Eros

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Eros
Jovem defendendo-se de Eros
Por William-Adolphe Bouguereau
Casado(a) com Psiquê
Pais Afrodite com Ares
Ou Caos (segundo Hesíodo)
Irmão(s) Gaia, Tártaro
Filho(s) Hedonê
Romano equivalente Cupido

Eros (em grego: Ἔρως), na mitologia grega, era o deus do amor. Era um dos Erotes. Primeiramente, foi considerado como um deus do Olimpo, filho de Afrodite com Ares, ou apenas de Afrodite, conforme as versões. Ele é, normalmente, retratado em pinturas acompanhado da mãe.

Hesíodo, em sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de o descrever como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos.[1]

Platão, no Banquete, descreve assim o nascimento de Eros:

Em uma parte do mito, Afrodite faz um desabafo a Métis (ou Têmis), queixando-se que seu filho continuava sempre criança. Métis lhe explica que Eros era muito solitário e, por isso, mimado. Haveria de crescer se tivesse um irmão. Anteros nasceu pouco depois e Eros começou a crescer e tornar-se ainda mais belo e robusto.

Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando perturbada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo, isso após ela tomar um pouco de ambrosia tornando-a imortal. Com Psiquê, teve Hedonê, o prazer.

Representação[editar | editar código-fonte]

Eros e Sua Mãe Afrodite. O Julgamento de Páris.
Pintura de Enrique Simonet

Eros é sempre retratado como um garotinho alado, de cabelos louros, com aparência de inocente e travesso que jamais cresceu (simbolizando a eterna juventude do amor profundo). Portando um arco e flecha e até mesmo com uma tocha acesa. Sempre pronto a atingir, de forma certeira, suas flechas "envenenadas" com amor e paixão. Os alvos sempre sendo a região do coração e do fígado.

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Eros

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Hesíodo, Teogonia
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