário, um homem neurastênico e irritadiço, muitas vezes misterioso, beirando o tragicômico. Ele é um completo pão-duro, tranca a geladeira com cadeados, desliga a luz algumas vezes por semana e despeja, até nos filhos, sua avareza compulsiva: é proibido repetir pratos nas refeições. Sua maior preocupação na vida é fazer economia.

Olegário compartilha o dia-a-dia de constantes sacrifícios com os filhos, Tomás e Elisa, e com a fiel empregada Frosina, que há vinte anos suporta as suas mesquinharias. Mas o velho sovina está longe de ser pobre. Tem diversos imóveis que aluga a inquilinos, e esconde em sua casa um tesouro que ninguém sabe onde está, nem mesmo os filhos. O único que partilha seu segredo é o amigo Anselmo, um homem que nutre um amor platônico por Elisa, filha do avarento.

O avesso de Olegário é o Tio Romão, que chega à cidade sem revelar o seu passado. Fala doce e distribui chazinhos como puro pretexto para conversar com os moradores e lhes dar um pouco de calor humano. Seus chazinhos ficarão conhecidos por toda a cidade, mas as pessoas se assustam com suas palavras certeiras. Alguns o consideram um santo; outros, um feiticeiro.

Tomás, filho de Olegário, é um jovem brincalhão que está sempre procurando descobrir o tesouro do pai. Sua irmã, Elisa, é uma jovem tímida e insegura que se apaixona por Gustavo, que se aproxima da família atraído pela possibilidade de dar um golpe do baú, Gustavo vai morar num quarto na casa de Judite, inquilina de Olegário. Judite fornece salgadinhos para a rotissérie de Tito e Santuza, um casal com a relação em crise por causa do ciúme doentio de Santuza.

A sobrinha de Olegário, Margarida, só gosta de ser chamada de Margô. Ela é viúva e feminista, preocupada com o casamento da sua filha Verinha com Bob, filho do conservador e machista Bruno. Bob se aborrece com os constantes desentendimentos entre o pai e a futura sogra. Os dois viúvos intransigentes têm gostos totalmente opostos, mas o mesmo temperamento difícil. Seus filhos se amam, mas têm que contornar os problemas causados pela difícil relação dos sogros.

O conflito maior que envolve esses personagens se dá quando Olegário resolve cortejar a jovem Mariana, que se vê obrigada a aceitar a proposta de casamento em troca do perdão da dívida de seus pais, o médico Vinícius e Helena. É quando Tomás passa a disputar com o pai o amor da moça. O rude avarento torna-se mais doce e sensível quando adota o órfão Tatá, um menino alegre e encantador que amolece o coração do velho com o laço afetivo que nasce entre os dois.

Para apaziguar todos os conflitos, o chá de camomila e bem-me-quer do Tio Romão é sempre servido em doses certas. Em meio a todas as histórias, Margô, Bruno, Olegário, Mariana e Tomás veem que realmente amor com amor se paga, com direito ao chá de camomila e bem-me-quer do Tio Romão.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Última novela da TV Tupi às 18h30. O horário para novelas foi extinto porque um novo fora criado, o das 20h30.
  • Ivani Ribeiro, contratada da emissora, escreveu a novela O Leopardo para a Rede Record, sob o pseudônimo de Arthur Amorim. Simultaneamente, a autora estreou Camomila e Bem-Me-Quer, na TV Tupi. Seu marido, Dárcio Ferreira, roteirizava O Leopardo enquanto Ivani supervisionava o texto dele e escrevia a sua nova trama da Tupi.
  • Foi mais um bom trabalho da autora, que através do personagem Tio Romão (Cláudio Corrêa e Castro) enviava uma mensagem de fé, esperança e amor. E com Olegário (Gianfrancesco Guarnieri), ela contava, em tom novelístico, as proezas de O Avarento, de Molière.
  • A externas da novela foram gravadas na cidade de Itu, interior de São Paulo.
  • Ivani Ribeiro escreveu uma reedição desta novela para a Rede Globo, em 1984, com um novo título - Amor com Amor Se Paga - com Ary Fontoura no papel do sovina, inspirado no protagonista de O Avarento, de Molière. Este remake foi a estreia de Andréa Avancini na Globo, até porque Cláudia Ohana já havia participado de Dancin' Days, embora como figurante.[1]
  • Primeira novela dos então jovens atores Edwin Luisi, Liza Vieira e Bárbara Bruno.

Referências

  1. a b Memória Globo, Amor com Amor se paga, Curiosidades [em linha]
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