Manuel Edwiges Queirós Vieira

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Edwiges de Queirós
Deputado estadual do Rio de Janeiro
Período 1892
até 31 de janeiro de 1893
Dados pessoais
Nascimento 17 de outubro de 1856
Cachoeiras de Macacu, RJ
Morte 18 de março de 1921
Petrópolis, RJ
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Deomethides de Queiroz Vieira[2]
Pai: Emygdio Antonio Lopes Vieira[2] e
Cônjuge Maria Tereza Monteiro de Barros[1]
Partido Partido Conservador e Partido Republicano Fluminense
Profissão advogado
linkWP:PPO#Brasil

Manuel Edwiges de Queirós Vieira (Cachoeiras de Macacu, 17 de outubro de 1856Petrópolis, 18 de março de 1921) foi um advogado, juiz e político brasileiro.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi estudante do Colégio Pedro II, onde se bacharelou, em 1874, em humanidades. Foi para São Paulo em 1875 estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco; formando-se, em 1879, em Ciências Jurídicas e Sociais. De volta ao Rio de Janeiro Foi nomeado juiz municipal e de órfãos em sua cidade natal, em 1885. Já em 1887 foi transferido para a cidade de Rio Bonito.[2]

O pai de Manuel Edwiges foi chefe político no município de Nova Friburgo, durante o Segundo Reinado.[4] Edwiges Iniciou sua vida política como membro do Partido Conservador, onde tornou-se aliado do conselheiro Paulino de Sousa, filho do Visconde do Uruguai. Com a Proclamação da República, em 1889, passou a fazer oposição politica a Francisco Portela, governador nomeado do Estado do Rio de Janeiro pelo presidente da República do Brasil, marechal Deodoro da Fonseca. Filiou-se ao Partido Republicano Fluminense, Edwiges de Queiroz, candidato a deputado pela oposição a Portela, não conseguiu eleger-se.[2]

Com a renúncia de Francisco Portela e a posterior convocação de novas eleições, Edwiges Queirós é eleito ao cargo de deputado estadual, ocupando a função de 1º Secretário. Junto com seus pares passa a elaborar a nova Constituição estadual do Rio de Janeiro, promulgada em 1892. Foi novamente conduzido para a Assembléia Legislativa onde em 25 de janeiro de 1893, votou com mais 26 colegas a favor da transferência da capital do Estado de Niterói para Teresópolis.[2]

Em 1893, Manuel Edwiges Queirós renunciou antes de terminar o seu mandato de deputado, pois foi nomeado por José Tomás de Porciúncula, que então governava o estado do Rio de Janeiro, ao cargo de chefe de polícia do mesmo estado. Neste cargo se destacaria contra a Revolta da Armada, estando ao lado das forças governistas do presidente marechal Floriano Peixoto; por este feito foi nomeado coronel honorário. Diante dos acontecimentos da revolta a capital estadual é transferida de Niterói para Petrópolis, passando Queirós a residir nesta cidade.[2]

Em 1894, na sucessão ao governo do estado, Porciúncula conseguiu eleger seu correlegionário: Joaquim Maurício de Abreu. No novo governo, Manuel Edwiges continuou no cargo de chefe de polícia. Já em 1897, o presidente da República Prudente de Morais, nomeia Edwiges chefe de polícia do Distrito Federal.[4]

Em 1900, último ano do governo estadual de Alberto Torres, o Partido Republicano Fluminense dividiu-se entre a antiga liderança exercida por José Porciúncula e liderança que despontava vinda de Torres. Diante desta divisão, Edwiges de Queirós permaneceu com Porciúncula, entretanto, este morreria inesperadamente um ano depois, aos 46 anos. Edwiges afasta-se a politica partidária e dedica-se a advocacia.[1]

Em 1906 Alfredo Backer assumiu o governo do Estado do Rio de Janeiro, sucedendo Nilo Peçanha. Com o rompimento político entre Nilo e Backer, Edwiges de Queirós se aproximou deste último, mantendo uma postura de oposição ao nilismo. Na sucessão de Backer, Manuel Edwiges Queirós Vieira foi escolhido como o candidato backerista contra o nilista Francisco Chaves de Oliveira Botelho. Em uma disputada e tumultuada eleição, marcada pela divisão da ALERJ em duas e pela intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF), Oliveira Botelho assumiu o governo estadual.[5]

Já, depois, no governo de Hermes da Fonseca, foi alçado ao posto de ministro da Agricultura deste no período de 19 de novembro de 1913 e 15 de novembro de 1914.[3] Antes de sua morte ainda foi vereador de Petrópolis.[2][1][6][7][8][9][10]

Referências

  1. a b c Francisco de Vasconcellos. «Edwiges de Queiroz, oitenta anos depois - Parte 2». Instituto Histórico de Petrópolis. Consultado em 25 de novembro de 2017. 
  2. a b c d e f g Francisco de Vasconcellos. «Edwiges de Queiroz, oitenta anos depois - Parte 1». Instituto Histórico de Petrópolis. Consultado em 25 de novembro de 2017. 
  3. a b «Manoel Edwiges de Queiroz Vieira». Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 7 de dezembro de 2016 
  4. a b Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil - (CPDOC); Raimundo Helio Lopes. «Dicionário da Elite Política Republicana (1889-1930), verbete: Manuel Edwiges de Queirós» 🔗 (PDF). Fundação Getúlio Vargas - FGV. Consultado em 11 de janeiro de 2018. 
  5. LACOMBE, Lourenço Luiz. Os chefes do Executivo Fluminense. Petrópolis, RJ : Museu Imperial, 1973.
  6. Francisco de Vasconcellos. «Edwiges de Queiroz, oitenta anos depois - Parte 3». Instituto Histórico de Petrópolis. Consultado em 25 de novembro de 2017. 
  7. Francisco de Vasconcellos. «Edwiges de Queiroz, oitenta anos depois - Parte 4». Instituto Histórico de Petrópolis. Consultado em 25 de novembro de 2017. 
  8. Francisco de Vasconcellos. «Edwiges de Queiroz, oitenta anos depois - Parte 5». Instituto Histórico de Petrópolis. Consultado em 25 de novembro de 2017. 
  9. Francisco de Vasconcellos. «Edwiges de Queiroz, oitenta anos depois - Parte 6». Instituto Histórico de Petrópolis. Consultado em 25 de novembro de 2017. 
  10. Francisco de Vasconcellos. «Edwiges de Queiroz, oitenta anos depois - Parte 7». Instituto Histórico de Petrópolis. Consultado em 25 de novembro de 2017. 


Precedido por
Pedro Manuel de Toledo
Ministro da Agricultura do Brasil
1913 — 1914
Sucedido por
Pandiá Calógeras


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